Para Sempre...
12 As coisas sempre mudam - parte 1
Notas iniciais
Estou de frente para a floresta com os lobos, esperando. Esperando a morte vir ao meu encontro, ou talvez uma nova esperança de vida para mim, independente de qualquer coisa, seja o que Deus quiser.
Quatro figuras apareceram de dentro da floresta, e devo admitir que eles não andam e sim flutuam. Parecem os seres mais poderosos, o que de fato é quase verdade, do mundo. Debi vinha á frente junto a Ruxon, Ramon e uma linda garota de longo cabelo preto vinham atrás.
- Olá amigos. – falou Debi suavemente me fitando. – Vim conversar com você, e pelo visto estavam prontos para uma batalha! – disse ela sorrindo, se eu não a conhecesse diria que ela parece um anjo! – Essa é Kate. – falou apresentando a tal moça.
- Quer entrar para conversarmos civilizadamente!? – falei surpresa e incrédula, ela assentiu.
- Então vamos. – falou Derek e nós o seguimos para dentro de nossa casa. Assim que chegamos Debi e os de seu clã repugnante sentaram-se no sofá e nós fizemos o mesmo. Raymond voltou a sua forma normal, e os outros lobos ficaram do lado de fora esperando. – Primeiramente, quero dizer-lhe, querida Debi, que Sophie tem o direito de escolher, e você melhor do que ninguém sabe desse fato. Mas a verdade é que já a adotamos e ela tem uma vida aqui. – falou Derek antes que ela começasse.
- Velho amigo, eu realmente não ligo se Sophie quer ou não vir conosco, sem ofensas, mas você pouco me importa. – disse ela olhando para mim e depois voltando a fitar Derek. – Quem a quer, na verdade, é Ethan. Ele a quer de uma forma inexplicável, e até o mês passado eu ainda não tinha conseguido entender isso. Ele a idolatra, como se fosse o ser mais incrível da terra. Mas eu consegui descobrir a verdade. – senta que lá vem à história. Ramon estava rígido em seu lugar, parecia temer algo. – Ramon se apaixonou por Sophie um mês antes de nós a transformarmos, ele a queria para si, e aproveitou o quase dom de Sophie como desculpa para transformá-la e finalmente tê-la em seus braços, mas Ethan criou uma admiração por Sophie, ele sempre achou incrível como ela matava todos os seus vampiros, e como ela foi forte, desde o momento em que se transformou, a ponto de morder dois seres humanos apenas em toda sua existência. – Raymond rosnava do meu lado, ele e Ramon estavam trocando olhares mortais. Até eu estou com medo de Raymond agora.
- Na verdade foram três. – disse apontando para Ang ao lado de Tracy, as duas tinham o semblante macabro.
- Não havia notado a presença da mais nova vampira. Perdoe-me tal indelicadeza. – Ang assentiu e ela voltou para sua história. – Continuando, Ramon ainda fez a cabeça de seu pa... Er... De Ethan, para persegui-la e a qualquer custo tê-la de volta. – Ethan é pai de Ramon ou eu estou maluca?
- Ramon é filho de Ethan? – perguntou Blacke. Debi o olhou assustada pela percepção do vampiro.
- Quem te disse tais calunias sobre Ramon? – ela falou alterada. Calma titia, o burro ai é meio retardado! – Eu o transformei, ele é apenas um vampiro normal. – falou ela se acalmando, Ramon e Raymond ainda estão se encarando, nem se quer piscam. Virei-me para Raymond e beijei-lhe a bochecha, ele me encarou mortalmente, e voltou a fitar Ramon.
- Debi, termine de falar, não esconda nada, estou enlouquecendo. – falei para ela calmamente.
- Ethan fez o desejo de seu filho, — todos nós olhamos espantados para ela que falava seriamente. – não só para agrada-lo, mas também para benefícios próprios. Mas sou a líder, e decidi que te deixarei livre Sophie, não te preocupes mais, estás livre para sempre, não te perseguiremos mais. – ela percebeu que ainda estávamos com feições espantadas. – Sim, Ethan é pai de Ramon, os encontrei após duzentos e cinco anos sozinha, e os transformei. Eu já governava os vampiros naquela época, e quando Ethan entrou em minha vida foi bem mais fácil. – dito isso ela levantou-se e andou em direção á porta, os de sua guarda real a seguiu mas Ramon continuou encarando Raymond. – Vamos Ramon, não perca seu tempo. – ela falou dirigindo seu olhar a ele que se levantou e foi em direção á Debi. – E vocês, não ousem falar isso a qualquer um que seja, senão estarão cavando suas próprias sepulturas. – ela falou sombriamente e saiu.
- Sabe Madeline, acho que temos dois casamentos para começar a planejar. – falei e todos me abraçaram sorrindo. – Não sou fã de abraço em grupo. Mas hoje vale tudo. – falei e eles gargalharam, espera um pouco ai. – Cadê Raymond? – perguntei assustada e todos olharam ao redor, mas Raymond não estava mais aqui.
- Ele está lutando contra Ramon. – falou Derek assustado, eu não pensei duas vezes e corri ao encontro de Raymond. Adentrei a floresta rapidamente e ouvi um rosnado, corri mais rápido e encontrei-os lutando, Debi e os outros dois apenas assistiam.
- Parem! – gritei me pondo entre eles, que pararam e rosnaram um para o outro. – Não existe motivo algum para vocês estarem lutando. Que coisa mais infantil. – falei indignada.
- Você é o motivo para tudo isso, deixe de ser tola e enxergue o que está bem debaixo de seu nariz. Você está fazendo a escolha errada, ele não te fará feliz, é um vira-lata pulguento. Se ficar comigo terá benefícios maiores. – gritou para mim.
- Você não entende, o amor que existe entre mim e Raymond é mais forte do que podes imaginar, e você não significa nada comparado ao cão pulguento, seu ser repugnante. Vão embora que é melhor. – fui em direção á Raymond e parei na sua frente, fitando seus olhos negros. – E você, prepare seus ouvidos. – falei entre dentes puxando-o pela orelha. Corremos até a casa e ele voltou á sua forma humana. Assim que adentramos na casa, eu, furiosamente, lhe dei uma bronca. – Quem você pensa que é? Não deveria ter ido atrás dele. Você é um completo idiota. Quer me deixar viúva antes do casamento? Eu não quero ficar viúva, será que você entende? Nunca mais faça uma burrada dessas. E não escute os concelhos de Blacke. Você não é o super-homem, então haja conforme sua espécie. – falei rapidamente, de forma que qualquer humano já estaria sem ar.
- Eu tenho certeza que sou Raymond, eu não sou idiota, não vou te deixar viúva, eu não estou conseguindo te entender, e minha espécie reage assim perto de um vampiro. – ele falou como se estivesse explicando algo a um velho que já fez a mesma pergunta centenas de vezes.
- Maninha pega leve com o Bad boy, e não me mete na sua briga de casal. – falou Blacke, e eu fuzilei-o com os olhos.
- Eu estou tendo um ataque de stress. – falei subindo as escadas em direção ao meu quarto. – Raymond?
- Sim flor do meu jardim, rainha do meu castelo, meu anjo da guarda, sol da... – o interrompi.
- Pare de me paparicar, você hoje dorme no sofá aguentando Blacke a noite toda. – falei o olhando seriamente.
- Isso é injusto. Amor, não me deixa dormir aqui. – ele falou enquanto Blacke fazia uma cara diabólica e o abraçava. Eu gargalhei e fui para o meu quarto, deitei-me na cama e peguei o livro Romeu e Julieta de William Shakespeare. Iniciei minha leitura, esse livro me deixa tão emocionada.
[…]
Seis horas da manhã e eu já estou arrumando a mala de viajem, pus tudo o que precisaria. Pensando bem, ontem foi tão estranho, nem pareciam os mesmos. Debi estava tão calma que chegou a ser cômico e, ao mesmo tempo, assustador. Minha mente está tão perturbada, queria poder dormir novamente, sonhar e poder me sentir cansada, poder dormir abraçada ao meu noivo, que logo será marido.
- Sophie! – gritou Madeline adentrando meu quarto. – Pare de sonhar acordada, vamos perder o voo!
- Calma, já terminei. Só vou tomar um banho e me arrumar, prometo que será rapidinho. – disse para ela que saiu arretada do meu quarto. Adentrei o banheiro o mais rápido possível. Pus uma calça preta e uma blusa de caveira com suspensório, pus meu coturno e fiz cachos no meu cabelo. Olhei-me no espelho e gargalhei, eu parecia uma adolescente de quinze anos revoltada. Peguei minha mala e corri para á garagem, e guardei minhas malas no carro de Madeline.
- Nossa! Alguém perdeu uma adolescente? – perguntou ironicamente, meu querido e amado irmão. – Galera achei uma garota maluca na nossa garagem, e ela está roubando nossas malas.
- Deixa de ser criança. – falei e peguei meu Ray ban das mãos de Blacke.
- Ei! É meu. – falou Blacke indignado.
- Errado. Era seu, agora é meu. – falei sorrindo e beijei-lhe a bochecha. – Maninho você quebrou meu óculo, eu sei disso.
- Mas você comprou aquele da Dolce & Gabanna! – falou Madeline na minha frente.
- Tampinha, não vou devolver, não agora. Estou totalmente rebelde hoje. – falei sorrindo e beijei-lhe a testa.
- Você é malvada. – falou Raymond e me beijou.
- Raymond, vá para casa. Agora. – falou Derek.
- O que está havendo aqui? Por qual motivo ele não pode ir? – perguntei incrédula.
- Calma minha princesa, eu tenho que cuidar da matilha, os visitantes secretos voltaram de novo. E meu pai não está bem, teve um infarto ontem e está internado. – eu o abracei.
- Sinto muito. Diga a ele que eu estou na esperança que ele melhore, quero vê-lo em meu casamento completamente saudável. – sorri para ele, era visível a preocupação em seu rosto.
- Direi sim meu amor. Obrigado. – ele beijou a ponta de meu nariz e sorriu. – Até depois. Eu te amo.
- Não mais que eu. – falei sorrindo e entrei no carro de Madeline que estava me esperando nervosamente. — Te amo. – falei e Madeline acelerou, saindo rapidamente da garagem em direção ao aeroporto.
[…]
Estamos todos sentados á espera do avião, ele irá atrasar meia hora graças a uma tempestade que está ameaçando o nosso trajeto. Todos que passam nos olham, teve uns cinco rapazes que vieram pedir meu número, eu sorria largamente e depois mandava um olhar fatal, e eles saiam correndo, teve um que urinou na roupa quando viu Blacke de cara feia.
- Sophie Mary Foster Nixon e em breve Sandler, você precisa ver a loja que eu entrei, têm presentes perfeitos, preciso de sua ajuda, Tracy já está escolhendo o dela, nós escolheremos pelos outros. – pediu Madeline.
- Certo, vamos nessa tal loja antes que nosso avião esteja pronto para decolar. – falei com um sorriso gigantesco. A loja não estava tão longe, Madeline praticamente estava me arrastando, chegamos á loja em três minutos. Entramos e eu fiquei encarregada de escolher o de Hale, escolhi uma jaqueta de couro preta, e um anel em forma de caveira com olhos vermelhos. – Achei os meus. – disse indo em direção as minhas irmãs que estavam no balcão me esperando para pagar. – Acho que ele deve ser meio roqueiro. – falei rindo enquanto as duas me olhavam incrédulas. – O que eu posso fazer? Não tenho culpa de ele ter nascido homem.
- Escuta, Leonardo, por incrível que pareça, gosta desse tipo de coisa, por sorte você escolheu certo. – falou Tracy.
- Eu sou a única que não os conheceu ainda. – falei irritada.
- Angel também não o conheceu ainda. – isso é golpe baixo, ela é nova no quesito vampiro, até ano passado ela estava no quesito lobo.
- Sophie? – ouvi uma voz atrás de mim, e se eu pudesse desmaiar o faria sem problemas. Virei-me e fitei o homem atrás de mim, ele era ruivo e alto. – Não é sempre que um vampiro se assusta. – ele falou sorrindo e eu o abracei.
- O que faz aqui Peter? – falei fitando-o. – Como você cresceu, nem acredito que você está aqui! – falei alegremente.
- Com licença! O que está havendo aqui? – perguntou Madeline curiosa Nixon.
- Esse cara é uma lenda, ele é um dos poucos híbridos existentes na terra. – falei sorridente e minhas irmãs sorriram. – Peter Goodrich, essas são minhas irmãs adotivas, Tracy Vincenzo e Madeline Thompson. – falei e eles trocaram rápidos apertos de mão. – E o que você faz aqui? Vai viajar?
- Vou á festa de Leonardo Johnson, irmão do chefe do clã, David. Somos velhos amigos, conheço David desde dois séculos atrás. – ele falou e isso me deixou muito feliz.
- Nós também vamos à festa. – falei sorridente.
- Atenção senhoras e senhores passageiros com sentido áRússia, por favor, dirijam-se ao portão de embarque de numero cinco.
- Vamos lá. – falou Madeline pegando as sacolas e saindo pulando da loja. – Pronto ou não, aqui vou eu Egito.
- Pipoca ambulante veja a impressão que você vai causar no pobre do Peter, ele não é acostumado á isso. Ele é apenas um pobre viajante. – falei e todos gargalharam.
[…]
Por uma grande e incrível coincidência minha poltrona é ao lado da de Peter, ainda bem que ele está dormindo. Decolamos á uns cinco minutos, e eu já não aguento ficar nesse avião, tem um velho que ronca feito um porco, um menino de dez anos que não para quieto, dois adolescentes se agarrando no banheiro. Isso aqui é um terror, acho que não ia ser nada mal se eu me jogar por essa janelinha minúscula, afinal de contas é mais fácil eu quebrar o chão do que me arrebentar na queda. Acho melhor eu pedir um travesseiro para a aeromoça, tenho que fingir que estou dormindo, ainda bem que não sou humana senão eu não conseguiria dormir com esse velho roncando no meu ouvido. Ok! Tenho que ter outro foco, hm, é tão difícil achar um foco.
- Aeromoça. – chamei quando uma aeromoça ruiva ia passando.
- Sim Srta.? – ela perguntou sorrindo.
- Poderia, por favor, me trazer um travesseiro. – ela assentiu e se retirou. Fiquei esvaziando minha mente durante cinco minutos.
- Srta. Aqui está seu travesseiro. – me entregou a aeromoça.
- Obrigada. – eu olhei em seu crachá. – Srta. Rebecca. – ela sorriu largamente e eu me aconcheguei na poltrona.
Fechei meus olhos e comecei a ignorar todos os barulhos do avião, me concentrei no coração que batia calmamente ao meu lado e imaginei como Raymond estará nesse momento tão difícil. Não consigo nem imaginar como ele está se sentindo, o pai doente, e eu não estou lá para apoia-lo nesse momento tão doloroso e sofrido. Por que a vida é tão difícil? Será que tudo nesse mundo fica contra a felicidade dos que me rodeiam quando estou por perto? Eu sou a culpada disso tudo, o pai de Raymond deve ter infartado quando soube que o filho estava pondo sua vida em risco para me proteger. Sinto-me culpada pela dor e o sofrimento de todos, pareço até uma pessoa com complexo de culpa. Mas isso é a mais pura verdade, eu sou a culpada dessas catástrofes que acontecem, ninguém mais tem culpa alguma nessa história.
Um dia as coisas terão que melhorar, eu não sei se consigo aguentar toda essa confusão, é pressão demais para o meu cérebro. Sou uma vampira condenada pela falta de sorte.
- Sophie? – ouvi a voz de Peter me tirar de meus devaneios.
- Sim?
- Estou sem sono algum, quer conversar? Conta-me as novidades? – ele me fitou sorrindo e então olho para minha mão direita. – Vai casar?
- Sim. Vou casar com um lobo. – falei sorrindo.
- Quebrou sua promessa de nunca se apaixonar Sophie? E olha que nem faz tanto tempo que não nos vemos. E ainda mais um lobo? – ele falou docemente.
- Pois é. Eu me apaixonei por ele desde a primeira vez que o vi. Foi tão intenso, como se meu coração despertasse e se enchesse de alegria. Parecia um sonho maravilhoso que não iria chegar ao fim. – falei com um sorriso leve.
- Uau! Sophie, você não é a mesma durona que eu conheci á noventa e três anos atrás. – ele falou brincalhão. – Como foi o pedido? Foi romântico? Ele te trata bem? Por que se ele for um idiota me fala, eu o mato em menos de dois segundos. – ele falou começando a ficar sério, nos consideramos irmãos, então ele tinha ciúmes de mim como um irmão bobão.
- Calma. Ele é um homem maravilhoso. Foi no meu aniversário, fizeram uma festa para mim e ele aproveitou a ocasião e pediu minha mão em casamento, e eu aceitei. – falei calmamente.
- Ele te... – percebi seu constrangimento, faço ideia de sua pergunta. Ele realmente me conhece melhor que ninguém.
- Sim. – falei em um sussurro, eu estava mais envergonhada que um homem correndo pelado na rua.
- Nossa. Não reconheço mais a minha velha Sophie. – ele falou com um sorriso malicioso. – E você permitiu uma festa? – ele perguntou incrédulo.
- Infelizmente não tive escolha, a pipoca ambulante me deixa maluca. – falei e rimos.
- Ethan ainda te caça? – ele perguntou mais sério.
- Bom, até ontem sim, mas Debi resolveu me deixar em paz. Eu fui raptada por ele dois meses atrás, cheguei a pensar que não veria mais minha família, foi realmente terrível. Ele parece que gosta de me perseguir, mas agora não irá mais. – falei seriamente.
- Que ótimo, te desejo toda a felicidade possível minha amiga. – disse ele me fitando.
- Obrigada. Quer ir ao meu casamento? Adoraria ter você por lá. – falei batendo palminhas. Nossa a doença de Madeline pega, é melhor eu parar.
- Com certeza. – ele me respondeu.
O resto da viagem foi entediante, ele resolveu voltar a dormir, o velho acordou e fica paquerando as mulheres do avião, foi hilário quando ele viu Tracy, ele deu uma piscadela para ela e a mesma lhe mostrou o dedo do meio. O garoto que estava agitado dormiu, o casal do banheiro foi substituído por um gordo com dor de barriga, não quero nem pensar, apesar de que eu estou ouvindo coisas terríveis até os humanos estão escutando, é tão nojento, agradeço por ser vampira e não fazer o que ele faz.
- Peter acorda. – falei enquanto cutucava seu ombro.
- Hm... Eu não tenho corda mulher, estamos num avião. – falou voltando a dormir.
- O avião está caindo. – gritei e todos me fitaram assustados, Peter deu um pulo da cadeira e eu comecei a gargalhar. – Relaxem, só estava tentando acordar esse dorminhoco. Desculpem o incomodo. – todos riram da cara de indignado de Peter. – Que história é essa de não tenho corda? Você está precisando ir ao psiquiatra. – falei rindo e ele revirou os olhos.
- Você é mesmo uma palhacinha, deveria ir trabalhar num circo, lá aceitam qualquer tipo de aberração. – ele falou sério, mas no fundo senti que era brincadeira.
- O primeiro a aceitarem, sem problema algum, seria você. – falei seriamente.
- Sou uma aberração, a aberração mais bela que a natureza criou, e todas as garotas caem aos meus pés quando me veem, sou o sonho das garotas, causo desejo se... – não o deixei continuar, o ego dele é grande demais para mim.
- Se continuar falando esse tipo de calunia, irei te jogar do avião. – ele riu e me deu uma piscadela. – Você não é tão resistente. Com certeza terá alguns estragos. – falei sorrindo angelicalmente. A aeromoça avisou que iriamos pousar, e como todos os humanos, tive que pôr o cinto de segurança, que ironia do destino, eu não vou morrer se ficar sem essa droga de cinto.
- Seu sorriso iluminou meu dia. – ele falou ironicamente.
- E seu sono me deixou completamente entediada. Você não sabe dormir. – gargalheiinternamente com essas palavras, ele fez cara de poucos amigos e então nós rimos. O avião pousou, e nós saímos para buscar as malas. Peguei minha mala, não foi difícil de acha-la, Madeline me deu uma mala bem chamativa, rosa choque com estampa de onça.
- Bela mala. – ele falou sorrindo.
- Concordo. – falou um cara de cabelo loiro e olhos azuis. Eu o fitei e fiz cara de poucos amigos, virei-me e sai andando em direção á minha família que estava no ponto de táxi.
- Você não gostou muito do cara. – falou Peter, eu pulei com o susto. – Você se assusta facilmente.
- Só estava distraída. – falei dando e ombros.
- Se concentrando para dar esse rebolado enquanto desfila, é realmente uma distração. – ele disse com as sobrancelhas erguidas.
- Va á merda. – falei e dei passos mais rápidos, ele vinha acompanhando meus passos sem nenhum problema, avistei meus familiares e corri. – Oi gente. – falei quando me aproximei deles, todos me olharam e sorriram. – Conseguiram encontrar dois táxis?
- Infelizmente não. – falou Derek seriamente. Esse patriarca adora se meter nas conversas alheias.
- Madeline, preciso que você me arrume hoje á noite. Tudo bem por você? – falei e ela começou a dar pulinhos de alegria.
- É claro, isso vai ser ótimo. Estou tão orgulhosa de você. – ela falou me abraçando. Dramática.
- Você deveria fazer aula de teatro, dramática você já é só falta o resto. – falei com uma sobrancelha erguida.
- E você, deveria fazer aula de etiqueta. Cadê a Sophie meiga, simpática e doce? O que houve com você? – perguntou ela com os braços cruzados e me fitando incrédula.
- Aqui não é hora e nem lugar para isso Madeline. – falei seriamente. – É melhor irmos correndo, se continuarmos esperando, vamos completar dois mil anos e não chega à merda de um táxi. – falei seriamente e todos pareceram ponderar um pouco, mas logo assentiram e saímos andando até um lugar que não tinha mais ninguém.
Corremos por cinco minutos e encontramos um ponto de táxi, chamamos dois deles e fomos embora. No táxi da frente, estavam, Tracy, Madeline, Blacke e Derek. No de trás, eu, Hale, Angel e Peter. Fiquei na janela fitando o horizonte que passava do lado de fora do veiculo. Madeline quer saber o motivo para minha mudança, mas a verdade é que eu apenas estou mais séria, protetora e forte psicologicamente e emocionalmente. Depois disso tudo que as pessoas que eu amo passaram por minha causa, eu estou tentando ser mais forte, não quero que elas passem por isso de novo, e vou fazer o possível para que assim seja.
[…]
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