Paladin
32 CAPÍTULO 32: Core Formado
Raziel, John, Alexa e Seraphine caminharam pelo pátio da academia com uma mistura de determinação e incerteza. Haviam discutido em detalhes a necessidade urgente de encontrar um Priest para seu grupo, e agora seguiam em direção a Thomas, um nome que John mencionara com confiança. Enquanto se aproximavam dele, Raziel sentia uma expectativa crescente no ar.
Thomas era um jovem de aparência tranquila, com um porte confiante e uma presença que transmitia segurança. Ao perceber a aproximação do grupo, sorriu, cumprimentando John com um aceno de cabeça.
— Precisam de algo? — perguntou Thomas, sem rodeios, mas com um tom de camaradagem.
— Estamos formando um grupo para o Teste da Dungeon, e precisamos de um Priest. Mas não sabemos se já está comprometido com algum grupo. — respondeu John.
— Já estou com um grupo fechado, na verdade. Mas — ele fez uma pausa, vendo a decepção nos rostos deles — conheço alguém que pode ser exatamente o que vocês estão procurando. — O nome dela é Ana, é uma Priest rank A+, uma das melhores estrategistas que a academia já viu. — Thomas cruzou os braços e inclinou-se levemente, como se saboreasse o momento. — Não é apenas boa em cura; ela pensa à frente de todos no campo de batalha, antecipando movimentos e planejando com precisão que muitos falam ser cirúrgica.
— Uma estrategista de rank A+? Isso muda tudo. — John assobiou baixinho, impressionado. — Você pode nos apresentar?
— Claro. Ela geralmente está no Santuário dos Priests. Vou levá-los até lá.
O grupo seguiu Thomas pela academia, atravessando corredores e jardins até chegar ao que parecia ser uma estrutura majestosa isolada, situada entre árvores frondosas e fontes de água cristalina. O Santuário dos Priests, erguia-se como um dos lugares mais belos da academia.
Uma construção que parecia quase celestial, com suas colunas de mármore branco e vitrais adornados com imagens de anjos e símbolos sagrados. O ar parecia mais puro ali, quase sagrado. A luz do sol atravessava os vitrais coloridos, refletindo padrões brilhantes no chão polido, criando um ambiente de paz e serenidade.
Raziel ficou por um momento em silêncio, absorvendo a beleza do lugar. Ele sentiu uma onda de calma se espalhar por seu corpo, como se o próprio santuário fosse abençoado com uma aura de proteção e tranquilidade. Havia uma reverência silenciosa ali, um respeito profundo por todo o poder espiritual que aquele espaço emanava.
— Ali, — Thomas indicou com a cabeça, apontando para uma jovem que estava sentada próxima a uma das grandes janelas, folheando um livro antigo.
Ana.
Raziel a viu, e por um momento perdeu o fôlego. Ana era inegavelmente linda, mas não era sua aparência que mais chamava a atenção. Havia algo mais. Seus longos cabelos castanhos caíam suavemente sobre os ombros, brilhando sob a luz suave do santuário. Seus olhos verdes, serenos como um lago tranquilo, emanavam uma tranquilidade incomum.
Ela movia-se com uma graça sutil, como se estivesse em perfeita harmonia com o ambiente ao seu redor. O guia do grupo aproximou-se dela, e os outros o seguiram, meio hesitantes. Ao ouvir a aproximação, Ana levantou o olhar, e um leve sorriso surgiu em seu rosto.
— Ana, estes são Raziel e seu grupo — disse Thomas. — Eles precisam de um Priest, e achei que talvez você pudesse estar interessada, se ainda não estiver em nenhum grupo pro teste.
Ana os estudou com cuidado, seus olhos verdes parecendo ler cada um deles em profundidade. Raziel sentiu como se estivesse sendo analisado, não apenas por suas habilidades, mas por seu caráter. Depois de um momento de silêncio, ela falou, sua voz suave e firme:
— Eu aceito me juntar ao grupo de vocês. Mas há uma condição. Quero formar um grupo espelho ao nosso — disse Ana, direta. — Dois tanks, dois healers, seis DPS. Isso nos dará mais flexibilidade e força na Dungeon. Será como se fossem dois times agindo em sincronia, se apoiando mutuamente.
— Um grupo espelho? Isso não vai complicar as coisas? — Alexa franziu o cenho.
— Não, se vocês confiarem em mim. Essa configuração permite maior resistência. Se um healer cair, o outro estará lá para segurar as pontas. Se um tank for sobrecarregado, haverá outro para dividir a pressão. E os DPS, bem... com seis deles, podemos derrubar qualquer coisa rapidamente.
— Isso faz sentido. Duas linhas de frente, duas curas. — Seraphine, que até então estava em silêncio, cruzou os braços e inclinou-se para frente. — E mais DPS significa que podemos focar no boss sem perder tempo. Eu gosto da ideia.
— Parece perfeito. — Raziel assentiu.
— Preciso apenas de dois dias. — Ana manteve os olhos fixos nos de Raziel. — Na quinta, terei o grupo completo, e poderemos começar a treinar juntos.
O futuro grupo respirou fundo. Todos sentiram uma onda de alívio misturada com excitação. Estavam ansiosos para conhecer os novos integrantes. A priest sorriu, um sorriso que transmitia não apenas confiança, mas também uma sensação de calma.
— Vai ser uma honra lutar ao lado de vocês. Até quinta.
Enquanto se despediam de Ana e seguiam de volta pelo santuário, Raziel sentia que algo significativo havia mudado. Seu grupo principal estava praticamente formado, e isso o enchia de uma nova energia, uma certeza de que, com Ana e seus amigos ao seu lado, eles estariam preparados para qualquer coisa que encontrassem no teste.
No final do dia, conforme caminhava de volta para casa, o pensamento de que o core de sua equipe estava completo lhe trouxe uma sensação de propósito renovado. A formação de dois grupos espelho era uma estratégia que ele nunca teria imaginado, mas fazia sentido. Os próximos dias seriam cruciais.
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