Outra maneira?

2 Nocturne OP 9 No. 2


Notas iniciais
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA um dos caps q eu mais amoo ♥ nairobi rainha pfv

45 dias desde o assalto.

Ah, mas claro que existia a possibilidade de Raquel o achar, ele mesmo tinha dado a informação de onde estaria: no coreto de onde se via todo o horizonte. (De todas as suas ideias, o Professor tinha considerado essa a mais perigosa, já que tinha grandes chances de levá-lo à prisão. Porém, por Raquel, Sergio achou que o risco valeria a pena porque confiou em sua sorte e, sobretudo, confiou que Raquel também sentia o que ele, agora, se atrevia a chamar de amor.) Sergio ia lá todos os dias desde que tinha chegado a Palawan por dois motivos: lhe dava a certeza de que estava seguro e que seu plano fora um sucesso e, além disso, sonhava que um dia chegaria lá e Raquel estaria esperando, sorridente, por ele.

Mais de um mês se passou e ela não veio.

"Se ela tivesse os cartões postais e entregasse à polícia, eu já estaria preso. Se ela tivesse visto e de fato gostasse de mim, ela teria tentado vir. Ou tentado me achar. Ou tentado me ligar naquele telefone que deixei em Madri. Mas ela não fez nada. Decerto porque deve ter jogado todos eles fora quando descobriu quem eu era." O Professor. Não, Sergio. Que quis ser Salva para ser dela para sempre.

"Ela não vem."

Sabia que seu plano funcionara e que era um herói para a maioria do povo da Espanha. Mas a angústia insistia em continuar a morar em seu peito.

Andou pelo quarto, pegou seu telefone vermelho e abriu seu caderno de anotações.

Discou o primeiro número.

"Nairóbi"

O Professor tinha tudo planejado.

Os sérvios e outros parceiros eram seus contatos pelo mundo, já que os tinha remunerado de maneira mais do que justa. Agora, eles faziam as conexões entre o Professor e seus pupilos, para verificar se tudo ia bem e para um — por que não? — futuro reencontro.

Era óbvio que não ligara diretamente para Nairóbi, para que, se estivesse sendo investigado ou se fosse futuramente pego, ela não fosse para o buraco junto com ele.

Quem atendeu foi Darko.

— Professor.

— Darko.

— Me fale de Nairóbi.

Darko estava num aeroporto ilegal, numa ilha do Atlântico, seu novo investimento: fora ele quem havia fornecido o avião em que Nairóbi escapou.

O plano de tirar Nairóbi da Espanha havia sido muito simples: um avião até Angola, um navio até a ilha sem nome onde ficava o aeroporto, e, por fim, um avião até a Jamaica. Seu rosto era conhecido pela polícia: ter sido presa na posse das pílulas foi o que registrou suas digitais no banco de dados da polícia, que as cruzaram com as coletadas na casa em Toledo. Mas não foi pega, já que a polícia demorou a divulgar seu rosto para a imprensa. Talvez por vergonha da corporação, ou porque tentavam contornar problemas mais graves e imediatos. E irritantes. Porque souberam, no minuto em que entraram no hangar, que tinham perdido.

Mas o Professor não podia subestimá-los.

— Ela está morando na Jamaica, numa casa na praia. Yashing está com ela.

Sergio levantou as sobrancelhas.

— Yashing? Helsinki? — o plano de fuga dele não tinha sido esse.

— Sim, Professor. Eles vão a festas o tempo todo. Gastam muito dinheiro com roupas. Mas não chamam a atenção de ninguém.

"Ainda bem."

— Consegue avisar alguém para Yashing me ligar? Quero falar com eles.

— Agora mesmo, Professor.

— Obrigada, Darko.

60 dias desde o assalto.

Helsinki levantou do sofá e agarrou a pistola que ficava na mesa de centro quando viu uma sombra se mover pelo quintal da casa. Nairóbi estava tomando banho no andar de cima, a água caindo incessantemente.

A sombra parou à porta e bateu.

— Sim? — ele perguntou, a arma já em punho

— Tenho um recado.

— De quem?

— Da escola. O Professor-chefe quer falar com você.

Helsinki abriu a porta, pondo a pistola na cintura.

Era um garoto de uns 20 anos, pele escura, olhos grandes e com uma postura adulta.

Helsinki respirou fundo.

— Entra.

Fechou a porta.

— O Professor te mandou?

— Na verdade, nunca falei com ele. Alguém me disse que ele precisava falar com você. — dizendo isso, tirou um telefone do bolso e entregou a ele — O único contato é o dele, como sabe.

— Quem te procurou?

— Darko.

Helsinki respirou fundo, novamente. Estava vivo, afinal.

— YASHING! — Nairóbi descia da escada enrolada na toalha, ainda molhada — Acabou meu creme pro cabelo, pode ligar para a mulher que faz e mandar ela trazer alguns potes aqui?

O garoto olhou para ela.

— Ah, desculpa.

— O Professor quer falar com a gente. — virou para o garoto — Pode ir, agora.

Ágata fumava um cigarro e perdeu-se em pensamentos. Pensava em Axel, seu filho, e em como ele poderia estar feliz. Agora ela vivia com Helsinki e era maravilhoso: ele era um grande amigo, respeitava o espaço dela e, acima de tudo, se comprometeu a ajudá-la a buscar o filho quando fosse a hora certa.

Pensou no Professor e em sua voz sussurrada, e no quanto sentia falta dele e daqueles meses na casa de Toledo. Eram todos uma família e ela ainda tinha sonhos. Ainda amava os amigos e ainda tinha sonhos, mas parecia que o assalto os tinha mudado de uma maneira muito mais profunda. Ela parecia ter, agora, um tipo de maturidade e sabedoria que não julgava ser possível ter. Agora, ela estava sábia. E estava pronta para dizer tudo isso a Axel quando o visse.

Porque, por agora, só lhe restava apagar o cigarro e se trocar: havia mais uma festa para ir.

Notas finais
oi pfv me deem um feedback, pas