Papos de uma garota apaixonada
4 Capítulo 3
Poderia ser considerado ironia do destino o que Gabriela viu assim que entrou na casa de seu amigo, ou por outra teoria “os pensamentos atraem” já que a garota passou o dia inteiro pensando no garoto de olhos verdes. Entraram na casa e seguiram até o quarto de Thiago, Gabi abriu a porta sem a menor cerimonia. O rosto da menina adquiriu um vermelho forte e suas bochechas ardiam enquanto as outras duas garotas encaravam a cena com um misto de vergonha alheia e graça. Bem acontece que Vitor estava prestes a colocar a calça quando elas entraram no quarto, ou seja, estava de cueca.
– Opps. – Laura falou.
– Errr, vou voltar ao banheiro. – Falava o garoto com uma coloração um pouco avermelhada enquanto se dirigia ao banheiro. Como era fofo.
– Vocês podiam bater na porta. – Pedro comentou rindo.
– Nunca precisei dessas cerimonias quando venho aqui. – Gabriela falou deitando no colo do Thiago.
Vale apena ressaltar que apesar de não ter demonstrado, a garota ficou bem mexida com o que viu. Afinal quantas vezes se pegou pensando em como estaria seu velho amigo? Se tinha ganhado músculos? Continuava branquinho? E bom agora as respostas já se encontravam na cabeça de Gabriela. Vitor com certeza havia sido abençoado com o tempo, ele não havia só deixado de lado a questão do tamanho, pois era baixinho quando criança, agora o loiro esbanjava seus 1,76 metros definidos. Sua frente era composta por um tanquinho suave e peitoral definido, enquanto sua bunda dava inveja a muitas garotas batidas. Gabi chegou a conclusão que seus pensamentos foram atendidos, visto que Vitor se tornou tudo o que ela sonhou e, caos, porque atormentar a garota agora?
– E nunca pegou o Thiago nessas condições não? – Vitor perguntou já devidamente vestido com uma calça folgada e uma camisa de malha solta.
– Algumas vezes. – Thiago respondeu afagando os cabelos da irmã.
– Como assim?! – Vitor perguntou um pouco espantado.
– Que foi Vitor, ta com ciúmes da Gabizinha é? –Camila perguntou rindo.
– Não... é que a Gabi sempre foi tão reservada. – Ele se explicou.
– Mas agora vocês vão ter que explicar essa para gente, pelo que eu saiba vocês só se pegaram quando fomos naquela casa de praia da tia. – Pedro falou.
–OQUE?! – Gritaram Camila e Laura ao mesmo tempo.
– Era para ficar só entre nós Thiago! – Gabriela disse dando um tapa no irmão.
– Okay, okay. Agora até eu quero saber. – Falou Bernardo dando uma risada maliciosa.
– Foi na sexta série, estávamos comemorando o ano novo, eu tomei um pouquinho de champanhe e beijei o Thi. – Falou vermelha.
– Não foi bem isso que eu soube não. – Pedro completou rindo.
– Thiago Cezar Alcântara o que você contou para o Pedro? – Gabriela perguntou com raiva.
– E.. Parece que as coisas vão esquentar – Laura falou com uma meia risada.
– Bem, que nos beijamos e acabamos dormindo na casa da arvore. – Comentou Thiago. – Fiz mau? – Terminou já pondo suas mãos na frente do rosto, tanto para se proteger quanto para esconder o sorriso de canto que esbanjava.
– OPA. VOCÊS. DORMIRAM. JUNTOS? – Bernardo perguntou espantado.
– Por favor né, até parece que vocês não sabem que eu e o Thi vivemos dormindo juntos. – A garota falou desinteressada. – Opps, não é o que estão pensando, quando eu falo dormir é literalmente dormir. – Completou ao ver os sorrisos maliciosos dos amigos. – Vocês acham mesmo que eu ia... enfim, quando tinha doze anos? Seus mentes poluídas! – Revidou.
– Espera então o seu melhor amigo é um amigo com benefícios? – Vitor falou irritado. – Por que eu não fiquei nessa escola até a sexta série? – Completou rindo.
– Vitor! – Falou jogando uma almofada no amigo.
– Qual é? – Revidou rindo.
– Ei gente onde que o Pedro e a Laura foram parar? – Bernardo perguntou.
– Meu caro nerd, eles provavelmente foram se pegar em algum lugar. – Thiago respondeu.
– Então, vamos jogar ou vocês ainda pretendem tricotar mais um pouco. – Camila perguntou olhando para os garotos que negaram rindo.
– Ótimo. Qual jogo? – Thiago perguntou.
–Manhunt, por favor. – Gabi falou pegando o jogo na estante do irmão.
– Não, você joga quando eu não estiver aqui, por que esse jogo é sanguinário demais para o meu gosto, além do fato de ser proibido! – Camila falou.
– Não aqui. – Thiago falou casualmente.
– Maninha não sei o que tem contra ele, ta certo que é muito sangue, mas o que tem demais? – Bernardo perguntou abraçando a irmã. Ele se empatava com Gabriela quando o assunto era jogos, dois fanáticos por sangue.
– Talvez o fato de ser proibido em alguns países! Afinal, como conseguiram hein? – Laura perguntou entrando no quarto de mãos dadas com Pedro.
– Eu claro! – Bernardo falou sorrindo. – Quase todos os jogos que guardamos nessa estante fui eu que baixei. – Completou.
– Serio? Vocês tem Manhunt, não são aqueles que se jogam online né? – Pedro perguntou, mas negaram. — Qual?
– Temos o um e o dois. – Thiago falou.
– Vamos jogar o um. – Vitor falou animado.
– Okay, vocês jogam, porque eu e a Cam vamos lá para sala assistir um filme. – Laura falou saindo do quarto. – Qual a sua senha de conta Thi?
– 30224005 – Respondeu sorrindo.
– Gabi substitui Thiago, e Vitor me substitui. – Bernardo falou.
– E eu? – Pedro perguntou.
– Oh, é mesmo. Fazemos o seguinte quem passar de fase abaixo de duas estrelas sai e quem tiver livre entra. – Thiago falou calmamente.
– Boa, vamos apostar? – Gabi perguntou ao Bê.
– Conte suas estrelas que eu conto as minhas. – Falou sorrindo. – O que tem em mente? – Perguntou maquiavélico.
– Nada de mais, só o trabalho de inglês, não estou a fim de fazer. – Falou a garota simplesmente.
– Bom, se é só isso, quero o trabalho de química. – Bernardo falou.
– Bê! Esse trabalho vale a sua nota inteira, o meu são só três pontos. – Revidou.
– Mas o seu é inglês. – Disse o menino. O que era verdade, Gabriela não suportava essa matéria.
– Parou, ou vão ficar discutindo até acharem a cura para o câncer? – Vitor perguntou recebendo um olhar assassino da amiga.
– Vitor, não acho legal entrar nessa briga. – Thiago disse sem se importar. – A Gabi costuma se irritar facilmente.
– Mas o que minha melhor amiga de 1,64 pode fazer hein? – Perguntou rindo.
– Que tal uma aposta? – A menina perguntou fazendo uma cara de anjo.
– Ôou, ele faz a carinha fofa. – Comentou Bernardo.
– O que tem de mais? – Pedro perguntou.
– Espere e verá. – Thiago sussurrou.
– Que tipo de aposta. – Vitor perguntou divertido. Tinha achado engraçado a preocupação dos garotos, afinal era só a Gabi.
– Não é bem uma aposta. É mais uma ameaça misturada com aposta.
– Estou ouvindo.
– Se alguma coisa de ruim acontecer com você nessa semana e eu conseguir provar que fui eu, você nunca mais poderá duvidar de mim. – Falou sorrindo simpaticamente.
– E se não conseguir, o que eu ganho? – Perguntou.
– Tanto faz, vemos isso depois. Feito? – Ele concordou sorrindo.
– Cara não devia ter feito isso. – Bernardo comentou pegando o controle.
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