Notas iniciais
O nome do capítulo se refere a uma música Jeller que eu amo de uma cantora chamada Natalie Taylor. Leiam até o final antes de me xingar.

— Acho que esse é o momento em que nós dois admitimos um pro outro que o que aconteceu ontem foi um erro, sim? — Ele perguntou a ela, olhando-a com seriedade.

Ela, por outro lado, sentiu como se tivesse acabado de levar um soco no estômago. Um erro.

— Uh… Eu só não quero que as coisas fiquem estranhas entre nós. — Ela disse por fim, tentando esconder sua decepção com a frase que ele havia dito.

— Não ficará. — Ele disse suspirando com alívio, para frustração ainda maior dela. — Nós somos adultos e não temos ninguém. Saberemos lidar com isso. — Ele finalizou.

Ela deu um meio sorriso para ele, quase pedindo para que ele se calasse para que ele não ferisse ainda mais ela.

— Você está precisando de algo? — Ele perguntou depois de um tempo de silêncio entre eles.

— Não. Eu estou ficando melhor da ressaca. Vou tomar banho, comer algo e vou assistir algum filme quem sabe.

— Você pode me passar o telefone da casa? Eu preciso contactar com Nas e meu telefone não está com rede. Preciso sair para resolver umas coisas aproveitando que estamos em Hamptons.

— Ok. — Ela disse. — Ele está em cima do balcão da cozinha, creio eu.

Ele assentiu com a cabeça. Ela se virou para pegar seu protetor e a garrafa que ainda estava perto da piscina e ele ficou de pé esperando ela. Eles adentraram na casa. Eles estavam tão próximos naquele momento, mas ao mesmo tempo tão distantes.

***

Kurt pegou o telefone e ela adentrou no quarto. Ele pegou algumas coisas e logo estava conversando com Nas no telefone. Jane tinha tomado banho e estava procurando uma roupa confortável, mas acabou pegando qualquer roupa que viu a sua frente e seu short de pijama. Ela estava saindo quando escutou Kurt dizer ao telefone:

— Você sabia desde o começo que não teria como evitar a decepção. — Ele dizia até que ele percebeu que ela estava na sala de jantar. — Obrigada pelas instruções. — Ele finalizou, desligando o telefone.

Decepção. Ela jurou que se pudesse ela se teletransportaria o mais longe possível dele, mas ela fez o que sempre fazia quando ele a machucava. Ela suspirou e deu um meio sorriso para si mesma, tentando se convencer de que tudo estava bem.

— Faz tempo que você ta aí? — Ele perguntou desconfiado, ainda mexendo no telefone e digitando algo.

— Ah, não. Eu acabei de sair. Você vai almoçar agora? — Ela perguntou dessa vez.

— Ah… — Ele disse parecendo desapontado. — Eu devo almoçar fora. Como eu te disse, vou aproveitar que estamos em Hamptons para adiantar umas coisas. — Ele falou.

— Eu achei que Nas tinha te dado esse final de semana para você não trabalhar. — Ela o apontou. — Você devia descansar.

— Ela não ficará chateada nesse caso, eu espero. — Ele completou, terminando de digitar e colocando o celular sob o balcão novamente..

— Eu só estou preocupada porque você realmente deveria descansar. — Ela finalmente disse.

— Você vai ficar bem. E isso é o melhor para nós agora. — Ele finalizou. — Nós nos veremos novamente ainda hoje.

Ela assentiu com a cabeça e ele saiu. Ela não tinha ideia do quanto ele estava certo ao dizer aquilo.

***

Fazia pouco tempo que ele havia saído quando ela decidiu fazer algo pra comer. Naquele momento ela se sentia tão triste e cansada. Se sentia estúpida. Como eu me convenci que tudo poderia se consertar só porque transamos? Ela se perguntou, mas logo a resposta veio em sua mente. Eles estavam se dando tão bem, rindo, e a noite que ela não tirava da cabeça. Ele parecia sorrir como nunca tinha sorrido ao adentrar nela. Ele tinha gemido de modo tão profundo. Será que ele só fingiu sentir prazer pra não fazer eu me senti mal? Ela perguntou mas logo lembrou que não, que seu membro havia jorrado prazer entre eles e era uma das coisas que não se podia mentir.

Ela parou de encher sua cabeça de dúvidas que ele nunca responderia e terminou de fazer sua comida. Comeu em silêncio, a casa parecia tão vazia sem ele, e decidiu assistir Antes que termine um dia. O filme era basicamente uma metáfora do que ela estava vivendo. Se evitava de todos os modos que algo acontecesse, e ainda assim aquilo acontecia, mostrando que o destino era dono de tudo, era ele quem dizia tudo que viviamos e não o que nós queríamos. Ela se deixou chorar, com a desculpa de que o filme lhe havia causado isso, mas ela sabia que ela estava chorando por frustração. Por achar que ela e Kurt poderiam conversar e fazer tudo se consertar e por ter acabado isso escutando ele dizer que a noite prazerosa deles havia sido um erro, que havia sido decepcionante. Ela chorou um pouco mais e ela parecia tão exausta.

Eu preciso relaxar, ela pensou. Então ela lembrou da banheira com hidromassagem. Ela se deu ao luxo de preparar um banho pra ela. A noite entrava e Kurt poderia voltar. Ela tinha que agir como se nada tivesse acontecido. Ela precisava ficar bem. Ela preparou seu banho e adentrou na banheira. Havia levado o celular pro caso de Nas contactar novamente, ou mesmo Kurt. Ao começar a relaxar ela voltou a pensar em Kurt. Que ele estava dentro daquela banheira com água morna e sais junto com ela, beijando-a como na noite passada. Ela estava expulsando o pensamento quando o celular tocou.

Ela olhou e parecia apenas um lembrete da hora, mas havia uma mensagem pré programada junta

“Querida Jane,

O único erro que houve entre a gente até agora foi não termos conversado ainda sobre nós, foi nós termos adiado tanto nossa felicidade até a noite passada, até esse horário, mas agora que chegamos aqui eu não quero voltar atrás. Eu espero que você me perdoe por ter mentido para você esta manhã. Você nunca foi um erro. Você sempre foi meu maior acerto e eu espero ser o seu também.

Caso eu seja, você pode vir me encontrar na praia que há aqui na frente?

Te espero pelo tempo que for

PS: Mas por favor venha logo que possível, aqui faz frio e eu preciso de suas mãos nas minhas pra me aquecer.

Com amor,

Kurt”

Jane logo saiu da banheira. Enrolada em seu roupão, ela pegou um de seus vestidos favoritos que ela havia comprado pra ela mesma. Era um vestido de algodão preto e branco, porém ele era longo e ficava bem no corpo dela, fazia ela se sentir bem. Ela o vestiu e logo pegou seu celular e desceu. Depois da academia havia um deck e abaixo dele uma escada que levava a praia. Estava tudo com pouca iluminação, mas ela logo enxergou Kurt quando ela estava no último degrau. Ele estava abaixo das madeiras do deck. Havia uma mesa lá, algumas velas e até um pano ou algo do tipo no chão, ela não conseguiu enxergar com detalhes.

— Kurt… — Ela disse tirando a atenção dele que estava mexendo em alguma comida ou algo do tipo.

Ele se aproximou dela, que ainda estava de pé no último degrau da escada

— Jane… — Ele disse logo que chegou perto dela e a olhou dos pés a cabeça. — Você está muito linda.

— O que você quer comigo afinal, Kurt? — Ela perguntou com uma ponta de raiva e lágrimas começaram a nascer nos seus olhos.

Ele a beijou novamente e ela retribuiu, mas ela ainda estava tão confusa.

“Você é meu maior acerto.” , ela lembrou, mas logo veio também em sua mente a palavra decepção.

Ele interrompeu seu beijo, suas mãos já estavam na cintura dela e ele sorriu pra ela. Ela porém ainda estava confusa.

— Jane… — Ele a olhou confuso. — Eu fiz algo errado? — Ele perguntou.

Ela o olhou séria, ele estava abaixo dela por causa do degrau e ela novamente fechou o rosto.

— Eu escutei você falar com Nas, sobre não evitar a decepção. — Ela continuou, agora olhando desconfiada pra ele.

Ele riu.

— Eu só quis despistar ela sobre estarmos juntos ou não e disse que não estávamos então ela disse que estava decepcionada e eu quis jogar com ela. — Ele disse olhando pra ela.

Ela riu pra ele. Ela não estava acreditando que havia chorado em vão. Ela bateu no ombro dele.

— Eu não acredito que você me fez chorar por isso. — Ela disse quando ele a olhou rindo depois do tapa no ombro.

— Desculpa por isso, Ok? — Ele disse dando mais um beijo nela.

Ela respondeu com um sorriso após o beijo.

Ele a puxou pela mão e mostrou a ela toda a comida que ele havia comprado pra eles. Eles se sentaram para comer um do lado do outro e comeram apreciando um a presença do outro. Jane estava olhando pra ele e quando ele percebeu a olhou também. Ela parou de comer.

— Eu sei que cedo ou tarde nós precisaremos ter essa conversa… — Ela disse respirando fundo. — Então eu gostaria de te pedir desculpas.

— O que? — Ele perguntou confuso.

Ela o olhou com cabeça baixa.

— Por Taylor. Por ter fingido ser ela. Por ter omitido coisas de você. Por ter usado da sua esperança para obter algo que a Sandstorm queria. Eu nunca vou me perdoar por ter feito isso tudo com você.

— Jane… — Ele disse olhando firme pra ela, pegando na mão dela. — Eu já perdoei você. E… — Dessa vez ele suspirou. — Nunca foi sobre a Taylor. Eu sempre gostei de você pelo que você era. — Ele disse sorrindo. Ela beijou a bochecha dele.

— E eu também te devo um pedido de desculpas, Jane. — Ele continuou. — Por não ter sido compreensivo com você, com seu irmão, por nunca ter deixado claro quando eu perdoei você, por não ter sido mais presente com você depois de tudo. Eu nunca vou me perdoar por ter feito isso tudo com você.

Ela o beijou. Tão apaixonadamente quanto ela poderia e ela sabia que ele podia sentir porque ela sentia a eletricidade da paixão deles quando a mão dele circulava a cintura dela.

— Parece que estamos bem equilibrados agora. — Ela disse com humor, enquanto seus sorrisos se trocavam e seus narizes se tocavam.

— Ah sim. — Ele disse com humor.

Eles terminaram de comer e Kurt a entregou uma caixa onde havia uma sobremesa. Eles comeram e logo voltaram a se abraçar. Como ela amava aquele momento. Um vento veio mais forte e apagou o fogo das velas. A lua porém estava cheia e pouco iluminou o lugar. Ela se aconchegou mais perto dele e ele então se levantou.

— Vamos sentar aqui. Se deitarmos você consegue ver bem as estrelas. — Ele disse e ela olhou pra cima.

Havia muito mais estrelas do que via na noite de Nova York. Ela sabia que era pela iluminação, mas não deixou de saborear o momento. Logo ela estava sentada ao lado do Kurt no pano que havia no chão e ela estava olhando pra cima.

Ele estava olhando ela. Ela sentiu isso como sempre sentia, mesmo no trabalho, e ela logo corou. Ele sorriu e chegou mais perto dela, beijando sua bochecha. Ambos sorriram. Ela olhou pra ele e não poderia deixar de sorrir.

— Obrigada. — Ela disse beijando-o

— Eu não faço a mínima ideia do porque você ta agradecendo, mas sou eu quem agradeço. — Ele respondeu sussurrando, o que pareceu engraçdo.

Ela sorriu pra ele.

— A maneira com o qual você me olha, como você faz eu me senti quando me olha. Faz eu me sentir bem como nunca ninguém fez eu me sentir.

— Eu é quem tenho que agradecer por você deixar eu te olhar assim. — Ele completou e a beijou apaixonadamente.

Eles se beijaram por muito tempo e logo ele a deitou no pano, ficando por cima dela. Eles se separaram quando o ar se fez necessário e os dois ficaram deitados um do lado do outro contando as estrelas, e apreciando da forma mais gostosa possível um a presença do outro.

Notas finais
Vocês não sabem o que lhes aguardam no próximo capítulo! Comentários são bem vindos!