Notas iniciais
Genteeeeee, estou morreeeeendo de saudade de vocês! Eu sinto muito pela demora, eu meio que tinha esquecido o pen drive (que estava os capítulos) na casa da minha tia que mora em outra cidade, enfim... Agora voltei! :) Espero que gostem!

>>o Ponto de vista: Clary

– Eu sei, eu sei. Podem começar a falar. – falei sentando no sofá de frente para cama dos meus pais. O quarto deles era duas vezes maior do que o meu, e eu já achava o meu muito grande.

– Clarisse, você sabe o tamanho da confusão que você se meteu? – perguntou meu pai bastante controlado, já não posso dizer o mesmo da minha mãe.

– Eu sei, mas eu pensei nas consequências. Eu medi os parâmetros e eu já sabia exatamente o que ia acontecer. – falei e meu pai riu.

– Você é muito parecida mesmo com a sua mãe.

– Só que eu não ia fazer uma loucura dessas, nunca. – falou minha mãe em pé de costas pra mim.

– Ana, você já fez. E era mais velha que ela, e você sabe disso. – respondeu meu pai me deixando curiosa.

– Nossa, todo mundo tirou o dia para lembrar essa fase da minha vida. – falou ela mais pra si mesma do que pra gente.

– Alguém tem que fazer, porque parece que você esqueceu. – falou ele me deixando cada vez mais curiosa.

– Nós estamos aqui para falar da Clarisse ou da minha vida? – eu encarava os meus pais surpresa. Eu nunca tinha visto minha mãe assim, remoendo mágoas do passado.

– Clary, eu só quero entender o porquê de fazer isso. – falou meu pai sentando do meu lado.

– Pai, eu queria ajudar o Harry. Ele tem uma responsabilidade muito grande pra carregar e eu percebi que ele estava prestes a explodir, então resolvi liberá-lo desse tormento.

– E quando surgiu seja lá o que for que surgiu entre vocês?

– Isso é mais complicado do que imagina. — falei olhando pro chão, e minha mãe sentou do meu lado.

– Clary, eu não quero parecer a vilã dessa história, mas eu quero que entenda porque essa relação não pode existir.

– Eu sei, mãe. Sei que você só quer o melhor pra mim e que se preocupa comigo, mas eu sei o que estou fazendo. Eu sei exatamente onde estou me metendo, não quero que se preocupe a toa. — falei, mas ela olhou pro meu pai depois pra mim.

– Você falou exatamente como eu, quando... — começou, mas ela se interrompeu.

– Quando o quê, mãe? — perguntei curiosa, mas ela levantou.

– Já pode ir, eu sei que você está louca pra encontrar o Harry mesmo.

– Tem certeza de que não quer falar sobre o que está te incomodando?

– Tenho sim, pode ir. — falou apenas e eu saí do quarto deles com o coração na mão.

>>o Ponto de vista: Harry

Confesso que eu estava tenso, não pelo meu pai e muito menos pela minha mãe, mas sim pela Clary. É nítido que a mãe dela não gosta da ideia da gente ter alguma coisa, qualquer que seja.

– Harry, sente-se, por favor. — falou meu pai apontando para a cadeira a sua frente.

– Pai, eu... — comecei, mas ele me interrompeu.

– Por que você fugiu de casa?

– Eu não fugi, só saí de casa com dia para voltar.

– Você já inventou desculpas melhores, Harry. — falou minha mãe sentando ao meu lado.

– Responda a minha pergunta. — meu pai estava rígido, sério, ou seja, estava sendo ele.

– Clary me fez uma proposta e eu prontamente aceitei.

– E o que ela tinha proposto? — perguntou ele.

– Fugir um pouco dos meus problemas, esquecer que a minha família é a família real, que eu tenho uma responsabilidade imensa, enfim fugir de tudo.

– Harry, fugir de tudo nunca é a solução. Encare os problemas de frente!

– Ás vezes, pai, é necessário fugir para respirar, pensar.

– E a que conclusão chegou com essa escapada do mundo real?

– Que eu nasci para ser um príncipe, um rei e é isso que eu vou ser.

O rosto do meu pai mudou de expressão muito rápido, de irritação para surpresa. Na verdade, até minha mãe estava surpresa.

– Fico feliz que tenha tomado essa decisão. — falou apenas.

– É, eu também, de certa forma.

– Agora quero falar sobre a Clary.

– O que quer saber? — eu estava muito desconfortável com todo esse interrogatório.

– O que está acontecendo entre vocês?

– Não sei, pai. Eu não me entendo!

– Ah, mas está óbvio! — falou minha mãe sorrindo.

– Angie, por favor. Não tire suas próprias conclusões. — falou meu pai.

– Mãe, você está planejando alguma coisa que eu sei.

– Não tire suas próprias conclusões, Harry. — falou ela me fazendo rir.

– Tudo bem, não vou. E tudo que vocês precisam saber é que nós não estamos namorando, mas também ela não é só uma uma amiga.

– Harry, Clarisse é uma garota incrível, não estrague tudo dessa vez, por favor. — pelo incrível que pareça isso saiu da boca do meu pai.

– Não vou, prometo.

– Muito bem, está dispensando.

Saí do escritório atrás da Clary, queria saber o que tinha acontecido com seus pais, principalmente sua mãe. Fui direto no seu quarto, porque eu tinha certeza que ela estaria lá e estava.

– Clary, você está aí? — perguntei batendo na porta.

– Pode entrar! — respondeu e eu abri. Ela estava sentada na sua cama, abraçando uma almofada.

– Tudo bem com você? — perguntei e ela me encarou.

– Mais ou menos, eu só estou preocupada com minha mãe e com o tal segredo dela.

– Ah sim, e o que ela disse em relação a nós dois? — perguntei sentando ao seu lado.

– Ela não gosta nem um pouco da ideia, mas ela vai se conformar. E o seu pai?

– Meu pai só mandou eu ter cuidado, afinal você é especial.

– Eu estou muito lisonjeada. — falou e eu sorri.

– Vem, vamos almoçar. — chamei e ela levantou rapidamente.

– Vamos, eu estou com muita fome.

>>o Ponto de vista: Ana

– Ah, Lucas parece que você não consegue entender. — falei revoltada.

– Você que não entende, Ana. A Angie está chateada e tem toda razão.

– Não preciso que mais ninguém me julgue.

– Ah, Ana, por favor. Não dê uma de adolescente injustiçada. Você fez suas escolhas e eu não lembro de ver a sua mãe proibindo você de ter um relacionamento com um príncipe mesmo sabendo que não ia pra frente.

– Como ela podia ter certeza? Talvez se não fosse pela Angie, eu estaria casada com o Ed agora. — falei sem pensar e Lucas fingiu não ouvir o que eu disse, e eu me arrependi de ter dito assim que disse.

– Todas as escolhas que você fez, todas elas, te levaram até aqui, Ana. Se não fosse pela Angie, você nunca teria tido um relacionamento com o Edward, nós nunca teríamos vindo para cá, feito faculdade aqui e não teríamos o emprego nem a vida que temos hoje. Tudo acontece por um motivo, Ana.

– Eu estou com medo, Lucas. Eu sofri muito quando o Ed teve que ir embora do Brasil e eu não quero isso pra minha filha.

– Mas você superou, se apaixonou de novo e está muito bem casada, tem uma filha linda e sua vida é maravilhosa. — falou jogando a verdade na minha cara.

– O meu medo é que ela tenha que carregar a responsabilidade de governar um país. A pressão, os holofotes, a atenção, isso é demais para uma garota.

– Só que naquela época você estava disposta a tudo isso porque você estava apaixonada. Ana, se isso acontecer com nossa filha vai ser porque ela quis. A gente tem tanta sorte por ter uma filha com a cabeça no lugar, ajuizada, não estrague tudo.

Eu respirei fundo, mas mesmo não querendo eu tive que concordar com o Lucas. O meu papel como mãe era mostrar as consequências da escolha, mas apoiá-la no que escolher.

– Tudo bem, Lucas. Você tem toda razão, me convenceu.

– Ótimo, agora você tem que pedir desculpas para sua filha e sua melhor amiga.

– Super fácil. — falei a contragosto, mas ele apenas sorriu.

– Você vai se sair bem.

– Espero mesmo! E Lucas, eu te amo! — falei assim do nada, fazendo com que ele sorrisse.

– Eu também te amo! Para sempre! — falou, e eu lembrei do nosso casamento.

– Para sempre! — falei indo beijá-lo.

>>o Ponto de vista: Angelina

– Eu sei que aconteceu alguma coisa, Angie. — falou Ed pela milionésima vez.

– Tá bom, Ed. Eu briguei com a Ana, briguei feio.

– Por causa do Harry e da Clary?

– No início sim, mas depois ela falou de você. — Ed me encarou surpreso.

– Como assim?

– Eu falei que ela estava sendo injusta com a Clary porque quando ela quis se apaixonar por um príncipe a mãe dela não tentou impedir. E ela disse que a história não acabou bem, já que ela não é a rainha.

Ed olhou através de mim, e abaixou a cabeça como se depois de tanto tempo a culpa tivesse voltado.

– Ana, ela apenas quis dizer que a história não acabou como ela tinha planejado.

– Mas Ed, ela parecia ressentida. Como se caso surgisse um jeito de voltar no tempo, ela voltaria e mudaria tudo o que aconteceu.

– Eu não acho que seja isso. Ela ama o Lucas e ama a Clary, eu tenho certeza que ela adora a vida que tem agora. — mas eu não estava mais ouvindo.

– Acho que ela se sairia uma rainha muito melhor do que eu. — confessei com a cabeça baixa.

– Angelina, não quero que fale isso de novo, okay? Eu escolhi você, não foi? E você se esforçou ao máximo para ser a rainha perfeita e sabe o que foi melhor? Você não chegou nem perto! Você foi você mesma e não foi perfeita, fazendo com que todos gostassem de você e aprendessem a amá-la. — eu sorri. Edward ainda era o romântico fofo que eu tinha conhecido, embora o tempo tenha passado.

– Obrigada, Ed. Por tudo! Obrigada por ter me deixado ficar aqui há muito tempo atrás! Obrigada por ter sido o meu melhor amigo, depois o amor da minha vida, o melhor rei e pai que poderia ser. — eu sentei no seu colo e ele me abraçou afundando o rosto no meu cabelo, como a gente fazia assim que casamos, como se o tempo não estivesse passado.

– Não tem que agradecer, tá? Porque você é simplesmente incrível, embora seja doidinha, é a mulher mais inteligente, linda, amorosa, carinhosa, compreensiva e maravilhosa que eu conheço, e sabe o melhor de tudo? Você é toda minha!

Não sabia que era possível eu sentir a mesma coisa agora que eu senti quando beijei o Ed pela primeira vez. Mas acredite em mim, é possível.

>>o Ponto de vista: Clary

– O que aconteceu com os nossos pais? — perguntei morrendo de fome.

– Eu não sei, e infelizmente o almoço não é servido enquanto o rei não der a ordem.

– Mas eu estou com muita fome! — falei que nem uma garota mimada, que de fato eu era.

– Você não é a única! — falou Tiago entrando no salão.

– Por onde você estava? Eu não te vejo há muito tempo. — confessei e ele suspirou.

– Estava estudando. O Harry que vai ser rei e eu que estudo. — falou chateado, me dando vontade de rir.

– Mas quando eu tinha a sua idade, também estudei muito. — falou Harry.

– Acho bom mesmo, porque eu quero apenas justiça. — falou como adulto.

– Nossa, que maduro! — falei e ele sorriu orgulhoso.

– Muito obrigado, milady.

– Que galante! — soltei e Tiago abriu o maior sorriso que eu já tinha visto nele.

– Tiago, por favor, chega! Ela tem quase o dobro da sua idade. — falou Harry me fazendo rir.

– Harry, eu só estava simpático!

– Vocês estão aí! — falou Angelina, entrando no salão ao lado do rei, Edward.

– Ah, mãe, pai. Finalmente! Eu, Clary e Tiago estávamos quase literalmente morrendo de fome! — falou Harry e Angie rolou os olhos.

– Não seja tão dramático, por favor.

Assim que Edward sentou, sinalizou que o almoço podia ser servido e assim foi feito. Quando todos já estavam quase acabando chegam minha mãe e meu pai, rindo de mãos dadas.

– O que aconteceu com vocês dois? — perguntei surpresa e eles riram mais.

– Nada, não. Estamos com muita fome!

– Fiquem á vontade! — falou Edward.

O sorriso da minha mãe morreu rapidamente assim que viu a expressão no rosto da Angelina. Elas tinham brigado feio, eu tinha certeza, só esperava que o motivo não seja eu e Harry.

– Tenho que me retirar! Com licença! — falou Angelina assim que terminou o almoço. Edward saiu logo depois.

– Acho que eu estraguei tudo com a Angie. — falou minha mãe para o meu pai.

– Claro que não. Quantas vezes vocês já brigaram feio e ficaram um tempo sem se falar?

– Muitas, mas dessa vez é diferente e você sabe. — eu estava me roendo de curiosidade, mas não disse nada.

– Tente conversar com ela, por mim. — minha mãe respirou fundo e levantou da mesa.

– Harry, você sabe para onde sua mãe possa ter ido? — perguntou ela.

– Escritório do meu pai. — falou automaticamente sem nem levantar a cabeça.

– Muito obrigada! — falou e saiu decidida com os pés firmes.

– O que aconteceu com ela? — perguntei diretamente para o meu pai que sorria.

– Orgulho, já vai passar. — falou levantando também.

– E só sobrou nós... — falou Harry passando a mão delicadamente pelo meu cabelo.

– E eu, não esquecem de mim! — falou Tiago apontando o garfo na nossa direção.

– Desculpe, Tiago. Eu não vou esquecer de você, aliás, eu quero te fazer um convite. — falei e Harry me encarou alerta.

– O que você vai fazer? — perguntou ele chocado, e eu o ignorei.

– Tiago, você quer sair com a gente hoje? — perguntei e o rosto do menino se iluminou.

– Com vocês? Sozinho com vocês? — perguntou animado.

– Isso mesmo, você quer? — enquanto Tiago estava animado, Harry parecia que ia colocar a comida pra fora.

– Claro que quero! Que horas nós vamos? Que roupa eu tenho que colocar? Eu posso ir no banco da frente? Eu... — eu o interrompi rindo.

– Calma, Tiago. Respira! Quando for 17 hrs passamos no seu quarto para te buscar, tudo bem? — perguntei e ele sorriu.

– Perfeito! — ele saiu correndo em direção ao seu quarto.

– Por que... você... fez... isso? — perguntou dando pausas dramáticas na frase e eu rolei os olhos.

– Ah, por favor. Seu irmão é uma gracinha, e deve ser horrível pra ele ficar trancando em casa o dia todo, todo dia. — falei levantando.

– Clary, por favor, ele vai querer toda a sua atenção e vocês dois vão me ignorar totalmente.

– Então o problema é o ciúme? — perguntei andando em direção ao meu quarto com Harry atrás.

– Eu não estou com ciúme do você com Tiago. — falou em tom debochado.

– Eu não disse isso. — falei subindo as escadas.

– Você acha que eu estou com ciúme do Tiago com você? Por favor, Clary, eu não estou com ciúmes de você! — tínhamos chegado no meu quarto e eu me virei para encará-lo.

– Está sim, e isso é muito fofo! Por favor, Harry, vai ser uma noite divertida, okay? Mas agora nós vamos sair! — dei um beijo rápido em seus lábios e pisquei.

– Ainda não estou feliz com isso, mas como vamos sair agora sozinhos, eu aceito. — falou sorrindo.

– Ótimo! Agora vai se arrumar! — falei e ele fez uma pequena reverência me fazendo rir.

Seria uma tarde e uma noite engraçada e divertida, e eu mal podia esperar.

Notas finais
Eu tenho certeza que vocês vão mandar reviews, né? Amo vocês! Beijoooos de caramelo!