Paperweight
8 Pra sonhar
Notas iniciais
Não demorou muito para que o dia deles chegassem. 3 semanas apenas após voltarem. Esse foi o tempo suficiente para que Patterson, Jane e Tasha trabalhassem de modo significativo para que cada segundo do casamento fosse como Jane e Kurt sonharam. Como eles mereciam, afinal de contas.
Enquanto Patterson cuidou de todo o visual, desde os vestidos até os guardanapos das mesas; Zapata cuidou de toda a burocracia em relação a documentos e cerimonialistas juntamente com Nas. Tudo tinha que ser novo e único, assim como estava sendo a vida de cada um deles depois que Jane e Kurt finalmente tinham noivado.
Eles haviam alugado um espaço em um grande jardim. Era final de tarde e o ar estava fresco. Já estava tudo pronto. Madrinhas, padrinhos, convidados. Os noivos estavam em extremos opostos do lugar. Enquanto Jane estava do lado esquerdo, Kurt estava do lado direito. Ambos estavam do mesmo modo. Não podiam se ver, mas mesmo tão distantes fisicamente naquele momento, pareciam espelhos. Jane andava de um lado para o outro, com cuidado para não amassar seu vestido, estalando os dedos perdida em seus pensamentos. Kurt estava do mesmo modo, mas perdido nos seus pensamentos que consistiam em saber o que estava se passando na cabeça de Jane. Ele já sabia exatamente o que se passava na cabeça dele.
Sarah foi a primeira a aparecer para quebrar o encantador espelho entre Jane e Kurt. Ela estava com um vestido verde fechado, colado até a cintura e depois com um tecido mais leve. Ele estava aberto até a parte do joelho. O cabelo dela estava com uma trança simples embutida e alguns fios soltos.
— Está na hora de levar meu irmão pra casar. — Ela disse animadamente aparecendo onde Kurt estava.
Ele a abraçou, fazendo ela sorrir, e depositou um beijo em sua cabeça. Ambos riram pelo gesto de carinho.
— Eu sempre pensei que levaria você primeiro. — Ele disse com humor.
Os dois se olharam.
— Eu não gosto da ideia de casar assim, mas você pode me levar ao cartório quando eu e Reade decidirmos que é nossa hora. — Ela respondeu.
— Você está linda! — Kurt disse por fim.
— Eu estou tão orgulhosa de você. — Ela começou, alisando o rosto de seu irmão. — Depois de tanto tempo você finalmente encontrou alguém que eu sei que você realmente ama, e que eu sei que vai te amar do mesmo jeito. Alguém que merece seu coração tão bondoso de verdade. Eu realmente amo vocês dois. — Ela finalizou sorrindo com os olhos cheios de água.
Ele passou a mão pelo rosto dela, por onde caía uma lágrima.
— Patterson vai me matar se você borrar sua maquiagem. — Ele disse rindo.
— É a prova d’água, bobo. — Ela respondeu rindo.
— Eu realmente fico feliz com sua benção, sis. — Ele completou sorrindo e pegando na mão de Sarah. — Agora vamos. Eu preciso encontrar com minha noiva.
Eles completaram sua ida até o tapete e todos estavam olhando para ele e Sarah. Ele estava feliz. Todos os seus amigos estavam lá, e todos estavam felizes. Como ele nunca tinha visto antes, e como ele nunca imaginaria que veria depois de tudo que passaram. Ele teve uma crise de sorriso ao pensar nisso, e logo todos estavam sorrindo. O caminho pro altar parecia tão longo. Ele respirou fundo, imaginando que não era o caminho que era longo, mas sua ansiedade que era grande. Ele não poderia esperar mais para ter Jane. Para diante de todos e de tudo que ele acreditava ser um só com ela.
***
Jane havia escutado o som de entrada de Kurt, e apoiada em um banco ela não só sentia mas via toda sua mão tremer. Sua visão se completou quando uma mão colocou o toque na sua e ela parou momentaneamente de tremer. Era a mão do seu irmão Roman.
Ela sorriu genuinamente ao vê-lo com olhar de admiração pra ela.
— Eu achei que você já era linda como era, mas você me provou que poderia ficar ainda mais. — Ele disse sorrindo, apertando a mão dela.
Ela deu um sorriso acanhado pra ele.
— Obrigada por tudo. — Ela disse abrindo mais um sorriso, olhando nos olhos dele. — Por sempre ter me apoiado e por nunca ter me abandonado.
— Eu só fiz o que pude. Eu tinha que estar aqui. Nós dois passamos por um inferno juntos, e quando sairmos daqui eu só quero agradecer ao Weller por ter feito isso tudo valer a pena, porque agora você ta vivendo o dia mais feliz de sua vida e isso… — Ele completou já chorando. — Isso vale por cada momento ruim que nós dois passamos desde criança. Eu atravessaria por todo inferno novamente se isso significasse te ver tão feliz como estar agora porque isso me faz feliz.
Ela o abraçou tão forte. Segurando-se para não chorar, embora toda a maquiagem fosse a prova d’água.
— Eu realmente amo você, Ian. — Ela disse sussurrando e depois encontrou os olhos de seu irmão. — E sei que você também está feliz. Esse é um dos motivos para que eu esteja tão feliz também. — Ela finalizou apontando para o dedo da mão direita dele, onde havia uma aliança. — Eu espero que você seja tão feliz quanto eu estou sendo.
Foi a vez dele a abraçar forte, mas com cuidado para não amassar seu vestido.
— Eu estou feliz. — Ele completou sorrindo, voltando a encontrar os olhos de sua irmã. — Mas agora é hora de te entregar ao seu noivo. É hora de ser plenamente feliz.
***
A corneta tocou, e ambos pensavam que haviam acabado de chegar no céu. Kurt olhou pra Jane, e Jane olhou para Kurt. Ele admirou cada detalhe dela quando ela deu o primeiro passo. Seu cabelo estava todo trançado, com algumas pequeninas bolinhas brilhantes como uma tiara que passeavam pelas suas multi-tranças que dançavam uma com a outra. Seu vestido era branco. Havia mangas longas, mas ele era justo e bordado até a altura do colo e depois trabalhado apenas num véu. Deus, como ela é linda, ele pensou ao vê-la. Os convidados ficaram ainda mais maravilhados ao ver os detalhes das costas do seu vestido, que eram abertos e deixaram a amostra suas tatuagens. Kurt estava com um tradicional terno de casamento. Ele havia feito questão de fazer tudo do modo mais tradicional possível.
Eles se olharam com tanta paixão que Jane não pôde deixar de sorrir. Parecia que só havia eles no mundo naquele momento, e pra eles, esse mundo bastaria assim. Após alguns passos, ela finalmente estava perto um do outro. Roman sorriu para Jane e depois para Kurt, e após entregar as mãos de Jane as mãos de Kurt, ele sussurrou:
— Obrigada por fazê-la feliz.
Eles se olharam e sorriram e finalmente viraram pro cerimonialista. Roman foi para o lado de Tasha.
O cerimonialista falou sobre amor, perdão e apoio mútuo. Tudo que eles já haviam vivido entre eles até chegar ali. O amor desde que eles se tocaram, o perdão ao se reencontrarem a cada dia que foi trabalhado e reconstruído com muito cuidado e detalhe e o apoio que eles sempre tiveram um pelo outro nos momentos mais difíceis depois que o perdão veio. Após isso, era hora de Sawyer trazer as alianças. Ele as entregou ao seu tio, mas antes de ir ele virou para Jane, abraçando-a repentinamente.
— Estou feliz porque agora você será minha tia de verdade. — Ele disse, fazendo Jane sorrir ainda mais ternamente embora fosse quase impossível e fazendo todos sorrirem também.
Eles voltaram a se olhar. Ambas as mãos estavam tremendo tanto quando eles começaram a trocar as alianças e a jurar tudo aquilo que eles já haviam jurado a si mesmos algum tempo atrás. Eles riram cada um de seu nervosismo, e logo depois de trocarem alianças eles puderam se beijar. A mão dele pousou em suas costas e a dela em seu rosto e seus lábios se tocaram delicadamente. Ela não conseguiu não chorar e logo uma lágrima banhou seus lábios. Ele também estava chorando e logo até suas lágrimas estavam formando um só. Ela o beijou pela primeira vez na frente de todo mundo, pois eles haviam guardado isso, e haviam se beijado pela primeira vez como marido e mulher. O beijo tinha um gosto de felicidade, e de casa.
Ele era a casa dela agora, e ela era a casa dele. Eles não queriam ir a lugar nenhum depois disso, mas se separaram e foi o tempo para todos aplaudirem. Eles agora eram Sr. e Sra. Weller.
***
Jane estava apoiada no ombro do Kurt, em pé na frente dele, enquanto todos aproveitavam a festa. Eles tinham tirado algumas fotos e agora só queriam aproveitar a festa. Aproveitar cada segundo daquela celebração entre eles. Eles estavam com dedos entrelaçados e ela suspirou fundo e sorriu, ao sentir ele com um de seus dedos da outra mão desenhando sobre uma de suas tatuagens.
— Fiquei feliz por você não tê-las tirado. — Ele disse com felicidade.
Ela completou o riso dela com ele, e o olhou com malícia.
— Eu quero ter lembranças desse dia exatamente como eu sou. — Ela disse olhando pra ele. — E também não seria fácil de explicar aos nossos filhos quando pequenos porque mamãe estava sem tatuagens no casamento e agora tem. — Ela finalizou com diversão.
— Você pode dizer a eles que papai ama a mamãe do jeito que ela é. — Ele disse sorrindo, mas franziu a testa. — Mas você está… ?
— Não. — Ela disse virando-se para ele e colocando as mãos dela no pescoço dele. Ele fechou suas duas mãos na cintura dela. — Mas não seria uma má ideia fazermos um filho ao sairmos daqui. Você quer ser pai dos meus filhos? — Ela finalizou com cinismo.
Ele sorriu ainda mais abertamente pra ela, dando um beijo rápido em seus lábios.
— De cada um deles. — Ele respondeu num sussurro.
— É uma grande responsabilidade. — Ela disse com humor. — Visando que eu quero ter três filhos. Dois meninos e uma menina.
— Achei que pudéssemos ter 4. Dois meninos e duas meninas. Assim podemos brincar de futebol no quintal da nossa casa no verão. — Ele respondeu com cinismo.
Ela sorriu e o beijou.
— Mas você sabe que nós ganharíamos de vocês, né?!
— Jane Doe já incorporando o espírito competitivo em suas filhas.
— Porque eu sei que, como Kurt Weller, os filhos deles não sabem perder.
— Eu sei sim. — Ele disse fingindo-se ofendido e depois a olhou sério. — Eu perdi todo meu coração pra você e nunca me incomodei por isso.
Ela sorriu pra ele, e logo depois o beijou. Tão lentamente e apaixonadamente, que seus corpos até transmitiam essa áurea de amor um pelo outro.
Tudo parou na festa após eles se separarem e uma música havia começado a tocar. Eles apoiaram a mão um no outro e Kurt a puxou para o centro do salão. Eles logo estavam dançando a primeira valsa como marido e mulher. Eles estavam dançando lentamente, Jane com a cabeça apoiada no ombro de Kurt, mais perto do que era possível entre eles.
Kurt começou a rir e Jane riu junto, mas depois perguntou.
— Por que você está rindo? — Ela exclamou com humor.
— Rich Dotcom. — Kurt disse, rindo ainda mais. Ela levantou a cabeça e olhou nos olhos de Kurt.
— Por que lembrar do Rich agora? — Ela perguntou depois que ele a girou.
— Foi por causa dele que dançamos juntos pela primeira vez. — Ele respondeu vermelho de tanto rir.
Jane fortemente se juntou ao riso.
— Eu lembro. Lembro que perguntei sobre você ter casado e você disse que era muito exigente. — Ela observou.
— E eu sou. — Ele disse finalizando a dança e jogando-a de lado. Ele se curvou pra ela. — Por isso eu só casei com você.
Eles se beijaram e todos aplaudiram e logo todos se juntaram na dança com seus pares. Eles riram de Tasha zombando de Roman pois ele não sabia dançar, mas admiraram o jeito deles. Viram Sarah e Reade juntos e ambos sorrindo. Patterson e seu novo namorado de lado enquanto ela juntava Sawyer com eles, e até Nas e sua namorada. Eles trocaram de pares algumas vezes, tendo tempo de todos se divertirem. De todos admirarem a felicidade de cada um deles até que Jane e Kurt se reencontraram na pista novamente.
Ela voltou a dançar com ele, mas ambos estavam ainda observando a felicidade de todos ao seu redor.
— Estão todos felizes aqui. — Ela observou pra ele.
— Graças a você. — Ele respondeu sério.
Ela o beijou mais uma vez, até sorrir pra ele.
— Está na hora de te fazer ainda mais feliz.
Ela disse puxando a mão dele e eles foram. Foram ser feliz em sua nova casa. Duas semanas depois foram felizes ao descobrir do gêmeos. Eles apenas prometeram que iam fazer um ao outro feliz e assim fizeram, pelo resto de suas vidas.
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