Paladin
33 CAPÍTULO 33: O Grupo Completo
Os dois dias que Ana solicitou passaram num piscar de olhos. A expectativa e o frenesi dos preparativos faziam o tempo acelerar, e Raziel mal teve tempo para descansar entre os treinos intensos e as conversas sobre estratégias com seus amigos.
O Teste da Dungeon se aproximava cada dia mais, e a pressão crescente parecia sufocar todos os calouros da academia. No entanto, a formação dos grupos trazia uma nova esperança. Sabia que o grupo espelho de Ana era a chave para equilibrar as forças e garantir o sucesso.
No final do segundo dia, ela manteve sua promessa. Reuniram-se no mesmo ponto da academia onde haviam discutido sua estratégia inicial, uma área aberta e discreta, cercada por árvores, onde os grupos podiam planejar sem interrupções. O sol começava a se pôr, tingindo o céu de laranja e dourado, quando Ana chegou acompanhada dos cinco novos integrantes. Caminhava com confiança, os novos membros seguindo-a como uma extensão de sua própria presença.
— Aqui estão — disse Ana, com um sorriso sereno, gesticulando para os recém-chegados. — Agora podemos dizer que o grupo está completo.
— Essa é a arqueira que eu tinha falado pra vocês — apontou Seraphine, sempre a primeira a notar detalhes, inclinando a cabeça na direção de uma das novas figuras.
— Sim, essa é Gabrielle. Vou apresentá-los a todos.
Ana começou com o primeiro à esquerda, um rapaz alto e atlético que parecia ter acabado de sair de uma praia. Seu cabelo castanho-claro, um pouco bagunçado, e sua pele bronzeada deixavam claro que ele passava mais tempo ao ar livre do que em qualquer ambiente fechado.
— Este é Fernando — disse Ana, colocando a mão no ombro do jovem. — Nosso segundo tank.
— Pronto pra segurar qualquer coisa que aparecer pela frente, galera. — Sua voz tinha um tom despreocupado, como se estivesse acostumado a lidar com qualquer desafio com facilidade. O físico atlético e os braços fortes denunciavam que ele seria uma muralha no campo de batalha.
A priest foi em direção ao próximo membro, um homem de estatura média, com uma leve barriga e um rosto arredondado que transmitia uma tranquilidade quase inabalável. Seu cabelo castanho-claro estava um pouco desalinhado, e ele usava óculos finos, que davam um ar de intelectual descontraído.
— Rodrigo, o segundo Priest do nosso grupo — explicou Ana. — Ele é calmo, mas pode sustentar qualquer um em batalha com sua cura.
— Vou garantir que todos vocês fiquem de pé, não importa o que aconteça.
A próxima a ser apresentada tinha o cabelo escuro e curto, na altura dos ombros, o que dava a ela um ar prático e eficiente. Seus olhos castanhos pareciam analisar o ambiente constantemente, avaliando a todos ao seu redor com uma precisão meticulosa. Seu corpo atlético, semelhante ao de uma ginasta olímpica, indicava que ela era rápida e ágil, algo essencial para uma hunter.
— Gabrielle é nossa Hunter — disse Ana, sorrindo para ela. — Rápida e letal à distância. Uma verdadeira especialista em ataques de longa distância.
— Parece que vamos nos divertir bastante juntos.
Finalmente, Ana parou diante de dois jovens que eram claramente irmãos. Eles tinham feições parecidas, mas ao mesmo tempo emanavam personalidades bem distintas.
O primeiro, Breno, tinha cabelos ruivos vibrantes e olhos cor de âmbar, que brilhavam com uma intensidade que lembrava as chamas. Seu sorriso era travesso, e ele parecia ter uma energia incansável, como se estivesse sempre prestes a provocar uma explosão de energia a qualquer momento.
— Breno é nosso Mage de fogo — explicou Ana. — Seu domínio sobre as chamas é impressionante.
— Só me deem algo para queimar, e eu faço o resto.
Ao seu lado, seu irmão Brian era uma imagem de contraste. Enquanto Breno irradiava energia, Brian parecia uma rocha inabalável. Com cabelos castanho-escuros e olhos verdes profundos, ele era mais reservado, sua postura rígida e calma.
Havia uma certa gravidade em sua expressão, como se ele carregasse o peso do mundo em seus ombros, mas também uma força inegável. Brian era o tipo de pessoa que raramente falava, mas quando o fazia, suas palavras tinham peso.
— E Brian — continuou Ana — é nosso Mage de terra. Ele vai nos garantir estabilidade e controle.
Brian deu um leve aceno de cabeça, sem dizer nada, mas seus olhos transmitiam uma confiança silenciosa. Raziel e seu grupo trocaram olhares enquanto absorviam as informações. Logo depois, se apresentaram, deixando a formação completa.
Agora, tudo parecia mais real, mais tangível. Ana havia reunido um grupo diversificado, cada um com habilidades distintas, mas complementares. Era uma equipe formada não apenas de força bruta, mas de estratégia e equilíbrio, exatamente o que precisavam para enfrentar o Teste da Dungeon.
— Agora que todos nos conhecemos — disse Ana, com a voz suave, mas firme —, temos que trabalhar como uma unidade. Vamos usar os próximos dias para treinar juntos, sincronizar nossas habilidades e táticas. Só assim poderemos ter sucesso.
Todos concordaram com um aceno. Havia uma sensação de camaradagem começando a se formar, mesmo que ainda fosse cedo. O potencial estava lá, e isso era palpável. Enquanto Raziel observava cada membro do grupo, sentiu uma onda de satisfação.
O núcleo estava completo, e com Ana liderando, eles tinham uma chance real de enfrentar o desafio monumental que estava por vir.
Fale com o autor