Palavras de amor
19 Capítulo 19
POV Magali
— Que eu vou tentar fazer o teste pro time de torcida.
Depois de falar Mônica fica estranhamente quieta...
— Mô...- Eu a chamei.
—...
— Mô...- Chamei de novo.
Quando ia cutucar seu ombro a mesma solta um grito de rachar os tímpanos.
— Eu não acredito!!!!
— Pode acreditar- Eu falei.- mas precisava gritar tão alto?
— Desculpa fiquei animada.
— Deu pra perceber- Eu dei uma risadinha.
— Por que mudou de ideia?- Ela perguntou
— Por que você parecia tão esperançosa pra me ter na equipe...
— Não precisa fazer o teste só por que eu quero- Ela me interrompeu.
— Deixa eu terminar- Eu pedi.
—...
— E você também tinha razão, quero saber como é a sensação de dançar com outras pessoas- Eu falei.
— Fico feliz por tentar.
— É- Eu concordei.- mas ainda tem um problema.
— Qual?
— Meu medo de dançar em público- Eu a lembrei.
— Para superar o medo tem que enfrenta-lo- Mônica falou.
— Se eu dançar pra uma multidão vou travar na hora.
— Não disse pra fazer isso.- Ela disse, enquanto se sentava na cama.
— Não entendi.
— Tô dizendo pra ir em pequenos passos- Ela explicou.- comece com uma pessoa e vá aumentado com o tempo.
— Me ajudaria nessa empreitada?- Eu perguntei.
— Claro que sim- Ela respondeu.
Dou um abraço em Mônica e digo.
— Obrigada.
— De nada- Ela retribuiu o abraço.
Ficamos um tempo nos abraçando até que nos separamos.
— Mas ainda falta uma coisa.- Ela disse.
— O que?
— Você falar pro Cê sobre o seu segredo.
— Tá louca mulher!- Eu disse incrédula.- não posso fazer isso.
— Por que?
— Por que esse é meu primeiro segredo que escondo dele.- Eu respondi.- e nós prometemos sempre contar tudo um pro outro.
— Mas ele vai poder te ajudar com seu medo.
— Mas se eu contar ele vai ficar chateado por eu ter guardado durante tanto tempo...- Eu disse meio triste.
— Se ele for realmente seu amigo não ficará chateado- Ela me aconselhou.- e nós o conhecemos muito bem.
—...
— Se você não tentar nunca irá saber.
— Tem razão- Eu concordei.- vou ir falar com ele agora.
— Essa é minha amiga.
— Tchau
— Tchau.
Pego minha mochila, vou pra porta e saio da casa de Mônica.
Vou caminhando devagar até a casa de Cebola.
Quando chego toco a campainha.
— Oi maga- Cebola me cumprimentou após abrir a porta.
— Oi, posso entrar?
— Claro- Ele deu espaço.
Entro em sua casa e me sento no sofá.
— O que veio fazer aqui?- Ele perguntou.
— Vim te contar uma coisa.
— E seria?
— Eu...eu...
— Você...- Ele me incentivou a falar.
— Eu soube que lançaram novos upgrades de armaduras no jogo "super mecha striker"- Eu inventei uma mentira.
— Tá brincando!!- Ele disse animado.- temos que jogar pra ver esses upgrades!
— Concordo.
Subimos para seu quarto, ligamos o computador, conectamos os controles e começamos a jogar.
E vocês devem estar pensando...
Sim, eu sou uma fraca por não contar a verdade para meu melhor amigo.
E assim se passaram os dias...
Eu sempre tentando contar ao Cebola mas falhando no último minuto e tendo que inventar alguma coisa.
...Quinta feira...
— E ai?
Me assusto e quando me viro vejo Mônica ao meu lado.
— Quer me matar?- Eu perguntei.
— Desculpa, mas a razão pra você se assustar é por que está muito distraída- Ela falou.
— Acho que são os deveres que os professores tem mandando.
— É, estão mandando um monte deles- Mônica concordou.- mas não é sobre isso que vim falar.
— E é sobre o que?
— Contou ao Cebola sobre aquilo?- Ela perguntou.
— Olha só a hora, vamos entrar que estamos atrasadas- Eu inventei uma desculpa.
Quando ia me afastar Mônica segura minha manga da camisa.
— Eu não caio nessa desculpa- Ela disse.- ainda temos quinze minutos antes de entrarmos.
— Mas os lugares...
— Vão continuar lá- Ela disse.- e estamos esperando os meninos.
—...
— Você contou pra ele, né?- Mônica perguntou.
— Claro!!- Eu respondi em um tom agudo.
— Não contou.
— Como pode saber que estou mentindo?
— Você fica com a voz aguda quando mente- Mônica falou.- percebi nas raras vezes que conta uma mentira.
— O que!!
— Viu.
— Eu não...- Tratei de mudar meu tom.- eu não fico com a voz aguda.
— Maga...
— Ok!- Eu me rendi.- não contei...
— Você tinha prometido.
— Sei disso- Eu falei.- mas sempre que vou falar eu travo e invento uma desculpa qualquer.
— Magali os teste para o time são em duas semanas e você precisa superar o medo- Mônica me avisou.
— Eu sei disso também!- Eu disse, quase gritando.- sou uma fraca...
— Você não é fraca- Mônica pôs a mão em meu ombro.- só precisa tirar as neuras da cabeça.
— Tem razão- Eu concordei.- prometo que assim que acabar a aula vou falar com ele.
— O que vai falar com o careca?
Pulamos de susto e quando nos viramos vemos os meninos.
— Oi meninos!- Nós duas os cumprimentamos.
— Podem responder a minha pergunta- Cascão falou.
— Isso é coisa minha- Eu disse.
— Certo.- Ele concordou.
— Mas por que está com uma cara de cansaço cê?- Mônica perguntou.
— É que está sendo um grande trabalho tapar os buracos que o Toni fez no grêmio- Cebola falou.- e ontem meus pais saíram e pediram pra eu cuidar da Maria, o que foi uma missão impossível.
— Por que?
— Ela estava com a corda toda!- Ele disse exasperado.- não parava quieta e foi com muito custo que a coloquei pra dormir.
— Colocou calmante na bebida dela?- Cascão brincou.
— Não, mas na próxima vou fazer isso.- Ele disse.
Nós três o olhamos com caras de susto.
— Brincadeira- Ele levantou as mãos em sinal de rendição.
— Ufa!- Nós nos aliviamos
Ficamos conversando um pouco depois o sino toca e entramos na escola. Fomos para a sala e sentamos nos nossos lugares.
— Bom dia alunos!- A professora nos cumprimentou.
— Bom dia professora Luana!
— Começaremos com as leis de termodinâmica hoje...
A professora nos dá a aula e depois vamos para o intervalo.
Mas ao invés de irmos para o refeitório fomos para o pátio.
— A gente devia fazer isso todo dia- Cascão sugeriu enquanto se sentava na grama.
— Concordo- Mônica o imitou.- ficar sempre no refeitório às vezes é sufocante.
— Também acho- Eu falei.- e é bom pegar um ar puro.
— Então está decidido.- Cebola falou e se deitou no meu colo.- de vez em quando vamos passar o intervalo aqui.
— E eu posso saber por que você está no meu colo?- Eu perguntei.
— Deixa eu ficar- Cebola pediu.- só um tiquinho.
— Ok.
— Então me acorde quando acabar o intervalo- Ele disse e fechou os olhos.
Dou uma risadinha pequena e começo a afagar os cabelos de meu amigo.
— Oi Mônica...
Nos viramos e vemos Carmem.
— Oi- Mônica a cumprimentou.- como saiba que estávamos aqui?
— Não sabia.- Ela respondeu.
Depois disso Cascão e eu damos olhares desconfiados um para o outro.
— Será que eu posso sentar?
— Claro.
Eu e Cascão mandamos olhares incrédulos para Mônica.
— Somos amigas agora- Ela respondeu a pergunta muda.- podem confiar ela mudou.
— Tudo bem- Eu falei.- acho que todos merecem segundas chances.
— Pode sentar- Cascão disse enquanto deitava-se no colo de Mônica.
— Parece que nós viramos travesseiro maga- Mônica brincou.
— Pode apostar- Eu fui na dela e Carmem deu uma risada.
— A gente sabe que as duas nos adoram e nos deixam fazer isso se quisermos- Cascão falou.
— A parte de adorar é verdade mas a outra nem tanto.
— Concordo com ela, por isso rala do meu colo- Mônica falou e empurrou Cascão.
— Ai- Ele grunhiu de dor.- você já foi mais amável comigo Mô.
— E você já foi menos preguiçoso.
Depois disso a conversa foi fluindo normalmente, e devo admitir...a Carmem está mesmo mudada.
— Hei.
Nos viramos e vemos Titi e Jeremias.
— E aí- Eu os cumprimentei.- como souberam que estamos aqui?
— A gente já planejava vir aqui- Jeremias falou. — Podemos nos juntar.
— A vontade.
Quando os dois se sentaram Mônica e Cascão me lançaram um olhar confuso.
— Eles pediram desculpa pra mim e pro Cebola e nós aceitamos.
— Certo- Os dois concordaram.
E num ato involuntário paro de afagar a cabeça de Cebola e a coloco em minha perna.
— Hei, quem disse que era pra parar?- Cebola resmungou enquanto abria os olhos.
Mas antes de responder Titi fala.
— Parceiro, você está com uma cara péssima.
— E amassada- Jeremias complementou.
— Obrigado pelos elogios- Cebola foi irônico.- me deixem dormir.
— Ninguém está te impedindo.
— Só volto a dormir se você continuar com os afagos- Cebola disse e fez um biquinho.
— Tá bem- Eu concordei e recomecei os afagos.
Às vezes o Cebola se parece com uma criança manhosa.
Continuamos a conversar até a hora que o intervalo acaba.
Mas tenho que admitir que tô gostando dessa nova amizade com a Carmem, Titi e Jeremias, eles estão amadurecidos.
— A hora da soneca acabou bebê- Eu disse enquanto sacudia meu amigo.
— Certo.
Ele abriu os olhos e saiu de meu colo.
— Foi bom enquanto durou.
Nos levantamos, saímos do pátio e voltamos pra sala.
Depois de assistirmos várias aulas vamos embora.
— Cebola...
— Que?
— Quer ir na minha casa?- Eu perguntei.
— Foi mal Magali mas eu tava planejando ir pra minha e aproveitar um cochilo- Cebola falou.
— É que eu quero te falar uma coisa.
— Ok, vamos nessa.
Vamos caminhando até a minha casa.
— Cheguei!- Eu anunciei enquanto entrava.- e trouxe o Cebola comigo!!
Como ninguém responde presumo que ainda estejam no trabalho.
Subimos a escadas e entramos no meu quarto.
— O que você quer falar?- Ele perguntou enquanto se sentava na cama.
Isso ai...hora de contar a verdade...
Respiro fundo pra tomar coragem e começo a falar.
— Eu escondi de você um segredo.
— Eu...
— Espera- Eu o interrompi.- e o segredo é que eu sei dançar desde pequena.
Pego meu celular e entrego para Cebola.
— Aqui, pode ver um vídeo que minha mãe gravou quando eu tinha dez anos- Eu falei.
—...
— Cebola...
—...
— Cebola...
—...
— Olha eu sei que prometemos nunca ter segredos uns dos outros- Eu disse e senti meus olhos lacrimejando.- e você tem todo direito de me odiar e detestar por causa disso...
— ...
— Fala alguma coisa...
Então me ponho a chorar pois tinha a certeza que havia perdido a confiança do meu melhor amigo.
Porém sinto braços envolveram meu corpo um afago em minhas costas.
— Eu não detesto e nem odeio você maga- Ele falou baixo.
— Mas você ficou sem falar nada...- Eu falei no mesmo tom.
— Por que eu fiquei surpreso por saber da novidade.- Ele disse enquanto levantava meu rosto e limpava minhas lágrimas.
— Não está com raiva por eu ter escondido algo de você?
— Eu nunca seria capaz de sentir raiva da minha melhor amiga.
— Me desculpa por guardar isso de você por tanto tempo.
— Desculpas aceitas- Ele falou.- mesmo que não precise.
— Obrigada.
Desfazemos o abraço e dou um sorriso pequeno.
— Agora me conta como isso tudo aconteceu.
Dou uma risada leve e começo a contar como descobrir meu amor pela dança até o teste pro time de torcida.
— Uau, muita informação pra um dia- Ele brincou.
— Eu sei.
— Mas você acha que consegue fazer o teste?- Ele perguntou.- já que você falou que tem medo de dançar em público.
— A Mônica disse pra eu ir em passos pequenos.
— É uma ideia boa- Ele disse.- vai começar quando?
— A Mônica disse que os testes começam em duas semanas então tenho que fazer isso p mais rápido possível.
— Então é só falar quando começamos o plano.
— Obrigada por oferecer ajuda.
— Amigos são pra isso.
Conversamos mais um pouco depois Cebola vai embora.
Entro no banheiro, tomo um banho rápido, volto pro meu quarto e coloco um pijama.
Pego meu celular e mando uma mensagem pra Mônica.
— Está feito, contei pro Cebola.- Magali
— E como foi?- Mônica
— Muito bem, você tinha razão. Só tinha que tirar as neuras da cabeça.- Magali
— Eu te disse, mas o que faremos?- Mônica
— Fala pro Cascão o meu segredo e no sábado vamos iniciar o plano pra superar o medo- Magali
— Pode deixar, beijos- Mônica
— Beijos- Magali
Desligo meu celular, fico lendo um livro e quando a noite chega me ponho a dormir.
E assim se passaram as duas semanas, com o plano em ação eu comecei em passos pequenos.
Iniciei dançando sozinha, pra depois dançar com a Mônica me assistindo...
Depois Mônica e Cebola...
Mônica, Cebola e Cascão...
Mônica, Cebola, Cascão e minha mãe...
Mônica, Cebola, Cascão, minha mãe e meu pai....
E assim por diante, sempre acrescentando mais gente...
...Terça feira...
O meu despertador toca então me levanto da cama, vou até o armário e coloco uma roupa.
— É hoje...o dia do teste pro time- Eu pensei.
Desço as escadas, vou pra a cozinha onde sento junto aos meus pais.
— Como está?- Meu pai me perguntou.
— Pra falar a verdade...ansiosa- Eu desabafei.- tô sentindo um frio na barriga só de pensar no teste.
— Vai se sair bem querida- Minha mãe falou.- só precisa ter confiança em si mesma.
— É, acho que você tem razão.
Termino de comer meu café da manhã, pego minha mochila e vou para escola. Atravesso o portão e vou até Cebola.
— Animada pra hoje?- Ele perguntou assim que me viu.
— Animada não é bem a palavra certa.
— E qual seria?
— Esquece, vamos mudar um pouco de assunto- Eu pedi.- só por agora.
— Pode deixar.
Ficamos conversando coisas aleatórias até ouvirmos uma voz.
— Finalmente consegui chegar até você.
— Quem é você?- Eu perguntei.
— Maga essa é a Aninha- Cebola a apresentou.- é a vice presidente do grêmio. E Aninha essa é a Magali, minha melhor amiga.
— Prazer- Ela estendeu a mão.
— O prazer é meu- Eu apertei sua mão.
— Agora que fomos devidamente apresentadas- Aninha falou.- preciso falar com você.
— Sobre...
— Um assunto do grêmio.
— Algo de errado?- Ele perguntou.
— Não, mas é que o dia das bruxas está por vir e sempre damos um festa....
— E...
— E como presidente é sua tarefa organiza-la- Ela explicou.
— Tá maluca né!- Ele disse, incrédulo.- você está querendo que EU, a pessoa que é mais de ficar em casa seja o organizador de uma festa!
— Mesmo que você deteste ir a festas, baladas ou sociais, é seu dever- Eu falei.
— Não tá ajudando- Ele sussurrou pra mim.
— Foi mal- Eu levantei as mãos em forma de rendição.
— Sei que você é mais caseiro mas...
— Deixa eu adivinhar- Eu a interrompi.- o Toni também nunca fazia isso.
— Eu ia falar que é a responsabilidade dele- Ela falou- mas não, isso era a única coisa que o Toni fazia mas sempre tentava trazer bebida alcoólica.
— Ele era retardado ou o que?- Eu perguntei.- a festa é pra todos e além de proibido tem menores de idade!
— E eu não sei- Aninha disse.- mas ele disse que não teria graça mas a sorte é que eu sempre impeço que isso aconteça.
— Quando a coisa não pode piorar...
— Piora- Cebola completou.- ok, eu organizo a festa.
— Que bom.
— Mas vou precisar de sua ajuda- Ele disse.
— Minha?
— Por que a surpresa?- Eu perguntei.
— O Toni nunca me deixava ajudar com nada...
— Lembra que os tempos mudaram.
Aninha dá um sorriso e Cebola fala.
— E vou precisar da sua ajuda também Magali.
— Pode contar comigo senhor presidente.- Eu concordei.
O sinal toca e vamos para a sala.
Entramos sentamos em nossos lugares e minutos depois chegam Cascão e Mônica.
— Foi mal pelo atraso- Mônica falou e se sentou na carteira.
— Dormimos demais- Cascão a imitou.
O professor de português chega e começa a aula.
O sinal toca e vamos até o refeitório.
— Tenho que ir- Mônica falou.
— Pra onde vai?- Cebola perguntou.
— É.
— Arrumar as coisas pro teste com as meninas.
— E onde vai ser o teste?- Eu perguntei.
— No ginásio- Ela respondeu.
— Mas hoje tem educação física- Cascão falou.
— Como vai ter o teste os meninos vão ter aula no campo e as meninas usam o ginásio- Mônica explicou.
— E pra quem não vai fazer o teste?- Cebola perguntou.
— Como a professora vai ficar com a gente pros testes e quem não quer vai embora mais cedo.
— Sortudas- Eu e Cebola dissemos juntos.
— Não fiquem assim- Cascão disse.- Você Cebola esta melhorando a cada dia no futebol e você Magali vai se sair bem no teste.
— Espero que esteja certo...pois agora não tô com fé nisso...- Eu pensei
— Estou indo.
— Leva isso pra você comer no caminho pelo menos- Cascão entregou uma maçã e um suco.- pra enganar a fome.
— Valeu por cuidar de mim.
— Tudo pela minha irmã de coração.- Cascão deu um sorriso à ela.
— Tchau- Mônica se despediu e deu um beijo na bochecha de Cebola.
— Tchau...
— Tchau- Mônica me dá um abraço e depois sussurra em meu ouvido.- estarei te esperando lá e torcendo mentalmente.
— Ok...
POV Mônica
Saio do refeitório e vou andando apressada até o ginásio. Entretanto...
— Mônica...
Paro de andar, me viro e dou de cara com Toni.
— O que você quer?- Eu frui fria. E parece que ele ainda continua com a aparência horrível mas resolvi ignorar.
— Podemos conversar...
— Já esquecer que não quero papo com você nunca mais- Eu o lembrei.
— Sim, mas...
— Mas...
— Esquece...
— Se veio me perturba não é o lugar e nem a hora- Eu disse quase irritada.- estou com pressa!
Saio do corredor, entro no ginásio, vou até o vestiário e coloco o uniforme do time.
Saio do vestiário e vou me juntar as outras meninas.
— Cheguei e estou pronta pra ajudar- Eu falei.
— Ótimo, ajude a tirar os equipamentos que usamos para praticar vôlei.
— Pode deixar.
Ajudo as outras meninas a tirar os equipamentos até ficarmos cansadas.
— Pronto.- Carmem falou.
— Ótimo, agora sentem-se pra esperarmos as meninas que vão fazer os testes.- A treinadora Marcela falou.
— Temos um problema treinadora- Penha falou.
— E qual seria?
— A Amanda me mandou uma mensagem dizendo que está gripada e não pode vir.
— Isso não é bom, ela é a vice capitã do time sem ela não teremos uma terceira pessoa pra julgar.
— Eu poderia julgar no lugar dela- Eu me ofereci.- só por hoje.
— Não, a vice capitã sempre julga ao lado da líder- Penha se intrometeu. Isso já tá ficando chato.
— Tudo bem eu não julgo- Eu falei e fui em direção a arquibancada.- mas boa sorte pra arranjar outro dia pros testes e sem atrapalhar o cronograma dos treinos...
— Tudo bem!- Ela cedeu.- pode julgar conosco!
Ponto pra mim...
Vou até as duas e me sento à mesa. As portas se abrem e várias garotas entram mas não vejo Magali no meio delas.
— Que venha a primeira candidata!- Marcela chamou.
Depois de julgarmos ainda faltava poucas para terminarmos mas meu único pensamento era...
Onde esta a Magali...
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