Paladin
11 CAPÍTULO 11: Almoço
Quando menos esperavam, a professora Sheila os liberou para o almoço. A manhã havia sido preenchida com as introduções às cinco matérias fundamentais do primeiro ano, cada uma delas com promessas de desafios e descobertas. A energia no ar era palpável, carregada de excitação e expectativas, enquanto os alunos se dirigiam ao almoço.
Enquanto Raziel e Alexa caminhavam pelos corredores, ainda refletindo sobre as novidades que haviam aprendido, descobriram que a estrutura da Academia oferecia mais do que apenas as aulas regulares. Para os estudantes mais talentosos, havia a possibilidade de serem escolhidos por professores específicos para um treinamento especializado. Esses professores eram mestres em suas respectivas áreas e ofereciam um nível de instrução muito além do currículo padrão. A revelação de que poderiam ser escolhidos para um treinamento exclusivo gerou uma excitação palpável entre os alunos, que agora ansiavam por mostrar seu potencial.
O refeitório da Academia de Skadi, localizado no coração da construção, era um espaço grandioso e acolhedor. O teto alto, adornado com vitrais coloridos, deixava a luz do sol passar em tons vibrantes, criando um espetáculo de cores que se refletiam nas mesas longas de madeira polida. No centro do salão, uma fonte de água cristalina jorrava de uma escultura de dragão, símbolo de força e sabedoria, cujo rugido suave podia ser ouvido ao longe. O aroma dos pratos preparados na hora, uma fusão de sabores tradicionais e exóticos, preenchia o ar, tornando o ambiente convidativo para todos os que cruzavam suas portas.
Chegando ao refeitório, Raziel notou o burburinho de vozes que ecoava pelo salão. Alunos de todos os anos se misturavam, alguns discutindo táticas de combate, outros trocando informações sobre seus treinamentos e experiências. Ele e Alexa se acomodaram em uma mesa próxima à fonte, ainda discutindo a cerimônia e o que isso significaria para seus futuros na academia.
A conversa foi interrompida quando Sophie se aproximou, acompanhada por Benhur. Como era de conhecimento geral, Sophie e Benhur namoravam, e o casal era reverenciado como o mais forte da academia. A presença deles chamava atenção, irradiando uma aura de poder e respeito. Benhur, o único mago de combate da Academia, possuía um ar de confiança que só aumentava a admiração que os alunos sentiam por ele. A relação entre Sophie e Benhur era um símbolo de força e união, um exemplo para todos que aspiravam a alcançar as fileiras mais altas da academia.
— Alexa, este é Benhur — disse, apresentando o rapaz com um sorriso orgulhoso. — Meu namorado.
Alexa lançou um leve aceno de mão.
— Como foi a primeira manhã de estudos? — perguntou Benhur, com um sorriso amigável, mas sua voz carregava um tom de curiosidade afiada. — Ouvi dizer que você pretende seguir o caminho de um Crusader, em vez de um Templar. — Benhur inclinou ligeiramente a cabeça, analisando Raziel. — Acho curioso. Seu físico me parece mais adequado para um combatente do que para um defensor.
Raziel trocou um olhar com Sophie antes de responder, ciente do peso das palavras do namorado da irmã. Ele sabia que o casal era mais do que apenas dois dos alunos mais fortes; eles eram vistos como um exemplo a ser seguido.
— Ser um Crusader ressoa em mim de uma forma profunda. Ser um Crusader é mais do que apenas lutar, é sobre ser uma fortaleza viva.
Benhur ponderou as palavras de Raziel, os olhos brilhando com interesse. Sophie observava atentamente a interação, sabendo o quanto a opinião de Benhur poderia influenciar a percepção de seu irmão na academia.
— Entendo seu ponto de vista — disse Benhur, após um momento. — E posso respeitar isso. Mas não subestime o poder de um ataque bem posicionado. Às vezes, a melhor defesa é um ataque devastador. — Ele sorriu, mas havia um desafio em seus olhos, como se estivesse lançando uma semente de dúvida na mente de Raziel.
— Talvez vocês dois possam aprender um com o outro. Afinal, essa academia é sobre mais do que apenas escolher um caminho. É sobre descobrir o equilíbrio entre força e estratégia.
Raziel assentiu, reconhecendo a sabedoria nas palavras da irmã. A troca de ideias entre os dois futuros guerreiros não era apenas uma discussão sobre suas escolhas de classe; era uma introdução ao tipo de debates que definiriam suas jornadas na academia.
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