Para Sempre...

29 Lua de Mel - Parte 3


Notas iniciais
Volteiiiii

[…]

Diverti-me muito ontem a noite, mas já são onze da manhã, e estamos nas piscinas naturais, são perfeitas. Os peixes são tão diversificados e interessantes, já ri muito com algumas espécies entranhas.

- Não tem tubarões por aqui. Vê se pode? – falou Raymond indignado sentando-se ao meu lado.

- Amor, para que você quer um tubarão? Para brincar de luta livre? – perguntei erguendo uma sobrancelha e ele assentiu. – Você é um amor.

- Não, você que é um anjinho. – ele falou apertando minhas bochechas.

- Vou dar um mergulho. – falei e ele escancarou a boca.

- Você vai molhar seu cabelo? Ele não vai ressecar não? – ele disse sorrindo e eu lhe mostrei a língua.

- Meu cabelo não estraga assim tão fácil. Além disso, tenho que aproveitar. – falei e corri humanamente, pulei e cai na água. Nadei um pouco e depois fomos embora.

[…]

- Bom dia. – falei beijando o rosto de Raymond após terminar minha leitura. Ele dormia de bruços e roncava.

- Bom dia minha princesa. – ele falou rindo e se esticando na cama.

- Essa é uma situação constrangedora, mas nem tanto. – ele virou a cabeça para me fitar curioso. – Seu bumbum está de fora. – falei sorrindo depois de dar uma olhada rápida no seu bumbum de neném.

- Não olhe. Sou uma moça de respeito. – ele disse imitando voz de mulher e fazendo gestos com as mãos.

- Moça? – perguntei rindo e ele me beijou.

- Você é minha linda donzela indefesa. – ele falou entre os beijos e eu gargalhei. – Fiz alguma piada? Alguma coisa que eu ainda não sei?

- Você é a donzela indefesa, e não eu. – falei sorrindo e indo para o banheiro.

[…]

Finalmente volto para casa, minha lua de mel foi rápida. Mas Madeline me ligou dizendo que o show de talentos vai ser daqui uns dias, e eu tenho que me preparar. Terminei de arrumar as malas e corri para o banho, depois de devidamente prontos, eu e Raymond seguimos para o aeroporto.

[…]

Madeline é muito tagarela. Será que ninguém pode calar a boca dela? Faz só duas horas que eu cheguei, e faz duas horas que ela fala.

- Madeline? – ela parou de falar e sorriu para mim. – Resume. Até agora não entendi nada. – falei e ela se irritou.

- Faz duas horas que eu falo e você ainda não entendeu nada? O que você ouve? – ela disse rapidamente frustrada.

- Muita coisa, só não entendo o que você diz. Compreendeu o bagulho? – falei elevando minhas sobrancelhas, Raymond entrou na sala sorrindo largamente e com meu violão nas mãos. – O que você está fazendo com meu bebê? – perguntei com cara de poucos amigos.

- Vou cantar uma musiquinha para animar o povo dessa casa mal-assombrada. – ele disse entre risos e sentou-se. – Por favor, Madeline, toca isso ai no piano? – disse ele entregando uns papeis a Madeline que assentiu e começou a tocar, ele começou a cantar e eu reconheci a música No Air de Jordin Sparks e Chris Brown. Depois ele começou a tocar o violão e cantar a música Fix You de Coldplay, e assim nos divertíamos um pouco.

- Espera. Quero tocar uma, mas você canta. – falei para ele que assentiu e me entregou o violão. – Same Mistake de James Blunt. – comecei a tocar e depois ele cantou. Logo todos estavam á nossa volta, até mesmo Tracy, que chegara da sua lua de mel a uma hora atrás. Assim que terminamos todos aplaudiram.

- Vocês dão uma dupla talentosa. Se vocês tivessem... – como se Raymond fosse um louco, pulou em cima de Tracy antes de ela terminar a frase. – Está doido? – disse ela empurrando ele.

- Se vocês tivessem o quê Tracy? – falei empolgada e Raymond negou com a cabeça para ela. – Raymond, por que não quer que ela fale?

- Nada meu amor, tolice minha. – ele disse abaixando a cabeça.

- Eu ia dizer que se vocês tivessem um filho ele com certeza ia sair muito talentoso. – ela disse sorrindo e eu tentei não desabar. Raymond me olhou como se pedisse desculpas e uma lágrima solitária escorreu por sua face. Ele saiu rapidamente e foi embora.

- O que deu nele? – perguntou Blacke.

- Eu sei. – dissemos eu e Robert juntos olhando para a porta.

- Ele se sente tão mal com isso quanto ela. – Robert falou e todos o fitaram curiosos, eu apenas me encolhi. – Raymond percebeu que ela é um tanto que maternal, e ele a ouviu dizer algo uma vez, mas ela estava tão inconsciente em seus pensamentos que nem notou. – ele falou e eu automaticamente fiquei estática, todos me fitaram estranhamente e eu abaixei minha cabeça.

- Nunca pensei que você fosse assim. – disse Hale me abraçando. –Oh, querida, não fique triste, você vai ter tudo o que deseja, só aguarde. – disse ela. Levantei-me e segui até a porta.

- Vou atrás dele. – falei cabisbaixa e sai atrás de Raymond. – Raymond. – gritei quando já estava há certa distância de casa. Ouvi um uivo e segui, parei perto do penhasco. Se Madeline souber nos mata. Encontrei-o humano, com sua bermuda surrada, sentado fitando a lua. – Oi. – sussurrei sentando-me ao seu lado, ele me abraçou protetoramente.

- Sinto muito por tudo isso minha princesa. – ele falou e beijou o topo de minha cabeça.

- Tudo bem meu amor, eu não me importo tanto com isso, afinal, já tenho muito mais do que eu pedi a Deus, me conformo com aquilo que eu tenho. – falei sorrindo e ele me beijou.

- Queria que você fosse completamente feliz.

- Eu sou muito feliz, pois eu estou aqui, viva e com o homem que eu amo, uma família maluca e maravilhosa, já estou feliz o suficiente. O importante é sua felicidade, você estando feliz eu estou feliz. Sou feliz por ter todos os que eu amo ao meu lado, não preciso ser mãe para estar completamente feliz, posso ser feliz desse jeito. – falei dando de ombros e ele riu. – O que?

- Que bom que você está feliz, não gosto de te ver sofrer, nem que seja uma coisa banal. Você é muito importante para mim.

- Faço minha as suas palavras. – disse sorrindo e tive uma ideia suicida. – Vamos ver a casa?

- A anã não vai gostar. – ele disse sorrindo.

- Quem se importa? Eu mesmo não. – respondi minha própria pergunta e ele riu. Senti algo incomodo em minha mente e percebi que Blacke tentava fazer contato.

- O que você quer? – perguntei-lhe mentalmente frustrada.

- Não vá para a casa.

- Por quê?

- Só não vá. Tchau.

Raymond me fitou interrogativamente enquanto caminhávamos até a casa que ficava por trás das arvores.

- Blacke disse para não irmos.

- Eu sei, ele fez uma ligação mental entre nós três, mas não falei nada somente me fechei para ele.

- Blacke às vezes parece que é vidente. – falei e rimos. Ouvi um som e Madeline apareceu na minha frente. – De onde você veio pipoca?

- Da nossa casa. E agora vamos conhecer a sua casa. Vamos que todos estão lá dentro. – assenti e nós entramos na bela casa, que por fora era vermelha e com grandes janelas. No hall de entrada havia alguns quadros e vasos, a pintura branca, somente na sala havia uma parede preta com alguns detalhes prata. Os móveis todos pretos e brancos com alguns detalhes grafite. A cozinha imensa, tinha um balcão no centro e um armário que rodeava a cozinha inteira. Haviam vários quartos, e outros cômodos, mas decidi ver o nosso quarto. Enorme, branco, com uma cama gigante banca, uma lareira, um lustre magnifico, três portas, uma para o banheiro, outra para a sacada e uma para o closet.

- Maravilha. Vamos trazer minhas coisas. – falei e todos assentiram, exceto Raymond que já havia dormido.

Notas finais
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