Para Sempre...

28 Lua de Mel - parte 2


[…]

Já estávamos há meia hora na praia curtindo a leve brisa. Raymond estava ao meu lado e de cinco em cinco minutos comprava uma água de coco. Eu estava era com sede, mas a noite daria um jeito de comer. O sol deixava minha pele com um leve brilho por causa da palidez. Ouvi alguém assobiar e vi Raymond levantar, só deu tempo de ver um coco voando e o cheiro de sangue subir. O homem ficou estranhamente irritado.

- Raymond. – repreendi. O homem veio em nossa direção com a mão na testa que sangrava. O cheiro do seu sangue era tão convidativo, não consegui desviar meu olhar do seu sangue, ele brilhava. O cheiro já estava me levando à loucura, podia sentir e ver as partículas no ar, pude sentir o seu coração pulsar o meu alimento, seu coração acelerado e temeroso, da forma que eu mais gosto, ouvi sua respiração rápida e seu sangue ainda jorrando em seu rosto.

- Sophie. – ouvi um grito e acordei de minha insanidade. Raymond estava desesperado. – Olha para mim. – virei lentamente e olhei em seus olhos. – Seus olhos estão um pouco avermelhado, arrume uma desculpa. – ele falou por baixo da respiração.

- Minha cabeça está girando, odeio sangue, acho que vou vomitar. Me tira daqui? – falei sendo o mais dramática possível. Raymond assentiu, quando ele começou a carregar nossas coisas dei uma última olhada para o homem paralisado e sorri. – É melhor cuidar disso antes que infeccione. – falei fazendo cara de nojo ele riu e virou-se. – Pelo menos ele não te bateu. – murmurei ao lado de Raymond enquanto caminhávamos.

- O que houve com você? – ele me perguntou assustado parando de andar e me fitando.

- Eu não sei. Prometo que tento lhe explicar no hotel, aqui não. – eu falei e comecei a arrasta-lo. Andamos um pouco até que entramos no hotel, fomos para o quarto e ele já sentou-se na cama e me encarou seriamente. – O que houve com meus olhos? – perguntei-lhe acocorando-me em sua frente.

- Seus olhos ficaram com as bordas avermelhadas e brilhavam intensamente fitando o sangue do sujeito. –ele disse serio. – Você estava estática, eu te chamei umas cinco vezes e você nem se movia, teve um momento que você sorriu insanamente.

- Eu me perdi naquele cheiro maravilhoso. O sangue dele foi como um banquete extraordinariamente gostoso, e que eu nunca havia visto antes, convidativo a mim, somente a mim, como se fosse exatamente para que eu bebesse. – falei fitando o chão. Raymond me sacudiu levemente, ele parecia irritado. – O que foi?

- Você não é assim. O que está havendo com você? – ele me perguntou, seus olhos temerosos demonstravam todo o medo que ele escondia.

- Fique tranquilo, não vou machucar ninguém, é normal que um vampiro encontre o humano que contém o sangue especificamente para ele, e fique tão deslumbrado quanto eu fiquei. – falei sorrindo e o abracei. Beijei-o antes que fizesse-me mais perguntas, ele correspondeu de imediato, e seguimos adiante com nossa troca de carinhos.

[…]

Estou tomando um banho morno, vou para um luau hoje à noite. Sai da banheira rapidamente, teria apenas uma hora para me arrumar, não posso me atrasar. Peguei um vestido longo e solto roxo, uma sandália e vesti-me, prendi meu cabelo e pus uma leve maquiagem. Perfeito, nada muito chocante nem muito chique. Desci e encontrei Raymond no bar do hotel tomando uma bebida a qual eu não sei o que era.

- Oi amor. – falei assim que me aproximei. Dei-lhe um selinho e sentei-me.

- A senhorita deseja algo? – perguntou o bar man.

- É senhora agora, e não obrigado, ela não consume álcool. – Raymond disse sorrindo e o bar man assentiu e se retirou.

- Obrigada, mas não precisava responder por mim. E eu não quero ser chamada de senhora, sou velha, e não quero me sentir como tal. – falei rindo e beijei-lhe a bochecha. – Vamos, eu quero me divertir. – falei fazendo bico e ele riu.

- Desculpe me intrometer, mas a senhora disse que é velha, mas não quer se sentir como tal, mas a senhora aparenta apenas dezessete anos. – disse o bar man saindo de trás de uma máquina.

- Eu... Bom, eu tenho dezoito anos e já me sinto velha. Nós mulheres nos sentimos velhas mais cedo. – falei dando de ombros e ele pareceu desconfiado.

- Vamos. – Raymond puxou-me e eu apenas o segui. Chegamos à frente do hotel e Raymond adentrou em uma BMW prata. Lembrei-me do meu pobre carro e fiquei paralisada. – Entra amor, sinto pelo seu carro, você logo vai esquecê-lo, mas entre, não quero me atrasar para o luau. – Raymond implorou e eu adentrei o carro, ele deu a partida.

- Você tinha que alugar justo uma BMW? – falei fazendo bico e ele riu.

- Amor, era a única disponível, a Ferrari estava com problemas, então eu preferi esse bebê. – ele disse sorrindo e olhando a estrada.

- Você dirigi devagar. Corre. – gritei, já estava tendo uma sincope por causa da lerdeza do meu marido.

- Ok. – ele acelerou e chegamos em três minutos no local indicado.

Notas finais
Reviews?