Papercut
19 Capítulo 19
Capítulo 19
Seu corpo se estendia sobre a superfície macia e branca, as pernas abertas em posições opostas; seus longos braços posicionados em cima de seu rosto, tampando os olhos cinzentos. Reita possuía uma cara fechada, pensativa. Seus pensamentos rondavam a mente ambígua, duvidosa, cenas daquele dia tentando penetrar em sua cabeça e vir à tona.
O loiro remexe-se desconfortavelmente sobre a cama, tentando a qualquer custo acalmar-se. A ansiedade era abundante, já que, em simples – tênues – três palavras, uma frase, conseguira determinar o seu futuro, ou o que planejara para ele.
Deixa um suspiro leve escapar-lhe por entre os lábios trincados, retirando por um momento o braço que permanecia por cima de seu rosto coberto. Os momentos com o baixinho ruivo não conseguiam evadir-se dos pensamentos. Aqueles olhinhos confusos ao perguntar-lhe, ou as mãos gordinhas e pequenas acariciando-lhe a face ao responder um simples sim. A felicidade repentina, que não sentira à muito tempo em seus 21 anos de idade, muito menos causada por um garoto, seu aluno, de apenas 16.
Mas sempre que revivia as lembranças – as mais recentes, principalmente -, não podia conter um sorriso fino que aderia aos seus lábios. Ou até mesmo um suspiro, em preocupação de que o pequeno aparecerá, ou não, esta noite.
Os dois que ali dentro permaneciam, não possuíam nem uma mínima idéia do que se passava, presos em seus próprios paralelos, a noção da pessoa que lhes observava era nula. Quase como sem importãncia.
Os fios vermelhos esparramavam-se graciosamente pelo peito do maior, que lhe era oferecido com deleite. Reita passeava a ponta de seus dedos grossos por entre as madeixas lisas, enquanto ouvia o ritmar da respiração do outro, suavemente. Era como se quase tudo fosse perfeito. Ele, ali, com Ruki em seus braços, nada para os interromper... – já haviam se esquecido completamente do sinal, o que não afetou muita coisa -.
“Ruki...” – pronunciou-se, recebendo os orbes escuros ao seu encontro – “Então... Aparece lá em casa de noite, para nos planejarmos...”
A frase fora meio relutante, ainda não completamente convicto de que seria aceito, mas ao receber um sorriso tímido como resposta e um balançar de cabeça positivamente, sentiu que poderia confiar.
Então, com a confirmação do menor, e um sorriso nos lábios, beijou-lhe, levantando o corpo menor para cima da mesa novamente, sem quebrar o fino contato.
Reita sentiu sua face corar – como se fosse a primeira vez a se apaixonar, ainda não havia se acostumado com o fato de se importar tanto com uma única pessoa. E, as lembranças que voltavam para a sua mente, não eram nem um pouco castas, seu corpo ardia como se fosse a primeira vez. E assim, imaginava que o sentimento apaixonado, arrebatado era recíproco, por Ruki.
Ao juntarem os lábios, perceberam o quanto estavam necessitados por um toque, provar, sentir. Reita já podia sentir seu corpo arder, e até ouvia as próximas palavras que o pequeno diria se não estivessem tão entretidos no beijo. “Você só pensa nisso?”, diria o ruivinho.
E então ele o agarraria ali mesmo, e faria amor ao pequeno, novamente.
Se bem que a realidade não estava tão longínqua disto.
Agora, além de seu rosto estar pegando fogo, podia sentir um certo incômodo crescer entre suas pernas, apertando a calça, que de justa não possuía nada. Tentou mandar os pensamentos pecaminosos para longe, ignorando a qualquer custo a face molhada pelo suor, as coxas roliças envoltas de seu ombro, ou a boca carnuda do menor repetindo diversas vezes palavras incoerentes sobre a pele sensível de sua orelha.
Percebeu, novamente, que pensar no ruivinho não adiantava nada. Muito menos em um momento como este. Estava ali deitado em sua cama macia – com uma incômoda ereção -, esperando por este aparecer. As malas pretas e grandes já estavam acomodadas ao lado da porta, por onde a ansiedade crescia apenas de observá-las. Tentou acalmar-se, contendo a respiração, sugando o ar que lhe era oferecido pela boca fina, a língua percorrendo a epiderme seca de seus lábios.
Sentiu que o pulsar em seu baixo ventre não diminuía, assim, oferecendo-lhe um pequeno olhar de relance, pôde observar o tamanho do problema. Suspirou novamente, desta vez, invés de estar tocando com as mãos grossas a pele quente e alva do menor, estava tentando se aliviar em um momento nada propício para isso.
Os dedos longos adentram a parte íntima de sua vestimenta, o rosto afunda-se entre a fronha branda e alva, um tom rosado aderindo ao mesmo. A vergonha lhe abate, nunca havia se masturbado pensando em alguém, muito menos em um garoto, aluno – esta parte nem precisava mencionar mais -. A boca fina se abre, a ponta dos dedos finalmente alcançando seu membro.
Declinou sua mão sob a calça, seus olhos chocolate fechando em prazer enquanto lentamente golpeava seu membro rígido. Um grunhido macio escapou de seus lábios ao lentamente começar a acariciar sua ereção. Antes que pudesse perceber, já estava gemendo o nome do pequeno amante; imaginando que eram os dedos quentes deste que acariciavam, passeavam e esfregavam-se sobre seu membro.
Em pouco tempo – seja pela euforia, pela pressa, pelo êxtase -, sentiu seu corpo contrair-se pelo prazer, podia sentir que se aproximava do culminante, os lábios abertos, e as mãos agilmente trabalhavam na área, suplicantes por mais um toque. O corpo vibrou, estremeceu, ao sentir que se aproximava ao clímax, os gemidos tornaram-se mais alto, o vai e vem da mão mais lépido.
E assim, como se tudo tivesse ocorrido tão rapidamente, já estava gemendo o nome do ruivo com sua voz – agora -, rouca. As costas molhadas pelo suor se arquearam ao liberar aquele líquido leitoso tão semelhante, prova de todo seu tesão.
Os dentes se trincaram, para assim não poder morder a língua ao chegar ao êxtase completo. Seu peito ergueu-se quase como exasperado.
As mãos, assim como suas roupas, estavam sujas pela semente de seu deleite. Tentou recuperar novamente a respiração, não tinha muito tempo, afinal. Após aliviar-se pela primeira vez pensando em seu baixinho, já se sentia de alguma forma brando.
Assim, retirou rapidamente a mão suja de seu membro agora flácido, o rosto tomando uma tonalidade mais pálida, como o de costumeiro. Levantou o olhar para o teto, tentando acalmar-se depois de todo enlevo.
A respiração, mesmo que aos poucos, retornava à sua sincronia normal. As pupilas, assim como todos os seus músculos, cansados.
Parou... O baixinho finalmente esvaziando-se de sua mente... Aos poucos, esta, sendo levada por Morfeu.
E, antes que pudesse pensar novamente, o som da campainha faz associação ao silêncio do cômodo. Reita levantou-se rapidamente da cama, ainda todo desajeitado tentando arrumar a calça e cobrir a sujeira que a pouco realizara. Seu passo era rápido, o coração – como antes -, estava aos pulos. Já sabia quem era, e por isso inclusive, fazia seu peito arquear – não em êxtase como anteriormente, mas em alegria, euforia -. Seu rosto estava aberto, tentando transparecer as gotículas de suor que lhe caiam sobre a face.
E em um movimento veloz, abre a porta, podendo assim se deparar com a pessoa de todos os seus pensamentos, o ruivo ali parado a sua frente. A pessoa que lhe roubara a sanidade.
Seus olhos brilham, mas percebe algo: o baixinho estava com a face abaixada e mesmo que de relance pôde reparar um traço fino de um caminho lacrimoso.
“Ruki...? O que foi que...” – tentou continuar, mas logo de início sua frase foi cortada.
“Ele sabe...” – diz com a voz chorosa, parado na mesma posição de estatueta à frente da porta.
“O que? Quem sabe do quê?!” – exaspera-se, não entendendo o que o menor estava dizendo, sentindo uma agonia dominar-lhe.
“MEU IRMÃO, AKIRA! ELE SABE TUDO SOBRE NÓS!”
...
Nossa, eu estou muito envergonhada, vocês não tem noção! Vou explicar a razão do meu imenso – de quase dois meses – atraso: TIVE UM BLOQUEIO PARA ESCREVER.
Sério, não tinha idéias do que por no chappie! E quem em conhece sabe que eu fico enrolando muuuito para escrever! D:
POR FAVOR NÃO ME MATEM! Mesmo que eu mereça.
KASOASOKASOASKAOSKAS AI GZUIS
Só pra ficar um pouco interessantinho e não enrolar muito, um pouco de smut pra vocês :D RERERERE~
-n
Obrigada pelos reviews passados! Estou a responder todos ok!
HAUSAUSHUAHUSHASH E COMENTEM : D
Aliás, a fikku esta em sua reta final, só mais uns 6 chappies. /tristeok
Não posso enrolar mais né! * se mata *
Juro que não demoro mais, já tenho o que por!
E FELIZ PÁSCOAAA! *-*
Até!:)
[Edit — 15/04~]
Como amanhã é o aniversário da coisa mais linda deste mundo, que fez os meus dias mais gays, que atormentou minha paz, e me passou para o mau caminho, esse capítulo ( mesmo que super inútil ) vai em homenagem à Bhu *-*
POR QUE EU TE AMO OK.
Fique feliz com Paper *-*
<3/
[End — Edit~]
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