– Olha isso! — Alexa berrou para Laura.

– Eu disse que estavam namorando — Laura respondeu, colocando seus lindos fios ruivos atrás da orelha.

– Não imaginava esses dois — ela berrou, com um sorriso de desgosto no rosto — essa Mariana é uma ridícula.

– Ela é bonitinha, mas gente!!

Alexa se olhou no espelho, tudo bem, pensou. O retrato da beleza libanesa não tinha um papel tão bom, ela pensava em visitar o brunch que sua mãe lhe fez uma oferta convidativa.

Agora, arcava com a consequência de estar perdendo toda essa situação.

Alexa: pode espalhar, né?

Tess: faça o que você quiser, me desvinculei desse círculo.

Alexa trocou um olhar para Laura, sim, a imagem estavam cruzando os grupos da web com mais rapidez que uma corrida de fórmula um. Chegou ao ponto de enviarem para Ana e o bonde das excluídas, as wannabes desde sempre.

– E agora, o que a gente faz?

– Espera....

Era exatamente o que Tess fazia, queria que Alex vazasse do quarto e ela pudesse falar com Nana. Mas o celular dela aptou, dizia que era uma imagem, dizia muito sobre ela.

– Você quem tirou isso? — Nana apontou para o celular.

– Não! — Tess deu um sorriso irônico.

– Por que você fez isso? Por que você está agindo assim?

– Isso o que? Agindo assim como?

– Como uma vadia!

Alex olhou para Tess, ela era uma puta má.

– Tudo isso por causa dele? — Ela olhou para seu então namorado.

– Talvez — Ela estendeu o queixo, os encarava. Quando Teresa quisesse, ela poderia mostrar que suas feições de garota francesa mudavam como ela mudava sua opinião em relação as pessoas. — Tenho que ir.

– Você não vai a lugar nenhum! — Mariana segurou o braço de Tess, elas se fuzilaram e Alex ria. — Nós já percebemos que você gosta do Alex e quer ficar com ele, mas estamos bem.

– Mariana, a gente não namora — ele disse. — Eu não te amo, você não pode me referir como 'nós', a gente é tipo Natalie Portman e Ashton Kutcher, mas sem feliz para sempre.

– Tudo bem — Nana queria chorar, se sentia humilhada. — Mas Teresa não deixou de me expôr.

– O problema já é seus, não meu — ela disse e fechou a porta do quarto. — Falou.

Mariana nunca sentiu tanta vontade de bater em uma garota o quanto sentia agora. Elas poderiam grudar no cabelo uma da outra, poderiam se debater no chão em tapas, mas preferiam o contato visual e as manifestações faciais.

– Pensei que éramos amigas — Nana disse.

– Quem toma posse do que é meu, não é minha amiga.

– Alex não tem seu nome escrito, o máximo que poderia ter é seu sobrenome medonho. Mas vocês não vão se casar.

– A gente é o tipo de gente que você quer ser.

– Eu não quero ser igual você — Ela tirou o cabelo do rosto, estava cheirando raiva.

– Tudo bem, você não precisa ser igual a mim. Mas ainda preciso dos seus cigarros, te vejo segunda.

Essa era a tal mania estranha de Alex e Tess: saírem sem terminar a conversa, deixarem as pessoas quietas, e a cabeça erguida nunca baixar. Tess esbarrou com ele no corredor, ele lhe perguntou:

– E aí?

– Cuidado com sua namoradinha.

– Preciso de cigarros e sexo.

– A gente pode fazer os dois sem ela — Teresa insinuou, era nestas partes que ele a preferia. Nana era tão sem atitude, tão frágil e sem sal; ela ainda tinha aquele pensamento que podia domar a fera.

– Essa não é uma ocasião muito formal para nós dois estarmos juntos.

– Não mesmo — Ela olhou para aqueles malditos olhos castanhos brilhantes. Nunca se sentiu tão atraída por ele, como se sentia quanto ele estava com outra garota. — Você vai dar a real para ela?

– Preciso de um tempo para testar o produto.

– Você não vale nada.

No quarto ela dizia:

– Ele não vale nada — Ao telefone, quase se derramando em lágrimas com Alicia, que estava no andar de cima. — Sobe aqui, por favor!

– Tudo bem — ela disse.

Bateu na porta uma, duas, três vezes. Trocava olhares para a jaqueta de couro, rapaz mal resolvida, mas bem resolvido em quebrar corações. Como Teresa fez isso, e por quê? Alicia podia ser tudo, mas nunca perderia uma amizade por um garoto, por um bad boy talvez, mas por Alex sim, por isso acenava com a cabeça.

– Estou entrando.

– Ok — dizia Nana fanhosa.

– Meu Deus! — Ela viu que ela estava chorando, todo o seu rímel escorria pelos olhos. — Tudo bem, a gente vai consertar isso, ok?

– O problema não é maquiagem, Alicia — Ela soluçava. — Ele é o problema.

– Alex, Alex, Alex, Alex! — Alicia prendeu o cabelo de Nana num rabo. — A gente dá um jeito nesse cabelo com um pouco de laquê, nesse rímel borrado com água, e nesse coração partido com um pouco de tempo.

– Preciso dar um jeito na vida, o mais rápido possível.

– Tudo tem jeito.

Notas finais
ALex: https://31.media.tumblr.com/1870c39997e2052f3dc3614d4294e1cc/tumblr_ne4omdeD6z1shbj60o1_500.jpg Tess: http://41.media.tumblr.com/da28d65a27e0fa2d83ee83021b4eccb5/tumblr_n5zm2gtKz61s3w8y2o1_500.jpg BÔNUS: Tess+Alex http://33.media.tumblr.com/f5b9678f0a928465ecd0e29f8321bfca/tumblr_mxkcswlI1W1qm25gco1_500.gif