Papercut

17 Capítulo 17


Capítulo 17

“Ahhnn...!” – os gemidos aprazíveis que escapavam com prevaricação da boca já rósea — agora mais avermelhada do que o costume — eram contidos com certa relutância. A face contorcia-se de forma deleitosa enquanto as carícias que lhe eram proporcionadas com volúpia encontravam seu trajeto mais ousado pelo corpo pálido.

As mãos ágeis de Reita lhe penetravam por baixo da camisa esbranquiçada do uniforme escolar, o casaco já se encontrava jogando em um canto qualquer da sala. Pressionava o corpo menor – que se encontrava sobre a mesa de tonalidade escura — contra a parede atrás do mesmo para conseguir um contato mais fulgurante.

Desde aquele dia em que finalmente pronunciara ao ruivinho que o amava, os dois sempre procuravam alguma fuga para poderem desfrutar da companhia complacente. Já fizeram amor em todas as partes possíveis do colégio, uma excitação translada. Os gemidos abafados, o perigo de serem pegos, o entregar total – principalmente da parte de Ruki, que se rendia integralmente ao prazer que o loiro lhe oferecia.

E agora, em sua sala, procurando mais uma escapatória; os corpos prensados, bocas perigosamente próximas, mãos adentrando sorrateiramente à procura da pele quente; Reita procurava uma maneira de possuir o menor sobre sua mesa, mesmo.

Sua boca marcava o pescoço intocável do menor enquanto esse se agarrava ao seu pescoço, fazendo com que os gemidos emitidos fossem dirigidos diretamente ao seu ouvido; a pele arrepiando-se e a excitação sem limites.

Eufórico, tentava encontrar qualquer pedaço da pele deliciosa daquele ser que se encontrava tão submisso sob seu corpo forte, gemendo seu nome repetidas vezes; o som sendo abafado pela proximidade que a cobiçada boca se encontrava de seu pescoço.

“Reita... Reita... Por favor...”

E era quase como um pecado, vício, que ele implorava para ser tomado bem ali. Mas quem era para negar a tal ser encantador? Os olhos nublados pelo desejo, que já não precisa denegar. Já podia sentir seu membro pulsar contra a roupa, que neste momento se encontrava um incômodo; e estava procurando todas as forças cernes para não retirá-las e posicionar-se entre as pernas roliças do ruivo.

Se bem que... Tinha certeza de que o menor não se recusaria. Entregaria-se com sujeição, submissão. Mas neste momento, estava disposto a fazer coisas distintas com o corpo ali disposto. Além do mais, não teria muito tempo de tomar Ruki como queria, quente, forte, e um ritmo lento, agonizante...

Lentamente traçou o corpo com seus lábios, a camiseta que restara no outro ainda posta; a gola totalmente desorganizada, três ou quatro botões abertos; subindo um pouco mais o olhar lascivo pôde ver que o menor possuía os olhos semicerrados, esperando o próximo passo do maior com ansiedade exposta – podia sentir seu corpo tremer com pequenos toques.

E com seu objetivo já em mente, delineou a cabeça que estava marcando o pescoço revelado, até o cós da calça do ruivo. Pôde ouvir um murmúrio de aprovação quando suas mãos adentravam a peça de roupa para logo retirá-la.

Abrindo o zíper da calça justa, deixou esta cair até os joelhos, deixando assim Ruki apenas com uma prenda para que não pudesse vislumbrar seu corpo por inteiro. O volume era notável, podia ver que já estava úmido; isso fez com que uma nova onde elétrica percorresse seu corpo, a aflição e vontade de poder passear as mãos, boca e lábios por aquela região crescendo.

Estava ajoelhado por entre as pernas carnudas, quando sentiu uma mão pequena agarrar-lhe os fios loiros. A voz rouca de prazer.

“Por favor... Me tome logo!” – um sorriso malicioso adernou-lhe a face com as palavras suplicantes. As mãos ousadas logo retirando sua única peça de roupa, deixando assim o pequeno corpo – que teimava em arrepiar-se sob seus toques – à mostra.

Sentiu como as mãos do outro permaneciam agarradas às suas madeixas, as pernas afastando-se minimamente, convidando-o para provar daquela deliciosa sensação que já assolava seu ente. Vislumbrou a ereção pulsante de Ruki para apenas lamber seus lábios secos em deleite e logo prová-la com a ponta de sua língua.

Partiu seus lábios, conseguindo apenas emitir um suspiro tremido enquanto a língua de Reita percorria a glande de seu membro, enviando novas ondas de prazer através de seu corpo que correspondia ao ato com total apego, estremecendo. Praguejando silenciosamente, cravou as unhas ao ombro do mais velho com uma mão, a outra encontrou seu espaço por entre as madeixas falsamente douradas.

Lábios ao redor da ponta, o loiro deu uma vaporosa sucção antes de envolvê-lo por completo dentro de sua boca ardente, língua plana pressionada contra a veia da parte inferior enquanto bombeava sua cabeça para a frente, um ritmo lento apenas para repetir o ato novamente.

Sua língua se deslocou por entre os lábios, o menor lutou para deixar os olhos abertos enquanto o outro movia-se da base para a cabeça antes de passar ao longo da fenda. Era torturante, pungente, aflitivo o modo quase sádico que aqueles lábios carnudos e suculentos lambiam o pré gozo que se reunia já na ponta. Era quase um pecado como com pequenos movimentos Reita era capaz de sugar todo seu ar.

Literalmente.

Blasfemou quando os dentes de Reita moveram-se suavemente contra sua ereção. Uma sensação dolorosa em seu baixo ventre, os músculos contraindo-se, estremecendo. A ação sensual do loiro aos seus olhos, fazendo com que lhe restasse pouco tento de expelir todo seu prazer dentro daquela boca que lhe enlouquecia a ponto de fazê-lo sussurrar palavras incoerentes.

E o maior parecia saber exatamente do que aqueles tremores contínuos que percorriam o corpo quente pareciam avisá-lo. Os lábios firmemente fechados em trono da carne dura enquanto sugava, arredondando sua cabeça pra cima e para baixo com uma velocidade acentuada e rápida.

“AHH! M-Mais rápido...!”

Gemeu alto, dentes imergindo em seu lábio inferior, maculando a pele macia sem perceber.O sabor metálico inundando em sua boca, enquanto tentava manter os lábios juntos em função de não deixar nenhum murmúrio de êxtase escapar-lhe pelos mesmos tão altamente.

Tentou apoiar-se mais na mesa quando sentiu o inevitável se aproximar em uma presteza veloz. As mãos que se encontravam agarradas a Reita sendo agora prensadas contra a madeira fria. Pôde sentir seu desejo ser atendido, o loiro aumentando a velocidade da sucção.

Apenas um latejo da língua sobre a glande de seu membro era o necessário para fazer os pés do ruivinho torcerem-se dentro dos sapatos e um alto gemido irromper sua garganta. Seu sêmen arrebentando na boca do maior. Os olhos fechados, lábios secos e avermelhados abertos em fascínio, deixando sair pequenos gemidos enquanto seus quadris investiam para frente tentando prolongar seu orgasmo; o aperto forte de Reita mantendo-o.

Lentamente voltando do ápice, o menor tentava regularizar sua respiração, seu peito arquejando em súplica. O único pensamento do que acabaram de fazer na sala de Reita... Durante o intervalo... Fazia com que seu corpo reagisse novamente. Foi quando sentiu um par de braços agarra-lhe o corpo, fazendo com que saísse de seu transe pós-orgasmo.

Os lábios de Reita topando com a camada de seu lóbulo, as mãos deslizando sensualmente pelo corpo úmido de suor, as palavras roucas.

“Me pergunto onde está aquele meu Ruki todo inocente que sequer conseguia olhar direito em meu rosto sem corar.” – disse, com um sorriso brincalhão adornando suas feições enquanto apertava o abraço em volta do menor.

O ruivo, ainda com a face vermelha, lábios inchados e a respiração normalizando-se, apenas se limitou a olhar para o rosto esbelto, que manteve o mesmo jeito pitoresco.

“Bem... Ele continua aqui, só que um pouco mais necessitado por causa de uma certa pessoa...!” – retrucou, as palavras saindo no mesmo tom ameno, uma insinuação escrupulosa na última parte. As pequenas mãos sendo levadas de encontro com a face do outro, acariciando-lhe, um sorriso doce nos lábios.

Reita riu, inclinando-se mais para o corpo ainda semidesnudo do outro. Bocas a meros centímetros de distância enquanto se perdia novamente naqueles orbes castanhos, que teimavam em lhe envolver com tamanha intensidade.

“Vai poder vir em casa hoje... De noite?” – disse, desviando os olhos do outro, a cabeça inclinando-se novamente para o pescoço alvo de Ruki, dando uma pequena mordidela no local, tentando enfatizar a última parte da frase.

O sorriso do ruivinho se desfez um pouco, as mãos apoiadas agora no ombro forte do maior enquanto tentava encontrar um resposta.

“Na verdade...” – começou, fazendo com que Reita voltasse a lhe fitar – “Meu irmão continua meio desconfiado de nós... Então... Acho que não é uma boa idéia.” – terminou de sibilar as palavras com um suave suspiro escapando-lhe por entre os lábios.

O loiro achou melhor não argumentar, fazer nenhum comentário a respeito. Apenas voltou a apoiar a testa na a curva do pescoço do pequeno. O sorriso desfazendo-se no mesmo momento. ...O silêncio tomando conta do recinto, apenas a respiração compassada sendo ouvida por ambos.

Na verdade já sabia o que fazer. Tinha uma solução para todos os problemas dos dois... Só... Precisaria saber se Ruki estaria com ele dessa vez também.

E quando o som do sinal sendo anunciado adentrou-lhe os tímpanos, sentiu como o menor desencilhava-se do abraço, agarrando suas roupas jogadas no chão para pô-las rapidamente e correr para a porta. E quando deu por si o mesmo já estava girando a maçaneta para procurar seu lugar na sala de aula.

Um aflição assolou-lhe ao perceber que o pequeno estava prestes a sair... Era como ele escorregasse por entre seus dedos amenamente, um sorriso triste estampado na boca carnuda e delicada, os olhos abatidos ao lhe fitarem com ardor.

E então como um impasse estava chamando-o pelo nome, recebendo um olhar intrigante como resposta.

Tragou a saliva.

“Venha comigo... Vamos fugir de tudo, juntos...”

Olá, genmtíh!

Aposto que agora ceis tão querendo é me matar pela demora... * sai correndo dos leitores *

Eu disse que seria muito capaz de demorar! DDDX

Espero que este capítulo tenha amenizado a situação com vocês! Só uma rapidinha por que Reita e Ruki estavam necessitados! E... Faz um tempo que não escrevo — principalmente smut -, então se não saiu bom... Não me culpem! Eu só fiz pra agradar os meus lindchus leitores! * dando desculpas *

Anyway, O que estão achando? Será que o nosso Ruki vai aceitar a proposta do Reita-sensei? /euesperoquesim

E obrigada pelos reviews passados! Estão no meu ♥

Este chappie vai pra todos (as) que agüentaram a demora! E a uma pessoinha que ficou me enchendo no MSN pra postar ( leia-se: Bhu ) >D

Espero que vocês continuem acompanhando! E boas festas bem atrasado xD

Até! ヽ( * 3 *);

PS: Review? OAO

PPS: Tão me querendo matar mais ainda?

PPPS: Olha que esse capi foi grandinho até! * orgulhosa *

PPPPS: Review? OAO [2]

* shot *