Overnaturlige
8 Novo ano escolar.
Notas iniciais
Aproveitem o capitulo.
P.O.V. Mapril
-Você sabe que não costumo ficar empolgado em ficar no meio de muita gente, mas estou com um bom pressentimento sobre a Darkness. Imagine Char, vamos fazer amigos!
Eu andava com uma agitação empolgada que não sentia dez da primeira vez que beijei a Charlie.
-Sei que é importante para você conhecer mais gente. Para mim também é. Finalmente acabaram as piadas. — Falei olhando para o vazio ao meu lado. Mas sabia que ela estava la.
Posso tentar me enganar, mas eu realmente detesto as piadas. Isso me tornou meio... frio. O gelo só derrete quando eu estou com a Charlie. Mas uma coisa que eu amo nela.
Atravessamos a rua na faixa de pedestre enquanto eu falava.
-A melhor parte de tudo isso é estar com você.
Uma velinha ao lado de Charlie se virou para mim com uma expressão que mescla a raiva e o lisogenizo.
Tentei disfarçar olhando para o outro lado e andando o mais rápido que minhas pernas mortas conseguiam.
Ouso um riso seguido de "Que isso Mapril? Me traindo?"
Reviro os olhos.
-Você é impossível Char. — Digo rindo.
Vamos andando até um grande parque no centro da cidade, onde as muitas árvores estão carregadas de flores e algumas pessoas caminham.
Passamos por caminhos serpenteantes até chegar a uma clareira deserta, com uma fonte de três andares e tema de golfinhos bem no centro.
-E agora? — Pergunto olhando para meu lado direito onde minha namorada começa a ficar visível, mas ainda esta gradualmente transparente.
Charlotte anda até a beirada da fonte e pinga algumas gotas de ectoplasma. A água da fonte fica verde.
-Jogue alguma coisa que confirme que é sobrenatural. — Diz ela antes de mergulhar e desaparecer.
Após alguns segundos a água volta a ficar transparente. Ando até a fonte e penso no que poderia provar que sou um zumbi.
-Hum...
Rasgo um pequeno pedaço de pele e jogo. A água muda levemente de cor.
Retiro a ponta do meu dedo (não o bastante para que não cresça de novo) e jogo. Desta vez a águe fica verde fosforescente. Ando até ela e coloco os dois pés, segundos depois sou sugado para dentro da fonte.
Por alguns instantes fico confuso e entorpecido antes de cair em cima de algumas almofadas.
Acima de mim, vejo uma enorme possa de água parada no teto (deve ser a outra face do portal, já que a Darkness fica em outro estado). As paredes do local em que me encontro são roxas e o chão é de lajotas brancas. Charlie esta falando com uma ciclope morena atrás de uma mesa cheia de papeis e na frente de uma placa que diz "matriculas".
Cuidamos da papelada e pegamos as chaves de nossos novos chalés. O meu era o de número 44.
-Qual é o seu Char?
Ela olha para o chaveiro por alguns segundos.
-14
Andamos, fascinados, por corredores cheios de sobrenaturais. Após uma meia hora, Charlie declarou:
-Pronto, estamos perdidos!
-Não estamos não, é só andar mais um pouquinho que eu aposto que vamos encon...
Tarde de mais, ela já estava perguntando para um esqueleto que passava:
-Com licença, mas onde ficam os chalés.
Ele apontou para uma placa atrás de nós (que não aviamos reparado) em que estava escrito "CHALÉS" e tinha uma seta apontada para um corredor a direita.
-Ou... é... então... valeu. — Falou Charlie para o esqueleto e depois veio em minha direção parecendo constrangida.
Eu soltei um risinho que ficou mais forte ao ouvir seu:
-SEM. COMENTÁRIOS.
Ao final do corredor passamos par o ar livre e mais a frente pra um corredor de chalés. Andamos por ele.
-Então... é... tchau amor. — Disse ela me dando um selinho e entrando no chalé 14.
Eu caminhei sorrindo feito bobo até o chalé 44.
P.O.V. Charlotte
Ao passar pela porta me deparei com 3 camas (uma em cada parede tirando a da porta). Em uma avia duas garotas idênticas. Elas tinham a pele levemente rosada (apesar de um delas ser mais pálida), orelhas pontudas, e cabelos negros. A pálida tinha cabelos "lambidos" enquanto a outra tinha leves cachos nas pontas.
-Am... oi. — Falei acenando de leve.
Cachos olhou para mim e deu um pequeno sorriso, mas ao constar que eu estava flutuando sua espreção se tornou de angustia.
-Já volto — Li seus lábios enquanto sussurrava para a pálida.
Ela se levantou e fez um gesto meio desesperado para que eu a acompanhasse por traz de uma porta que presumi ser um banheiro. A segui.
Eu estava certa, era um banheiro de azulejos, do tamanho de quatro banheiros químicos, com um box, uma privada e uma pia.
-Oi. — Disse ela sorrindo novamente.
Que garota bipolar.
-Oi- Falei devagar tentando entender o que sua postura significava. Sera que ela não gostava de fantasmas?
-Desculpe-me quanto aquilo, mas a minha irmã esta passando por uma... fase difícil.- Falou
-Am... tudo bem. Como assim fase difícil? — Perguntei.
-Bom, é provável que não tenha reparado, mas somos fadas. — Disse ela.
Apertei os olhos tentando ver suas asas. Sem sucesso.
-E ela perdeu as assas. — Revelou.
Arregalei os olhos e levei as mãos a boca, em choque. Fadas que perdem as asas se tornam depressivas e definham até a morte. Bom, pelo menos antes de inventarem os tratamentos, mas somente metade delas se cura totalmente.
-Minha nossa! — Foi a unica coisa que consegui dizer. Percebi o quanto soei grosseira dois segundos depois. -Me desculpe. Mas... isso é tão... bom eu nunca avia conhecido...
-Tudo bem. — Ela disse em tom tranquilizador.- A maioria das pessoas se surpreende mesmo.
Dei um pequeno sorriso para ela.
-Bom, por causa do que aconteceu eu entrei no projeto lagarta. É um projeto em que pessoas que podem voar param voluntariamente para dar apoio moral para as fadas sem asas. As minhas por exemplo estão enfaixadas ao meu tronco. Eu sei que é pedir muito, mas sera que poderia... — E ela apontou para meus pés. Sua expressão agora passou novamente para a angustia, como se estivasse esperando um "NÃO!"
Ok, ela é bastante bipolar, mas seus sentimentos devem estar realmente conflitantes com esta situação toda.
Eu sei o que é passar por problemas; o que custa ajudar?
-Mais é claro! Tudo que eu puder fazer para ajudar, pode contar comigo. -Falei.
Ela abriu mais um sorriso, desta vez largo e radiante, e me abraçou, ou pelo menos tentou me abraçar pois seus braços passaram direto por mim.
-Desculpa. — Falei envergonhada.
-Tudo bem. — Ela respondeu, ainda radiante.
Ao sairmos eu já estava andando.
-Clara, venha conhecer nossa nova colega de quarto. — Falou em tom maternal para a tal Clara, que estava encolhida em uma "bolinha" no canto mais escuro do quarto.
A fada apenas se limitou a levantar o rosto, que era o retrato da tristeza.
-Maninha, esta é a... a.... — Ela se virou para mim -Me esqueci de perguntar seu nome.
-Charlotte. Mas podem me chamar de Charlie. — Falei sorrindo para as duas, tentando elevar o animo do lugar.
-O meu é Camila, mas me chame de Mila. E já deve ter percebido que o nome da minha irmã é Clara.
P.O. V. Mapril
Ao entrar no chalé 44 vi um lobisomem e um sátiro.
-Oi. — Falei apenas.
-Oi, cara. Eu sou Lino. — Respondeu o sátiro erguendo a mão para um "toca aqui". Fiquei olhando para ela.
Ele fez uma uma cara de ofendido e murmurou algo como "credo, cara grosso". Lino tinha olhos verde-escuros e cabelos encaracolados castanho-claros.
O lobisomem estava deitado na cama, lendo um livro que reconheci sendo " Como controlar seu lado maligno perto da sua namorada — Guia de auto-ajuda". Sim, eu já li este livro; problema?
Ele olhou para mim e fala:
Oi, eu sou Edmundo.
Não respondo nada.
-Qual é o seu nome? — Diz ele devagar, como quem explica algo a uma criança.
-Mapril.
Já não estou tão ansioso com a perspectiva deste ano.
Notas finais
Por favor deixem comentários.
bjs
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