Para Sempre...

13 As coisas sempre mudam - parte 2


O táxi estacionou na frente de uma linda mansão vermelha, o clã Johnson é bem extravagante. Saímos dos respectivos carros, pegamos nossas bagagens e entramos. Eu e Peter estamos mais a frente, cheguei a porta e toquei a campainha. Um rapaz ruivo de olhos dourados atendeu à porta com um lindo sorriso.


– Olá. Devem ser o clã Nixon, sou Jackson Hernandez. Entrem por favor. – ele não desviou o olhar de mim nem por um segundo, isso me deixou extremamente constrangida. A casa era magnifica, em cor azul celeste e preto. Vários quadros e esculturas maravilhosas do século vinte. A sala de estar era ampla e bem arejada. – Sintam-se a vontade. Sigam-me. Vou leva-los aos seus aposentos. – Ele ainda me fitava, Peter ficou ao meu lado.


– Ela é noiva, tenha vergonha. – falou Peter por debaixo da respiração, só ouvidos aguçados ouviriam. Jackson desviou o olhar envergonhado e nos guiou até o segundo andar.


– Esse quarto é do casal. Fiquem á vontade, relaxem um pouco. – ele falou quando chegamos ao primeiro quarto, Hale e Derek assentiram e adentraram o quarto, seguimos mais adiante no imenso corredor repleto de portas. – Esse é de Blacke e Madeline. – ele falou sorrindo. – Esse em frente ao quarto de seu irmão é o seu Srta. Sophie. – ele falou envergonhado.


– Só Sophie, por favor, somos amigos. – falei dando um soco levemente em seu ombro e entrei em meu quarto. – Uau! – exclamei. O quarto extremamente enorme, com uma cama de casal, as mobílias antigas deram um ar sofisticados, parecia um quarto de princesa. – Gostei. – comecei a desarrumar minha mala e guardar as minhas coisas no closet. Fui ao banheiro, um banho não cairia nada mal agora. Abri as torneiras da banheira e em três minutos a banheira estava cheia. Pus os sais de banho que eu encontrei no armário do banheiro. Despi-me e entrei na banheira, a água estava morna, muito confortável.


– Sophie? – reconheci a voz de Jackson.


– Estou no banheiro. Só um minuto. – corri e me enrolei na toalha. – Sim? – perguntei enquanto saia do banheiro.


– Er... – ele fechou os olhos fortemente e então voltou a me fitar. – David quer conhece-la, seus familiares estão te esperando na sala de estar. – ele falou seriamente indo em direção á porta.


– Obrigada. Desço em dez minutos. – falei e comecei a me secar assim que ele fechou á porta. Corri para o closet e vesti uma roupa simples, me arrumei e desci as escadas correndo. – Olá. – falei quando vi o pessoal reunido.


– Olá. – responderam juntos, menos os dois irmãos Johnson, que estavam vidrados em mim.


– É um prazer conhece-la pessoalmente. – disse um cara alto de cabelo preto cacheado e traços adultos, enquanto beijava delicadamente a minha mão. – Já ouvi falar muito de você.


– Todos nós ouvimos David. – falou o outro sorrindo e vindo em minha direção, imitando o gesto do irmão e beijando as costas de minha mão. Ele, diferente de seu irmão, tem traços fortes e cabelo curto.


– Como assim ouviram falar muito de mim? – perguntei sem intender e todos riram de minha expressão.


– Todos os vampiros sabem quem é a garota que Ethan tanto admira. Você foi apelidada de vampira invisível. Além disso, você é a vampira que destruiu muitos soldados de Ethan, é uma verdadeira guerreira aos olhos de todos os vampiros, tenho certeza que nenhum ousaria te desafiar, a menos que queira se transformar em pó. – ele falou sorrindo, os outros estavam em suas próprias conversas a essa altura, somente eu, David e Leonardo estávamos nessa conversa.


– Continuando, você se tornara um pouco destemida, menos pelo seu pa... Er... Pelos seus familiares. – eu não sou nada, e eles ficam falando essas coisas. Eles me confundiram, só sendo. Os irmãos se levantaram, sorriram para mim e subiram as escadas rapidamente.


– Você está bem? Parece distante. – perguntou Peter.


– Sim estou, só preocupada com Raymond, o pai dele teve um infarto e está internado. – ele me abraçou.


– Por que não pede a Derek para ver como seu namorado está? Peça a Blacke para ele conversar com Raymond, tenho certeza que isso irá te confortar. – nesse momento a campainha tocou, Jackson atendeu a porta e entrou o clã Walker.


– Obrigada pela ideia, nem havia pensado nisso. – agradeci sinceramente.


– Vamos, já são quase cinco da tarde e estamos conversando demais, já para o quarto se arrumar. E isso é uma ordem. – ordenou a pipoca ambulante. Levantei-me e fui em direção a Derek.


– Pode me fazer um favor? – pedi a Derek quando me aproximei, ele assentiu. – Veja o que Raymond está fazendo.


– Ele está muito bem, no momento está reunido com a matilha, conversando sobre os visitantes. – ele respondeu e eu dei um sorriso. Fui ao quarto de Blacke, ele e Madeline acabaram de subir. Bati na porta e Blacke atendeu.


– Fala com Raymond, pergunta como ele está e diz que eu estou com saudades. Agora. Depois você me diz. – falei e fui ao meu quarto, entrei indo direto ao banheiro, tomei meu banho e segui para o closet. Peguei meu vestido para a festa e meu scarpin, os coloquei na cama e comecei a secar meu cabelo, terminei de secar e fiz cachos, maquiei-me e vesti-me. – Prontinha, linda para arrasar. – falei e sorri de meu comentário.


– Cheguei... – Madeline chegou gritando e abaixou a vozquando me viu pronta. – Você disse que eu ia te arrumar. – falou triste.


– Você demorou demais. – falei e lhe fitei com um sorriso. – Como estou? Digna de seu orgulho?


– Sim. Linda. – ela falou com um sorriso gigantesco. Ela já estava pronta.


– Você está maravilhosa. – falei e seu sorriso se alargou mais ainda.


– Obrigada. – ela olhou para a porta seriamente e depois sorriu para mim. – Estão quase todos prontos. Espere aqui. – ela disse e saiu do meu quarto, quatro segundos depois ela voltou com a maquina fotográfica. – Foto. – ela gritou parando a alguma distancia de mim e tirando um foto. – Ficou perfeita, digna de página na internet. – ela disse e saiu me arrastando para o andar de baixo. Assim que chegamos à escada ela fez sinal para que eu parasse no topo, ela desceu rapidamente, eu sorri e olhei para ela que tirou outra foto.


– Oi gente. – falei descendo as escadas, assim que terminei de descer Blacke me abraçou.


– Nossa maninha, está linda, se Raymond te visse agora, ia ficar te olhando com cara de tacho e a baba dele ia lavar o chão. – ele falou ainda me abraçando e sorrindo.


– Está lindo grandão. – disse lhe olhando dos pés a cabeça, ele vestia um smoking preto e uma gravata borboleta.


– Não gosto dessa roupa de pinguim. – ele disse olhando para a própria roupa. Olhei para as pessoas na sala, e estavam todos maravilhosos, os irmãos Johnson não estavam presentes, somente Jackson.


– Vocês estão lindos. – disse a minha família que sorriu, e Jackson parecia perdido em seus próprios devaneios enquanto me fitava. Uma gargalhada ecoou na sala, eu e Jackson fomos os únicos a levarmos um belo susto. – Blacke!


– Jackson, o noivo dela vai quebrar a tua cara. – Blacke falou em meio a sua gargalhada.


– Falando nele grandão, o que ele te disse? – perguntei sorrindo e tentando não ligar para o rosnado de Jackson e Madeline o ameaçando.


– Ele disse que sente saudades, e que o pai dele esta tento uma recuperação maravilhosa, está tudo muito bem por lá. – ele disse e eu assenti virando-me em direção á Jackson que ainda rosnava e estava em posição de ataque.


– Se acalma bonitão, deixa de frescura que ninguém aqui é cego, todos percebemos sua cara de tacho toda vez que vê Sophie. – disse Tracy sorrindo, parecia que nada estava acontecendo.


– Deixa de ser babaca, e nos leva logo á esse salão de festa que vocês construíram na floresta, eu quero cantar, além disso, somos nós que animaremos a festa. – falei dando de ombros e ele seguiu abrindo a porta. Ainda esta cedo, mas vamos animar a festa então chegaremos mais cedo para testar o som e nos preparar. Andamos pela floresta até chegarmos há uma clareira onde havia várias mesas, um palco, uma pista de dança, tudo perfeito. A decoração era toda em preto e branco. – Nossa! Pensei que só Madeline era boa em decoração, mas sinto que me enganei profundamente. – falei indo em direção ao palco.


– E quem disse que não tem minhas mãos de fadas nessa organização? – ela perguntou erguendo uma sobrancelha, eu ri e peguei o violão, comecei a tocar mais estava desafinado, fui afinando até ficar perfeito.


– Os convidados chegam em quinze minutos, se organizem. – falou Jackson sentando-se a uma das mesas, e nossos pais, para todos os efeitos, sentando-se em outra.


– Beleza, temos todos os instrumentos, e basicamente cada um sabe tocar uns cinco instrumentos, vai dar tudo certo. – Blacke falou. – Uau! – ele disse pausadamente vendo a mesa do DJ, acho que ocorreu algo errado na transformação desse vampiro.


– Relaxa grandão. Que tal darmos uma palhinha para o Jack? – falei dando de ombros, Jack se levantou me olhando mortalmente.


– Como ousa me apelidar? – ele gritou.


– Seu nome é muito grande, não te culpo por isso, sei que a culpa não é sua. – falei docemente e voltei meu olhar aos meus irmãos, ainda esperava uma resposta.


– Claro. A ideia é sua, cante sozinha, posso até tocar mais não estou a fim de cantar só para esse idiota. – disse Tracy se dirigindo ao canto esquerdo do palco.


– Ok. Vou cantar a... – Jack atendeu o celular e fez sinal para que eu me calasse.


– Sim? Claro, agora mesmo David. – ele desligou o celular e olhou para mim. – comecem a tocar alguma coisa suave, os convidados estão chegando.


– Two is better than one. – falei sugestivamente e meus irmãos assentiram, Blacke ajeitou o microfone que estava na bateria e começamos, eu e Blacke cantando calmamente enquanto os convidados chegavam, vi vários “oi” direcionados a mim, alguns me olhavam com indiferença e outros apenas sorriam e sentavam-se á mesa com seus sobrenomes. Assim que a música acabou, Jack anunciou que estavam todos presentes e podíamos prosseguir. – Quero parabenizar Leonardo que hoje fica um ano mais velho, e esse ano faz muita diferença. Anuncio que a partir de agora a diversão começa. – falei e todos sorriram, fui para o microfone do lado esquerdo e Tracy para o centro, peguei meu baixo e posicionei-me.


– Make me wanna die. – falou Tracy sombriamente e Madeline começou a tocar. Durante a música várias pessoas gritaram, algumas iam a grande fonte de sangue, não faço ideia de onde conseguiram esse negocio. Eu apenas tocava e balançava meus cabelos, eu me enlouqueço tocando rock. No fim todos nós fizemos um coro, o que saiu perfeito. – Agora a Sophie irá abalar todo mundo. – ela falou rindo.


– Cante Who’s that chick. – Falou Blacke mentalmente.

– Ok.

– Espero que estejam preparados para dançar. – falei sorrindo, Blacke foi á mesa do DJ e começou a tocar. Comecei a interagir com as pessoas, peguei o microfone e desci do palco para a pista de dança, comecei a dançar com o pessoal, e acabamos inventando uma coreografia. Quando o fim da música se aproximou, subi para o palco novamente, dando inicio á festa.


*Por Angel*


Eu dançava animadamente, a festa estava realmente boa, resolvi não beber o sangue da fonte, já que pelo cheiro era sangue humano.


– Essa é em homenagem ao casamento da Sophie, já que ela só terá a chance de ouvir o solo do violão, vamos cantar aqui hoje. Your Guardian Angel. – disse Blacke animado, Sophie começou a tocar o violão e Blacke a cantar, eu sorri, mas meu sorriso se desmanchou ao ver que as pessoas agora dançavam em casais.


– Dança comigo bela dama? – Peter apareceu em minha frente fazendo uma reverência, eu assenti envergonhada e dancei com ele até o fim da música, logo começaram a tocar Whit arms wide open. – Você quer dar uma volta? Preciso de ar. – assenti, apesar de saber que estávamos a céu aberto e ele não precisava de ar nenhum. – Droga! – disse ele com as mãos em punhos e olhando em um ponto da floresta, senti um cheiro diferente, mas não conhecia.


– Quem é? – perguntei olhando para á floresta, e pude ver alguém se mexendo e olhos vermelhos nos fitando.


– Um velho amigo. – disse entre dentes. – Volte para a festa, não quero que se machuque. – ele disse sem desviar o olhar.


– Eu não vou me machucar, quando humana aprendi a lutar Kong fu, sabia que algum dia ia ser útil. – tagarelei sorrindo.


– Você só fala abobrinhas?


– Ele está decidindo se ataca ou não, relaxa. – ele me fitou confuso.


– Como você sabe? – ele perguntou incrédulo, essa é uma boa pergunta, mas só sei que sinto isso.

– Droga, ele vai atacar. – falei levando as mãos ao alto e ficando em posição de ataque. O ser de olhos vermelhos correu em minha direção, eu dei um soco no mesmo o fazendo voar e bater numa árvore que caiu com o impacto. Percebi que havia várias pessoas prestando atenção em nós, mais nenhuma tinha o desejo de lutar.


– Don, eu nunca te vejo, em compensação, você quando aprece, resolve tentar atacar um vampiro no meio de uma festa repleta de vampiros, você pirou? – perguntou Sophie entre risos, o vampiro de olhos vermelhos e de longo cabelo loiro gargalhou e foi em direção á Sophie.


– Você está ainda mais bela do que da última vez que te vi. – ele disse fazendo minha amiga ficar encabulada. – Oi Leonardo, feliz aniversário, quis chegar em grande estilo. – ele disse sorrindo.


Depois que o vampiro chegou à festa ficou mais animada, Sophie resolveu só cantar música eletrônica, eu e Peter meio que nos demos muito bem.


[…]


Notas finais
Reviews?