Pandora Hearth
4 Capítulo 4- O menino loiro dos olhos verdes
Sem notícias do meu pai e do menino, mas não posso ir lá sem mais nem menos. AAAAAAAAA!!! Porquê que eu sou tão covarde?? Até irrita a minha maneira de ser… mas, o que posso fazer? Vou para o quarto e pego no Snowball.
Alice: Vens comigo á cave? Preciso muito de ir!! Quero saber o que se passa.
Desço as escadas e vou até á cave. Desculpa mãe, mas eu quero saber o que está a acontecer. Abro a porta muito lentamente. Hesitei um pouco.
Alice: Olá? Está aí alguém?
Não ouço barulho. Entro. Vou andando muito lentamente olhando para os lados. Estava com muito medo. Chego perto de uma mesa, aonde estava um rapaz assentado nela, de costas pra mim. Um rapaz loiro. Notei que tinha uma ligadura á volta da cabeça. Será que ele está bem?
Alice: O-olá? Quem és?
Ele não me liga nenhuma.
Alice: Estás bem?
Ele olha-me de lado. O rapaz tinha uns olhos verdes. Muito bonitos. Os olhos dele fizeram-me lembrar… esmeralda. Sim, esmeralda.
Alice: Viste… o meu pai? Sabes aonde ele está?
Ele continua a olhar pra mim de lado. Será que ele não entende aquilo que eu digo? Ele deve de ser estrangeiro.
Alice: Não me entendes? Não falas a nossa língua?
Ele virasse para a frente. Começo a perder o medo e começo a ficar irritada.
Alice: DIZ ALGUMA COISA!! AO MENOS OLHA PARA MIM COMO DEVE DE SER!!
Apercebo-me que aumentei a voz descuidadamente. Coloco, de repente, as mãos na boca. Ele olha de lado pra mim, olha para a frente, sai de cima da mesa e fica parado. Ele virou-se muito lentamente para mim. Comecei a ficar com muito medo. Mentalmente eu pensava “Como é que isso é possível?” e “ Como é que isso aconteceu?”. Não consegui dizer nada depois de ver uma parte do rosto e olho do menino queimado. Comecei a recuar muito devagar. Quando, do nada bato contra o meu pai.
Pai: Está tudo bem?
Olho para o meu pai e para o rapaz, para o pai, para o menino, para o pai, para o menino.
Pai: Este é o menino que tu encontras-te na floresta. Vem comigo.
Fomos para uma mini sala que o meu pai tem na cave para beber café e passar o tempo. Lá, ele explicou-me tudo.
Pai: Por isso quero que o ajudes. Pode ser?
Alice: Mas pai, eu não sei o que posso fazer.
Pai: Só o precisas de o acompanhar. Até ele melhorar.
Alice: E, o que vais fazer até lá?
Pai: Vou falar com o teu tio pra ver se conseguimos curar o rapaz, mas vai ser muito difícil.
Alice: Entendo.
Pai: Vamos ter com o rapaz. Não o podemos deixar sozinho.
Fomos ter com ele. Ele estava a ler uns livros que o meu pai tinha na estante.
Pai: A minha filha vai estar contigo, sempre que precisares de ajuda.
Alice: Olá. Me chamo Alice. E tu?
Ele não diz nada apenas olha.
Pai: Deve de estar tímido. Estar numa casa com pessoas desconheci-
Eu vou andando até ele. Pego no Snowball que eu tinha deixado num banco. Aproximo o Snowball perto do rosto dele.
Alice: Este aqui é o Snowball! O meu animal de estimação! Ele é muito simpático. Podes-lhe tocar. Ele não faz mal.
Ele fica a olhar para o Snowball. Fico á espera de um movimento dele. Ele coloca a mão, muito lentamente no Snowball, dando festas. Olhei pra ele e notei que o rosto não tinha expressão nenhuma.
Alice: Como te chamas?
Ele não disse nada. Talvez ele não entenda a nossa língua.
Alice: Pai, ele pode vir comigo para lhe mostrar a casa?
Pai: Não, por enquanto, não. É melhor ele ficar aqui sobre os meus cuidados, mas claro, podes vir aqui sempre que quiseres.
Aceno com a cabeça e vou para cima. Vou para o quarto a pensar no rapaz. Como ele se chama? Porquê que ele não fala? Ele me entende? Tenho de esperar pelas respostas, novamente…
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