Palace

5 Verão de Girassóis


Notas iniciais
Olá, não consegui atualizar ontem, mas saiu hoje. As partes em italico sao lembranças, e vamos aos negócios. Boa leitura! Ps: Capítulo sem revisão.

(Segundo sol – Cássia Eller♪)

Swan cerrou os dentes, demonstrando seu nervosismo obvio Regina a tinha chamado ali, e ela não tinha a menor ideia do que se tratava. Emma bateu a porta da sala de Regina, e assim que a viu sentiu certa arrogância vinda da morena, por instante pensou em manda-la enfiar aquela convocação em lugar nada apropriado, mas sua promoção dependia dela. E receber aquela promoção era tudo que Swan desejava, tinha lutado muito por ela. E foi pensando nisso, que ela resolveu manter o sorriso no rosto e reprimir sua curiosidade, embora quisesse muito saber como Regina, a grande rebelde da cidade, tinha se transformado, em uma milionária. Emma se sentia uma tola, por Regina ter lhe omitido que agora era uma hoteleira. E aquela tinha sido uma brincadeira que a tinha irritado demais.

E depois de descobrir que o empreendimento do Grannys era apenas uma pequena parte, ela ficou ainda mais irritada. A única coisa que Emma pensava era: “Que se dane Regina Mills e seus outros quatros hotéis.” Ela só queria fechar seu negocio e voltar para Londres. Ainda que ela quisesse estar preparada para aquele encontro. Mas é claro que como uma boa mulher de negócios, assim que Regina a dispensara depois de fazer aquela revelação bombástica, Swan voltou rapidamente para seu quarto e foi pesquisar a respeito da rede de M&L de hotéis. Mills-Luccas sobrenome da família de Regina e de Windon Luccas. O que Emma tinha descoberto era de arrepiar. Os hotéis de Regina criara, tinham luxo para dar e vender, mas sempre se adequavam a região em que pertenciam, valorizando os costumes locais e dando aos hospedes a sensação de morar ali.

E todos eram cinco estrelas. Os quartos tinham características próprias e inconfundíveis e todos os críticos do ramo concordavam em um ponto: Os grandes hotéis cumpriam muito bem a promessa de proporcionar conforto e tranquilidade a seus clientes. E alguns detalhes a tinham deixado bastante intrigada, um deles era a menção de um quarto chamado Caesar, um chamado Cassino Royal e um ultimo chamado Cinderella. Por alguma razão desconhecida Emma desejou que no site houvesse fotos das descrições tentadoras. E ela pensou na melhor das hipóteses conseguir dar uma olhada com ajuda de Regina. O pensamento de Regina sendo guia pelos seus hotéis fez a pulsação dela acelerar, e seu rosto corou em pura excitação.

Emma acabou se irritando, pois logo Regina abriu a porta, e a pegou naquele estado e tudo que ela não queria era que Mills a pegasse me desvantagem. Assim que porta se abriu, Swan endireitou os ombros, e entrou pronta para a batalha. E não havia porque ter medo, afinal ela tinha deixado sua casa a dez anos atrás, viajara para outro país do outro lado do mundo, e vivera em lugar desconhecido sem medo algum. Emma Swan vencera na vida, sem precisar de um centavo de sua família. Então fechar um negócio com Regina Mills não seria nada demais. Era só mais um pulo do gato para ela, apesar dos jogos que Regina parecia querer jogar.

— Bem na hora. — A morena deu passagem para Emma entrasse no grande quarto, uma enorme suíte que tinha sido claramente transfomada em um escritório, equipada com as melhores mobílias. Madeiras de mogno e cadeiras de couro, Regina realmente tinha adquirido bom gosto ao longo dos anos e isso não parava de impressionar a loira. O olhar impressionado da loira fez com que Mills se lembrasse do porque dela ser quem era agora.

***

O verão tinha começado, e em Storybrooke o clima parecia mais ameno. As últimas flores desabrochavam mostrando que a primavera estava indo embora, essa era uma época querida por Emma, pois com ela vinham as férias e isso significa ter mais tempo ao lado de seu amor... Regina Mills.

— Adivinha quem é? — Uma voz surgiu atrás de Emma, enquanto mãos não tão desconhecidas lhe tapavam os olhos. Ela sorriu e tateou como se quisesse reconhecer quem estava atrás dela, para assim formular uma resposta.

— Talvez seja uma pessoa que não teme o perigo, já que eu tenho namorada, bem ciumenta por sinal. Mas algo me diz que quem está atrás de mim é garota mais linda da cidade e o amor da vida. Há conheço bem, pois ninguém cheira a girassóis como ela.

Mills acabou gargalhando, pois Emma sempre a reconhecia pelo seu perfume, não que ela usasse um especifico, aquele ele cheiro parecia estar impregnado em sua pele desde que nasceu. A garota dos girassóis, muitos indígenas antigos da cidade diziam que Emma tinha atraído Regina por ter os cabelos dourados. Cabelos com raios de sol, o sol que atraia os girassóis dos campos.

— Talvez eu deva usar algum perfume, assim você não me reconheceria tão fácil. — Mills brincou, enquanto Emma a puxava para frente. Ela se sentou no colo da namorada, e beijou de forma terna.

— Você pode usar mil perfumes diferentes Mills, mas ainda vai cheirar a girassóis. E eu sempre saberei que é você, porque você é o meu girassol Mills. — A loira rebateu quebrando o beijo.

— Isso porque você é meu sol Swan, e seu sempre serei atraída para você. Está escrito há muito tempo e ninguém poderá mudar isso. A declaração simples de Regina arrancou lagrimas de Emma, e ela não sabia bem o que dizer naquele momento.

— Meu girassol, eu te amo Regina! – Ela declarou de forma sincera. — Meu sol, eu também te amo Emma!

Sobre os primeiros raios do verão elas trocaram as primeiras juras de amor, e Regina quis ser mais para Emma, afinal ela era o seu sol, pronta para brilhar o mundo. E ela era apenas uma flor em meio a tantos que Swan poderia ter. Ingrid Swan fazia questão de lembrar Regina disso, sempre que possível e talvez fora ela uma das maiores culpadas da morena ser quem era agora. — “Você nunca estará à altura da minha filha, ela merece mais que vida miserável em fazenda suja e com uma mulher sem futuro” Essas tinham sido as palavras duras de Ingrid, em uma das primeiras vezes que encontrara Regina. Na época a morena não si quer se abatido, Emma a amava pelo o que ela era e não pelo o que ela possuía. Só com o tempo e a idade chegando que ela percebeu que vida não seria imaginara, e como as pessoas podiam ser cruéis.

***

— Não sou de, me atrasar Mills, pontualidade é essencial no mundo dos negócios. — Emma respondeu tirando Regina de suas lembranças remotas.

Emma apenas ignorou a falta de atenção de Regina e se sentou em cadeira solitária que ficava diante da mesa da morena, sentou-se de costas bem retas. Afinal não estava ali para desfrutar de conforto e sim para fechar um breve negócio. Colocando as mãos sobre o seu laptop, Swan deu a Regina uma olhar frio e profissional.

— Me desculpe à falta de atenção Cisne. Não dormi bem e isso afeta um pouco minha concentração.

— Não há porque se desculpar Regina, eu sei o que uma noite mal dormida pode fazer. Acho que deveríamos ir ao que interessa. Você sabe o que eu quero. Teve tempo suficiente para analisar minha proposta e avaliar tudo. Qual sua resposta?

Para o desconforto de Emma, Regina riu uma risada amplamente confiante. Ela parecia um gato brincando com um ratinho.

— A falta de uma resposta, está matando você não Cisne?

A loira ficou meio na duvida, mas logo entendeu ao que Regina se referia. No passado Mills adorava provocar Emma, acusando-a de ser uma bisbilhoteira incomparável, então ela percebeu que sua revelação explosiva despertara a curiosidade de Emma a ponto de queimá-la por dentro. E Regina jamais iria lhe dar satisfação sobre isso. Fazendo uma “cara de paisagem.” Ela simplesmente deu os ombros.

—Você não foi à única que mudou, Mills. O que você tem feito nesses últimos dez anos de sua vida e porque escolheu mudar ou porque não me contou logo a verdade sobre a fazenda é problema seu. — Emma se inclinou para frente e deu um leve tapa na sua pasta, situada no meio da mesa de Regina. — Isso é o que está em jogo aqui, portanto vamos direto ao ponto. Quer ou não fazer negócio comigo?

— Isso vai depender exclusivamente de você Cisne.

Regina se sentou confortavelmente e se espreguiçou em sua cadeira, pós as mãos entrelaçadas atrás da cabeça, deixando seu decote a mostra e chamando a atenção de Emma. Aquele gesto prendeu os olhos da loira, e fez imaginar como seria Mills sem aquela blusa branca de algodão. Não que fosse grande esforço imaginar isso. Afinal ela já tinha visto, há alguns anos atrás e um pequeno vislumbre há um dia bem de perto. E aquela era uma imagem que não saia de sua cabeça de jeito algum.

— É claro que eu quero fechar negócio. Se não, não estaria aqui Mills. “Na verdade é o único motivo que me atrás aqui,” Swan ia dizer, mas se calou quando os olhos de ambas se encontraram. As duas ficaram de frente se olhando profundamente, sem nem ao menos piscar. E para a surpresa de Emma, Regina quebrou o silencio entre elas primeiro, ela estendeu a mão para alcançar a pasta e empurrá-la na direção de Swan com um dedo.

— Não estou interessada em eu dinheiro Cisne.

— Como... Como assim? Se não quer dinheiro, o que pode querer então?

Regina deu um leve tapinha na pasta.

— O que sua empresa está me oferecendo por minha fazendo aqui, eu não estou interessada.

E do nada Emma sentiu suas esperanças se esvaírem como as águas de um rio. E sua cabeça começou a trabalhar rapidamente, tinha que achar uma solução viável que fizesse Regina aceitar a fechar o negocio.

— Se acalme Swan, isso não quer dizer que não queira fechar o negocio. Apenas tenho uma contra proposta fazer.

Emma não gostou do acento evasivo na voz de Regina e o brilho meio diabólico em seus olhos castanhos.

— E o que seria então?

Regina se levantou e se aproximou de Emma da forma mais intima possível.

— Eu fecho o negocio com você e aceito sua proposta, mas claro que aceitar a minha.

Lutando para manter sua sanidade, Emma jogou os cabelos para lado e encarou Regina com um olhar intimidante.

— Vá em frente, e diga o que você tem em mente.

— É bastante simples Cisne. Eu irei desistir de vendar a fazenda de girassóis por enquanto, e lhe darei completo acesso a ela pelo tempo que você quiser, com uma pequena condição.

Regina fez um sinal com o dedo para Emma e se aproximou ainda mais e se inclinou para frente, ficando perto demais, o que deixou Emma com os nervos a flor da pele.

— Desembuche logo Mills. — Emma insistiu.

Com sorriso sacana e lábios bem próximos aos de Emma, Regina murmurou. – Eu quero que você se case comigo. Os lábios dela estavam tão próximos dos de Emma, que era torturante, e o sempre calor que pairava entre elas como um frio invisível que as atava, apesar do longo tempo separadas, Emma precisou de certo tempo para absorver as palavras de Regina.

E quando ela enfim se deu conta, e as palavras fizeram sentindo na sua mente, ela teve um sobressalto. E ficou em silencio simplesmente chocada. Ela abria a boca e fechava, enquanto sua mente dava mil voltas e continuava confusa. Não podia se verdade, ela não conseguia acreditar. Regina tinha acabado de lhe propor casamento... Regina Mills a tinha pedido em casamento.

— Você ouviu bem Swan, não é uma alucinação.

Emma se levantou indignada. Ela queria bater em Regina pela sua audácia e aquela declaração absurda que ela tinha acabado de fazer, mas ao mesmo tempo sentiu falta da proximidade de minutos atrás. Mills ignorou a cara fechada de Emma, e voltou a se aproximar dela.

— Case-se comigo Cisne. Essa é mina condição.

— Você bateu a cabeça enquanto andava de moto Regina? E perdeu o juízo só pode. — Emma disse indo em direção a ela. — Que espécie de condição maluca é essa?

— Não era uma ideia tão desagradável há dez anos. Porque até onde eu me lembro de que queríamos nos casar no campo de girassóis. E você queria muito isso.

Emma corou rapidamente, e ela teve vontade de matar Regina.

— Não me venha com essa agora... Eu era uma adolescente estúpida e sonhadora, naquela época.

— Quer dizer, então que você ficou mais velha e sabia? — Regina concluiu. Mills sorriu novamente, um daqueles seus sorrisos sacanas e Emma sentiu vontade de mata-la aumentar ainda mais. — Bem se você ficou mesmo sabia. — Regina continuou a argumentar. — Ira ver que o que estou propondo faz todo sentido.

— Isso não faz sentindo algum. — O mau humor de Emma, que ela tinha aprendido a controlar com por muito tempo, simplesmente explodiu. — Você só pode ter enlouquecido... Está fazendo um maldito joguinho desde que nos encontramos pela primeira vez, e eu nem sei o porquê. Alias, não faço a mínima ideia! Finge que está trabalhando na fazenda, me esconde seu novo negocio e depois me vem com essa proposta sem cabimento algum. — Emma respirou fundo. — Eu lhe procure com as melhores intenções e um ótimo negócio, e o que recebo? Um monte de... Idiotices!

Regina simplesmente continuava a sorrir, despertando ainda mais a ira de Emma.

— Você acha mesmo que sejam idiotices?

— Se quiser eu posso pensar em palavras piores para definir essa sua proposta, eu posso pensar. — Com as mãos nos quadris, Emma se inclinou na direção de Regina, a empurrando de forma ameaçadora. — Desde quando você se tornou um idiota, Mills?

Regina ainda sorria, mas já não parecia tão tranquila. A mulher que ela amou um dia a considerava, uma idiota, e isso não deveriam atingi-la, mas a atingia mesmo que ela fingisse ao contrario. Incomodava pelo simples fato de Regina ainda ama-la. E esconder isso estava ficando cada minuto mais impossível, mas ela deveria colocar aquilo de lado, por enquanto. A velha Emma Swan ainda existia, mesmo sobe aquela roupa sofisticada e o cabelo bem cuidado, e ela tinha acabado de lhe demonstrar isso, pois seu grande temperamento ainda era capaz de grandes explosões. Regina tinha certeza que a antiga Emma jamais aceitaria aquela proposta, mas mulher de negócios ambiciosa, usando sapatos de salto finos e roupa de grife, essa mulher concordaria, se ela soubesse usar os argumentos certos.

— Não há nada demais, Cisne. Considere apenas com mais um dos seus negócios, no qual ambas saíram ganhando. Nada mais, nada menos.

Logo Mills notou o interesse de Emma voltar, quando ela mencionou que ainda fariam negócios, antes da irritação voltar a tona.

— Você deve estar sobre o efeito de fortes remédios, não? Você está muito louca! Louca de pedra! Qual é mesmo a expressão que Papa Mills usava? "Estás loca?" Só pode ser isso, você está louca.

Regina sentiu um aperto em seu peito, como sempre acontecia quando seu pai era mencionado por alguém. E com Emma tinha ainda um significado maior.

— Você ainda se lembra? — Mills indagou.

A fúria de Emma tinha a exaurido e ela acabou desabando sobre a cadeira mais próxima. Tinha sido derrota, mas não importava mais. Regina desejou mudar o rumo daquela conversa, só queria abraçar Emma e lhe mostrar que o negocio que tinha em mente, era não só a solução perfeita para ambas, mas o começo de novo verão em suas vidas.

Notas finais
Então vimos um pouquinho do passado do nosso casal, e um dos fortes motivos para Regina ter terminado com a Emma. É claro que isso não é tudo, tem mais coisa e o real motivo ainda vai vir a tona. E claro a proposta da Regina, será qual jogada e será que Emma vai aceitar? Me contem suas teorias nos comentários. Até breve!