Notas iniciais
Meu povo, eu sei que passei uma vida inteira para trazer o último cap dessa fic que me rendeu uma fama boa e ótimas ideias para fics futuras. Mas o bloqueio mental para essa fic que eu enfrentei todos esses meses foi um obstáculo finalmente vencido. O capítulo ficou pequeno, eu sei - miseravelmente pequeno - mas sincero e, eu acho, altamente condizente com toda a proposta da fanfiction. Eu gostaria de agradecer a todas as pessoas que recomendaram, acompanharam, favoritaram, esperaram e tiveram paciência comigo. Muitíssimo obrigada, meu amores, por todo o seu carinho e toda a sua atenção com essa humilde autora. Eu particularmente espero que gostem do fim. Um fim que na verdade não é bem um fim, ele é só... Como posso dizer... Algo que eu esperava que acontecesse, pois o amor intenso que Sasuke nutria por Naruto e Naruto por Sasuke não podia simplesmente terminar com a morte. Eu não podia deixar que isso acontecesse, então tentei algo diferente e eu espero que gostem, apesar de estar pequeno.

Ia a passos lentos, observando a paisagem ao seu redor, percebendo que nada mais era como antes, nem ele mesmo, no entanto o seu destino continuava exatamente como estaria para todo o sempre. Era de se esperar que ele fosse para lar. Seus filhos não estranhavam mais, aliás, preferiam que ele fosse para lá. Qualquer pessoa em seu estado preferia vê-lo daquele jeito, ao lado daquela pessoa, aliás, ainda era uma pessoa?

Finalmente chegou lá no alto. Em cima de uma colina, por trás do gigante monte Hokage, atrás dos rostos das supostas pessoas que salvaram Konoha, havia, solitária e gigante, quase do tamanho de uma floresta inteira, com suas raízes gigantescas e poderosas, sustentando todos os alicerces da grande vila, protegendo-a do que quer que fosse, havia uma árvore. Seus frutos, diziam os mais antigos, eram focos de chakra dourado que brilhavam todas as noites, principalmente na lua de sangue.

Sasuke conseguiu chegar, apesar de sua avançada idade. Não era normal que alguém como ele vivesse quase cem anos? Oh sim, era. Principalmente levando em consideração quem lhe dera forças e autoridade para viver até aqueles dias.

Aproximou-se da árvore, sentando-se em uma raíz, bem ao lado do gigantesco tronco largo que ele mesmo ajudara a plantar e a crescer. Não era simplesmente uma árvore gigante. Aquela era, ninguém mais ninguém menos que o verdadeiro salvador de Konoha. Aquele, cujo chakra infinito, continuava alimentando não só as esperanças, mas a vida de todos.

—Boa tarde, meu amor. – sussurrou baixo. Não era mais o mesmo. Os longos cabelos brancos lhe cobriam o corpo curvado e debilitado pelos anos batalhando. Ficara cego, pois não aceitava mais usar seus poderes se não fosse com a finalidade de proteger aquela pessoa. Guiava-se pelo mundo através de sua memória e pelo rastro de chakra que as raízes deixavam por toa a vila. Suas mãos já não tinham tanto movimento, aliás, todo o seu corpo começara a perder os movimentos. Sasuke suspirou e sorriu. Finalmente, estava chegando a hora.

Um vendo gentil e quente soprou a folhagem e focos de chakra flutuaram ao seu redor. Ele sorriu sentindo aquele calor. Ele respondia.

—Finalmente Sarada tornou-se Hokage. – sua voz estava rouca pela velhice avançada e o desgaste que seu chakra fizera em seu corpo – Boruto é o braço direito dela... Itachi é o novo chefe do clã Uchiha e parece que... – respirou fundo, tomando fôlego para continuar falando – O mundo finalmente está em paz... E – riu-se – Todos te esqueceram, de novo.

Um riso baixo seguiu-se e enquanto algumas folhas caíram. Parece que Naruto também ria, de alguma forma, do seu status tão comum. Respirou fundo e olhou em volta. Continuava sozinho, mas pequenos brotos começavam a crescer ao seu redor, em cada ponta dessas mudas haviam um foco de chakra.

—Está chegando a hora, não é, Naruto? Em que finalmente terei o direito de estar contigo para sempre? – apoiou-se em sua bengala, que antes era sua poderosa katana e sorriu, ajustando a sua postura – Não existem mais motivos para eu ficar longe de você, não é? – algumas folhas caíram, tocando gentilmente o rosto de Sasuke – Eu já cumpri a minha missão aqui, como você cumpriu a sua há trinta anos.

As raízes subiam gentilmente por seu corpo, os brotos estavam ganhando forma, força e tamanho, como se fosse pequenas árvores, aproximando-se do corpo del.

—Eu sinto tanta falta do seu sorriso, Naruto, que acho que vou ter um infarto provocado pela ansiedade. – riu-se de novo e mirou o horizonte. O pôr-do-sol começava a colorir os céus de Konoha e suas construções. Laranja. Era a cor dele. Logo ficaria vermelho. A sua cor. E se fundiriam num só para dar início à graciosidade da noite. – Será que vai demorar muito para eu te ver de novo, Naruto?

As pequenas árvores começaram a envolvê-lo, bem como as raízes. Sasuke fechou os olhos e teve certeza que naquela escuridão havia um brilho e naquele brilho, uma risada sarcástica que o recebia num abraço. Finalmente, juntos. E para sempre.

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—Menma. — chamou Sarada observando sua janela com lágrimas nos olhos.

—Sim? — ele olhou para fora, para a mesma direção e sorriu, também começando a chorar — É verdade...

Itachi se aproximou e ergueu o olhar, sorrindo. Boruto apareceu logo em seguida, já observando o monte Hokage, onde estava o rosto de sua irmã. Keiko suspirou e cruzou os braços, deixando as lágrimas cair.

—Parece que finalmente nossos pais vão ter o descanso e a recompensa que merecem, não é? — disse Itachi, baixando o olhar, sorrindo.

—Sim, finalmente. — Boruto sorriu largamente — Mamãe sempre disse que ela jamais deixaria o papai ou a nós. Quando se transformou num carvalho, eu pensei "Isso sim é que é manter promessa". — esfregou os cabelos — Quem diria que mamãe faria o mesmo ao papai?

—Eu já esperava. — Keiko enxugou suas lágrimas — Papai sempre quis ficar com Naruto para toda eternidade. Nada mais justo do que ele ser igual a ele, não é? Um carvalho ainda mais frondoso.

Como mágica, ao lado do mais antigo e primeiro, crescia um novo carvalho, de madeira e folhagem mais escura, cujas raízes e galhos se entrelaçavam na outra árvore, como se a abraçasse de modo gentil, enquanto seus troncos e suas filhas eram banhadas pelos últimos raios vermelhos de sol.

Toda a Konoha parou durante aquela noite de lua cheia para saudar o novo ciclo eterno que se iniciava. Alguns choraram, outros aplaudiram, ainda houveram aqueles que foram deixar oferendas em agradecimento, mas ninguém deixou de se emocionar quando as sementes do primeiro carvalho, aqueles focos dourados de chakra, flutuaram garbosos por toda a cidade, de acordo com o vento, para então retornar e abraçar a árvore ao seu lado. Aquela era a prova maior de que eles estavam juntos para sempre.

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Dizem por aí, que se você entrar na famosa cidade de Konoha com intenções negativas no coração, as duas gigantes árvores protetoras do lugar não lhe deixarão dar um mínimo passo que seja. Por todo o subterrâneo é possível ver raízes unidas, entrelaçadas, emanando chakra dourado e vermelho, cuidando da cidade.

O que dizem, ainda mais, é que as duas árvores na verdade eram dois poderosos shinobis, viajantes no tempo, capazes de proezas admiráveis, que ao se entregarem plenamente ao amor, redimindo-se de todos os seus crimes e seus males, ganharam dos deuses o direito de continuarem juntos, pela eternidade.

Ainda dizem que os filhos deles continuaram com a tradição de viver em paz, trazer a paz e manter a paz que os pais demoraram tanto para conquistar. Dizem sustentar tudo com base nos ensinamentos amorosos que eles deixaram juntamente com seu legado de poder e de honra. Não há aquele em Konoha, quiçá no mundo, que não conheça a sofrida, incrível e extraordinária história de amor entre uma raposa e um corvo.

Notas finais
Obrigada por tudo a todos. Espero vê-los em outras fics que eu postar por aí. Espero sinceramente que tenham gostado de toda essa aventura. Que tenham se divertido, se emocionado, se irritado, mas, acima de tudo, fica feliz com a leitura. Obrigada e até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!