Paixão Além da Coroa 3 - O Amor Atravessa Gerações
10 Capítulo 10
Notas iniciais
>>o Ponto de vista: Angelina
– Você vai deixar de ser orgulhosa e vai conversar com a Ana. — falou Ed pela milionésima vez.
– Não vou, se ela quiser que venha conversar comigo.
– E você tem quantos anos? Doze? Vocês duas já são adultas, resolvam as coisas como tal.
– Edward, eu não vou lá conversar com ela. — falei e alguém bateu na porta.
– Com licença. — era ela, Ana.
– Pode entrar! — falou Ed, eu estava em pé encarando a janela atrás da mesa dele.
– Angie, eu posso conversar com você? — perguntou ela, eu ainda não tinha virado para encará-la.
– Eu não sei... — comecei, mas Ed interrompeu.
– Angie, deixa de ser criança e conversa com ela! — eu me virei para encará-lo.
– Ed, eu não estou pronta ainda! — falei batendo o pé e ele levantou da cadeira, caminhou tranquilamente até a porta.
– Se você quer agir como criança, vou te tratar como uma. — falou e saiu. No começo não entendi, mas quando corri pra porta, ela estava trancada.
– Edward Brian Termópolis Poole Lewis, abra essa porta agora! — exigi visivelmente alterada!
– Não vou abrir até que vocês tenham feitos as pazes! — falou se divertindo com a situação! Idiota!
– Então vai ficar aí a vida toda! — falei esmurrando a porta e ele estava rindo.
– Angelina, não seria mais fácil se você falasse com a Ana?
– Mais fácil pra quem? — perguntei chateada quase desistindo.
– Vai logo, Angie. — falou sério e eu suspirei. Pela primeira vez eu encarei a Ana, ela parecia estar se divertindo com a situação.
– Muito bem, você quer conversar? Vamos conversar! — eu sentei na cadeira de Ed e esperei.
>>o Ponto de vista: Clary
– Você está linda! — falou Harry assim que eu abri a porta pra ele. Eu estava vestindo um vestido bege soltinho, sobretudo também bege, boina de lã de topo de cabeça nude, meia calça bege, oxford marrom e bolsa marrom escuro.
– Obrigada! Você também! — Ele estava vestindo calça preta, blusa branca e casaco de lã vermelho, sapato preto.
– Muito obrigado! Agora vamos! — falou fechando a porta atrás de mim.
– Não esqueça que ás 17 hrs a gente tem que pegar o seu irmão.
– Ah, por favor, Clary eu não quero que ele fique com a gente.
– Harry, é só uma noite! Ele precisa se divertir também! — falei e ele revirou os olhos a contragosto.
– Ainda não estou feliz com isso. Mas agora onde vamos? — perguntou e eu sorri.
– Hyde Park, tenho vários planos pra gente lá. — falei e ele pegou minha mão.
– Parece divertido!
– E vai ser, mal posso esperar! — falei animada.
>>o Ponto de vista: Ana
Angie estava sentada na cadeira de Ed me encarando e pela primeira vez eu vi a rainha que tinha se tornado. Ela vestia um blazer marfim sob medida e uma blusa branca de seda, seus olhos transbordavam seriedade e seus lábios estavam rígidos, ela se sentava de forma ereta, e duas mechas do cabelo estavam presos para trás. Angelina mostrava a mulher firme, séria e importante que tinha se tornado e eu estava muito feliz por ela.
– Vamos Ana, você queria falar comigo. Pode começar! — falou ela juntando as mãos em cima da mesa.
– Angie, eu queria pedir desculpas. Eu não falei por mal, eu juro...
– Não jure! — falou apenas. — Por favor, não jure.
– Tudo bem, eu só queria dizer que você me entendeu errado! — falei e ela suspirou.
– Então explique, por favor!
– Angie, eu vou ser bem sincera com você. O Ed sempre será o meu grande E Se... Mas eu amo o Lucas muito e ele é o homem da minha vida, amo a Clary mais do que a mim mesma. E por isso eu tenho medo por ela, porque eu já estive no lugar dela. Eu já me apaixonei loucamente por alguém que eu não imaginaria ter nunca, eu me vi em um sonho infantil, sabe? Toda menina já sonhou em ser uma princesa e de repente lá tinha um príncipe na minha frente. Eu sei o que é está deslumbrada com uma vida que parece ser maravilhosa, Angie. Mas assim como ela eu não via as consequências disso, eu não via a responsabilidade, a pressão... Angie, eu estava errada em não apoiá-la, e eu vou pedir desculpas para ela, vou conversar e falar todos os prós e contras da sua escolha. Mas por favor, entenda que eu tive medo e fui muito covarde para admitir e deixar que ela ande com as próprias pernas. Obrigada por me abrir os olhos! Você é minha melhor amiga e eu não quero brigar com você! Perdoa-me! — por um momento Angie parecia processar tudo o que eu tinha dito, mas depois sorriu.
– Ana, aceito suas desculpas, é claro, mas eu também quero pedir desculpas. Eu não deveria me meter na vida deles, eu devia pensar na Clary também, mas é que Harry é o meu protegido. Eu vejo nos olhos dele a confusão mental que eu senti no momento que decidi ser a rainha, eu vejo o desespero e a vontade de fazer o que é certo. E eu vi isso tudo se dissipar no dia que ele saiu com a Clary, assim como aconteceu quando eu viajei para Paris com o Ed. Naquele momento eu senti um calor no peito, sabe? Eu percebi que o meu filho achou um jeito de escapar de tudo isso, mas ele assim como eu era muito orgulhoso para admitir, então resolvi dar um empurrãozinho esquecendo de você, da Clary e pensei só no Harry. Desculpa por isso Ana, e eu também tenho que pedir desculpas para Clary. E sabe de uma coisa, as mães tem a tendência de esquecer do mundo e pensar só em seus filhos, mas elas não estão erradas porque se não forem elas, quem mais pensaria? — ela levantou e me abraçou, estávamos em lágrimas, e ficamos assim até que Ed abriu a porta.
– Muito bem, finalmente! Está tudo resolvido? — falou ele sorrindo.
– Está sim, amigas de novo! — falou Angie e ele riu.
– Perfeito! Agora Ana, Lucas está a sua procura. Está te chamando pra sair, eu acho. — falou e eu sorri.
– Está bem, estou indo! — saí dali com o coração aliviado.
>>o Ponto de vista: Clary
– O que você pretende fazer primeiro? — perguntou Harry estacionando o carro.
– Não sei. — falei e ele me encarou surpreso.
– Você não disse que tinha planos?
– Disse, mas estou cansada de planejar tudo. Quer saber? Vamos fazer o que a gente quiser! Sem planos! — falei e ele me beijou.
– Adorei! — falou baixinho no meu ouvido fazendo meu corpo estremecer.
– Então vem! — falei saindo do carro.
Andamos de mãos dadas esquecendo que tinha pessoas nos olhando e apontando, assim que passávamos na frente de alguém ela parava e fazia uma pequena reverência, depois voltava a andar como se nada tivesse acontecido.
– Você acha normal isso? As pessoas fazerem isso? — perguntei e ele deu de ombros.
– Acho, porque as pessoas fazem isso pra mim desde que eu me entendo por gente. Então você se acostuma!
– Eu não me acostumaria! — falei e ele me encarou.
– Depois de um tempo você acharia normal! — falou, mas antes que eu pudesse responder avistei algo que me fez sorrir.
– Harry, vem aqui! — falei correndo e ele veio atrás.
– O que foi? — perguntou curioso, mas depois percebeu.
– Vamos, Harry? Por favor! — falei apontando pra frente. Encarávamos um pintor amador que estava pintando a paisagem a sua frente.
– Tudo bem, vamos lá!
– Com licença! — chamei e o homem olhou de relance.
– Sim. — falou sem olhar pra gente.
– Será que poderia pintar um retrato nosso? — perguntei e ele finalmente nos encarou e ficou sem reação quando viu o Harry.
– Ah claro, desculpe! — falou fazendo uma reverência um tanto exagerada para ele.
– Tudo bem! — falou Harry pegando minha mão e ficando de frente pra mim.
– Como quer a foto? — perguntei e ele deu de ombros.
– Não sei, o que sugere? — perguntou diretamente para o pintor.
– Sejam espontâneos, fiquem de frente um para o outro e conversem que eu vou fazer a mágica. — falou sorrindo e foi o que fizemos.
– Quer falar sobre o que, Harry? — perguntei e ele deu de ombros.
– Tem alguma ideia?
– Eu perguntaria se tivesse? — falei e ele riu.
– Como eu vou saber o que se passa na sua cabeça?
– Você não gosta de mistérios?
– Foi uma pergunta retórica?
– Não ficou claro?
– Eu estaria perguntando se soubesse?
– Como eu vou saber o que se passa na sua cabeça? — falei e ele riu, me fazendo rir também.
– Não pode usar a minha frase contra mim, Clary. — falou entre risos.
– Claro que posso, esse jogo só tem uma regra que é falar só com perguntas e isso foi uma pergunta. Então eu ganhei, está 2x2.
– Eu vou virar esse jogo!
– É o que veremos, Clarisse! — falou sério me fazendo gargalhar. Estávamos de mãos dadas um de frente pro outro rindo muito, pelo canto do olho percebi que as pessoas olhavam e reconheciam. Alguns fotógrafos tiravam fotos, ou seja, amanhã eu seria conhecida pelo mundo como a namorada do príncipe da Inglaterra.
– Harry, estão tirando foto da gente. — falei e ele olhou a nossa volta.
– Estão mesmo! — disse apenas.
– Vão falar que a gente está namorando e quando eu voltar pro Brasil eu vou ter que responder muitas perguntas.
– Se perguntarem como é o meu beijo, você fala que foi o melhor da sua vida. — eu comecei a rir mais ainda.
– Eu estou falando sério, Harry. Eu não gosto de chamar atenção!
– Clary, esquece isso por um momento! Viva o presente, okay? Depois você pensa nisso! — falou e eu assenti.
– Tudo bem.
– Pronto! Espero que vocês gostem! — falou o pintor e nós fomos ver o quadro. Assim encarei a pintura fiquei sem fala, estava linda! Eu e Harry estávamos rindo, mas nossos olhos estavam focados um no outro. Nós estávamos em preto e branco enquanto a paisagem a nossa volta estava colorida.
– Ficou linda! — falei sem tirar os olhos da imagem.
– Ficou deslumbrante, quanto vai custar? — perguntou Harry.
– Não vou cobrar, considere um presente meu para o príncipe e a sua nova namorada.
– Eu não sou a namorada dele! — falei sem graça.
– Mas deveria ser, se me permiti dizer, percebe como vocês se olham de um jeito apaixonado. — falou e eu percebi ficando cada vez mais constrangida.
– Obrigada assim mesmo e eu vou anotar sua sugestão. — falou Harry pegando a pintura.
– Vamos levar para o carro? — perguntou e eu apenas assenti sem responder.
Eu estava pensando no que aquele pintor disse, será que eu estava apaixonada a ponto de perceber pelo olhar?
– Clary, eu estou falando com você. Está me ouvindo? — perguntou Harry me encarando, nós já estávamos no carro.
– Desculpe, o que você disse? — perguntei.
– Eu perguntei o que você estava pensando?
– Eu estava pensando no que o pintor disse.
– E a que conclusão chegou?
– Nenhuma por enquanto. — falei
– Então para de pensar nisso! Esquece, porque a cada dia que se passa fica mais perto a sua volta.
– Eu vou tentar! — falei.
– Ótimo, agora vamos continuar o nosso passeio. — falou e pegou minha mão, Harry apertava ela de um jeito firme, mas não estava me machucando.
– O que vamos fazer agora? — perguntei e ele me encarou.
– Eu tenho uma ideia. Vamos apostar corrida. — falou e eu sorri.
– Você vai perder feio, até aonde? — perguntei
– Até aquela árvore torta. — apontou.
– Aonde? — perguntei e quando ele ia explicar de novo eu saí em disparada. Eu ouvi as suas risadas ao fundo.
Eu tinha alguns segundos de vantagem, mas não foi o suficiente porque rapidamente ele me alcançou e eu tive que apressar o passo. Quando ele ia vencer, eu me joguei por cima dele e ele caiu, fazendo com que eu vencesse.
– Isso não é justo! — falou Harry levantando.
– Você não disse que tinha regras. — falei e ele riu.
– Você não deu chance, eu nem tinha terminado de falar e você já estava correndo.
– Oh, desculpe Sir Harry, o Certinho. — falei de um jeito debochado.
– Tudo bem, mas se você não tivesse pulado em mim eu teria vencido.
– Esquece isso. Vem, vamos andar! — falei puxando sua mão.
– Eu não vou deixar isso impune, Rodrigues. — falou me fazendo rir.
– Quem disse pra você o meu sobrenome? — perguntei.
– Eu ouvi minha mãe falando uma vez. — estávamos caminhando devagar de mãos dadas.
– E qual é o seu nome todo? — perguntei e ele riu.
– Harry Brian Termópolis Poole Kyle Bittencourt Lewis. — eu arregalhei os olhos e o encarei.
– Sério? Por que tão grande? — falei e ele riu mais.
– Porque eu tenho que carregar o nome de todas as famílias que passaram pela família real.
– Então tem poucos nomes. — falei.
– É que de seis em seis gerações, o rei escolhe os nomes que seu filho vai ter.
– Ah sim, e você vai escolher o nome do seu filho?
– Sim, meu filho vai ter no máximo dois sobrenomes. É muito complicado aprender isso tudo quando se é criança.
– Imagino.
Ficamos em silêncio por um momento e eu comecei a prestar atenção na paisagem a minha volta. Tinha começado a nevar e obviamente, o frio tinha aumentado, eu cheguei mais perto de Harry para me aquecer e ele me abraçou.
– Não gosta do frio? — perguntou.
– Gosto, mas quando eu estou debaixo do cobertor, vendo filme, segurando um copo de chocolate quente. — falei e ele sorriu.
– Com alguém?
– Claro, por que não?
– Isso é um convite?
– Pareceu um?
– Não é óbvio?
– Por que esse interrogatório? — perguntei sorrindo.
– Você ainda não percebeu?
– Você quer ver um filme comigo?
– Só entendeu agora?
– Por que você quer ir embora?
– Eu achei que você estivesse com frio. — falou Harry, depois tapou a boca.
– Isso não foi uma pergunta. — falei rindo.
– Droga, eu não acredito.
– 3x2, querido. Eu virei esse jogo.
– Isso não vai ficar assim por muito tempo. Mas você vai querer ir embora?
– Por enquanto, não. Eu quero caminhar mais um pouquinho!
Eu olhava todas as pessoas a nossa volta, casais passeavam abraçados, amigos riam, e uma coisa me achou atenção. Uma menininha devia ter cinco anos, estava ajoelhada no chão e encarava a árvore a sua frente.
– Olha, Harry. — falei baixo apontando.
– Que foi? — perguntou curioso.
– Olha aquela garotinha, o que será que ela está encarando?
– Não sei, Clary. Ela parece está olhando pra árvore.
– Eu vou lá, estou curiosa. — falei indo em direção a ela e Harry veio atrás.
– Hello. – falei chegando perto dela e ela me encarou.
– Hi. – respondeu com um sorriso.
– What's your name? – perguntei.
– Is Rachel.
– Nice to me you, Rachel. My name is Clary and it's Harry.– falei apontando e ela levantou.
– The prince. – falou fazendo uma reverência engraçada.
– Nice to me you, Rachel. – falou Harry ajoelhando pra ficar na altura dela, e ela o abraçou.
– Minha mãe disse que você vai ser o rei da Inglaterra, é verdade? — perguntou ela curiosa.
– Quantos anos você tem, Rachel? — perguntou Harry.
– Eu tenho quatro, mas pareço ser mais velha.
– Parece mesmo. E sim, eu vou ser o rei. — falou ele sorrindo pra ela.
– Eu posso falar 'pa as pessoas que eu te conheci? — perguntou baixinho e Harry riu.
– Claro que pode.
– Obrigada! E essa moça é sua namorada? — perguntou "cochichando", já que eu consegui ouvir.
– Ainda não, mas o que você achou dela? — perguntou Harry no mesmo tom.
– Ela é bonita e simpática, pode ser nossa rainha. — respondeu. Eu sorri sem conseguir me controlar com a naturalidade com que ela falava.
– Tudo bem, então. Eu vou conversar com ela! — falou ele e piscou pra ela. Rachel sorriu e piscou pra ele também.
– Rachel, o que você estava olhando quando a gente chegou? — perguntei e ela se virou pra mim.
– O floquinho de neve que está no galho da árvore, sozinho. — falou e apontou.
– Mas por que você estava encarando logo esse floquinho?
– Porque ele está quase caindo do galho, mas não cai. Ele está aguentando firme.
– E isso te chamou atenção?
– Clary, o floquinho mesmo com muito chance de cair continua tentando se manter na árvore! — falou sorrindo.
Eu encarei o Harry que encarava a árvore, ele parecia se ver naquele floquinho e eu voltei encarar a Rachel que abraçou seu pescoço.
– Alteza? — chamou e ele olhou pra ela. — Você acha que esse floquinho vai aguentar ou vai cair?
– Sabe, Rachel, ás vezes é muito difícil você se manter no lugar e não cair, mas nem sempre depende de você.
– Então mesmo que ele queira ficar, não depende só dele?
– Exatamente! — falou Harry encarando o floquinho de neve que se mantinha na ponta do galho.
– Rachel, Rachel! — chamava alguém e ela levantou a cabeça.
– I'm here, mom! – gritou de volta. A mãe de Rachel correu desesperada quando viu que ela estava agarrada com alguém.
– Rachel, what is this?– perguntou nervosa, até que viu quem era. — Alteza?
– Hello! – falou ele sem graça. A mãe dela fez uma pequena reverência e se abaixou do lado do Harry.
– Rachel, o que está acontecendo?
– O príncipe e a menina que ainda não é a namorada dele vieram falar comigo. — falou sorrindo.
– My name is Clary! Nice to me you!– falei esticando a mão e a mãe dela apertou.
– Lílian. Nice to me you, too.
– Nós já estamos indo, Lílian. Sua filha é uma graça! Parabéns! — falei e ela sorriu.
– Obrigada! Dê tchau para o príncipe, Rachel.
– Goodbye, prince. And good lucky with your girlfriend. – falou ela baixinho e Harry riu.
– Thanks, Rachel. You're one precious girl! Goodbye! – Harry abraçou ela de novo e nós fomos embora.
Caminhamos um pouco em silêncio, eu senti que Harry precisava pensar no que tinha acabado de acontecer. Embora parecesse uma bobagem, tenho certeza que Harry se viu naquela situação infantil. Ele andava do meu lado com as mãos no bolso e um olhar preocupado.
– Harry, você está bem? — perguntei e ele olhou pra mim.
– Ainda não sei.
– A Rachel mexeu com você, não é? — perguntei e ele me abraçou. E ficamos assim abraçados por um tempo sem falar absolutamente nada, só sentindo o calor do corpo um do outro. E ainda nevava!
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