Notas iniciais
A música que pensei foi Friend do Ed Sheeran. Seria legal escutar quando a cena começar. Espero que comentem e curtam todo esse climinha

Era por volta das 20 horas quando o motorista finalmente chegou para buscar Jane. Após recolher suas malas, ao adentrar no carro, ela sentiu um frio na barriga. Era a primeira vez que ela viajava desde que sua vida havia mudado completamente. E vai ser justamente com ele, sua mente falou, mas ela sacudiu a cabeça tentando afastar aquele pensamento. Não vai ser como a gente quis, ela se respondeu, mas seu subconsciente logo respondeu:pode ser melhor. Ela riu um pouco da ingenuidade de seus pensamentos, porque ela sabia que ela e Kurt tinham mais coisas para resolver que normalmente quaisquer amigos tinham.

Não demorou muito e ela já estava no prédio que havia sido indicado, onde havia um jatinho esperando ela. Para sua surpresa, Kurt já estava lá. Ela nunca o tinha visto de bermuda e camisa de futebol americano, mas ele não deixava de estar bonito. Depois de ter suas malas guardadas, ele ajudou ela a subir no jatinho, encantado em vê-la em um vestido preto e branco, dessa vez sem cobrir suas tatuagens. Era legal ver ela de um modo não habitual para ele. Eles apenas se cumprimentaram até que descansaram e logo chegaram a mansão. Um celular foi entregue a Jane pelo piloto. Ela poderia desbloquear ele com a sua digital e ele controlaria as coisas na casa.

— Precisa de ajuda com isso? — Ele falou com um pouco de sarcasmo vendo ela mexer no aparelho.

— Não. — Ela o olhou com seu olhar de teimosia. — Não vamos precisar da Patterson e nem do seu lado sem paciência para eletrodomésticos para entrar aqui.

Eles esperaram alguns minutos até que finalmente Jane achou a aplicação para abrir a porta. A mansão era enorme, mas sem muitos detalhes por dentro. Na sala havia somente duas poltronas em frente a uma lareira e logo atrás das poltronas estava uma cozinha americana. Havia algumas coisas em cima do balcão, mas eles não olharam muito e foram ao compartimento do lado direito, onde havia uma sala de jantar e logo atrás o que parecia uma sala mais propriamente dizendo, com uma TV e controles. As paredes eram de vidro e do lado de fora estava o mar. Do lado dessa sala havia uma porta e logo Jane a desbloqueou e revelou um quarto. Era um enorme quarto. Havia uma enorme cama com lençois brancos e vermelhos e um armário ao lado. Uma das portas era um enorme espelho. Eles adentraram e logo se olharam. Jane foi a primeira a se agitar e começar a remexer suas malas, colocando algumas coisas em cima da cama e indo mexer no guarda roupa. A porta espelho era na verdade uma porta que levava para o banheiro. Uma banheiro também era enorme. Havia inclusive uma banheira redonda enorme de hidromassagem, mas Jane logo saiu e encontrou Kurt sentado na ponta da cama. Eles se olharam um pouco embaraçados até que Kurt finalmente falou.

— Parece que só há um quarto aqui. — Ele disse quando ela se virou, colocando a mala ao seu alcance e abrindo-a.

— E só uma cama. — Ela completou.

— Se você quiser… — Ele ia começar a falar quando ela se virou.

— Eu não vejo problema em você e eu ficarmos aqui. — Ela disse por fim. — Não tem outro canto nem pra você e nem pra eu dormir confortáveis. Nós viemos aqui para aproveitar e não pra dormir em poltrona.

Ele riu um pouco da observação dela enquanto observava sua naturalidade ao falar que eles iam dormir juntos. Será que ela havia esquecido toda a bagagem emocional que eles tinham e que ter ele ao seu lado não ia mexer nada com ela? Será que no final não seria desconfortável para os dois? Será que dormir ao seu lado seria como dormir ao lado do seu irmão? Ele não deixou de pensar nisso, mas levantou-se para guardar suas poucas coisas da mala no armário. Ele entreolhou para ela quando estavam lado a lado no armário até que ela terminou de guardar e fechou uma das portas. Ela o olhou e ele estava olhando-a.

— Você não se sente desconfortável por essa situação? — Ele falou e logo tratou de se explicar. — Foi tudo planejado para estarmos aqui, querendo ou não, nós estaríamos aqui a sós juntos.

— Você está desconfortável ou é sua obsessão por controle? — Ela perguntou rindo, como sempre faz quando brinca com ele mas logo completou. — Eu estou bem. Já estive em situações mais desconfortáveis. — Ela finalizou sorrindo pra ele.

Ele sorriu, mas não sem antes sentir uma dor naquelas palavras. Ele sabia que as situações não eram simples como essa que ele estava tentando complicar. Ele sabia que ela estava falando de quando demos um tiro nela, de quando ela foi obrigada a fazer o que queríamos, sem sequer ouvirmos o que ela queria ou pensava. Ele resolveu que não seria mais assim. Que a partir daquele instante ele sempre a perguntaria as coisas, a fim de deixá-la confortável na vaga esperança de que aquilo compensasse.

Ele se perdeu nesse pensamento e logo que terminou de guardar as suas coisas voltou para a sala, vendo-a de costas mexendo nas sacolas que estavam em cima do balcão.

— Jane. — Ele chamou e ela não respondeu. Parecia muito concentrada no que estava fazendo. Ele virou-se e viu que ela estava com um iPod no colo e fones no ouvido enquanto mexia nas sacolas. Havia mantimentos ali. Logo que ela percebeu sua presença tirou os fones e virou-se para ele.

— Temos comida aqui! — Ela balançou animadamente as sacolas para ele que riu de sua reação.

— Estou vendo. Você estava muito concentrada nela. — Ele falou com sarcasmo. — Ou na música. — Ele finalizou apontando para seu iPod.

— Oh, isso. — Ela disse levantando o aparelho e riu. — Roman me deu junto com uma máquina fotográfica.

Ele foi em direção as sacolas, se colocando de frente a ela enquanto mexiam em tudo. Eles estavam guardando as coisas enquanto ela estava deixando algumas em cima da mesa.

— O que é isso? — Ele perguntou apontando para cima da mesa.

— Comida. — Ela respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo e depois virando-se para que ele entendesse. — Pra você fazer. Estou com fome. — Ela finalizou ao terminar de guardar tudo e foi se sentar na poltrona que havia em frente a cozinha.

Ele a observou até que ela percebeu que ele estava olhando-a.

— O que? — Foi a vez dela perguntar.

— Você não vai fazer a comida pra você? — Ele perguntou e os dois riram.

— Achei que você fosse cozinhar algo para mim se eu me comportasse. — Ela disse dando de ombros quando ele a olhou mas firmemente. — E eu estou comportada.

Ambos riram da diversão da conversa e ele logo começou a preparar uma comida pra eles.

Ela logo mexeu no celular que Nas havia deixado e se levantou, indo a um dos armários que havia ao seu lado no fogão onde havia uma adega e tirando um vinho.

— Você quer? — Ela perguntou enquanto procurava o instrumento para abrir e ele acenou com a cabeça.

Ela serviu duas taças e deixou uma ao lado do fogão para ele, indo com a garrafa sentar num banco que havia no balcão. Ela continuou mexendo no seu iPod enquanto bebia e ele não deixou de lado sua curiosidade de saber o que estava tocando até que ao terminar de fazer a comida ele não se conteve.

— Posso saber o que você escuta? — Ele disse apontando para o iPod enquanto servia a comida para eles dois.

Ela virou sua cabeça pra ele e depois olhou pra comida.

— Talvez. — Ela disse desligando e tirando seus fones. — Mas só depois que eu ver se sua comida ta mesmo boa.

— Ok. — Ele disse levantando as mãos em rendição e ambos foram com sua comida e seu vinho para a mesa de jantar.

Eles estavam comendo quando Kurt continuou o assunto, perguntando sobre a câmera e o iPod.

— Eu descobri pelo tempo que Ian estava aqui que eu e ele gostávamos de tirar fotos. E ele também me deixou seu iPod com umas músicas que eu escutava as vezes de suas playlists. — Ela disse com um sorriso que parecia lembrar de bons momentos.

— Ele parece ter sido um grande irmão pra você. — Kurt observou e ela pensou um pouco até responder.

— Ele é um bom irmão. Eu nunca duvidei disso. — Ela disse sorrindo olhando para ele. Eles já haviam terminado de comer, mas logo continuaram se servindo com vinho e continuaram a conversa.

— Você sente falta dele? Agora que ele voltou pra África. — Kurt perguntou

— Não. — Ela disse firmemente. — Eu já me acostumei a viver sozinha.

Por causa de você, Kurt— a mente dele o disse até que ele a olhou.

— Você não precisa viver só. Tem eu e toda a equipe. — Ele respondeu sorrindo.

— Talvez por isso eu tenha ficado. E também porque Nova York já teria explodido sem nós para salvarmos a cidade. — Ela disse com humor.

Ambos riram e ficaram bebendo até mais tarde. Até que Jane simplesmente se levantou, indo pegar o iPod que havia deixado no balcão.

— Agora que a comida estava boa… — Ela começou rindo. — Você pode escutar.

Ele riu do riso dela.

— A minha comida estava realmente boa. — Ele disse olhando pra ela. — Você comeu tudo.

— O que é a fome, né? — Ela respondeu com sarcasmo.

Ambos continuaram rindo, eles já haviam bebido taças o suficiente para ficarem mais alegres até que Jane conectou o iPod a um aparelho que havia em uma parede e logo o som começou a tocar. Ela não deixou tocar muito e continuou bebendo, mas havia algumas músicas inglesas como Arctic Monkeys e coisas do gênero, bem como Metallica. Ele acenou com a cabeça quando ela deixou tocar Metallica e ela logo voltou a se sentar ao seu lado, deixando a música em um som ambiente. Eles continuaram bebendo, mesmo sabendo que talvez já estavam passando do limite. Jane foi buscar outra garrafa quando a primeira secou e ele a olhou assustado.

— Você não quer? — Ela disse acenando. — Estamos aqui pra descansar. Sem pressão.

Ele tomou a garrafa da mão dela e logo que voltaram a beber o iPod trocou de playlist. Colocando músicas calmas. Ele a olhou quando começou a tocar uma música bem teen e ela começou a rir sem que dissesse nada.

Ele a cutucou e ela riu ainda mais.

— Eu escuto essas músicas pra dormir ok? — Ela disse e ele continuou rindo.

— Não falei nada. — Ele disse já vermelho pra ela. — Não são músicas ruins… — ele olhou e depois continuou — se você tem 20 anos.

Ela continuou rindo quando ele puxou sua mão.

— Venha. Vamos. — Ele disse levantando-a.

— Pra onde? — Ela disse olhando com estranheza.

— Dançar. — Ele apontou para o espaço que havia.

— NÃO! — Ela gritou rindo. — Não mesmo.

— Vamos lá. — Ele disse puxando-a e logo eles estavam dançando. A música que estava tocando mais parecia uma indireta para eles dois e antes que pudessem dar mais de dez passos para cada lado logo eles estavam se beijando. Não havia espaço de tempo para se conometrar desde que eles se uniram com lábios até quando eles finalmente abriram os olhos. Eles estavam no pé da porta do quarto quando ela o puxou e quando menos pensou já estavam na cama.

Ela tirou a camisa dele e logo depois a sua, mas antes que ela pudesse fazer algo mais ele a puxou para baixo, ficando em cima dela. Eles se beijaram enquanto suas mãos deslizavam, tirando suas roupas. Havia muita eletricidade rolando entre eles e o contato pele a pele aumentava isso.

— Você não sabe como eu já sonhei com isso acontecendo. — Ela disse sussurrando e ele a beijou novamente.

— Eu sempre quis que isso acontecesse. Especialmente com você. — Ele finalizou tirando seu sutiã. Ele beijou todo seu corpo enquanto ela arfava e logo depois a fez experimentar de sensações que ela não conseguia descrever, apenas gemer e arfar falando seu nome.

Logo depois foi a vez dela beijar cada centimetro do corpo dele. Ambos sussurrando coisas que antes estavam escondidas. Não só sobre seus desejos, mas sobre seus sentimentos. Eles se beijaram rolando divertidamente pela cama até que ele se pôs dentro dela e logo ambos estavam em um confortável movimento misturado com o som de suas vozes que emitiam gemidos e palavras de carinho um pro outro. Eles chegaram ao êxtase juntos e ambos puderam jurar que nunca tinham sentido algo igual nunca com ninguém. Eles trocaram mais alguns toques e carícias, assim como beijinhos pelo nariz, bochecha até que Jane procurou o celular e desligou tudo, voltando para os braços de Kurt e ambos dormiram como nunca.

Era 09 da manhã quando algo bateu sua cabeça. Ou batia, ela pensou logo que abriu seus olhos e sentiu o claro da luz queimar sua vista dando espaço para uma enorme dor de cabeça. Antes que pudesse pensar em qualquer coisa porém ela sentiu. Sua falta de roupa, uma pele bem perto da pele dela. Ele estava numa emocionante viagem quando finalmente despertou. A luz que saia da porta ao lado avisava que ele havia dormido mais que o normal, mas antes que ele pudesse sentir mais qualquer dor ele ficou tenso. Ele sentiu sua falta de roupa, sua pele de toque a outra pele quente e suas mãos. Suas mãos estavam sob a coxa de Jane. Sem se levantarem ainda, ambos começaram de olhos fechados a lembrar da noite passada. Vinho, música, carícias e palavras de amor. Ambos lembravam de tudo.

Notas finais
Quem não queria lembrar de uma noite com Kurt, né? Como será que essa ressaca será curada?