Notas iniciais
Este é o penúltimo capítulo dessa história e ofereço a Liudi que está sempre lendo todos os capítulos e comentando. Espero que todos tenham se divertido e aceito comentários aqui ou no twitter sobre o que acharam da história e o que gostariam de ver mais em minhas outras fanfics.

Eles estavam deitados, um em companhia do outro, quando ela suspirou fundo. Cansada, mas no fundo pedindo para que aquele domingo durasse 300 horas somente para que ela não tivesse que se despedir desse final de semana. Seus pensamentos foram interrompidos quando Kurt passou a deslizar a ponta de seus dedos pelos seus braços, sublinhando de modo invisível uma de suas tatuagens. Ela fechou os olhos com a sensação e se permitiu sorrir pelo que ela percebeu naquele momento.

Eles haviam ficado tantas vezes sem roupa, e nenhuma dessas vezes ela se sentiu incomodada pelas suas tatuagens como algum tempo atrás. Pelo contrário. Ela se sentia tão contemplada pelo modo com o qual ele olhava pra ela naqueles momentos. Com paixão. Como se tivesse encontrado gotas de felicidade a cada centímetro do corpo dela.

Ele deslizou sua mão que antes estava desenhando no corpo dela para a mão e seus dedos se entrelaçaram. Ela pegou a mão que estava entrelaçada e beijou, contemplando aquele momento tão puro e belo pra ela. Eles estavam juntos.

Com a outra mão livre, ele voltou a sublinhar outra tatuagem dela, dessa vez a rosa incendiada que havia em sua barriga. Ela riu pela atitude e ele se permitiu sorrir também.

— Parece que você encontrou um novo modo de explorar as tatuagens. — Ela exclamou de modo provocativo.

— É só uma desculpa para continuar tocando você. — Ele respondeu sorrindo.

Ela sorriu de modo ainda mais honesto pra ele. Era tão lindo a maneira com o quão um apreciava a felicidade do outro que ambos até se perguntaram porque passaram tanto tempo evitando isso. Ela beijou a bochecha dele.

— Obrigada. — Ela começou voltando a olhar nos olhos dele. — Por fazer eu me sentir tão bem comigo mesma, apesar das tattoos. — Ela completou com um sorriso honesto.

Ele beijou o nariz dela.

— Seu corpo é tão lindo quanto sua alma. — Ele finalizou, vendo-a com um honesto sorriso. — Você jamais devia se sentir mal por ele.

— Nem quando eu tiver ganhado mais 15 kg e estiver enjoada e descuidada? — Ela perguntou provocando-o.

Ele riu e logo levou a mão a sua bochecha.

— Você ficará ainda mais linda quando tiver carregando um filho nosso, independente de quantos quilos você ganhar. Você continuará sendo a mulher mais linda, a menos que nosso futuro filho seja uma mulher. — Ele finalizou com humor. — Mas eu não tenho pressa pra isso agora.

— Nem eu. — Ela completou. — Não sou eu a pessoa apressada da relação, diretor Weller.

— Sim, eu tenho toda pressão do mundo pra ter você por completo em minha vida. — Ele disse.

Ela sorriu novamente, quase achando que suas bochechas poderiam sair do lugar de tanto que ele a fazia e a faria feliz.

— Eu te amo, Weller. — Ela respondeu olhando nos olhos dela. E ele sabia que ela dominava cada centímetro dele quando ela falava aquilo pra ele, quando ela simplesmente o amava exatamente do jeito que ele era.

— É um privilégio pra mim ser amado por uma pessoa como vo… — Ele começou, mas algo os interrompeu.

Era o telefone de Jane tocando. Eles olharam um pro outro, decidindo se atendiam ou não, mas logo o identificador passou a dizer que era Tasha e ela se viu na obrigação de atender. Tasha quase nunca a ligava. Algo teria acontecido?

Ela se moveu para pegar o celular, mas logo que atendeu já voltou a ter o corpo colado ao de Kurt. Ela podia sentir a respiração dele em seu ombro. Podia senti-lo viver ali tão colado a ela.

— Jane… — Ela disse logo que atendeu, escutando muito barulho do outro lado.

— Eu não acredito que você fez isso, Jane. — Ela começou com um pouco de deboche. — Como você pôde ir pra sua lua de mel e nem sequer ter me avisado ou mesmo a Patterson? Estamos super chateadas com você. — Ela finalizou com ironia.

Jane e Weller logo estavam rindo, e Tasha se permitiu rir também.

— Íamos fazer uma surpresa pra vocês, mas vocês nos pegaram. — Kurt respondeu.

— Você só esqueceu de pensar que você estava escondendo coisas de seus amigos agentes do FBI. — Ela respondeu.

— Como você ficou sabendo afinal? — Questionou Jane.

— Roman. — Tasha foi direta. — Ela ta aqui e me disse que vocês estavam juntos.

A conversa foi interrompida porém pelos dois.

— Não era pra contar a ela que eu tinha voltado pra América, eu ia fazer uma surpresa. — Roman respondeu pra morena.

— Você devia ter avisado antes pra mim que não podia falar. Agora é tarde. — Ela respondeu a ele sem dar muita importância.

Jane e Kurt começaram a rir e logo Tasha voltou pra conversa.

— Eu perdoo vocês por não terem nos contado logo porque eu também teria feito o mesmo. Sei que estavam ocupados demais fazendo coisas melhores. — Ela finalizou rindo. — De qualquer modo estamos esperando vocês.

— Voltamos em breve. — Kurt afirmou.

— Boa tarde, Tasha. — Jane respondeu e logo a ligação foi encerrada.

Kurt olhou em confusão pra Jane.

— Tasha e Roman? — Ele perguntou com a sobrancelha franzida.

— Eles tiveram algo, mas achei que tinha dado algum problema. Eles devem voltar agora que ele voltou. Eles realmente gostam um do outro.

Kurt acenou com a cabeça.

— Parabéns pro Roman. A Tasha é bem cabeça dura pra relacionamento, então ele realmente deve ter amolecido o coração dela. — Kurt finalizou.

— Isso parece ser especialidade da família Kruger. — Jane disse com humor.

Eles se beijaram com muita felicidade e carinho, mas logo estavam colocando espaço entre eles.

— Eu nunca fiquei tão triste em ter que voltar pra casa. — Ela murmurou.

— Eu estou feliz por isso. — Ele disse. — Porque de agora em diante eu sei que nunca mais vou voltar sozinho. — Ele completou apertando a bochecha dela com carinho. — Eu amo você, Jane.

— E é um privilégio pra mim ser amada por uma pessoa como você.

Eles se beijaram mais uma vez até que se levantaram. As malas já estavam arrumadas, então eles tomaram banho, fazendo uma divertida guerra com a ducha entre eles e logo eles estavam se arrumando. Ele pôs uma camisa de algodão preta, e uma bermunda da mesma cor. Ela estava com uma blusa de mangas branca, e um short jeans claro. Ele amava quando ela se sentia livre com seu corpo, sem se sentir mal por suas tatuagens. Eles saíram da casa no final da tarde e logo no início da noite estavam de volta a Nova York. O carro dele estava no estacionamento onde ele havia deixado. Eles haviam decidido ir para a casa dele, mas antes que pudesse perceber, ele e Jane haviam parado em frente a uma joalheria.

— Eu não quero deixar pra depois. — Ele disse quando ela o olhou.

— Nem eu. — Ela disse com um sorriso super genuíno e logo eles estavam dentro da joalheria.

O responsável era amigo de Kurt, e parecia ter o joalheiro da família. Kurt contou que a pulseira da maternidade de Sawyer havia sido feita ali. Logo eles começaram a olhar as alianças. Jane optou por uma aliança de ouro com duas médias pedras de diamante, que pra ela simbolizava eles dois, juntamente com um filete de prata. Kurt optou por uma de ouro com dois filetes que se entrelaçavam de prata.

O joalheiro as guardou e logo eles estavam voltando pro carro com as alianças no bolso de Kurt. Eles estavam cansados, então decidiram ir pra casa de Kurt. Eles estavam tão felizes por tudo. Logo que chegaram na porta do apartamento de Kurt, ele tirou a caixinha do bolso.

— Algum problema? — Ela perguntou preocupada vendo ele olhar para as alianças.

— Não — Ele respondeu rapidamente. — É só que… Foi aqui que a gente se beijou pela primeira vez, então eu queria te colocar a aliança aqui.

Ela o beijou ternamente e eles trocaram alianças. Ela viu uma lágrima de felicidade sair do rosto dele e como isso a tocou. Ela o beijou novamente, naquele mesmo lugar, mas agora ela era NOIVA dele, não mais uma colega de trabalho apenas. Eles já se conheciam agora, e eles ainda amavam um ao outro de maneira pura assim como amavam após se beijarem pela primeira vez. As coisas haviam mudado tanto, mas o sentimento parecia estar intacto, disposto somente a crescer.

Após tomarem espaço, ele pegou as mãos dela e eles se olharam.

— Você está pronta pra isso, futura Sra. Weller? — Ele perguntou sorrindo.

— Estou pronta pra tudo que me levar a você. — Ela respondeu com um sorriso.

O sorriso mais honesto que eles já havia trocado.

Notas finais
Comentários? São todos muito bem vindos. Desde já muito obrigada a todos que leram até aqui pelos comentários e mais de 1 mil e 200 acessos. Vocês são demais!