Paladin
12 CAPÍTULO 12: Caminhos Divergentes
Notas iniciais
A tarde na Academia de Skadi prometia ser tão movimentada quanto a manhã. As salas de aula iniciais haviam sido apenas o prelúdio para o que estava por vir. À medida que o sol se inclinava em direção ao horizonte, o campus se transformava em um palco de atividades vibrantes, com oficinas e demonstrações de classes destinadas aos recém-despertados.
As estruturas majestosas da academia, cada uma dedicada a uma classe principal, pulsavam com energia e expectativa, prontas para revelar os segredos das subclasses que aguardavam os alunos mais ambiciosos.
Raziel e Alexa caminhavam lado a lado pelos corredores largos, agora familiarizados com a grandiosidade do local, mas ainda absorvendo a magnitude das responsabilidades que haviam aceitado, enquanto o murmúrio constante dos estudantes preenchia o ar com uma sinfonia de conversas e risos.
— E aí, animada para as oficinas da tarde? — perguntou Raziel, ajustando a alça de sua mochila.
Alexa sorriu, seus olhos azuis refletindo a luz que dançava ao seu redor.
— Mais do que animada. Quero ser a primeira a chegar e ver de perto como os Mages treinam suas habilidades.
— Eu também estou curioso para conhecer melhor os Paladins. Saber mais sobre as subclasses de Templar e Crusader.
— Ainda pensando em ficar como Crusader, ou as palavras do Benhur sobre Templar te deixaram curioso?
— Se eu disser que não, estaria mentindo. Talvez a ideia de ir pra força seja realmente uma boa ideia.
Eles chegaram a uma encruzilhada no corredor principal, onde sinalizações holográficas de mana pairavam sobre suas cabeças, indicando os diferentes locais das oficinas. Mapas detalhados e informações flutuavam no ar, facilitando a navegação pelos espaços designados a cada classe. Ali, os dois se viraram para se despedir antes de seguirem suas respectivas jornadas.
— Boa sorte na sua oficina, Raz. — Alexa deu um tapinha amigável no ombro dele.
— Valeu, pra você também. — Sorriu, sentindo uma mistura de nervosismo e excitação.
Com um último aceno, a garota se afastou, seguindo em direção ao prédio dos Mages, enquanto ele se dirigia para a ala que tanto desejava. As portas de ferro pesadas que separavam as diferentes áreas se abriram automaticamente, revelando corredores iluminados por cristais mágicos que guiavam os estudantes para suas respectivas direções.
Ao adentrar no local dos Paladins, Raziel foi imediatamente envolvido por uma atmosfera de disciplina e honra. Estudantes com armaduras brilhantes e símbolos sagrados se moviam com propósito, discutindo táticas e compartilhando experiências. As paredes estavam adornadas com tapeçarias que retratavam batalhas épicas e figuras heroicas, inspirando um sentimento de dever e coragem.
Se aproximou de um dos locais de demonstração, onde um instrutor exibia as técnicas básicas de combate sagrado. A combinação de magia e força física era impressionante, cada movimento executado com precisão e graça. Observou atentamente, absorvendo cada detalhe, enquanto pensava nas possíveis especializações que poderia seguir.
Foi então que avistou sua irmã, Sophie, agora trajando sua armadura e espada de duas mãos, conversando animadamente com um grupo de Paladins veteranos.
— Raziel! — chamou Sophie, avistando-o e caminhando em sua direção. — Venha, quero te apresentar a alguns dos veteranos. E assim, quem sabe você muda da sua ideia de defesa para ataque. Venha para o lado da força! Hehe.
Antes que Raziel pudesse responder, uma figura familiar se aproximou da multidão. Era Seraphine, sua colega misteriosa, cujo silêncio e presença enigmática sempre haviam despertado sua curiosidade. Ela caminhava com seus olhos refletindo uma determinação similar à dele.
— Seraphine? — indagou curioso, aproximando-se dela. — Não esperava te ver por aqui.
Ela sorriu levemente, seus olhos brilhando com um misto de nervosismo e determinação.
— Oi. Sim, decidi que quero seguir o caminho de um Crusader. Acho que posso contribuir nessa classe.
— Por essa eu não esperava. Bom, acho que vamos nos ver mais daqui para frente.
No momento seguinte, a atenção de Raziel foi capturada por uma voz que se destacava entre o burburinho do local. Era o Mestre Darkke, o único Paladin treinado desde o início por Alya, cuja presença era reverenciada como a de um substituto dela própria. Seu olhar penetrante buscava algo mais do que simples conformidade; ele procurava potencial e força interior.
Enquanto a conversa avançava, Raziel não pôde deixar de sentir a presença de sua irmã, observando a interação com respeito e admiração. A academia estava revelando-se como um campo de batalha de intelectos e habilidades, onde cada decisão e cada caminho escolhido moldariam o futuro dos seus habitantes.
Ao final da tarde, as oficinas e demonstrações haviam concluído suas apresentações, deixando os recém-despertados com uma visão mais clara das possibilidades que a Academia de Skadi oferecia. Enquanto o sol se punha, lançando sombras longas pelos corredores iluminados da academia, sabia que aquele dia havia sido apenas o começo de uma saga épica.
E, com os laços de amizade e irmandade se fortalecendo, ele estava determinado a trilhar seu caminho com coragem e determinação, rumo ao desconhecido que aguardava além das paredes da Academia de Skadi.
A única dúvida que restava daquele dia começou a balançar seus pensamentos: Crusader ou Templar? Ambas as classes chamaram sua atenção, principalmente a mesma classe de sua irmã, cuja ferocidade misturada com honra e glória pulsaram em suas veias quando a viu em ação.
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