Painting Flowers
13 Parte 3 - You Shook Me All Night Long
O álcool fazia sua mente zumbir. Ou era o que dizia para si mesmo.
Ele não conseguia respirar com sua boca sempre ocupada, ou estava beijando Alfred ou seu corpo, e eles rolavam na cama abusando de um espaço inexistente. Algo caiu da cômoda e eles riram. Os dois eram uma bagunça, e Arthur não se lembrava de já ter sido tão feliz assim.
Alfred abriu as gavetas desajeitadamente, até achar a que tinha o que procurava, provavelmente lubrificante e camisinhas.
— Que clichê – murmurou Arthur, sorrindo.
— Tenho que estar sempre pronto pra você.
Arthur riu enquanto sentia suas pernas serem afastadas, o jeans do americano roçava em suas coxas e apesar do escuro ele jurava conseguir ver os olhos azuis o encarando. Fosse o que fosse, ele encarou de volta quando sentiu um dedo escorregadio entrar em seu corpo.
Não houve paciência ou delicadeza, Alfred o penetrava rápido, aumentando a quantidade de dígitos sem avisar.
— Ah… a-ah! — suspirou quando os três pararam de bombear e passaram a ondular dentro de seu corpo, preparando-o com pressa. América o prendia contra a com uma única mão em seu quadril e puta merda se aquilo não era algo saído de um sonho.
Quase conseguia sentir o olhar presunçoso do filho da puta quando acertou sua próstata. As costas de Arthur arquearam pra fora da cama e o som que ele fez com certeza acordou um vizinho.
— Por que a… ah… a demora? — sorriu. — Tentando, hmm… compensar alguma coisa?
Os dedos sumiram.
— Você está convencido demais pra alguém que não vai conseguir andar amanhã.
Não conseguia ver o que o americano estava fazendo, mas pelo som ele estava se preparando. Agarrou o pescoço dele e o puxou para baixo, olhando-o nos olhos.
— Você é cheio de merda, Alfred.
Sua cabeça bateu no travesseiro e duas mãos o prendiam contra o colchão quando Alfred – finalmente – o penetrou. Mesmo com a camisinha ele conseguia sentir o calor o preenchendo perfeitamente. Talvez América fosse mesmo bom de cama, ou talvez fosse só por ser ele.
Arthur queria se mexer contra ele, mas estava trancado ali. Era tão frustrante não ter o controle, e tão maravilhosamente perfeito que ele queria chorar. Alfred o fodia com tanta vontade que pagaria para poder ter um espelho ou luz ali, tudo para ver aqueles músculos maravilhosos se ondulando contra ele.
— Aposto que ninguém nunca te fodeu tão bem.
O britânico não conseguia responder, os sons que saíam da sua boca fariam um padre entrar em combustão espontânea. Nem ele sabia que conseguia soar tão igual a uma prostituta. Graças a deus ele estava bêbado demais para se envergonhar dos agudos.
A cada estocada, prazer parecia substituir seu sangue e ele arranhava os ombros de Alfred. Podia não conseguir ver, no entanto que ele fosse pro inferno se não aproveitasse cada segundo pra enfiar as unhas nos músculos daquelas costas perfeitas.
Abaixou uma das suas mãos, passando pelo seu abdômen e arranhando seu tanquinho. A barriga do americano se contraiu — fuck!, ouviu – e seu ritmo falhou por alguns segundos, antes de voltar ainda mais forte.
— AHN! Alfre- bem aí. Bem. Aí!
A cama batia contra a parede com violência, e América provavelmente seria despejado depois dessa noite. Com certeza se eles acabassem quebrando a parede, que parecia bem possível.
Apesar de seu pênis mal ter sido tocado, o volume dentro dele era demais. O ângulo era demais. A velocidade era demais. E, pior, era Alfred ali. E Alfred era sempre demais para ele.
Arthur choramingou e tinha quase certeza de que lágrimas escorriam de seus olhos. O arrepio prazeroso percorreu-o dos pés à cabeça e se acumulou em sua virilha, contorceu-se nos lençóis buscando qualquer fricção possível, pedindo para Alfred parar. Se ele gozasse estaria acabado, ele não queria isso. Não. Não. Não.
— Alfred! Faster, Al… ah…! — gemeu.
Ele gritou quando toda sua frustração se converteu em puro prazer e gozou, sujando sua barriga e apertando Alfred dentro de si. O americano suspirou seu nome, o aperto quase doloroso em seus quadris, e investiu mais algumas vezes fazendo Arthur tremer, seu corpo estava superestimulado.
No escuro, as luzes da rua iluminavam a silhueta de Alfred, a curva de sua garganta e seu tronco quando ele jogou a cabeça para trás, gemendo e, aos poucos, parando de estocar. Era a cena mais linda que Arthur tinha visto.
Ele não lembrava dos segundos em que o americano tinha saído de dentro dele e amarrado a camisinha, jogando-a na lixeira perto da cama, nem quando foi limpo por ele. Porém, ele recordava perfeitamente dele os colocando embaixo dos cobertores e o abraçando como se fosse a coisa mais incrível da sua vida, e não um cara que ele tinha acabado de foder, coberto de suor. Assim como durante o sexo, seus olhos travaram uns nos outros por uma eternidade, ofegantes, até que Arthur dormiu.
Cause the walls were shaking the earth was quaking
My mind was aching
And we were making it
And you shook me all night long
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