Notas iniciais
Hellow, fantasminhas!! Como não tenho recebido muitos comentários não tenho como saber se estão gostando, mas sinto informar que estamos no penúltimo capítulo... Comentem e boa leitura!

– Ah, meninas, eu achei que seria um programa só nós pra variar… — falei para elas
– Mas os garotos concordaram que o Fred precisava de alguma coisa para se distrair… — argumentou a Thaty
– E tinha que ser com a gente?! — perguntei
– Ah, Jessie, achei que vocês tinham voltado a ser amigos… — falou a Maya
– E voltamos, mas vocês fazem ideia de a quanto tempo não saímos só nós, GAROTAS, para se divertir?
– Relaxa, Jessie… — repreendeu a Sam, indicando com a cabeça os garotos que já estavam perto
– Fala sério… — resmunguei
– Oi, garotas… — o Teddy se aproximou sorrindo ladeado pelo Fred que estava emburrado
– Oi… — respondemos juntas, eu com meu sorriso de mal humorada
Todos se sentaram, os namoradinhos abraçados e eu e o Fred perdidos naquele mar de corações, começamos a comer e conversar, até que eu cansei de tanto doce e eu não estou falando da comida.
– Ok, gente… Eu tô adorando servir de vela, mas acho que vou andar um pouquinho.
Eu fui até o lago, estava vazio, ao longe tinha algumas pessoas fazendo piquenique, mas ninguém ao redor e nem na pontizinha que o atravessava, fui até ela, me apoiei na cerquinha de proteção. Fechei os olhos e respirei fundo, senti o ar puro, o vendo batendo no meu rosto, o sol tocando a minha pele, uma sensação de liberdade, de segurança, a impressão de que nada de mal vai acontecer. Escalei a cerquinha e me sentei nela abraçando meus joelhos, apesar de ser de madeira, ela era bem larga e firme, fiquei olhando os peixes que nadavam, eles eram tão bonitos, tão calmos, tão serenos, eles não tinhas que se preocupar com nada, só tinham que nadar e receber comida, pelo que perecia eles não tinha que resolver nenhum problema… Mas, quem sabe um peixinho desses, nesse exato instante esteja pensando na mãe ou em alguém da família que morreu intoxicado por algum lixo que jogaram e ele comeu? Ninguém sabe se esses peixinhos tem sentimentos, consciência… Pelo que achamos eles só vivem através do instinto, só agem, não pensam… Talvez fosse mais fácil viver assim… Provavelmente é por isso que queremos acreditar que esses animais são inconsciente… Para os invejarmos por não ter que se preocupar com os milhares de problemas da vida, eles não pensam em se enturmar, fazer amigos, ser feliz, estudar para ter um bom trabalho, crescer e ficar pensando no futuro, a única preocupação que esses peixinhos parecem ter é apenas sobreviver, sem grandes ambições ou sonhos, apenas viver…
– Jessie… — ouvi alguém me chamar ao meu lado
– Ham…? O que? Oi… — me virei bruscamente, mesmo tendo reconhecido a voz e… — Ahhhhhh! — me desequilibrei e cai no lago.
Ok… Agora os peixinhos tinham que se preocupar em sobreviver e em pessoas malucas caindo do céu. Por sorte o lago era um pouco fundo, então, eu não me machuquei, me levantei e andei pesadamente para fora dele, por minhas roupas estarem encharcadas, todos que estavam por perto olhavam para mim
– Jass… Você tá legal? — perguntou o Fred já na margem do lago, eu fiz cara de paisagem, olhei para minhas roupas e depois para ele — Foi mal… — falou tentando prender o riso, girei os olhos e ri levemente também
– Tudo bem… Eu estava louca para cair nesse lago mesmo... — falei irônica, ele sorriu
– Então… No que estava pensando?
– Nos peixes… Se bem que a essas alturas, metade deles já devem ter morrido de ataque cardíaco, mas ok… — riu de novo, balançando a cabeça
– E o que tem os peixes? — voltou ao assunto
– Sei lá, estava os apreciando, eles são tão lindos, admiráveis…
– Admiráveis? — ergueu uma sobrancelha
– Ah, deixa pra lá… — ele ficou me olhando parecendo tentar me entender, até que eu estremeci, por ter passado uma brisa fria e como eu estava molhada ficou mais gelada ainda
– Toma… Veste minha jaqueta… — tirou-a e me entregou
– Não precisa, não, obriga…
– Ai, que menina teimosa… Veste vai… A culpa foi minha mesmo de você ter caído no lago…
– Tá bom… Valeu. — pus a jaqueta sobre os ombros
Fomos até uma parte um pouco afastado das pessoas, numa área da pequena colina e deitamos na grama
– Jessie… Eu tenho que te falar uma coisa… — o encarei — Me desculpe…
– Por ter me derrubado no lago? Já perdoei… E relaxa, um dia eu desconto… — brinquei
– Eu tô falando sério…
– Tá bom… Se não é por isso, então por que as desculpas?
– Por não ter acreditado em você, por… Ter sido um idiota… Por ter acusado você de coisas horríveis… Pelas nossas discussões… Por ter dito que não deveríamos ter sido amigos… Por tudo que eu disse… Por trocar nossa amizade por uma garota bonita…
– Você está me chamando de feia? — indaguei
– Foi mal… Não foi o que eu quis dizer…
– Tudo bem… — dei um risinho — E sobre todo o resto, fica tranquilo, eu já esqueci…
– Mas eu não… E eu prometo que um dia ainda vou me redimir…
– Não precisa me prometer nada… Vamos voltar a ser amigos e com o tempo isso passa, dizem que o tempo leva tudo, não é?
– Eu espero…
– E mais uma coisa… Você sabe que eu estou sempre aqui, não é? Se você precisar de um sermão, de alguém pra chorar com você, de uma ouvinte, de uma lutadora de MMA… É só chamar… — ele riu
– O mesmo vale para você… — me olhou nos olhos — Nossa… Como eu estava com saudade dessa nossa amizade… — ficamos um tempinho conversando, até decidirmos voltar para os nossos amigos, eles estranharam um pouquinho eu está molhada, mas acharam melhor não perguntar.
No sábado e no domingo, eu e o Fred saímos juntos, pois é, acho que a nossa amizade de antes voltou.

Na segunda, como sempre, chegamos cedo, eu como de costume sentei sob a sombra de uma árvore, mal tinha acabado de abrir meu livro, quando o Fred se aproximou
– Bom dia… Jessie… — falou com um sorriso, vindo até mim
– Bom dia… — respondi
– Então, é aqui que a senhorita passa a manhã?
– Antes das meninas chegarem, sim
– Gostei… Vou ficar por aqui também… — sorriu maroto
Ficamos conversando, cumprimentávamos o povo que ia chegando e passando, a Sam assim que chegou sentou com a gente, em seguida a Thaty, até a Maya e os garotos que normalmente não ficavam conosco antes das aulas, se sentaram com a gente, uma hora cansamos e eu e a Thaty que costumávamos ficar passeando pelo colégio sem rumo pedimos para andar, todos nós levantamos e começamos a passear, quando chegamos perto das escadas o Fred parou, olhamos e ele encarava a Swift, que apesar dos hematomas e de ter o braço direito enfaixado, se agarrava com o capitão do time de futebol
– Nossa… Você não perdeu mesmo tempo… — ela se separou do cara e o encarou
– Uau, Fêfê, como você é atrasado…
– Ou talvez você que seja uma vadia de carteirinha… — a boca dela se abriu categoricamente, bem feito
– Bem… Você acha mesmo que eu gostava de você? Eu só precisava da sua ajuda, precisava que você me ensinasse… Estava por um fio de perder de ano… E você foi tão fácil, não foi? Tão desesperado, que acreditou nas minhas mentiras e fez exatamente o que eu queria… Mandou muito bem… Você é tão ingênuo e bozinho, que com toda sua paciência você foi meu professor e com muito sucesso… Obrigada, Freduco… — a Swift falou provocadora, já tinha se formado uma roda a nossa volta, a cara do Fred era de pura raiva, arrependimento, magoa, ódio… Ele ai partir para cima dela, mas pensou melhor, deu meia volta e saiu em passos firmes, ela tinha um sorriso vitorioso, ah, mas eu ia acabar com aquele sorriso era agora, dei um passo a frente preparada para eliminar uma certa raça, mas a Thaty segurou meu braço, me virei para ela
– Jessie… Vai atrás dele… — falou olhando nos meus olhos, ela tinha razão… Lancei um olhar para a Swift de "depois você vai ver…" e dei meia volta, indo atrás dele. Para onde ele iria? Como ele foi em direção ao jardim era óbvio que foi para o terraço, corri até os fundos, o portão estava aberto, subi as escadas e lá estava ele, de costas olhando para o nada
– Fred… — ele se virou com o susto
– Jessie? — não perdi tempo, saí correndo e pulei em cima dele, o abraçando o mais forte que pude, ele retribuiu.
– Eu sei que eu já falei isso, mas… Me desculpa… — sussurrou perto ao meu ouvido, não respondi, apenas o apertei mais forte. Ficamos mais um minuto abraçados, até ele se afastar lentamente, me encarou com ternura. Vi uma solitária lágrima escorrer pelo seu olho esquerdo
– Você está bem? — me senti super idiota pela pergunta. CLARO QUE ELE NÃO ESTÁ BEM, ELE ACABOU DE DESCOBRI QUE FOI ENGANADO POR UMA VADIA!
Porém, mesmo sabendo que não era verdade, ele assentiu. Balançou a cabeça bruscamente como se quisesse tirar algum pensamento de lá
– Tá bom… Chega dessa viadagem — limpou agressivo a lágrima do rosto, sorri. Garotos… — Então… Posso te pedir um favor?
– Claro — balancei a cabeça confirmando
– Vamos faltar as aulas hoje?
– Hum?!
– Por favor… — fez cara de cachorrinho — Quero te levar a um lugar... — falou com um sorriso maroto

Notas finais
Gente... Vou sentir saudades dessa fic, desse povo meio doido! Espero que nos acompanhem em nossos próximos projetos! Até o próximo capítulo... E comentem, claro!