Notas iniciais
Capítulo repostado! Valeu DiAngelo!

Boruto não sabia se gritava de emoção, se saia correndo enlouquecido, se chorava de vergonha por pensar que sua mãe era um monstro. Depois e dar um verdadeiro show voando pelas árvores, de sua mãe lhe mostrar alguns jutsus inimagináveis feitos a partir do chakra de vento e alguns pergaminhos que guardavam segredos sobre o clã Uzumaki que nem mesmo Sasuke conhecia, Boruto já não sabia o que pensar sobre ela.

E como grand finale, uma enorme pergaminho que saíra literalmente de dentro da garganta de Naruto, como se ele, tal como uma cobra, vomitasse ele para fora de seu corpo. Um pergaminho com quase um metro e meio de altura e meio metro de rolo. Era absurdamente descomunal a proporção daquele objeto de papel.

Boruto poderia dizer que havia quilômetros e mais quilômetros de comprimento, pois essa era a impressão que aquele enorme tapete de papel dava a ele. O estranho era que não havia nada escrito nele: um longo papel enrolado e sem nenhuma palavra. Naruto sorriu. Talvez fosse a hora de saber se este filho seu tinha a linhagem. Ele tentara com todos, imaginara que até Keiko ou Menma poderiam ter, mas eram genuínos Uchihas.

–Corte seu dedo e escreva o primeiro kanji do seu nome aí, Boruto. – quem sabe o que aconteceria se Naruto fizesse o teste? Estava ansioso, tão ansioso que poderia voar.

–Por q... – ele iria perguntar, mas o olhar determinado de Naruto o fez obedecer. Mordiscou a ponta de seu dedo e escreveu num canto do papel.

Naruto esperou o sangue secar, enquanto o menino lambia a ferida de seu dedo. O mais velho estreitou o olhar e observou atentamente o pergaminho: seu sorriso crescia na medida em que os símbolos próximos ao kanji que Boruto fizera se acendiam, e logo começaram a girar, puxando o sangue usado como tinta para fazer o kanji, formando uma bolha que saiu do papel e flutuou no ar. O sorriso de Naruto não conseguia ser maior do que já estava.

–O que está acontecendo?!

–É a prova! – os dois se fitaram. Naruto sentia-se extremamente feliz. A bolha estourou e os pingos fizeram letras aparecerem onde os respingos tocaram.

–Prova de quê?

–Que você tem o meu sangue... E que pode ver!

Boruto baixou o olhar se recordou dos momentos em que seus irmãos ativaram seus olhos e assim firmaram seus locais na família Uchiha. Lembrou-se da foto que sua mãe sugerira em fazer depois que Keiko ativou seu sharingan: Sasuke atrás de uma fileira formada pelos mais velhos, Menma e Itachi, nas pontas, e Keiko e Sarada no meio, todos os cincos com os olhos vermelhos e sorrindo por fazer isso. Até Madara estava na foto, ao lado de Sasuke, como uma referência ao passado e ao tempo que tanto mudara. Era uma forma de eternizar o momento em que a família Uchiha finalmente se estabelecera.

Sasuke ensinara os jutsus do estilo Katon e genjutsus do clã Uchiha, não era raro o pai sair com os quatro para treinar. Ele sempre soube, desde o dia em que ouvira um garoto perguntar se ele era realmente irmão de Keiko, porque ele era loiro e ela morena, que não era um Uchiha.

Boruto sabia que seu pai era o poderoso e o lendário Uchiha Sasuke, que carrega uma extensa lista de feitos, mas o menino sentia que não tinha nada parecido com ele, exceto o comportamento frio. Agora, ouvindo tudo aquilo de sua mãe, o menino se perguntava se realmente sua mãe era um ser tão ruim quanto comentavam seus irmãos.

–Ver... – o menino enfiou as mãos nos bolsos e baixou o olhar, sentindo-se incomodado – Eu não tenho os olhos dos Uchihas para ver...

Naruto rio alto. Ele próprio levara anos para entender a metáfora daquele pergaminho gigante e seu funcionamento. Aliás, aquilo o fez lembrar-se de quando começou a coletar informações, o pergaminho não passava de um mero papel dobrado e com o passar dos anos chegou àquelas proporções.

–Mesmo os Uchihas mais poderosos não puderam “ver” o que está escrito aqui, Boruto.

–Por quê?

Naruto mordeu seu dedo e rodopiou o papel em torno de si, manchando aquele objeto com seu próprio sangue, fazendo uma linha contínua, o que provocou uma reação em cadeia de kanjis feitos de luz e sangue. O pergaminho formou uma faixa em torno dos dois e através do sangue de Naruto bolhas flutuaram por ali.

–O que são... – uma bolha chegou bem perto do garoto e era como se um breve filme estivesse projetado nela. Mostrava Naruto embalando uma criança, caminhando descalço por um jardim e Sasuke vinha atrás, com as mãos nos bolsos e um enorme sorriso no rosto. O bebê tinha cabelos pretos e riscas nas bochechas: era Menma. – Memórias! São memórias!

–Não. – Naruto enfiou as mãos nos bolsos e sorriu ao perceber que seus apetrechos de batalha reagiam ao chakra existente no pergaminho — Mais do que isso, Boruto, nesse papel estão as almas, as mentes e os chakras dos mais poderosos Uzumakis.

Boruto viu uma bolha mostrar uma mulher ruiva sorrindo ao lado de um homem loiro, havia um bebê nos braços dela. Logo em seguida ele viu o trio ser atacado e a bolha se afastou. Eram seus avós biológicos? Os mais poderosos? Memórias de sua mãe flutuavam ali, bem como de outras pessoas que ele não conhecia, mas sentia que tinham algo em comum com ele.

–Quer dizer que... Tudo isso... – Boruto estava perplexo demais.

O Uzumaki mais velho fechou os olhos e de suas costas brotaram correntes de chakra dourado. As pontas das correntes se conectaram com o papel do pergaminho e o fez criar uma enorme torre de papel, como uma serpente se enroscando no próprio corpo. Boruto arregalou os olhos, admirado com aquilo. Aquela torre lembrava os símbolos na barriga de sua mãe e nas costas de sua camisa, era um Redemoinho feito de pergaminho.

–É tudo o que o meu clã criou, que minha mãe guardou nessa cabana e eu aprendi sozinho, com o tempo. Tudo o que eu sei, tudo o que eu aprendi ao longo dos anos, todas as informações que eu coletei, todo o meu poder, tudo o que eu vivi... – ele respirou fundo – Está registrado no Pergaminho Celestial dos Redemoinhos.

–Incrível, mãe!!! É incrível que algo assim esteja dentro de você!!!

Uma das correntes foi até um determinado ponto e retornou com uma bolha presa em sua ponta. Ela estagnou bem diante dos olhos de Boruto e lhe revelou algo. O menino passou alguns segundos sem piscar e assim que a bolha estourou, Naruto viu que seu filho chorava copiosamente por causa do que vira. Parece que ele entendera.

–Ma... Ma... Mamãe... – ele enxugou suas lágrimas e sorriu – Então é isso... Por isso matou todas aquelas pessoas... Para proteger a reputação do papai. – o mais velho assentiu – Porque mamãe ama profundamente o papai. Mamãe sempre foi o bode expiatório, não é?

–Geralmente não podemos escolher a vida que queremos ter... Às vezes nascemos em berços de ouro, como o clã Uchiha, outras vezes nascemos na lama, como o clã Uzumaki... Mas, o que realmente faz toda a diferença... – Naruto fez um selo e suas correntes puxaram todo pergaminho de volta ao seu estado normal. Ele bateu palmas e sua boca se escancarou para engolir o objeto inteiro. Retomado o fôlego, Naruto sorriu – É como vamos escrever os nossos destinos, pois é nossa a mão que delineia os traços.

O menino ficou cabisbaixo, pensativo, trazendo a sua mente todas as imagens que vira das memórias de sua mãe, analisando o que podia. Sua mãe passara por muita coisa. Não só o massacre do clã Uchiha, mas a infância e o confinamento na montanha, o sofrimento e a loucura, os anos estudando, dedicando sua vida a restaurar o que as pessoas desejavam destruir de sua própria família. Sua mãe não era ruim, o clã Uchiha não era herói, as pessoas da vila estavam erradas e o mundo parecia um lugar ruim agora.

Os dois se fitaram. Naruto ainda sorria. Ele sempre estava sorrindo. As únicas vezes que não via sua mãe sorrir era quando Naruto iria chamar a atenção de seus irmãos ou tratar de um assunto importante com seu pai, salvo isso, sua mãe sempre sorria. Um sol que nunca para de brilhar, por mais que o dia esteja nublado.

O loiro suspiro remexendo seu corpo. Retirar um pergaminho daquelas proporções de seu interior era um processo doloroso e que seu corpo demorava um pouco a se adaptar tanto com a saída, como com a entrada, mas era divertido, constatou. Tinha algo a mais para dizer.

–Eu nunca vou reclamar do que suas irmãs e seus irmãos disserem de mim porque eu sou um Uzumaki e me orgulho disso. – Naruto sorriu tão largamente que caberia um sol de felicidade ali – Porque ser um Uzumaki é não ter vergonha de ter o que se tem, de ser o que se é e nem desistir de mudar quando tudo estiver ruim. – lágrimas se formaram no canto dos olhos de Naruto enquanto ele sorria – Ser Uzumaki é transformar o ódio em amor.

Naruto foi até Boruto, se abaixou e o abraçou, erguendo-o no ar. Num salto, voou bem acima da copa das árvores, passando pelas nuvens e parando ali. O Uzumaki segurou seu filho pelas mãos e começou a caminhar no ar.

–Como faz isso?! – ele perguntou.

–Quer aprender? – Naruto sorriu bobamente.

–Mas é claro! Imagina se eu chego voando na Academia?! Eu iria impressionar até o papai!!!

O mais velho riu longamente.

–Só posso lhe ensinar isso, se você for um Uzumaki! – Naruto brincou – É uma técnica que só pode ser usada por verdadeiros Uzumakis!

–Mãe! – Boruto ergueu o rosto completamente banhado em lágrimas – Eu serei tão forte quanto você e vou honrar o nome dos Uzumakis! Eu juro! Serei forte para fazer as pessoas entenderem que não existe nada de ruim em ser um Uzumaki, que somos bons, que somos pessoas incríveis! – ele fez um bico adorável de criança choroso – Eu amo mamãe!

Naruto sorriu mais uma vez.

–Eu também amo você, Boruto e já que decidiu ser Uzumaki – Naruto soltou o garoto no ar e Boruto começou a se debater gritando, enquanto o outro acompanhava voando – Eu vou te ensinar a voar!

–Mãe!!! Eu vou morrer!!!

O loiro riu longamente segurou nas mãos do filho. Lembrou-se de quando começara a treinar suas técnicas de voo e o quanto difícil fora, mas agora que já dominava seria bem mais simples, já tinha até um método em mente. Não demoraria para que Boruto aprendesse.

o/ o/ o/ o/ o/

Já era mais de meia-noite e eles ainda estavam na sala, a televisão estava desligada, os celulares estavam sobre a mesa de centro, a porta era constantemente fitada e um chefe da casa se mostrava cada vez mais irritado atrás de suas mãos cruzadas na frente da boca, o ancião de olhos fechados e apoiado em sua bengala de vez em quando dava um espiada no ambiente e soltava uma breve risada, o que aumentava ainda mais a veia de raiva que saltava na testa do pai. Os filhos? Quietos e com cara de culpados.

Desde a briga pela manhã que ninguém tinha notícias de Naruto e Boruto.

Sasuke estava quase tocando fogo na própria casa se alguma coisa não acontecesse. De repente o telefone da cozinha tocou e todos correram desesperados para atender, no entanto se esbarraram e tropeçaram, derrubando tudo o que estava pelo caminho, de modo que quem atendeu fora Sasuke.

–Alô?

–Sasuke-kun! – era Sakura, o que o fez bufar de irritação.

–Que foi?

–Eu procurei por Naruto... Mas nada. Desculpe.

–Tudo bem... Eu sei que ele vai aparecer mais cedo ou mais... – não teve como terminar sua frase, pois o tão esperado arrepio provocado pelo chakra de Naruto aconteceu. Sasuke sorriu fechando os olhos como se tivesse acabado de provar a melhor comida do mundo – Ele acabou de pisar no terreno.

–Como sabe?!

–Eu posso sentir! – o tom de voz dele melhorara – Obrigado por tudo, Sakura.

–Pode sempre contar comigo, Sasuke-kun!

Os dois desligaram e Sasuke voltou para a sala, onde seus quatro cabeças-duras filhos estavam de pé, voltados para a porta, esperando Naruto entrar. Sasuke estava de tal modo querendo a companhia de Naruto que ao ativar seu sharingan podia ver Naruto e Boruto em forma de chakra caminhando pelo jardim e subindo a pequena colina onde a casa fora construída em cima. O chakra do seu filho parecia mais fraco e Naruto fazia de fez em quando infusões ao tocar o corpo do menino, como se quisesse evitar que ele desmaiasse.

Então eles chegaram à entrada da casa. Sasuke desativou seus olhos e esperou ansiosamente. Sentia saudades do seu dobe e queria muito se desculpar com ele.

–Eu espero que Naruto não esteja irritado. – comentou Madara – Ouvi dizer que num ataque de fúria ele quase matou os três sennins e destruiu meia Konoha. – o velho abriu os olhos e sorriu sagaz. Os quatro Uchihas estremeceram, ao passo que Sasuke apenas riu contidamente ao se lembrar do ocorrido – Imaginem o que ele pode fazer...

Por um segundo Sasuke percebeu uma pequena mudança na direção dos chakras de Naruto e Boruto, sumindo um pouco de seu campo de visão periférica.

–Mas cadê...?

Um buraco no teto se abriu de repente e por ele passou Boruto rolando descontroladamente pela sala até cair em cima do sofá. Sasuke ficou sem entender. Deveria ser mãe e filho. Onde estava... Seu pensamento fora interrompido pela risada escrachada de Naruto. Ele descia de ponta cabeça, em posição de lótus invertida, e devagar, rindo ensadecidamente do pouso desconcertado de Boruto.

–Não ria, mãe!!! Doeu!!! – o bico de Boruto lembrava e muito o de Naruto.

–Desculpe, querido... É que foi muito engraçado!!! – ele girou no ar e pousou no meio da sala, chutando de leve as madeiras do telhado – Você precisa dominar o pouso antes de dar longos voos por aí. Não é tão simples quanto parece.

–Eu só queria fazer uma entrada triunfal... – o menino gemeu.

–E fez! – ele apontou para o teto. – Vou ter muito que fazer amanhã!

Menma, Itachi, Keiko e Sarada foram ao chão, completamente curvados, sob o olhar severo de Sasuke, que apenas aumentou seu sorriso ao ver Naruto coberto de folhas e muito risonho.

–Sentimos muito, mamãe, fomos indignos!!! Nos perdoe mamãe!!! – gritaram os quatro com a cabeça encostando o chão.

Naruto franziu o cenho e fitou Sasuke. Boruto se recompunha em cima do sofá e tentava não rir da posição cerimoniosa que os quatro estavam.

–Mas o que foi que você fez Sasuke? – Naruto indagou.

–Os fiz entender que não podem tratar a mãe deles como se fosse um criminoso.

O loiro se abaixou e fitou-os. Tocou a cabeça de Keiko e ela ergueu temerosamente a cabeça, revelando olhos chorosos e quase sem brilho. Naruto fitou Sasuke e saiu de casa, fazendo sinal para que o moreno o seguisse.

Os filhos ficaram na varanda observando o que aconteceria.

–Você usou que tipo de jutsus neles? – Naruto perguntou com um tom perigoso de voz.

–E isso importa? Eles te desrespeitaram e te trataram mal! Eu não podia...

–Que tipo de jutsus você usou neles, Sasuke Uchiha?! – ele elevou a voz.

–Eu mostrei a eles o Amaterasu.

–O quê?! – Boruto sorriu e os seus irmãos ficaram sem entender o motivo do sorriso. Não poderiam entender o coração da mãe do jeito que ele entendia – Você usou o Amaterasu nos meus filhos?! – ele rosnou se aproximando de Sasuke. – Você usou suas chamas negras que não se apagam nos meus filhos?!

Naruto apareceu velozmente abaixo de Sasuke chutando seu queixo e o fazendo subir alto, girou o corpo e voou atrás dele, lá no alto juntou os punhos e acertou a barriga dele, fazendo o moreno se chocar violentamente contra o chão, logo em seguida Naruto pousou com os dois pés contra o corpo de Sasuke, fazendo-o afundar ainda mais e cuspir sangue. Keiko arregalou os olhos ao ver Boruto batendo palmas. Menma sorria surpreso com o poder da mãe. Itachi sentia-se intimidado, mas encantado. Sarada mal conseguia segurar suas lentes no rosto.

–Nunca mais use seus jutsus mortais contra meus filhos, ouviu?! – Sasuke assentiu gemendo de dor. Naruto saiu do buraco e parou na frente de seus Uchihas – Eu os perdoo. Mas quero que saibam de uma coisa – ele falou entrando – O sentimento que eu mais odeio é a ingratidão e muitos que morreram por minhas mãos foi por causa da ingratidão. – eles assentiram.

Sasuke entrou limpando suas roupas. Sarada não conseguia acreditar que seu pai se quer esboçasse um pingo de dor depois do que acontecera, apenas um filete de sangue escorria pelo canto de sua boca, mas fora isso, seu pai nem parecia ter apanhado.

–Poderia ter me partido ao meio, sabia Naruto?

Os dois se fitaram.

–Culpa sua. Quem mandou ameaçar as minhas crianças com seus jutsus assustadores? – Naruto olhou para o relógio e para a cara de fadiga de Keiko e de Boruto – Acho que é hora de vocês dormirem, não? – cada um passou por Naruto e recebeu um beijo na testa. – Durmam bem, meus endiabrados!

Alguns minutos depois, assim que viera de um banho quente, Naruto preparava algo para comer na cozinha. Sasuke veio logo em seguida, para abraçá-lo como mais gostava e foi recebido com afagos suaves em sua nuca. O loiro sorriu.

–Obrigado.

–Pelo?

–Por ter me defendido. – sussurrou – Só você mesmo para me defender.

–Sempre. – Sasuke beijou o pescoço dele – Sempre. Para sempre!

Naruto se virou e enlaçou o pescoço de Sasuke.

–Desculpe pela surra... – passou o dedo pelo lábio cortado dele e em seguida penteou carinhosamente a longa cabelereira que cobria parte de seu rosto.

–Tudo bem, eu entendi a intenção pelo brilho dos seus olhos.

–Que bom que certas coisas você entende só de olhar.

Sasuke sorriu safadamente.

–Eu entendo agora que vou ganhar alguns beijos...

–Com certeza! – Naruto saltou para o colo de Sasuke e começou a beijá-lo com furor, sugando desejosamente a língua do moreno, entrelaçando a cabeleira espessa e negra entre seus dedos. Sasuke espalmou a bunda de Naruto e a apertou com uma mão, enquanto a outra subia por dentro de sua camisa.

O maior moveu-se para sala e sentou-se no sofá. Os lábios só se soltavam para tomar mais fôlego para continuar, Naruto chegava a gemer com as mordiscadas que Sasuke dava em seus lábios, provocando-o. Ele se remexeu sobre o colo dele e sentiu algo endurecer.

–Já está assim? – Naruto arfou.

–A culpa é sua. – Sasuke estapeou o traseiro do outro e fitou intimamente – Pode dar um jeito!

–Vou dar. – ele respondeu rebolando lentamente, fazendo Sasuke sorrir mordendo o lábio inferior. Os dois se beijaram novamente e Naruto parou de se mover, o que fez Sasuke estranhar com a atitude. O loiro se levantou do colo do outro e foi até a porta de entrada, saindo da casa. Sasuke seguiu-o se perguntando o que ele iria fazer.

–Vai aonde? Hei... Hei! Narut... – ele iria falar mais alto, mas aquietou-se e assistiu o seu loiro caminhar para o lago que havia em frente a casa, retirando sem pressa a própria camisa, depois o short, até que ficou completamente nu e entrou nas águas.

Sasuke apressou seus passos e ao chegar à beira do lago despiu-se completamente.

–Ligeiro, não? – comentou Naruto começando a nadar calmamente, sentindo as águas se mexerem com a presença sutil de Sasuke. Ele parou de se mover e esperou o outro o abraçar, enlaçando sua cintura com os braços e iniciando seus típicos movimentos de sentir seu corpo com os dedos. Ele se virou e deparou-se com os olhos brilhantes de Sasuke.

–Vai me deixar fazer o que eu quiser? – ele indagou sem qualquer pudor, tateando o traseiro de seu dobe, espalmando as nádegas.

Naruto apenas assentiu e deixou-se ser levado pelos movimentos que Sasuke fazia em seu corpo, deixou-se ser tomado e engolido pela proteção que seu marido emanava sempre que estavam juntos. A vida estava tão boa que ele chegava a estranhar.

Quanto tempo duraria?

Notas finais
E o que vocês acharam?