Papercut
18 Capítulo 18
Capítulo 18
A sonoplastia era nula, o silêncio mórbido, doentio, assolava a mente daquele que ainda ansiava por uma resposta. As mãos trêmulas, gotículas de suor – que já estavam acumuladas pelo ato prévio dos dois naquela sala — escorriam por sua pele avermelhada.
Os passos apressados cessam enquanto o estrondo do tumulto afora da sala era iniciado. Um olhar perdido, outro auspicioso.
Reita ajeita a gola da camisa que se encontrava completamente amassada, os dedos grossos escorrem por entre os fios falsamente dourados. O brilho dos orbes hesitantes, as pernas bambas. Como se tudo pudesse se esvair, e no final o que há de sobrar são as coisas mais leves que o vento não conseguiu levar; um carinho no momento preciso, um rosar das peles e até o cheiro comum de uma manhã ensolarada ao seu lado.
Mas balançou a cabeça, torcendo para que tudo isso não se tornasse apenas uma lembrança antiga. E com o corpo desajeitado, aproximou-se mais do menor, vendo como este lhe mirava quase que assombroso. Suas pequenas mãos se encontravam jogadas ao lado de seu corpo, os lábios entreabertos em surpresa e os olhos castanhos dilatados em alarme.
Em um movimento rápido, Ruki se afasta do quase toque do loiro. Exaltou-se.
“O que você quer dizer com fugir de tudo?!” -as palavras deixam seus lábios tentados em exasperação. O corpo se encolhe por instinto. Olha assustado para Reita como se este falasse um absurdo... E era. Abandonar tudo em que acreditara não era tão simples como resumir em uma única frase!
De modo... Havia a oportunidade de viajar indefinidamente, para parte nenhuma a princípio; como bagagem apenas um toque carinhoso nos lábios... A presença de Reita, ali, definitiva.
“O que...?... Por acaso você não quer ficar comigo?” – uma súbita sombra de decepção ultrapassa as feições do professor, os lábios se contorcendo em um beiço. Era até estranho como uma rejeição do pequeno lhe causava tanto impacto, uma criança capaz de lhe molestá-lo, fazer seu peito palpitar em excitação. E de certa forma, isso o que incomodava.
Por outro lado, era uma sensação diferente. Estar apto a dar tudo de valor àquele de cabelos ruivos que entrara em sua vida de forma tão repentina. Que atiçara seu mais oculto instinto, sua curiosidade e excitação. Que fez seu peito arfar em volúpia só de observar sua face sorridente, seu sorriso meigo e seus lábios carnudos tão tentadores.
Um carinho não contido, uma meiguice. Um café da manhã preparado-lhe nas manhãs de um novo dia, após tê-lo possuído e dito repetidas vezes – verbalmente ou não -, que o amava.
E era esse amor que fazia seu peito latejar ansiando por uma resposta, os olhos cinzentos abaixados, a face em quase desilusão.
Ruki ao perceber a face desesperançada do maior, arrepende-se. A cabeça pende para baixo, os olhos de castanha procurando um ponto em quê se fixar. Os dedos finos entrelaçam-se.
“O que eu quero dizer... É que não é tão fácil deixar tudo de lado!... Você faria tudo isso por uma mera... Criança como eu?” – a cabeça volta à posição inicial. Os olhos determinados. A última sentença dita com certa desconfiança. Querendo saber se aquilo não passava de uma agitação... Pós-sexo.
Reita arregala os orbes por instantes, voltando-os à dilatação comum; o corpo se move inconscientemente para perto do menor, as mãos pousam em seus ombros magros, os dedos traçam caminhos pela camiseta desorganizada, e o olhar procura os castanhos. Um sorriso fino.
Como aquele ser pode pensar tal coisa? Estava mais do que óbvio o que queria dizer com tudo aquilo. Mas o ruivo sempre desconfiava de suas ações. E tinha até razão... Depois de ter-lhe rejeitado – e mesmo agora estando tudo perfeito entre eles – era até... Comum.
“Se eu não estivesse disposto a sacrificar tudo por... Um menino como você, o que acha que estaria aqui... Fazendo pose de completo idiota apaixonado?! – Ruki prende seu olhar nos dele, embalado pelas palavras, o corpo sendo envolvido pelos braços fortes – “Sabe... Às vezes eu me sinto como um próprio adolescente” – solta uma leve risada – “Exatamente como você, Ruki, enfeitiçado pelo calor, apaixonado pelos carinhos, e excitado pelo perigo. Por que é assim que somos, juntos.”
E suas maçãs estavam avermelhadas – como quase pela primeira vez -, pelo que acabara de sentenciar, os orbes nublados pela inquietação, nervosismo, sobressalto, esperança e alusão. Os braços apertaram-se sobre os ombros albinos do ruivo, a ponta de seus longos dedos ficando róseos pela força. Uma gotícula de suor escorrendo por ali... Outra caindo por suas madeixas artificialmente loiras... E os olhos nunca se desprendendo dos do menor...
Até que notar um mínimo sorriso brotar-lhe os lábios vermelhos.
“Reita, isso foi tão...” – as palavras desprenderam-lhe da boca sem serem terminadas, sobrepostas por um afoito Reita.
“Gay? É... eu sei...” – disse, suspirando um pouco.
Ruki alargou o sorriso, passando os braços pequenos em volta da cintura de seu sensei, uma leve risada escapando-lhe por entre os lábios.
“Eu ia dizer meigo, mas isso também serve” – Mostrou seus dentes branquinhos tão infantis.
Reita soltou uma risada abafada junto com o outro. Não podia negar que não era verdade...
“Então...” – pergunta ainda receoso – “Qual é a sua resposta?... Ou eu ainda vou precisar me ajoelhar como se te pedisse em casamento?! Se bem que... se for necessário eu faço!”- disse, o sorriso ainda disposto em sua faze rosada, o rosto se aproximando do de Ruki, seus narizes quase que se tocando, os lábios em uma proximidade provocante.
“Eu... Ainda estou meio confuso, Reita...” – diz podendo observar as pálpebras do maior fecharem-se em desengano, os corpos ainda colados.
Então seria assim... E não era de todo mal, pelo menos ainda poderiam estar juntos, até o tempo que lhe proporcionarem. Então era dessa forma que Ruki havia se sentido quando disse que não tinha certeza de seus sentimentos em relação ao pequeno. Agora era como se uma dor, não física, mas que ainda estava ali, assolava sua pele.
Seus olhos abriram-se abruptamente ao perceber as palavras quase tímidas escaparem da boca do ruivinho.
“Mas... Mesmo tudo sendo tão repentino...” – pausa por uns instantes, tentando absorver um pouco de ar – “E-eu acho que não tenho nada a perder...”
Um sorriso largo adorna os lábios de Reita, é a sua vez de mostrar-se ingênuo, infantil. Seu peito aqueceu-se, as mãos formigaram em contentamento e os olhos procuraram mais uma vez os chocolates. Ruki sorrir-lhe de volta.
Cúmplices.
O abraço aprofunda-se, a mão boba passa ligeiramente pela nádega do menor recebendo uma repreensão e a risada ecoa pelo recinto que até o começo de tudo possuía a atmosfera mórbida, afligida e apagada. Agora... Estava tudo em seu devido lugar. Os sorrisos contentes, os lábios carnudos em exultação, as bochechas róseas como um ritual, as mãos pressionadas contra o corpo um do outro, e os lábios rosando-se em suscitação mútua.
Era quase sublime como uma simples frase podia tirar-lhe um peso tão grande de seu corpo. O sorriso bobo ainda permanecia ali... E puxando o corpo menor pela cintura aproxima seus lábios sucintos da orelha rosada do outro.
“Isso precisa de uma comemoração sabe...? E lá em casa hoje a noite seria uma ótima oportunidade”
De lado, Reita observa como a face de Ruki toma completamente um tom avermelhado, beijando-lhe a região do lóbulo.
“Reita!” – reprimi – “Eu já lhe disse que hoje não dá! E além do mais... Se continuarmos assim... É capaz de eu me tornar um pervertido completo como você...” – Refreia, inflando as bochechas em um modo pueril, o bico de sempre apoderando seus lábios suculentos.
“Nah! Mais do que eu...? Acho uma coisa bem difícil, viu... E com esse seu jeitinho infantil é uma coisa praticamente impossível, pequeno...” – sorrindo docemente, mordendo as bochechas avermelhadas e recebendo um muxoxo em resposta.
Mesmo a resposta de Ruki não sendo completamente concreta, estava disposto a dar tudo de si e fazer fidedigno aquilo. E enquanto suas bocas procuravam-se ansiadas, voluptuosos por um contato mais íntimo, uma confirmação de tudo, da restrição, a barreira que ultrapassariam... Uma cabeça discreta observava atônita a cena toda por trás da porta de vidro.
UHUUUL! E AÊ PESSOAL! BELEZAAA?
...
* foge das pedradas *
Oh mi gawd! Cmofäs?!
Eu sei que demorei séeeculos! Mas a justificativa até que é convincente... * desvia *
Primeiro que no final das férias eu fui viajar, e já faz um tempo que minhas aulas começaram. Colégio novo e pãnz...
E...
PUTZ! Nunca pensei que eu teria tanta coisa pra fazer AKASOOSAKOSKAS
Agora eu entro muito pouco no pc, isso por que ainda não voltou meu curso de inglês... ENFIM!
Resumindo, só vou conseguir escrever de verdade nos fins de semana... Por que eu sou lerda, admito :’/
E o pessoalzinho daqui sabe bem que eu tenho uma baita preguiça, ne...
* morre *
Naah, nem sabia o que por no chappie! Não me culpem D:
Mas espero que tenham gostado...
Super meloso... Affe -.- E espero que ceis tenham entendido o final
Nota super inútil ( quem lê? ) assim como o capítulo!
OWN!
Mas façam assim... Vocês mandam reviews... E eu tento ser mais rápida pra postar! :D
- nn
Irrí *-*’’
Oh! E como me obrigaram a fazer uma homenagem a esta pessoa todo o capítulo que escrevo então eu agradeço a Bhu por me encoxar todo o dia e me obrigar a escrever---
- N
PS: A porta de vidro mencionada é aquelas meio embaçadas, sabe? Que não dá para enxergar perfeitamente as figuras. Então... Não, eles não são tão pervertidos e descuidados assim... Acho.
REVIEW?
ಥ_ಥ
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