Pacto No Desespero
5 Capítulo 04
— Senhor, Robert, aqui estão os relatórios do índice de progresso. — Afirma a secretaria à minha frente.
— E então? — Pergunto enquanto vasculho os números incertos e gráficos repugnantemente insatisfatórios que constantemente oscilam na tela do computador.
— O senhor deseja algo mais? – Pergunta em um misto de desespero e conformismo pelo relatório que julgando ela mesmo, está perfeito e atende as exigências feitas.
— Qual é seu nome mesmo? – Pergunto e miro seu rosto.
— Rasmira, senhor! Me chamo Rasmira Petroford.
— Bem, Rasmira Petroford, você tem família não tem?!
A mulher engole em seco, não entendendo a intenção por trás de minha pergunta, e demora em alguns segundos de profundo refletir, entre prós e contras, antes de responder.
— Não foi uma pergunta! Uma bela família de 5, não pelo que me recordo sua irmã está grávida então é 6 ou quem sabe 7, podem ser gêmeos... As surpresas da vida, me fascina.
— Senhor...- Indaga, enquanto uma gota de suor escorre sutilmente em cima de sua têmpora.
— O que sua linda família acharia de te ver em todos os canais de noticiário do pais como um cadáver esquartejado, encontrado dentro de um tonel cheio de óleo no meio do Central Park?
— Eles não iriam gostar, senhor. — Responde com os olhos avermelhados segurando o choro, enquanto começa a sentir o ar faltar em seu pulmões.
— Então pare de ser incompetente, cadela, e comece a ler os resultados dos relatórios, não vê que estou ocupado.
— Sim senhor, agora mesmo senhor! Singapura, Paris e Dubai já estão sobre controle. E até o final da semana os territórios de Kaula Lumpur e Shenzhen cairão.
— Tanto tempo assim.- Suspiro estressado. — Estou cercado de incompetentes inúteis. Será que terei que fazer tudo isso sozinho. — Esfrego meus olhos, e me levanto e fito em direção da bela mulher de olhos azuis e cabelos loiros a minha frente, que trajava uma roupa justa deixando seus exuberantes e fartos atributos femininos evidentes. — Você é muito bonita.
— Obrigada senhor. – Agradece em um sorriso que disfarça seu aparente alivio.
— Pelo visto Nicholas te escolheu, não só por causa de sua ficha excepcionalmente longa de méritos. Mas também pela sua beleza. — Elogio, e vejo-a adotar uma postura diferente de momentos atrás.
Rasmira começa a morder seu lábio inferior de maneira sutil, porém provocante e, ao me olhar com os olhos cheios de luxuria.
— O senhor deseja que continue lendo o relatório ou prefere que eu faça outra coisa? – Pergunta sugestiva.
— Pensando bem, sim você pode fazer algo por mim.
— E o que seria senhor? – Pergunta de maneira serena, enquanto enrola um cacho de cabelo no dedo.
— Chame os dois seguranças que estão na porta.
A expressão confusa toma conta do rosto luxurioso da loira, mas, logo deu lugar a um sorriso de lucidez e entendimento.
— Agora mesmo, senhor. – Prontamente acata a ordem.
Poucos instantes depois, a loira retorna com dois homens altos trajados de terno preto.
— Estes dois, foram os presentes que ganhei das forças armadas americanas. Os primeiros soldados elite, do programa de engenharia genética que custei em troca das múltiplas vendas que o governo colocaria com relação aos meus negócios.
— Impressionante, senhor. — Elogia.
— O da direita, de onde você é mesmo?
— Harlem.
— E você?
— Califórnia.
— Vocês dariam suas vidas por mim?
— SIM! — Respondem em unison.
— Vocês matariam por mim?
— SIM! — Novamente respondem ao mesmo tempo.
— Ótimo, agora tirem a roupa. — Ordeno, enquanto vou para frente da mesa e sento em um dos lados desta.
Peça por peça os dois homens se desfazem de seus tecidos. Sem a menor receio de tirá-las, e ao termino ambos ficam desnudos.
Me levanto da mesa, e rumo em direção aos homens. E quando chego a eles, os toco sem me conter. Passo as pontas dos meus dedos pelo abdômen de um deles, ao passo que minha mão livre apalpa os glúteos definidos do outro.
Me divirto em tocar cada centímetros dos corpos arduamente treinados dos meus seguranças. Mas não me distraio pela bela tentação que toco, sorriu de lado, e miro as feições confusa da loira, que só cresce.
Agarro o membro de um deles, e seguro em suas fartas bolas, enquanto me inclino e fico a centímetros do membro que começara a crescer e a pulsar em minha mão.
— Se você tivesse braços duros e firmes, peitoral plano, abdômen traçado, bolas e um pau grande, você conseguiria me seduzir. Mas, como não tem, seus esforços são nada mais que uma tentativa patética e falha de conseguir uma ilusão distante. — Afirmo, e passo a língua na ponta do membro já duro do segurança e me afasto, não antes de ver sua mandíbula quadrada contrair devido a minha ação.
— Não era essa minha intenção, senhor Robert.
— Já conheci muitas garotas como você Rasmira. Cheias de sonhos e com egos inflados, achando que podem tudo. Por se julgarem mais espertas que todo mundo. Elas usam sua beleza para seduzirem as pessoas certas, e assim conseguir muitos benefícios. Mas a verdade, é que elas não passam de peões, que são descartados quando perdem sua utilidade.
.- Eu... Eu.
— Não precisa usar essa cabecinha para tentar burlar a situação e inventar uma desculpa, eu sei para quem você realmente trabalha. — Afirmo, vendo as folhas em sua mão cair no chão. — Você não passa de um peão do Luka, e no momento em que eu te despachar do seu trabalho como minha secretaria, ele não hesitará, sem por 2 segundos em enfiar uma bala no meio de sua testa. E isso presumindo que eu te deixe sair viva daqui é claro. — Digo em um sorriso.
— Por favor, senhor, eu tenho família, o que será da minha filha pequena sem a mãe. — Disse sentada no chão começando a chorar.
— Ainda por cima é burra, se eu me livrar de você, acha que deixarei sua família intacta, ela compartilhará o mesmo destino que o seu, não que isso seja importante.
— Eu posso ser útil, eu posso conseguir informação do Luka, eu posso trabalhar infiltrada para você, só não me mate por favor, misericórdia, senhor, Robert. – Clama em prantos.
— Rasmira, minha linda, Rasmira, sabe eu sou péssimo para lembrar de nomes, mas agora que eu lembro do seu, seria uma pena ter que me livrar de você.
— Obrigada, senhor, pela sua misericórdia.
— Misericórdia. – Deixo escapar um sorriso. — Sua gratidão é prematura minha cara, Rasmira. — Rumo em direção ao armário no fundo do recinto onde abro uma porta, e de dentro pego uma caixa de papelão grande e a trago para frente da loira, com esforço devido ao peso do objeto.
— Não, não me mate. — Grita desesperada.
— Calma, eu não vou te matar — Afirmo, e coloco a caixa em cima da minha mesa, e com a ajuda de uma caneta, retiro a fita que prende as tampas destas. — Veja são só bolinhas de gude, inofensivas bolinhas de gude. — A acalmo quando mostro uma das bolinhas que havia na caixa. — Na sua infância você já deve pelo menos uma vez ter brincado com bolinhas de gude não é?
— A-algumas vezes. – Gagueja em resposta.
— Ótimo, então isso não será tão difícil. Dentro desta caixa há um total de 250 bolinhas de gude de tamanho padrão. E como a garotinha esperta que acha que é, vai enfiar cada uma delas dentro de sua vagina. E estes dois ficarão aqui para garantir que você brincará com todas e, por mais que você grite ou implore para que eles parem, eles não a ouvirão, pois só obedecem a mim, e a mais ninguém.
— Misericórdia, senhor, misericórdia. – Clama em um grito de pavor.
— Misericórdia... Bem, depois de você me pedir com todo esse fervor, não tem como eu dizer não... – Afirmo.
— Obrigada, obrigada...- Agradece sorrindo em desespero.
— Novamente querida, sua gratidão é antecipada, tirando essa que eu estou na mão, ainda são 199 bolinhas de gude que terá que brincar, não precisa me agradecer.- Falo me dirigindo a saída do recinto.
— O QUE ESTÃO FAZENDO, PAREMMM...- Grita Rasmira, quando fecho a porta ao sair do cômodo.
Em frente as portas metálicas do elevador aperto o botão para chamá-lo, e ajeito minha gravata para uma posição mais confortável e alinhada, e olho de relance o horário no relógio no meu pulso direito. Quando sou abordado por um homem de terno cinza e cabelos grisalhos.
— Senhor Robert. – Cumprimenta-me respeitosamente, enquanto mexe freneticamente no tablete em sua mão.
— Você sabia que Rasmira é uma espiã e mesmo assim a deixou ocupar a vaga de minha secretária?
— Achei que estava precisando de diversão.
— Às vezes eu me pergunto qual é seu verdadeiro objetivo.
— Servi-lo da melhor forma possível.
— Sínico descarado. – Sorrio entrando no elevador e aperto o botão do terraço.
— O senhor está cerca de 34 minutos atrasado para a conferência com o presidente e os embaixadores da Inglaterra e Japão. — Avisa.
— Não há atrasos em reuniões que só começam quando eu chego.
— A julgar pela personalidade do presidente, não seria vantajoso fazer com que ele faça papel de tolo na frente dos representantes dos demais países.
— Eu sou a porra dos Estados Unidos da América, eu sou o homem mais poderoso deste pais. Acha mesmo que eu me importo com a opinião dos meus fantoches. — O indago sério.
— O senhor está certo, me retrato pelo meu erro.
As portas pratas se abrem, dando passagem para que ambos pudéssemos adentrar no terraço do edifício.
— Luka está ficando cada vez mais ousado. Antes seus espiões eram quase impossíveis de serem descobertos, agora ele manda amadores fazer o trabalho sujo, como se fôssemos um parquinho público.
— Creio que ele não ache que o senhor possa ganhar dele. Depois que perdeu a confiança do fornecedores da américa do norte. Quando às 900 toneladas de maconha foram engolidas naquele incidente.
— INCIDENTE. — Grito nervoso. — Aquele filho da puta sabotou meu navio, mas isso não vai ficar assim, eu irei me vingar e ele vai saber o que acontece quando mexem no que é meu.
Nicholas nada fala, guarda o tablet em baixo do braço e abre a porta do helicóptero, que já está ligado.
Entro na aeronave e me sento, colocando em seguida o cinto. Olho para o assistente sentado ao meu lado e de volta para Nicholas.
— Não irei com o senhor, tenho assuntos que requerem minha atenção. Estarei esperando em Singapura pelo senhor.
— Sempre tão profissional. Mas que seja, nos vemos lá então.
— Tenha uma viagem segura. – Deseja Nicholas, no que parece ser um sorriso de completa satisfação. Estranho, mas logo não dou mais importância.
Poucos minutos depois com a aeronave no ar, e sobrevoando o centro de Manhattan, o jovem garoto ao meu lado começa a falar.
— As ações tiveram uma grande valorização desde que o senhor adquiriu a refinaria de petróleo em Dubai.
— De quanto estamos falando?
— Pelo menos 2,7 bilhões de dólares americanos em valorização.
— É um bom começo para esse trimestre. E a respeito da jazida no Brasil, já conseguimos a aprovação do governo para começar a extração? — Pergunto, porém não obtenho resposta, estranhando o silencio olho em direção do assistente, que bate no tablet, quase desesperado.
— Eu não sei o que está acontecendo, senhor, ele não está funcionando.
Acho graça do aparente pânico do garoto, pensando em minha repreensão por causa do defeito do aparelho.
— Relaxe, hoje eu estou de bom humor, por isso vou deixar passar.
— Obrigado, senhor.
Observo de relance o rosto fino do garoto, e toco de leve com as costas dos dedos em sua pele fria. Este recua alguns centímetros se pressionando contra o banco, mas logo se desespera pelo ato involuntário feito, pois não sabe como deveria agir depois de fugir de meu toque.
— Você me servirá essa noite. – Afirmo.
— Como o senhor desejar. – Responde, com as pontas das orelhas rubras.
Em um clique alto, mesmo em meio do ruído da aeronave, o tablete desliga e volta a ligar. E assim que sintoniza a transmissão remota, um homem começa a falar em sua tela.
— Meu Robert. — Fala pausadamente, me fazendo tomar o aparelho da mão do garoto e visualizar o homem que estava aparecendo.
— Luka, quão baixo você caiu em se prestar a hackear o aparelho de um mísero assistente. Não tem coragem de me enfrentar cara a cara?
— Sem um "olá” ou "que bom te ver outra vez meu esposo", desse jeito você me magoa docinho
— Seu estrume, não somos mais casados.
— Ainda está bravinho pela minha pequena travessura com seu barquinho.
— Maldito, você me fez perder 5 bilhões de dólares e a confiança dos meus melhores fornecedores. — Cuspo as palavra, odiado em ver o sorriso sínico em seus lábios.
— É eu sei, daria tudo que tenho para ver sua reação quando soube disso. — Sorrir alto.
— Não ria por muito tempo, pois como bem sabe, eu não sou homem de deixar uma coisas dessas passar sem a devida retribuição.
— Eu conheço cada parte do seu corpo, cada mania, cada traço de sua personalidade. Se fosse só eu, jamais te provocaria desse jeito ou você me mataria. Mas o jogo mudou, e novas peças passaram a ocupar o tabuleiro me deixando em uma posição confortável de ataque e defesa.
— Isso que dizer que...? — Falo um pouco apreensivo.
— Quase 10 anos e você nunca desconfiou. Seus sentidos estão diminuído com a idade, mas seu corpo continua gostoso.
— Nicholas. — Falo em um suspiro.
— Bingo, e ele ganhou o prêmio. – Gargalha alto
— Você é muito burro Luka, me dizer o nome de seu melhor espião. Sabe que irei mandar a cabeça dele para você em uma bandeja.
— Há docinho. — Sacode a cabeça em negação, fazendo seus fios negros balançar de um lado para o outro e, olho sério com seus penetrantes olhos azuis para mim.
Vendo o quão sério está sua postura, me preocupo por uns instantes, mas logo relaxo e dou de ombros em um sorriso.
— Para você me matar precisaria de um míssil nuclear. E este armamento é uma coisa que você não tem.
— Essa informação estava certa até semana passada. Porque o nosso amigo em comum, o senhor presidente juntamente com o serviço secreto americano, fizeram a gentiliza de me ceder uma de suas estações militares. — Informa, à medida que estreita sua mirada penetrante. — Creio que não temos muito mais tempo, se você olhar para a sua janela a direita verá um belo míssil balístico.
Olho para o lado de fora da janela, e assim como Luka informou eu vi a centenas de metros um ponto negro com um calda brilhante de fogo vindo em minha direção.
— Filho da puta. — Digo por fim antes de ser atingido pelo míssil. Que em contado com a aeronave a oblitera, causando uma grande explosão resultando na destruição de metade de manhattan.
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