Outsiders
9 Bat
– Olha isso! — Alexa berrou para Laura.
– Eu disse que estavam namorando — Laura respondeu, colocando seus lindos fios ruivos atrás da orelha.
– Não imaginava esses dois — ela berrou, com um sorriso de desgosto no rosto — essa Mariana é uma ridícula.
– Ela é bonitinha, mas gente!!
Alexa se olhou no espelho, tudo bem, pensou. O retrato da beleza libanesa não tinha um papel tão bom, ela pensava em visitar o brunch que sua mãe lhe fez uma oferta convidativa.
Agora, arcava com a consequência de estar perdendo toda essa situação.
Alexa: pode espalhar, né?
Tess: faça o que você quiser, me desvinculei desse círculo.
Alexa trocou um olhar para Laura, sim, a imagem estavam cruzando os grupos da web com mais rapidez que uma corrida de fórmula um. Chegou ao ponto de enviarem para Ana e o bonde das excluídas, as wannabes desde sempre.
– E agora, o que a gente faz?
– Espera....
Era exatamente o que Tess fazia, queria que Alex vazasse do quarto e ela pudesse falar com Nana. Mas o celular dela aptou, dizia que era uma imagem, dizia muito sobre ela.
– Você quem tirou isso? — Nana apontou para o celular.
– Não! — Tess deu um sorriso irônico.
– Por que você fez isso? Por que você está agindo assim?
– Isso o que? Agindo assim como?
– Como uma vadia!
Alex olhou para Tess, ela era uma puta má.
– Tudo isso por causa dele? — Ela olhou para seu então namorado.
– Talvez — Ela estendeu o queixo, os encarava. Quando Teresa quisesse, ela poderia mostrar que suas feições de garota francesa mudavam como ela mudava sua opinião em relação as pessoas. — Tenho que ir.
– Você não vai a lugar nenhum! — Mariana segurou o braço de Tess, elas se fuzilaram e Alex ria. — Nós já percebemos que você gosta do Alex e quer ficar com ele, mas estamos bem.
– Mariana, a gente não namora — ele disse. — Eu não te amo, você não pode me referir como 'nós', a gente é tipo Natalie Portman e Ashton Kutcher, mas sem feliz para sempre.
– Tudo bem — Nana queria chorar, se sentia humilhada. — Mas Teresa não deixou de me expôr.
– O problema já é seus, não meu — ela disse e fechou a porta do quarto. — Falou.
Mariana nunca sentiu tanta vontade de bater em uma garota o quanto sentia agora. Elas poderiam grudar no cabelo uma da outra, poderiam se debater no chão em tapas, mas preferiam o contato visual e as manifestações faciais.
– Pensei que éramos amigas — Nana disse.
– Quem toma posse do que é meu, não é minha amiga.
– Alex não tem seu nome escrito, o máximo que poderia ter é seu sobrenome medonho. Mas vocês não vão se casar.
– A gente é o tipo de gente que você quer ser.
– Eu não quero ser igual você — Ela tirou o cabelo do rosto, estava cheirando raiva.
– Tudo bem, você não precisa ser igual a mim. Mas ainda preciso dos seus cigarros, te vejo segunda.
Essa era a tal mania estranha de Alex e Tess: saírem sem terminar a conversa, deixarem as pessoas quietas, e a cabeça erguida nunca baixar. Tess esbarrou com ele no corredor, ele lhe perguntou:
– E aí?
– Cuidado com sua namoradinha.
– Preciso de cigarros e sexo.
– A gente pode fazer os dois sem ela — Teresa insinuou, era nestas partes que ele a preferia. Nana era tão sem atitude, tão frágil e sem sal; ela ainda tinha aquele pensamento que podia domar a fera.
– Essa não é uma ocasião muito formal para nós dois estarmos juntos.
– Não mesmo — Ela olhou para aqueles malditos olhos castanhos brilhantes. Nunca se sentiu tão atraída por ele, como se sentia quanto ele estava com outra garota. — Você vai dar a real para ela?
– Preciso de um tempo para testar o produto.
– Você não vale nada.
No quarto ela dizia:
– Ele não vale nada — Ao telefone, quase se derramando em lágrimas com Alicia, que estava no andar de cima. — Sobe aqui, por favor!
– Tudo bem — ela disse.
Bateu na porta uma, duas, três vezes. Trocava olhares para a jaqueta de couro, rapaz mal resolvida, mas bem resolvido em quebrar corações. Como Teresa fez isso, e por quê? Alicia podia ser tudo, mas nunca perderia uma amizade por um garoto, por um bad boy talvez, mas por Alex sim, por isso acenava com a cabeça.
– Estou entrando.
– Ok — dizia Nana fanhosa.
– Meu Deus! — Ela viu que ela estava chorando, todo o seu rímel escorria pelos olhos. — Tudo bem, a gente vai consertar isso, ok?
– O problema não é maquiagem, Alicia — Ela soluçava. — Ele é o problema.
– Alex, Alex, Alex, Alex! — Alicia prendeu o cabelo de Nana num rabo. — A gente dá um jeito nesse cabelo com um pouco de laquê, nesse rímel borrado com água, e nesse coração partido com um pouco de tempo.
– Preciso dar um jeito na vida, o mais rápido possível.
– Tudo tem jeito.
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