Pandora Hearth

3 Capítulo 3- O estranho achado


Mãe: Filha!! Estás bem?

Olho para a minha mãe e vejo que ela está muito preocupada. Tento me lembrar do que aconteceu.

Pai: O que te aconteceu?? Ou melhor, o que viste na floresta?

Alice: Na floresta… o que vi…

Lembrei-me do sucedido. Assento-me no sofá e agarro a camisa branca do meu pai

Alice: Eu vi!! Um corpo!! E… E sangue á volta!!

Pai: Espera. Como assim um corpo??

Alice: E-e-eu não vi bem!! Só vi uma mão e sangue!!! Pai, estou com medo!!

O meu pai abraça-me fortemente.

Pai: Está tudo bem. Eu vou ver o que se passa.

Depois de me acalmar, fui para o meu quarto. Fiquei á espera de alguma notícia do meu pai. Quando do nada…

Pai: Anna!! ME ajuda! Temos uma emergência!

Eu coloquei a mão na maçaneta da porta, mas não tive coragem de abrir a porta. Estava com medo com o que eu poderia ver. Só encostei o ouvido na porta.

Mãe: O que se passou!

Pai: Ajuda-me a trazê-lo para a minha sala de baixo!!

Mãe: O que se passou com o menino? Ai meu Deus!

Pai: Temos de levá-lo pra baixo para tentar ajudá-lo!

Oiço os passos deles a desaparecer. Na sala de baixo (ou cave) é aonde o meu pai faz experiências e cura os feridos e tem remédio a coisas assim. Fico no meu quarto á espera de novidades. Começo a ouvir alguns passos. Fico atenta, tentando descobrir quem é que vem aí. Mãe?

Mãe: Posso entrar?

Alice: Sim, claro.

Mãe: Já estás melhor, querida?

Alice: Sim, estou. Aonde o pai foi?

Eu e a minha mãe nos assentamos na minha cama.

Mãe: Bem, o teu pai foi procurar o corpo e teve sucesso. O problema é que está num mau estado. O pai trouxe o corpo para cá e vai tentar fazer o possível para o curar, mas não quer que ninguém o atrapalhe. Entendes-te?

Alice: Sim. O corpo é de que género?

Mãe: É um menino.

A minha mãe se alevanta e me dá um selo na testa.

Mãe: Não vás á cave, por favor. Não vás até que o pai nos diga alguma coisa.

Alice: Sim, mãe.

A minha mãe sai do meu quarto. Depois daquele dia passou dois meses e sem notícias do meu pai. Passei várias vezes pela porta, a entrada da cave. Ainda colocava a mão na maçaneta, mas eu não tinha coragem de ver algo aparecido como daquela vez. Estava com medo. Era hora do almoço. Fui para a sala com a minha mãe.

Mãe: Filha, sei que estás triste, mas está tudo bem.

Alice: Estou com medo

Mãe: Medo de quê?

Alice: Sinto que, se eu for ver o pai e o menino, algo vai acontecer.

Mãe: Não entendi.

Alice: O menino era novo?

Mãe: Não sei, não deu para reconhecer naquele dia.

Alice: O que o menino estava a fazer aqui, perto da nossa casa?

Mãe: Um dia vais encontrar a resposta pra isso. Só precisas de ter calma.

Respiro fundo. Estava a pensar em tantas coisas, como o porquê de ele estar aqui? O que ele estava a fazer naquele lugar? Porquê que ele se encontrava naquele estado? Tantas perguntas que queria fazer neste preciso momento. Terei que esperar. Com calma.