Papercut
16 Capítulo 16
Capítulo 16
A cabeça permanecia recostada calmamente sobre a superfície macia que era a pele pálida, desbotada daquele rosa supérfluo, do loiro.As palavras serenamente ditas fizeram com que sua face que permanecia inerte sobre a situação, mudasse de expressão.
Um pequeno brilho transcorreu seus orbes e o corpo leve remexeu-se um pouco sobre o outro que se mantinha por debaixo. Os lábios levemente entreabertos, a face ainda avermelhada.
Pôde-se perceber um misto de insegurança em seu rosto enquanto Ruki mantinha-se a analisar o que lhe fora pronunciado, mais declarado.
“Você tem certeza do que está dizendo desta vez?”
Reita olhou novamente para o rosto belo, pegando a mão pequena que repousava em seu peito para entrelaçar seus dedos. Apenas se limitou a esboçar um sorriso nos lábios ainda vermelhos em resposta, enquanto acariciava de leve a mão do outro com o polegar.
O ruivo deixou-se levar pelo pequeno toque que lhe estava sendo proporcionado, tentou relaxar as feições que ainda aderiam ao seu rosto quente, encostando novamente a cabeça no pescoço do maior. As palavras saindo de sua boca com uma certa leveza, mas ainda com uma falta de firmeza.
“Não diz isso só por temos transado?”
Reita arregalou um pouco os olhos ao perceber o que o menor deveria estar pensando – mesmo ele com aquela pose quase indiferente ao assunto.
Apertou mais os dedos entrelaçados.
O olhar ainda preso aos orbes chocolates que teimavam em descobrir o que queria dizer com aquela frase apenas de olhá-lo.
Queria deixar claro que aquela declaração, o singelo ‘eu te amo’ não era por obrigação te ter tomado, possuído o corpo menor. Era por clareza, por quem deseja estar perto de novo, por um puro impulso reconhecível.
E a outra mão que permanecia livre, passou-a pela face de Ruki, tentando transmitir com um simples trocar de olhares que não era apenas por aquilo. Não era apenas pelo sexo, pelo prazer exposto.
“Não... Não é apenas por isso. Se fosse... Já teria te agarrando sem mesmo você querer.” – disse divertido, tentando descontrair um pouco a situação, esboçando um sorriso travesso.
O outro apenas o olhou reprovador, não contendo um pequeno sorriso nos lábios vermelhos.
“Baka...”
Reita se restringia a acariciar a face rósea do menor, o sorriso divertido se transformando em um singelo gesto apaixonado.
“Ruki... Eu te amo. Não quero que você pense que é só pelo sexo. Desde aquele dia em que disse que esperaria por mim, mesmo eu covardemente fugindo de você... Só estava tentando ocultar o que eu próprio sentia, tentando de alguma forma boba, te proteger...” – fez uma pausa crédula, voltando a passar a mão pela face do menor, que ouvia atentamente às palavras do loiro com um pequeno brilho nos olhos – “Será que você me daria mais uma chance? Me desculpar por ser um completo idiota... um idiota completamente apaixonado por você...?”
O menor que permanecia parado a escutar as palavras, a declaração simplória, autêntica e genuína de Reita; levantou o rosto que estava recostado na curva do pescoço do mesmo, lançando um olhar envolto de pequenas lágrimas.
“Eu sempre estive aqui te esperando, sempre vou estar, seu bobo...” – disse, pondo sua pequena mão em cima da do loiro que se mantinha em sua face.
Reita sorriu.
Um sorriso lhano desta vez. Contente... Estavam juntos depois de tudo, não precisaria fazer a bobagem de se afastar novamente do menor. Depois de tudo... Já sabia o que fazer...
Os rostos foram se aproximando um do outro, cúmplices. As pálpebras fechando-se em acordo com a crescente proximidade dos lábios. E assim fez-se um pequeno roçar entre as bocas entreabertas mutuamente.
Um gesto simples, apenas para selarem sua conivência. Um desejo contido nos corpos que agora se procuravam, a mão do maior descendo das bochechas rosadas para sua cintura fina e bem desenhada. A pele ainda quente... Ardendo pelo seu toque.
E as línguas se encontravam em uma maneira sensual enquanto os corpos se chocavam afoitos por um contato mais íntimo. Porém... Sem durar por muito tempo.
Reita quebrara aquele selo que parecia – gostaria que fosse – durar uma eternidade, mudando a posição em que se encontravam. Agora estava no topo do ruivo, observando aquela boca entreaberta, mais vermelha do que antes pelo recente beijo, pequeno rastro de saliva escorrendo pelos lábios carnudos; tentando conseguir brandir sua respiração novamente... Ofegante.
Passou o olhar dos lábios de Ruki para seus orbes chocolates, sendo correspondido prontamente. Suas mãos pousadas em cima da cabeça do outro, tocando levemente o braço do sofá e suas madeixas ruivas.
“Sensei...” – sussurrou o menor — “O que faremos em relação ao meu irmão?”
“Por enquanto não vamos nos preocupar com isso... Quero poder aproveitar este momento...” — disse, passando os lábios de leve sob a superfície da orelha do menor, fazendo-o estremecer com o contato.
“S-sim...” – sibilou as palavras quase inaudíveis.
“Mas...” – subiu o olhar para os olhos de Ruki novamente, sem retirar os lábios do local – “Quero passar esse momento de uma forma mais proveitosa, ainda não me esqueci da sua dívida...” – murmurou em uma forma sensual, lambendo-lhe o lóbulo.
O menor apenas pode gemer em resposta. Não iria contrariar as vontades do loiro...
E ali mesmo, no sofá, fizeram amor novamente, sem se preocuparem com o que viria a acontecer. Se o desgosto do preconceito e opressão viria a recatá-os.
Ahh... Eu nem demorei tanto assim, vai...
Ainda estou dando meu máximo pra escrever aqui mimimimi ‘-‘
... E esse foi um capítulo completamente meloso e inútil... Só pra vocês não me mataram de que eu fico enrolando demais na declaração do nosso ReiRei!
E esse finalzinho foi dedicado a Bhu... Por que ela me pediu para ter o segundo round dos dois... E eu sei que vocês querem me matar por que eu não escrevi literalmente ele 8DD
Hahaha
Enfim... Muito obrigada por todas as reviews passadas! ( LL )
Vocês são uns amores, espero que comentem neste chappie inútil também, viu! !
Até :)~
PS: A última frase do capi deu uma idéia do que ainda vai acontecer.
PPS: Não me matem se não for algo rosa porpurina o
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