Palimpsesto - Dramione

27 Brincadeiras perigosas.


Notas iniciais
Olá, corujas! Preciso admitir que me empolguei muito escrevendo esse capítulo, e só pra me metidar um pouquinho, AMEI ele, e espero que a reação de vocês seja igual! Ótima leitura e até logo! Abraçoss!

Dean Forest

04 de novembro de 2004.

Quando Hermione acordou durante a manhã, esperou por alguns segundos que o frio tomasse conta de sua pele, e quando percebeu que o lugar que se encontrava era, na realidade, muito bem aquecido, piscou algumas vezes, procurando encontrar os braços de Draco ao redor de seu corpo.

No entanto, não estava ali.

Levantou em um pulo, e após procurar pela barraca, fazendo com que seus olhos se perdessem em cada centímetro das paredes, concluiu que ele não estava lá.

Sabia que ele havia a levado até ali, e perguntou-se onde estaria o homem com quem havia dormido, ainda poucas horas atrás. Engoliu em seco ao imaginar que havia sido deixada sozinha, sem esperanças de que ele realmente voltasse.

Hermione sentiu um acúmulo de lágrimas em seus olhos, e enquanto caminhava para o lado de fora da cabana, onde localizaria o sol para que soubesse que horas poderiam ser, ouviu passos sobre folhas secas, e antes mesmo de coordenar seus pensamentos, havia se escondido embaixo da mesa manca no centro da barraca.

Observou, ali, escondida, um par de sapatos lustrosos adentrarem a barraca, pisando forte. Não podia ser Draco, ele não estava de sapatos no dia anterior.

Ainda mais do que imaginou que poderia, encolheu-se no canto da mesa.

Observou os pés caminharem até onde estaria sua cama, e logo após, irem em direção a fogueira que haviam montado no dia em que haviam chego.

Ouviu os dedos da pessoa, que passaram a tamborilar contra o banquinho que estava prostrado em frente a fogueira. A fogueira se acendeu.

Hermione recolheu-se ainda mais, abraçando as próprias pernas e sentindo um frustrante desespero afundar-se em seu peito.

A pessoa se levantou novamente, e caminhou até o lado de fora da barraca, onde parecia procurar alguma coisa. Hermione aproveitou o momento para engatinhar até a parte de baixo da cama de Draco, que estava no canto mais extremo da barraca.

Assim que se acomodou, ouviu os pés novamente próximos, e com o pequeno espaço de campo de visão que possuía, viu os sapatos caminharem em sua direção. Encolheu-se o máximo que pode e cobriu o próprio rosto, deixando apenas um pequeno espaço do olho para que pudesse enxergar. E sentiu seu próprio corpo tremer com o medo de encontrar Dolohov ou até mesmo Voldemort Ali.

Uma risada seca ecoou pela casa, e então vários fios de cabelo claros inundaram a visão de Hermione, acompanhados dos olhos brilhantes e o sorriso malicioso de Draco.

—Vai querer brincar de esconde-esconde comigo a tarde toda, fedelha?

E Hermione soltou todo o ar que havia segurado, segurando a mão de Draco para sair daquele pequeno e apertado espaço.

E ao se encontrar frente a frente com o sonserino, percebeu que o homem se encontrava fortemente corado, numa quase falha tentativa de não rir da situação.

—Não teve graça, Draco. —Socou o peito de Draco com a pouca força que sabia ter aquelas horas da manhã, e foi o suficiente para que uma rajada de risos se mostrasse presente pelo ar.

E Hermione não pode evitar rir em sua companhia.

—O que deu em você, garota? —Perguntou Draco, assim que sua risada falhou e permitiu que sua voz escapasse.

Hermione apenas sorriu, envergonhada, como resposta.

—Meu beijo foi tão ruim assim? —Brincou o loiro. No entanto, em seus olhos havia um certo tom de seriedade. Hermione não conseguiu sustentar aqueles olhos azuis que cintilavam em sua direção, misturados a um semblante divertido e preocupado. Sentiu a própria pele queimar em timidez.

Coçou a nova cicatriz em seu braço, e sem voltar a olhar para Draco, que pareceu esperar uma resposta, achou melhor mudar de assunto.

—Onde você foi? —Ocupou-se com a fogueira, rasgando pequenos papeizinhos que encontrou no chão e lançando-os para alimentar a chama.

Draco respirou fundo, e coçando os cabelos num sinal de frustração, caminhou em direção a um canto da barraca, onde havia um pequeno armário. Abriu-o e fez sinal para que Hermione olhasse.

Lá dentro haviam diversos pãezinhos, pudins e até mesmo saquinhos de chocolate em pó. Ao lado, algumas peças de roupas quentes e duas ou três camisetas e calças finas. Sobre o pequeno armário, muito bem dobradas e jeitosas, algumas camisas sociais juntas a calças e paletós.

—Estamos tentando entrar na moda? —Perguntou Hermione, caminhando até a camisa branca e bem engomada e estendendo-a em frente a Draco.

—Você sabe que eu não duraria uma semana usando essas coisas de trouxa. —Respondeu, usando a varinha para fazer a camisa voar dentre os dedos de Hermione diretamente até o armário, e por fim dobrar-se novamente.

Hermione soltou um riso constrangido.

—Você sabe o que é isso? —Perguntou, apontando para os saquinhos de achocolatado.

—É claro que eu sei.

—E o que é?

Draco engoliu em seco.

—Bem...O dono daquele lugar me disse que é feito para ser misturado ao leite, que parece um chocolate quente...É coisa de trouxa, sabe?

—É claro que eu sei, Draco. Sou meio trouxa, esqueceu? —Hermione respondeu, mas não havia ofensa em sua voz, apenas uma forçada tentativa de parecer ofendida. Draco riu, ainda esfregando os cabelos para os lados numa tentativa de ocupar as mãos com qualquer coisa. —Mas e o leite?

—Coloquei ao lado da fogueira, naquelas caixinhas estranhas, para esquentar.

Hermione sorriu satisfeita com a ideia.

—E posso saber como o senhor conseguiu tantas coisas?

—Eu sai cedo, fedelha, e...pedi emprestado. —Sem aparente motivo, Draco virou as costas para Hermione e pareceu expressar um imenso interesse no céu, do lado de fora na barraca.

—Pediu emprestado, Draco? —Hermione recostou-se contra uma árvore, seguindo-o até o lado de fora e forçando sua voz com desaprovação.

—Sim.

—E eles claramente emprestaram essas roupas caras de bom grado, não é mesmo?

—São muito simpáticos esses trouxas. —Draco desdenhou. Hermione percebeu uma fina linha de riso se formando em seus lábios. Aproximou-se rapidamente e lhe ofereceu mais um soco no peito, o que pareceu não mudar em nada aquele riso prestes a se formar.

—Você não presta, Draco.

—Eu nunca disse que prestava. —Respondeu de imediato, caminhando entre as árvores no que parecia uma tentativa de esconder-se. Hermione seguiu a roupa escura, a capa preta que cobria quase todo o corpo de Draco, e após desviar-se entre um ou dois pinheiros, o sonserino havia sumido.

Uma desafiadora vontade de encontrar o homem inflou o peito de Hermione, que sem ao menos perceber o frio da floresta, seguiu pelo caminho que havia o encontrado. Cruzou uma ou duas árvores, e após ouvir passos diretamente de suas costas, voltou o olhar para trás.

Caminhou mais alguns passos, com muita pressa, e então ouviu um assobio à sua esquerda.

—Você não me escapa, Draco! —Exclamou para os pinheiros, e como resposta uma bola do que havia sobrado da neve, úmida e pegajosa, se chocou contra seu braço direito.

Hermione teve apenas tempo para ver a capa escura caminhando com rapidez para trás dos pinheiros, e secando a umidade em seu corpo, ergueu a cabeça e caminhou a passos pesados e punhos fechados em direção àquele pinheiro que o viu se esconder.

E não havia ninguém ali.

E então uma risada seca surgiu logo atrás, tão próxima que o calor se aproximou de seu lóbulo da orelha. E num rompante, Hermione se virou.

Draco estava ali. Próximo, um sorriso vitorioso em seus lábios e aquele mesmo brilho de alguns minutos antes, que jamais estivera por tanto tempo naqueles mesmos olhos.

No mesmo gesto do dia anterior, Draco aproximou seus dedos da face de Hermione, e no mesmo lugar em que havia os encontrado ontem, acariciou a pele macia.

Não ousou se aproximar. Havia decidido, ainda naquela manhã, que deixaria que tudo acontecesse no tempo que Hermione decidisse, e se nada ela quisesse, seria triste, mas mesmo assim aceitaria. Apesar de pensar naquilo durante a manhã inteira, ainda não sabia qual o motivo de tudo aquilo estar acontecendo.

Usou daquela manhã não apenas para ir atrás de roupas e comida, como também para pensar sobre o que estava acontecendo. Não queria preocupar Hermione, mas sabia que aquele bracelete tinha relação com a discussão que tiveram no dia anterior, e ainda temendo preocupa-la, decidiu não tocar no assunto até que ela decidisse ser relevante. Percebeu, durante a caminhada pela aldeia, o olhares de mulheres sobre sua pessoa. Algumas tão simples que teria certeza de que não teria as procurado em algum dia de sua vida, e outras com aparência tão semelhante as mesmas com quem sempre transava. Essas no entanto, pareciam não causar efeito nenhum sobre ele. Não ousou retribuir os olhares, e muito menos sentia vontade de aproximar-se.

E naquele momento, olhando diretamente para aquela pele rosada e os lábios trêmulos, talvez de nervoso ou frio, ou até mesmo os dois, parecia ser exatamente do que precisava naquele momento. Sentiu o riso seco que havia dado sumir, substituído por um sorriso bobo e trêmulo, este sim, pelo nervosismo e apenas isso.

Hermione corou fortemente, e após um tempo naquela mesma situação, aproximou o rosto do de Draco, e diferente do que ele mesmo esperava, depositou em sua bochecha direita um beijo quente e doce, e então seguiu andando de volta para a barraca.

Draco encarou a floresta por alguns segundos. Não ousou olhar para trás enquanto ouvia os passos em direção ao longe.

E tinha certeza de que ela era diferente.

Após alguns minutos, caminhou também para a cabana, seguindo as pegadas na neve que Hermione havia deixado, e por capricho ou por alguma ideia romântica que havia inventado em sua mente, decidiu pisar diretamente nos mesmos lugares em que ela havia pisado. Apenas ao chegar na última pegada em frente a barraca percebeu que seus motivos vinham da necessidade de cobrir as pegadas da castanha, para que se as vissem, percebessem que seriam apenas suas.

E ela estava ao lado da fogueira, tomando o achocolatado que havia levado, junto a alguns croissants que a dona da mercearia sequer havia percebido que haviam sido afanados. Seu rosto era impossível de ser desvendado, e ao aproximar-se e ver que uma xícara de achocolatado também o esperava, tomou-a entre os dedos e sentou em frente a Hermione, com a fogueira como barreira.

—Um galeão pelos seus pensamentos. —Falou baixo, encarando as faíscas alaranjadas dançarem contra a lenha recém queimada.

—Você não tem um galeão. —Hermione brincou, e após imaginar ter sido uma piada sem graça, fechou o semblante. —Desculpe.

—É mentira, então não me sinto ofendido. —Deu de ombros, e após mexer nos bolsos da calça, tirou a grande moeda em suas mãos. Hermione o fitou, boquiaberta. —E antes de vir com acusações, quero que saiba que encontrei hoje pela manhã na vila.

—Isso quer dizer que…

—Sim, devem haver outros bruxos por aqui.

Hermione assentiu, parecendo racionalizar algo.

—E então? —Draco pressionou, movendo a moeda entre seus dedos e jogando-a para o alto e pegando-a logo depois.

Hermione continuou a encarar as chamas, e após dar o último gole na xícara, que manteve entre seus dedos, concordou em falar.

—São realmente muitas coisas.

—Temos literalmente todo o tempo do mundo.

Dando-se por vencida, Hermione bufou.

—Tudo que aconteceu ontem… e aquele bracelete...E os Weasleys presos...E Aysha…

Um peso recaiu sobre a mente de Draco. Como não havia, sequer por um segundo, se lembrado de Aysha? E pior, nos poucos momentos em que se lembrou, foi desejando que a criatura estivesse ali, para o servir. Uma pontada lhe percorreu o coração quando lembrou-se dos Weasley, presos como animais em Azkaban, e do que havia sobrado deles, como escravos em sua própria mansão. Lembrou-se de Ronald e não pode deixar de perceber que um sentimento desagradável ocupou-se de onde seria sua garganta.

—São muitas coisas. —Concluiu. —Sinto muito.

Hermione assentiu.

—Sinto falta deles.

Draco sentiu-se vazio, por um instante. Sabia que jamais poderia substituir a presença de seus amigos, mas ouvir aquilo era quase como uma confirmação de seus pensamentos. Também não tinha palavras para expressar seus sentimentos naquele momento, e após um longo silêncio, decidiu que uma frase poderia ser, ao menos, passível de justificativa.

—Você foi uma das poucas que sobreviveram, fedelha. A maioria morreu ou foi presa… E sabe, podemos estar onde estamos, mas estamos livres.

—Tecnicamente, eu ainda sou sua. —Hermione respondeu, desviando rapidamente o olhar e apertando a xícara. Draco sentiu seu peito esquentar repentinamente, mesmo que não fosse efeito das chamas. —Digo, você me comprou como…

—Errado. —Draco respondeu, sentindo uma mescla entre culpa e decepção. —Você deixou de ser minha quando o contrato de sua compra ficou naquela casa, onde provavelmente já foi destruído pelo Lorde.

—Quanto eu custei?

—Bastante.

—Bastante quanto?

—O suficiente para ser a minha compra mais cara, fedelha. Em todos os sentidos.

Hermione assentiu.

—Obrigada, Draco. —Soltou as palavras junto ao ar que segurava.

—Eu que agradeço, Hermione.

Lançou o galeão que havia prometido diretamente aos dedos de Hermione, que balançou a cabeça negativamente.

—Não vai me fazer falta, fedelha.

E ela o aceitou.

Teve vontade de aproximar seus dedos dos de Hermione, mas ao tentar se aproximar, percebeu que ela recuou, e após alguns segundos, caminhar em direção a torneira que havia sido instalada sobre uma pobre pia, onde lavou sua xícara.

Draco caminhou até sua cama, onde havia escondido o último recurso que imaginou poder agradar Hermione.

—Tome. —Ofereceu, assim que ela se virou para ver onde ele estava. —É para você.

Era um livro, tão velho e sujo de pó quanto se esperaria, mas ainda assim era um livro. Havia também afanado da biblioteca da cidade, e tinha certeza de que os trouxas não dariam falta, afinal o livro, um dia, parecia ter pertencido a biblioteca de Hogwart, e estava na categoria “Fantasia” do lugar.

Sem demora, os dedos de Hermione puxaram o livro para si. Era um antigo exemplar do manual de defesa contra a arte das trevas, sexta edição. Era o mesmo livro que havia usado para estudar para o N.I.E.M.s, e lembrando-se perfeitamente de como era aquela época, abraçou o livro contra seu corpo.

—Onde você achou isso? —Perguntou, muito mais empolgada do que estava alguns minutos antes.

—Perdido em uma biblioteca justa. Achei muito justo trazer para alguém que entenda sobre o que fala.

—Obrigada. —Respondeu, e aproximando-se devagar, com o olhar difuso como quem decidia se seria o certo, pendurou-se nos ombros de Draco, abraçando-o com ainda mais força do que havia feito com o livro. Ele retribuiu, afundando o rosto contra os cabelos castanhos e cacheados. —Me desculpe por estar assim, eu só estou…

—Confusa. —Draco concluiu. —Não precisa se desculpar. E por nada.

Draco não queria falar. Queria apenas sentir aqueles braços contra seu corpo, abraçando-o como se fosse algo importante.

—Draco?

—Sim? —Respondeu, sem tirar o rosto dos cachos.

—Eu acho que aquele bracelete é uma…

—Horcrux? —Concluiu novamente, não tão surpreso de que Hermione poderia realmente adivinhar sozinha.

—Sim.

—Será que existem outras? —Perguntou mais uma vez, sem piscar e sentindo lágrimas se formarem em seus olhos.

—Provavelmente.

—Então foi por isso que o Harry morreu, não foi? —Empertigou-se, apertando os braços contra o pescoço de Draco e deixando que as lágrimas escapassem. —Voldemort ainda estava muito forte naquela época.

—Acredito que sim, fedelha. Sinto muito, mesmo. —Draco respondeu, numa mistura de tristeza e indignação por ter ouvido o nome de seu mestre.

—Estou com medo, Draco. —Hermione sussurrou.

—Eu também, fedelha. —Respondeu, sem perceber que acariciava os fios, tentando desfazer alguns nós.

—A gente precisa fazer alguma coisa. —Falou, a voz tão decidida que fez com que Draco tremesse. —A gente tem chance de fazer com que isso acabe, Draco...A gente podia tentar…

Draco pensou por um mísero segundo. Lembrou-se da segunda guerra se iniciando, e quando seu pai se posicionou a favor do Lorde. Lembrou-se de quando decidiu não fazer nada para ajudar Hogwarts, portanto, estaria a favor de Voldemort. Recordou do quanto desejava, no início, ser apenas um adolescente normal, sem aquelas baboseiras de poder e trevas. E pensou, então, que desta vez tinha escolha de não agir como da primeira vez.

—Vamos tentar, Hermione. —Respondeu, fechando os olhos. —Eu juro.

E então o abraço se apertou ainda mais um pouco, e se afastaram.

—X—

Naquela mesma floresta, algumas horas depois, um casal de bruxos caminhava entre as mesmas árvores pelas quais Hermione e Draco estavam brincando pouco tempo antes. O céu já havia escurecido, e estava tão nublado que sequer a lua poderia ser vista dentre tantas nuvens escurecidas.

Exceto o som de corujas que já haviam voltado aos seus ninhos, apenas o farfalhar dos pés de Bellatrix contra as folhas mortas era audível.

—Ele vai descobrir, Bella. —Comentou Dolohov, sem aparente motivo. Sua voz carregava medo e culpa.

—Não fale besteira, Antonio. —Rosnou a bruxa. —O Lorde confia em mim, e se contarmos que não chegamos a checar a casa naquele dia, ele ficaria possesso! E não podemos fazer nada se fomos lá hoje e não havia bracelete algum, quem poderia saber se foram realmente eles que tiraram? —Questionou com sua voz fina e atracada.

Dolohov deu de ombros, parecendo desistir de discutir com a bruxa.

—Lumus. —Ordenou Bellatrix, e então a varinha se acendeu. Dolohov, logo atrás, fez o mesmo, e então seguiram suas próprias intuições. —Tem alguém aqui, eu sinto cheiro de traidores de sangue! —Esganiçou-se.

E então ela as viu. As pegadas deixadas por Draco que trilhavam possíveis dezenas de metros até onde a barreira se encontrava. Seu olhar se trocou com o de Dolohov, e com um sorriso presunçoso, seguiram caminhando, tendo como norte as pegadas do sonserino que estivera ali.

As pegadas assumiram então um tom quase transparente, e por fim, cessaram.

Dolohov olhou para frente, onde nada via além do que seria a continuação da floresta.

—Eles estão aqui! —Concluiu a bruxa, sussurrando. —Sei que estão, estão usando aquela mesma barreira mal feita que foi usada da outra vez, Antônio!

O bruxo concordou, sorrindo e deixando a mostra os dentes escuros e mal-cheirosos.

—Precisamos informar ao Lorde antes de qualquer coisa.

E Bellatrix concordou. E após agarrar-se no ombro do bruxo, o ambiente estava novamente no que seria a perfeita representação de uma falsa paz.

Notas finais
O que acharam???