Palavras de amor
20 Capítulo 20
POV Magali
Assim que Mônica vai embora volto a mexer no meu lanche.
— Para de ficar brincando com a comida- Cebola falou.- você tem que comer pra criar forças..
— Eu sei daqui a alguns minutos tenho um teste mas me deixa mexer na minha comida em paz!- Eu disse, irritada.
— Eu ia dizer pra você criar forças para não desmaiar- Ele falou e abaixou a cabeça.- desculpe por me preocupar com sua saúde...
Mandei mal...
— Desculpa Cebola- Eu disse.- me irritei e descontei em você que só estava se preocupando comigo.
— Tudo bem- Ele me desculpou.- mas por que a irritação?
— Não sei- Eu menti.
— Eu acho...
Quando Cascão ia falar eu o impeço.
— Já deu minha hora- Eu disse enquanto me levantava e ia pra porta do refeitório.- tchau rapazes!
Saio do refeitório e vou para o banheiro.
POV Cascão
— Não achou isso estranho?- Eu perguntei.
— Um tiquinho- Cebola respondeu.- a Magali não é de se irritar muito e se acontece tem um motivo.
— Hum...
— Sabe o que houve?- Ele perguntou.
— Tenho uma vaga ideia- Eu respondi.- mas vamos indo pro campo, sabe que o Átila detesta atrasos.
— Tá.
Saímos do rede e vamos em direção ao campo para a aula.
Chegamos no campo, entramos no vestiário. Enquanto me trocava sinto meu celular vibrar.
O pego e vejo que era uma mensagem da Mônica.
— A Magali está com você?- Mônica
— Não, ela saiu antes do sinal tocar- Cascão
— Droga!- Mônica
— Que houve?- Cascão
— Ela não está no ginásio, e está quase acabando os testes- Mônica
— Fica tranquila, irei encontrá-lá- Cascão
— Como?- Mônica
— Só confie em mim- Cascão
Desligo meu celular e o coloco dentro do armário.
— Careca.
— Fala.
— Vai indo sem mim- Eu pedi.
— Ok, mas se quiser posso esperar.
— Não precisa, só vou resolver uma parada e já volto.
— Tá bem, mas o Átila vai ficar uma fera se você não aparecer.
— Fala que rolou um imprevisto comigo mas daqui a pouco estou lá.- Eu disse enquanto calçava o tênis.
— Posso fazer isso mas quando você chegar ele vai te dar uma bronca- Cebola me avisou.
— Disso cuido eu- Eu falei enquanto ia para a porta do vestiário.- e prometo que não demorarei.
— Vai logo!
Saio do vestiário e entro sorrateiramente na escola.
— Minha ideia está certa- Eu pensei.
Corro o mais rápido que posso e quando chego no pátio da escola vejo Magali indo para o portão.
— Pode parando ai Magali Fernandes Lima!- Eu gritei e a mesma parou de andar.
— O...oi Cas...- Ela se virou.
— Poderia me dizer o que está fazendo aqui quando a senhorita deveria estar no ginásio- Eu perguntei.
— Minha mãe bateu o dedão e eu vou até hospital ver se ela está bem- Ela mentiu.
— Se quer arranjar uma desculpa pra fugir pelo menos inventa uma melhor- Eu falei.
— O que!- Eu disse, indignada.- eu não....eu não tava...eu estava...
— Não estava?- Eu a questionei.
— Ok- Ela se deu por vencida.- eu tava fugindo...
— Por que decidiu fazer isso?- Eu perguntei.
— Entrei em pânico...
— E todo o plano pra te ajudar?
— Acho que foi em vão- Ela disse triste.
— Pode me responder uma coisa.
— Claro.
— Mas tem que ser honesta.
— Tá.
— Você gosta de dançar?
—...
— A verdade.
— Claro que sim- Ela respondeu.- é a minha paixão.
— Então por que tanto medo?
— Tenho medo de não ser boa o suficiente e as pessoas rirem de mim por causa disso...- Ela disse e vejo os seus olhos lacrimejando.
— Acho que você não devia pensar tanto nisso- Eu a puxei para um abraço.- nos dias do plano eu puder ver como você é talentosa.
— Acha?
— Tenho certeza- Eu falei.- e sim, vai ter sempre gente que vai criticar mas o que importa é o que você pensa.
Magali desfaz o abraço, enxuga as lágrimas e fala.
— Tem razão, o que importa é que eu amo dançar e não vai ser nenhuma crítica ruim ou risada que vai tirar isso de mim.
— É isso ai- Eu concordei.- agora me faça uma coisa.
— O que?- Ela perguntou.
— Vá até o ginásio e mostre aquelas meninas a grande e talentosa dançarina que você é- Eu pedi.
— E eu vou!- Ela disse confiante.
Magali sai correndo do pátio e entra novamente na escola.
— Ela consegue- Eu pensei e dei um sorriso de lado.
Com meu trabalho feito entro no colégio e vou a passos rápidos para o campo e pensando em uma desculpa para o professor Átila.
POV Magali
Atravesso o corredor correndo, vou vou para a sala, troco minha roupa pelas de ginástica, volto a correr e entro no ginásio gritando.
— Desculpe o atraso!
As meninas voltam os olhares para mim.
— Que mico...- Eu pensei.
— Desculpe querida mas chegou tarde- Penha falou.- já acabamos os testes.
— Poxa- Eu disse, chateada.- eu tive um pequeno problema...
— Tente na próxima vez.
Quando eu ia sair do ginásio a professora fala.
— Volta Magali.
— Mas os testes...
— Ainda tem tempo- Ela disse depois se sentou na cadeira e me deu uma piscadela.- agora vá para sua posição.
Dou um sorriso e vou para o meio do ginásio.
— Que música vai usar para sua dança?- Mônica perguntou. E pude ver que ela tentava esconder um sorriso pois tinha que ser imparcial.
— Bleeding love— Eu falei.- da Leona Lewis.
— Certo- Ela disse enquanto pegava seu celular e selecionava a música.- vai!
Respiro fundo e quando os primeiros acordes da música surgem eu começo a dançar.
E nesse instante foi como se todos no ginásio tivessem sumido e só existia eu por estar tão imersa na música.
Um fato engraçado é que sempre que danço isso acontece. Gosto de imaginar que estou contando uma história através dos meus movimentos.
Quando a música acaba volto a minha posição inicial e abro meus olhos.
— Como fui?- Eu perguntei.
— Até que a escudeira sabe alguma coisa- Penha falou. "Simpática" como sempre.
— Eu gostei.- Mônica disse. Mas sei que no fundo ela queria dizer mais que isso...
— Lindos passos Magali- A professora me elogiou.- muito bem, agora que os testes foram encerrados podem ir para casa que amanhã no fim do dia vai estar no quadro de anúncios quem entrou para a equipe.
Vou para o vestiário, coloco de volta minha roupa e quando saio do ginásio me deparo com os meninos.
— Como foi?- Eles perguntaram juntos.
— Bom...
Quando eu ia responder sinto alguém pular em minhas costas e me dar um grande abraço.
— Eu estou tão orgulhosa de você Magali!!- Mônica disse, animada.
— Obrigada- Eu agradeci.- mas pode descer pois ao contrário de você eu sou fraca.
— Foi mal- Ela desceu das minhas costas.
— Você ainda não respondeu nossa pergunta.- Cebola falou.
— Bom, eu acho que fui muito bem- Eu fui sincera.- espero ter chances de entrar.
— Claro que tem- Mônica falou.- vocês deviam ter visto, ela foi incrível!
— Só tá dizendo isso por que é minha amiga- Eu falei.
— Não seja modesta- Cascão falou.
— É, você tem um grande talento.
Dou um sorriso aos meus amigos.
— Mas Mô, você não devia estar com a vaca prenha e a professora Marcela?
— A Marcela nos dispensou- Ela falou.- vamos decidir amanhã de manhã.
— E a aula?- Cebola perguntou.
— A professora disse que vai conseguir uma dispensa com a diretora pra gente decidir quem entrou.- Ela respondeu.- e pode se considerar parte da equipe.
— Vamos esperar pra ter o veredito- Eu disse.
— Enquanto isso não acontece que tal irmos embora?- Cebola propôs.- temos negócios pra fazer lembra maga.
— Certo- Eu concordei.
— Que negócios?- Cascão perguntou.
— Posso falar?- Eu perguntei.
— Claro.
— O Cebola e eu estamos vamos planejar a festa de dia das bruxas- Eu expliquei.
— Que maneiro!- Mônica e Cascão falaram juntos.
— É um os meus deveres como presidente- Cebola falou.- mas só com a Aninha e a Magali pra ajudar ainda é pouco.
— Podemos ajudar.- Cascão se ofereceu.
— É, vai ser divertido- Mônica falou.- podemos pedir ajuda pra Denise, Marina, Franja, Carmem, Titi e Jeremias.
— É- Eu concordei.- e além deles você também tem o resto das pessoas que estão no grêmio.
— Valeu, pois eu vou precisar de muita ajuda.
Depois disso fomos para a casa de Cebola.
— Cheguei!- Cebola anunciou mas foi acertado por uma bola de tênis.- Maria...
— A culpa não é minha se você que estava no lugar onde o inimigo estava.- Maria levantou a cabeça de trás do sofá.
— Pois agora você está na minha mira- Ele disse e atirou uma almofada.
— Ai! Mulher abatida, mulher abatida!- Ela fingiu e se deitou no chão.
Nós quatro demos risadas.
— Que coisa feia Cebola- Mônica falou.- como pode atirar na própria irmã.
— Foi fácil.
— Então toma- Ela bateu nele com outra almofada.- me vinguei do homem que atirou em você Maria.
— Obrigada mas já estou melhor- Maria saiu de trás do sofá.- sou uma soldada forte.
Então Cascão e eu rimos mais ainda com a palhaçada. Eles ainda vão ficar juntos.
— E eu torço pra que seja logo- Eu pensei.
Subimos as escadas e entramos no quarto de Cebola.
Nos ajeitamos na cama e ficamos decidindo o que fazer pra festa.
— A Denise falou no grupo pra ter concurso de melhor fantasia- Eu falei pra eles. E sim, criamos um grupo no WhatsApp pra ficar mais fácil.
— Gostei da ideia.- Mônica falou.- diga pra Denise que aprovamos.
— Ok.- Eu disse e digitei a resposta.
— Marina tá falando da decoração ser com várias abóboras podres e com o estilo casa mal assombrada.- Cascão falou.
— E o Franja está dizendo que ele pode construir uma máquina de efeitos especiais- Cebola falou.- tipo dos que parecem que está realmente lá.
— As ideias são dez- Mônica disse.- já disse que aprovamos mas ainda falta.
— Titi e Jeremias falaram de cabine de fotos e um milharal assustador- Cascão disse.
— Legal- Eu disse e aprovei a ideia deles.- e que tal o jogo de pegar as maçãs!
— É, esse é um clássico- Cebola concordou.- e também acerte o palhaço sinistro.
— Muito maneiro.
— E que tal corrida do saco pros pequenos e corrida de múmias.- Cascão sugeriu.
— O que é corrida de múmias?- Eu perguntei.
— Inventei agora- Ele disse.- seria feita em duplas. Um enrola papel higiênico no parceiro e quem está enrolado participa da corrida.
— Boa- Mônica falou.- e que tal uma caçada aos doces?
— Tipo o que fazem na páscoa?- Eu perguntei.
— Sim, esconder vários sacos com doces pelo ginásio- Ela explicou.
— Bem legal- Cebola elogiou.- essa parte já está resolvida, mas ainda falta as músicas.
— Carmem sugeriu um Dj- Cascão disse.
— A escola não tem verba pra contratar um Dj- Eu falei.
— Ela acrescentou que paga.
— Se ela pagar então tudo bem- Cebola concordou.- mas ainda precisamos de mais.
— E que tal além do Dj não termos umas músicas da banda paranormal!- Mônica sugeriu.
— Para quem?- Eu e Cebola perguntamos juntos.
— Vocês não sabem quem é paranormal!- Ela disse incrédula.
— Não- Eu respondi.- e quem são?
— Só a melhor banda do mundo inteiro!- Cascão se intrometeu.- as músicas deles são as melhores.
— E eles começaram tendo o sonho de se tornarem famosos- Mônica falou.- participaram de uma batalha de bandas mas perderam só que chamaram a atenção de uma gravadora e conseguiram realizar o sonho.
— Vocês sabem um monte- Eu falei.
— Nós somos os fãs número um deles- Cascão falou.
— Aqui, vou colocar uma música deles pra vocês escutarem.
— Ok.
— Coloca Decode- Cascão falou.- é a segunda melhor.
— Certo.
A música começa a tocar e devo admitir que é boa.
— Tá chegando a melhor parte.- Cascão disse.
A música chega no refrão e os dois cantam juntos.
— My thoughts you can't decode!
Depois de três minutos a música acaba e eles nos olham esperando uma resposta.
— Ok, vocês tem razão- Cebola falou.- eles são bons.
— E a música também.
— Por enquanto a gente aceita isso- Mônica falou.
— Mas vamos continuar até vocês falarem que eles são incríveis.
— Vai ser difícil- Eu falei.- não somos fãs de rock.
— Não precisa ser fã- Cascão disse.
Depois demos risadas, ficamos conversando mas chegou uma hora em que Mônica e Cascão foram embora.
— Posso dormir aqui?
— Claro.
Mando mensagem para meus pais, Cebola e eu ficamos jogando um pouco e quando deu a hora fomos dormir.
...Dia seguinte...
O despertador toca e Cebola e eu nos levantamos.
— Pode ir primeiro- Ele falou.
— Valeu.
Entro no banheiro e coloco uma roupa.
— Sua vez- Eu disse quando sai do banheiro.
Descemos a escadas, tomamos café da manhã e vamos para a escola.
Entramos na sala, sentamos nos lugares e o professor entra em seguida.
Após várias aulas finalmente vamos embora.
— Pronta pra ver se você conseguiu?- Cascão perguntou.
— Não sei, tô um tiquinho nervosa- Eu falei.
— Quer que eu vá checar por você?- Cebola perguntou.
— Não, eu tenho que fazer isso sozinha- Eu disse e fui me juntar ao monte de meninas perto do quadro de avisos.
Vou me espremendo no meio das garotas e vejo a ficha.
Volto para perto dos meninos e eles perguntam.
— E aí?
Abaixo a cabeça me fazendo de triste.
— Como assim não conseguiu?- Cebola perguntou.- você é tão boa.
— É verdade mesmo?
— Não!!- Levanto a cabeça com um grande sorriso no rosto.- eu passei!!!
Cebola e Cascão me dão um enorme abraço.
— Parabéns!!
— Pelo visto viu a novidade.
Desfazemos o abraço e vimos Mônica.
— Sim, eu vi.
— Parabéns companheira de equipe.- Ela disse e me deu um abraço.- a Penha falou um monte pra você não entrar mas não deu certo.
— A cara dela deve ter sido hilária.- Cascão falou.
— E foi mesmo- Mônica concordou.- fiquei me segurando pra não rir pois a professora Marcela estava lá.
— Que tal comemorarmos?- Cebola sugeriu.
— Adorei a ideia.
— E eu já sei aonde- Cascão falou e mandou um olhar sugestivo para Mônica.
— Já sei onde você quer chegar.
— Pra onde vamos?- Eu e Cebola perguntamos.
— Vocês vão ver- Os dois falaram juntos.
Saímos da escola, Mônica chama um táxi e entramos. Fomos o caminho inteiro em silêncio e quando chegamos Cascão fala.
— Bem vindos ao melhor lugar para conseguir uns doces e salgados.
— Melhores que os da confeitaria da minha mãe?- Cebola perguntou.
— Ok, o segundo melhor lugar pra conseguir uns doces e salgados.- Mônica corrigiu.- a padaria do seu Manoel.
— Como sabem desse lugar?- Eu perguntei.
— Meus pais conhecem o dono do lugar é sempre vem aqui pra comprar os pães- Cascão falou.- um dia eu trouxe a Mônica pra cá.
— É bem legal- Ela disse.- vamos entrar.
Entramos na padaria e um cheiro bom nos atinge.
— Parece que chegamos bem na hora.- Cebola falou.- igual a quando minha mãe está fazendo os doces.
— Poderia fazer uma parecia- Eu falei.
— É, os dois melhores lugares que fornecem doces ou salgados juntos- Cascão disse.- ia ser irado.
— Fala com sua mãe.
— Vou falar.
Nos sentamos numa mesa e ficamos esperando.
— Olho só quem veio depois de tanto tempo!!- Disse um homem com cabelos castanhos, avental, chapéu de padeiro, bigode e um pouco acima do peso.
— Seu Manoel!- Os dois gritaram e foram o abraçar.
— Benvenuto nella mia pasticceria!- Ele falou enquanto retribuia o abraço dos dois.
— Obrigada- Eu agradeci, mesmo não sabendo muito italiano.
— E quem seria essa bella ragazza e ragazzo?- Ele perguntou.
— Eu sou Magali.
— E eu sou Cebola.
— Estávamos com saudades de vir aqui e trouxemos eles pra conhecer.- Mônica falou enquanto saia do abraço.
— O que vão querer?
— A gente vai escolher e depois falamos- Cebola disse.
— Qualquer coisa é só chamar.
Pegamos o cardápio e ficamos escolhendo.
— Onde fica o banheiro?- Eu perguntei.
— Lá nos fundos- Mônica respondeu.
— Valeu, volto daqui a pouco.- Eu disse e e levantei da cadeira.
Entro no banheiro, faço minhas necessidades e saio para voltar pros meus amigos. Mas no meio do caminho acabo esbarrando em alguém e faço cair as coisas da bandeja e um doce em minha blusa.
— Ai droga- O menino falou.- papai estava certo em me dar um sermão por ficar ouvindo música enquanto trabalho.
— Tá tudo bem- Eu falei.- nem manchou tanto.
E o menino era quase uma versão do pai só que mais jovem, cabelo castanho, olhos da mesma cor.
— Não esta brava?
— Não, existe lava roupa pra que?- Eu disse e o menino deu risada.
— Você é engraçada- Ele falou.- qual seu nome.
— Magali.- Eu me apresentei.- e o seu?
— É...
Mas antes dele se apresentar um cliente o chama.
— O dever me chama.
O menino vai embora e eu volto pra mesa.
— Que demora- Cascão falou.- a fila tava cheia?
— Maga, como você sujou a sua roupa?- Mônica perguntou.
— Esbarrei em um garoto sem querer- Eu disse enquanto pegava uns guardanapos.- mas não esquenta, isso sai fácil.
— Ok.
Continuamos a olhar o cardápio mas ouvimos uma voz.
— Quem é vivo sempre aparece.
Nos viramos e vejo o mesmo garoto no qual esbarrei.
— Joaquim!!- Mônica e Cascão gritaram e foram o abraçar.
— Parece que fomos deixados de lado...- Cebola falou.
— Parece que sim.
— Gente, esse aqui é o Joaquim- Mônica o apresentou.- filho do seu Manoel, o dono da padaria.
— Prazer- Cebola apertou a mão dele.
— Prazer.- Ele falou.- e podem me chamar de Quim.
— Prazer- Eu me levantei.
— Olá de novo.
— Então foi com ele que você esbarrou- Mônica falou.
— Sim baixinha- Quim bagunçou os cabelos dela.
— Só me chama assim por que é um arranha céu ambulante!- Ela o provocou.
— Assim me magoa- Ele se fingiu de triste.
— Não o chateie mô- Cascão falou.- ele já não tem muitos amigos.
— Ei, saiba que eu tenho muitos amigos lá na faculdade- Quim se fingiu de irritado.
— Senti falta do seu senso de humor Quim.
— Também senti Cascudão.- Quim deu um sorriso. Um bem bonito por sinal.- volto já com seus pedidos.
— Mas a gente nem escolheu- Eu falei.
— Podem confiar em mim.- Ele disse e sai de perto da nossa mesa.
— Devemos mesmo?- Cebola perguntou;
— Claro- Cascão respondeu.- o Quim sempre sabe o que é bom de comer.
— É óbvio que sabe- Mônica falou.- ele ajuda o pai desde que era criança e mesmo fazendo faculdade de gastrônimia ainda arranja um jeito.
— Ele não fica sobrecarregado- Eu perguntei.
— Não sei mas ele sempre da um jeito.
— Deve ser difícil conciliar o trabalho aqui com a faculdade- Cebola falou.
— Mas ele faz de tudo pra ajudar o pai.
— É muita bondade dele.
Ficamos esperando e minutos depois Quim chega com a comida.
— Um croassant de ricota e um suco de laranja para a baixinha.
— Obrigada grandão- Mônica agradeceu e pegou a comida.
— Pães de queijo e um cappucino para o Cascudão.
— Valeu Quinzão!
— Uma empada e um suco de uva pro Cebola.
— Não ganho apelido- Cebola brincou.
— Só se você vier mais vezes e nos conhecermos mais que ganhará.- Ele disse.
— Vou pensar no caso.
— Uma bomba de chocolate branco e um suco de abacaxi pra senhorita.- Ele me deu a comida.- por conta da casa, como uma desculpa pela mancha.
— Obrigada...
— Pra Magali é por conta da casa- Cascão falou.- e a gente, como fica?
— Tava brincando- Ele falou.- por reaparecerem e trazerem novos amigos essa vai ser de graça.
— Agora sim a coisa ficou boa- Mônica falou.- mas na próxima a gente vai pagar.
— É, nada de você ou seu pai falando que não precisa.
Quim vai atender outra mesa e nós ficamos conversando até dar a hora de irmos embora.
— Até a próxima quim!- Nós quatro falamos.
— Estarei esperando!
Pegamos um táxi, entramos e vamos para casa.
— Vai pra minha casa- Eu sussurrei no ouvido de Mônica.
— Por que?- Ela sussurrou também.
— Preciso falar uma coisa.
— Ok.
Deixamos os meninos em suas casas e depois seguimos para a minha.
Entramos na casa, subimos as escadas e entramos no meu quarto.
— Pode falar- Mônica disse enquanto se sentava na cama.
— Lembra quando você falou sobre o Akai Ito- Eu a imitei.
— Lembro.
— Então, acho que achei quem esta do outro lado do fio.
— E quem é?
— O seu amigo da padaria.
— O Quim!!
— Sim, ele é bonito e meigo.
— Eu concordo com você nessas duas coisas mas acho que você não esta sendo precipitada.
— Por que?
— Por que ele é mais velho que você!
— Só por causa disso que você não concorda.
— Não é por causa da idade!
— Então é por causa de que?
— Por causa de que você conheceu ele hoje!!
—...
— Olha, desculpa se você ficou chateada mas vai com calma- Ela pediu.- tenta conhcer ele mais e depois o chame pra tomar um sorvete ou passear.
— Tá, eu vou com calma.
— Bom saber- Ela disse e me abraçou- e se for realmente vou apoiar qualquer decisão sua.
— Você é uma boa amiga- Eu a agradeci.
Mônica desfaz o abraço, pega sua bolsa e vai até a porta.
— Tchau!
— Tchau!- Me despedi.
Mônica vai embora então troco minha roupa por um pijama confortável, fico lendo um livro e depois vou pra cama e durmo.
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