Notas iniciais
Genteee, estou com saudade de vocês já! Espero que vocês gostem, viu? Beijooos de mel!

>>o Ponto de vista: Clary

Eu estava muito nervosa com a tal conversa, eu não sabia o que pensar, o que sentir, o que fazer e isso estava me matando por dentro.

– Bom, pode começar. — falei e Harry sorriu.

– Por onde você quer que eu comece? — perguntou.

– Pode ser bem direto. — eu o encarava e ele me encarava de volta. Por um momento tentamos jogar a vergonha para escanteio e sermos totalmente sinceros um com o outro.

– O que você quer, Clary? — perguntou e eu respirei fundo.

– Talvez um pouco menos direto. — Harry sorriu, mas se manteve firme.

– Por favor, Clarisse seja sincera. — falou e eu olhei para o lado.

– Eu ainda não sei, Harry. Eu já falei que embora eu queira te beijar, e eu quero não me entenda mal, mas eu não sei se posso ou devo.

– Por quê? Eu não consigo entender.

– Harry, eu conheço o seu tipo. Vocês só querem o prêmio, beijar a garota difícil, depois mostrar pra todo mundo que conseguiu. E eu percebi que você é um garoto legal, embora seja um idiota com as garotas.

– You love me. — murmurou e eu sorri.

– Além do mais eu não quero me apaixonar por um futuro rei, ser rainha de um país não estava nos meus planos. — falei e ele abaixou a cabeça.

– O engraçado é que várias garotas sonham com esse cargo.

– Mas eu não sou uma delas. — Harry riu sem humor.

– Entendi o seu dilema, mas o que você está sentindo em relação a mim agora? — perguntou e eu fechei os olhos.

– Eu não sei, Harry. Tudo está tão confuso na minha mente!

– Eu entendo. — eu abri os olhos e ele estava olhando pro nada.

– E o que você sente em relação a mim, Harry? — falei baixinho, talvez temendo a resposta. Por um tempo ele não respondeu, e a ansiedade estava quase me enlouquecendo.

– Eu ainda não sei, Clary. Mas eu quero muito saber, mas de uma coisa eu tenho certeza. Você não é só uma amiga, muito menos uma garota qualquer.

– Então são duas coisas. — falei sem pensar, e ele riu.

– Você ouviu o que eu disse?

– Ouvi sim, e eu entendi. Só não sei como agir diante disso. — falei e ele chegou mais perto.

– Você pode ao menos uma vez na vida parar de tentar controlar tudo? — perguntou e eu sorri.

– Eu não consigo.

– Então deixa que eu faço isso pra você.

Nossos lábios encostaram suave e lentamente um no outro. Eu fechei os olhos quase imediatamente, e senti meu corpo relaxar.

– Se você me pedir pra te beijar, eu beijo. — falou Harry bem baixinho com a respiração parcialmente controlada.

– Me beija. — falei automaticamente, antes que eu mudasse de ideia e ele beijou.

Dessa vez eu estava esperando, e queria. Sua língua escorregou pra dentro da minha boca de um jeito gentil, mas apressado. Eu segurei seu cabelo e o puxei mais pra perto, Harry colocou as suas duas mãos na minha cintura e me puxou também. Íamos em um ritmo programado e automático, como uma dança. Agíamos devagar, embora meu corpo estivesse queimando por dentro e eu o desejasse. A única coisa que se passava na minha mente era por que eu não tinha o beijado antes.

Como um beijo te faz relaxar e te deixa elétrica ao mesmo tempo? Não fazia sentido, mas também não estava reclamando. Eu nunca tinha entendido a expressão "borboletas no estômago" até agora, porque era isso que eu sentia. Parecia milhões de borboletas voando pelo meu estômago, cada parte do meu corpo parecia derreter e ao mesmo tempo eu lutava para controlar a minha respiração que insistia em acelerar.

– Harry, eu preciso mesmo respirar. — falei e ele sorriu.

– Desculpe! — eu o encarei. Seus olhos estavam quase sorrindo, e o meu coração sambava no meu peito. Ele tinha que ter olhos azuis.

Nos encaramos por um momento e de repente começamos a rir fazendo todo o nervosismo e ansiedade se esvair do meu corpo. Eu estava de corpo e alma ali.

Porém rapidamente algumas questões começaram a surgir na minha mente, me deixando quase tonta e eu parei de rir.

– O que aconteceu? — perguntou Harry e eu o encarei.

– Harry, eu não sei o que isso quer dizer.

– Isso, o que?

– Nós, o beijo. Eu não sei como agir, até porque eu vou embora daqui a um mês, você vai voltar pra sua vida e eu pra minha.

– Clary, por favor, não faça isso.

– Não faça o que?

– Não planeje! Esse vai ser o objetivo das suas férias, não planejar. Deixe as coisas acontecerem!

Eu parei pra pensar se isso realmente ia valer a pena, já que raramente eu não planejava. Se bem que Londres não estava nos meus planos, e por enquanto está sendo mais que incrível.

– Por que não? Afinal, quem não gosta de surpresas?

Harry sorriu, mas não pode responder porque foi interrompido com uma batida na porta.

– Quem será? — perguntou curiosa e receosa.

– Eu vou ver quem é. — falou levantando. Eu estava sentada no sofá esperando com certo medo de quem podia ser.

– Olá, Clary. — falou alguém atrás de mim. Era a rainha, Angelina.

– Olá. — falei constrangida e levantei.

– Vocês arrumaram uma confusão e tanto. — para minha surpresa, ela estava sorrindo.

– Desculpe mesmo, mas eu... — comecei, mas ela me interrompeu.

– Não precisa explicar, eu já entendi. Agora, Harry, você pode pegar as coisas de vocês lá em cima? — perguntou e ele olhou pra mãe, depois pra mim com certa curiosidade.

– Tudo bem. — falou apenas. Assim que ele terminou de subir as escadas, ela sentou no sofá e sinalizou para que eu sentasse também.

– Vamos falar em português, Clary, porque eu não quero que Harry ouça.

– Como quiser. — falei agora com muito medo.

– Eu só quero que você me responda uma pergunta: Vocês dois se beijaram? — eu estava surpresa.

– Como? — perguntei sem acreditar no que tinha ouvido.

– Você ouviu.

– Por que a pergunta?

– Vamos, Clary, responda. Eu estou curiosa, e sei que você provavelmente vai querer contar pra alguém, mas tem medo de parecer metida, e se contar pra sua mãe, ela morre. Então, fale comigo. — falou e eu estava chocada, confesso. Mas, eu não sei como, ela tinha razão.

– Ah Angie, eu estou tão confusa. — comecei — Eu o beijei, mas tenho medo. O beijo foi bom, na verdade, foi maravilhoso. Nunca tinha sentido nada igual, mas fico dividida entre isso e o fato de que eu vou voltar ao Brasil daqui a um mês.

– Entendo. — falou apenas e eu joguei minha cabeça pra atrás para encarar o teto.

– O que eu faço, Angie?

– Pare de pensar. — falou e eu a encarei.

– Como assim?

– Você pensa demais. Acredite em mim, se eu pensasse demais como você, hoje eu não seria a rainha.

– Então a sua solução é que eu paro de pensar nisso e deixe as coisas acontecerem?

– Exatamente. Faça isso, minha querida, e no final desse mês você fale comigo e me diga se ficou arrependida. Combinado?

– Combinado. — falei sem nem pensar e ela riu.

– Perfect.

–What's perfect? – perguntou Harry com as nossas coisas no final da escada.

– So sorry, son. But it's secret! – falou Angie e piscou pra mim. — Right now, let's go meu casal preferido.

– What you say in portuguese?

– Nothing, son, nothing.– Harry encarava a mãe com muita curiosidade, me fazendo rir.

– Vamos, Harry. — falei pegando algumas sacolas da sua mão.

– Mas eu só peguei nossas roupas e o cobertor.

– Não tem problema, o resto eu peço para pegarem depois, só vamos embora logo antes que a Ana tenha um infarto. — falou Angie sorrindo. Embora isso me deixasse um pouco preocupada, eu estava me sentindo bem.

– Será que ela vai me matar? — perguntei e Harry riu.

– Se sua mãe vai te matar eu não sei, mas que meu pai vai me matar de tédio, com certeza. Eu vou ouvir o maior sermão da minha vida. — falou rindo.

Angelina deixou a gente ir no carro que tínhamos ido, enquanto ela ia no carro real, o que foi melhor porque fomos cantando, rindo e imaginando as formas que os nossos pais usariam para nos matar.

>>o

– Pronto, chegamos! — falou Harry assim que passamos pelos portões do palácio.

– Não estava nem um pouco ansiosa. — falei e ele riu.

Angelina tinha ido à frente, então quando estacionamos ela já tinha entrado provavelmente ido chamar os nossos pais, o que não nos deixava animados. Adentramos o salão e ouvimos uma música conhecida, mas eu não conseguia identificar.

– De onde tá vindo isso? – perguntei e ele sorriu.

– Eu tenho certeza que minha mãe tem haver com isso. – falou jogando a mochila em um canto.

– O que foi, Harry? – ele pegou a minha bolsa e jogou do lado da dele.

– Vem, vamos dançar. – falou oferecendo sua mão.

– Eu não sei dançar valsa. – falei sinceramente, mas aceitei sua mão assim mesmo.

– É muito simples, quem conduz sou eu.

Eu segurei sua mão meio relutante, mas ele estava firme. Harry colocou uma mão na minha cintura, e eu tentava acompanhar os seus passos olhando pro chão.

– Clary, você tem que olhar pra cima. Pra mim! – falou e eu o encarei. Seus olhos estavam me fitando, e eu fiquei ligeiramente constrangida.

– Por que sua mãe colocaria uma música pra gente dançar? – perguntei curiosa e ele riu.

– Eu tenho um palpite, mas não tenho certeza. – falou apenas.

– Ainda estou curiosa. – falei e ele apenas levantou meu rosto.

– Clarisse, encare o meu rosto apenas. Você tem que sentir a música, segue os meus passos. – eu estava nervosa, mas me deixei levar. Mesmo assim eu pisei no pé dele, milhões de vezes.

– Não dá, Harry. Eu não nasci pra isso! – falei frustrada, mas ele apenas riu.

– Eu vou te ajudar! – Harry me levantou e eu fiquei em cima dos seus pés.

– Assim não é trapaça? – perguntei.

– Não, necessariamente. Eu estou te apoiando, e tenho todo o direito.

Nós rodopiamos pelo salão e eu o encarava fixamente, confesso que estava (ligeiramente) admirada. Harry estava mostrando uma delicadeza e cuidado que eu não conhecia. Depois ele me botou no chão e me girou. Com a mão que estava livre, me puxou e me beijou. Na hora eu me apoei nele antes que caísse porque o meu corpo estava derretendo.

>>o Ponto de vista: Angelina

– Onde eles estão? – perguntou Ana andando, quase correndo.

– No salão principal. – falei e ela saiu correndo.

– Ela não aprende nunca? – perguntei e Lucas sorriu.

– Ela estava preocupada, perdoa. – falou seguindo a esposa, enquanto eu andava devagar ao lado de Edward.

– Eu pensei que você não fosse tirá-los de lá. – falou Ed no meu ouvido.

– Eu não ia, mas eu tive algumas ideias. – falei e ele rolou os olhos.

– Angelina, por favor, a Ana não tem o coração tão forte.

– Edward, eu sei o que estou fazendo.

– Eu espero mesmo!

Mal chegamos à entrada, e lá estavam Ana e Lucas parados encarando algo que eu já sabia o que era.

– O que aconteceu? – perguntou Ed e Lucas apontou.

– Nossos filhos estão se beijando. – falou e eu sorri. Ed olhou pra mim pelo canto do olho, ele já sabia que era culpa minha.

– Eu aposto que tem dedo seu nisso, Angelina. – falou Ana apontando pra mim.

– Não bote a culpa em mim, Ana. Eu não obriguei ninguém a se trancar dentro de uma casa longe dos nossos olhos. – falei e ela me puxou pelo braço para um canto.

– Angelina, eu te conheço. E eu tenho certeza que você planejou alguma coisa para eles ficarem juntos. – falou ela em português, com a voz levemente alterada.

– Ah, Ana, por favor. Sejamos racionais! Harry é complicado, eu sei, mas tem seus encantos e sua filha é linda, simpática e encantadora. As coisas acontecem.

– Angie, eu quero que você entenda uma coisa. Eu não quero que minha se meta com a política, ouviu? Ela ainda é uma criança pra mim e para lei do Brasil. Não quero que ela se envolva com seu filho.

– Se você não percebeu, você não tem mais escolha. – falei apontando pra frente. Clary e Harry estavam dançando e rindo, e se beijaram de novo sem perceber que eu estava quase sendo ameaçada de morte do outro lado do salão.

– Eu posso arrastar Clarisse daqui em dois segundos, você quer ver? Eu não sei o que você estava planejando, Angelina. Mas quando eu decidi arrastá-la pra cá, eu nunca tinha imaginado que ela ia ter alguma coisa com o Harry. – Ana não olhava mais pra mim, e sim para a parede. Edward e Lucas discutiam alguma coisa.

– Ana, não acho isso justo. A sua mãe deu o apoio necessário quando você decidiu que ia sair com um príncipe, e eu tenho certeza que ela sabia dos riscos e no que isso custaria.

– Mas, essa história não acabou bem, acabou? Porque eu não sou a rainha aqui, certo? – as palavras dela me acertaram em cheio e eu dei um passo para trás surpresa.

– Então o problema está em você não estar com o Edward? Sério? Depois de vinte anos? – Ana arregalou os olhos e se aproximou.

– Angie, eu... – mas eu a interrompi.

– Eu vou acabar com isso, então. – eu saí batendo o pé, mas Edward segurou o meu braço.

– O que você está fazendo?

– Resolvendo as coisas para a minha amiga. – falei carregando todo o veneno que consegui na palavra “amiga”.

Lucas tomou a dianteira e caminhou na minha frente.

– Olá, queridos. – falou apenas e eles se assustaram, Clary congelou na hora e Harry conseguiu ficar mais branco do que já era.

– Pai, eu... – começou a Clary, mas o Lucas sinalizou pra ela parar.

– Clary, eu não quero conversar com você aqui, ok? E Harry, acho que seus pais querem falar com você. – falou ele apontando pra trás.

– Tudo bem, a gente se vê depois? – perguntou Harry pra Clary e ela assentiu sorrindo.

Harry andou na nossa direção sem pressa, embora ele demonstrasse preocupação, seus olhos mostravam ansiedade e até alegria.

– Vamos ao escritório do seu pai? – perguntei e ele concordou.

– Vamos, né? – falou meio sem jeito.

Antes de sair do salão eu vi a Ana me encarando de longe, eu estava chateada com ela e gostaria de algumas explicações. Mas nem tão cedo, porque no momento eu tinha que dar uma de mãe e não sei se me sairia bem.

Notas finais
Que tal? *-* Reviews, né? Até a próxima!