Notas iniciais
Demorei, mas postei. Vida de faculdade e de escritora é conturbada e sem tempo, mas vale a pena. Segue capítulo. Ficou meio longo, mas ficou bom, eu acho. Preciso dizer que Mr. Catra investiu pouco nesse capítulo, mas investiu... A verba tá fraca, gente, muito fraca. E deixo meu xeiro especial para a nova leitora Duda, pelo comentário e pela recomendação.

–Mais uma coisa, Uchiha... – os dois se encararam. Sasuke estava de joelhos diante das pernas de Naruto, recebendo carinhosos cafunés. Kurama exibiu uma clara face de ciúmes – NARUTO É MEU, SEU PIRRALHO NOJENTO!!! MESMO DEPOIS DE NARUTO VOLTAR NA PORRA DO TEMPO, VOCÊ CONTINUA COM ESSA POSTURA ARROGANTE!!! QUE MERDA, UCHIHA!!!

Sasuke se irritou, não se deixando intimidar pelos gritos da raposa furiosa. Ergueu-se imponentemente e bateu no peito.

–MAS É CLARO!!! EU POSSO VOLTAR UM MILHÃO DE VEZES NO TEMPO, QUE NÃO VOU MUDAR, CACETE!!! NARUTO SEMPRE SERÁ MEU DOBE, VOCÊ QUERENDO OU NÃO!!! JÁ DEVERIA TER SE ACOSTUMADO, SUA CABEÇUDA PELUDA!!!

Quem passasse pelo parque ficaria assustado com a audácia do jovem Uchiha em discutir com a poderosa Kyuubi. Todos os bijuus eram respeitados e honrados em festivais todos os anos em Konoha, então ver um Uchiha, um dos clãs mais antigos e poderosos, discutir em pleno dia de maneira aberta com a mais poderosa de todas as bijuus era perigoso. A qualquer momento uma luta mortal poderia começar entre os dois e a vila pagaria por isso.

Provavelmente essa deveria ser a razão para Naruto está ali, observando aqueles dois brigarem mais uma vez sobre quem tem a preferência sobre si.

–COMO É, SEU PIRRALHO DE MERDA?! NARUTO NÃO É SEU!!! – as caudas se agitavam freneticamente – EU DEVIA LIMPAR SUA EXISTÊNCIA DESSE MUNDO!!!

–TENTA, FILHA DA PUTA, TENTA QUE EU TE FAÇO FICAR DO TAMANHO DE UM CHAVEIRO, ENTENDEU?! – ele apertava firmemente um punho – E O DOBE É MEU SIM!!!

Os dois continuaram discutindo severamente, falando alto e gesticulando. Ninguém queria intervir nos assuntos daqueles dois, poderiam sair feridos mesmo que sem querer. Aquilo já estava chamando atenção demais. Naruto contou mentalmente.

Três, dois, um e...

–CALADOS, PAREIA DE IDIOTAS DO CARALHO’TTEBAYO!!!! – Naruto gritou alto, chamando atenção dos dois para si. Colocou sua cadeira no meio dos dois e bufou de fúria – EU VIM AQUI DESCANSAR E NÃO FICAR OUVINDO OS LATIDOS DE VOCÊS!!! VOCÊS SÃO UMA HORDA DE INGRATOS FILHOS DA PUTA’TTEBAYO!!!

Os dois encaram-se mutuamente e olharam para Naruto. Todas as outras bijuus, que estavam ali para acompanhar o dobe, fizeram sinal para silenciar. Os dois concordaram em se acalmar em vez de brigar. Sasuke sentou-se em um balanço e ficou olhando Naruto, enquanto Kurama se aninhava em volta da cadeira de rodas.

–Ei, Kurama! – falou Son Goku – Deixe disso. Naruto é jinchuriiki de todos nós.

A raposa franziu o cenho.

–É verdade. Ele prometeu nos dar a liberdade e cumpriu, prometeu nos proteger e cumpriu, nós devemos muito a ele, então deixe de possessividade. – solenizou Kokuou batendo um dos cascos no chão.

–Você não pode monopolizar o garoto, valeu? – soltou Choumei.

As outras bijuus prosseguiram com semelhante discurso ao ponto de Kurama se exaltou.

–Dane-se vocês!!! – ele rugiu ferozmente – Naruto é meu filho!!! Ninguém tem mais direitos sobre ele do que eu!

Naruto suspirou e levou as mãos até as rodas. Moveu-as com força e a cadeira saiu do lugar. Iria embora dali para algum lugar mais tranquilo. Pena não poder voar mais, do contrário iria para tão alto que somente Choumei conseguiria lhe acompanhar. Quando Sasuke, que estava entretido com a discussão dos “irmãos de cauda”, reparou que Naruto não estava mais ali, o loiro já virava na esquina tranquilamente.

Sasuke disparou discretamente atrás do dobe, aproveitando a deixa para ter um momento a sós com ele. Fazia tempo que não beijava o seu dobe, que não sentia o cheiro da sua pele, que os dois não... Quando o pensamento lhe ocorreu, Sasuke acelerou desesperadamente, seu sangue fervia com o pensamento que quase lhe ocorrera. Encontrou Naruto rumando para os jardins que ficavam perto da Academia Ninja.

Aproximou-se e surpreendeu o loiro ao se colocar de frente, impedindo da cadeira de seguir em frente. Naruto bufou e cruzou os braços. Sasuke sorriu maliciosamente.

–Faço das palavras de Choumei as minhas... “Você me monopoliza”, Uchiha Sasuke!

O moreno puxou a cadeira até um banco, sentou-se nele e obrigou Naruto a ir para seu colo, iniciando um beijo intenso e carinhoso naqueles lábios quentes. As línguas lutavam por espaço nas bocas que se encontravam, os olhos davam mais gás para continuarem, as mãos de Sasuke afagavam lentamente o corpo do dobe, sentindo cada curva dele.

–Você está mais magro. – comentou observando os braços de Naruto.

–Eu ainda não me recuperei do jutsu... – falou com pesar. Sasuke distribui beijos suaves pelo pescoço exposto do menor – Eu achava que nem vivo ia sair dessa...

–Acho que de tanto eu rogar para você continuar vivo, você está aqui. – os dois se encararam e iniciaram um novo e intenso beijo. Não importava se Naruto não andava mais, se perdera completamente suas habilidades e seu chakra, se era só mais um em Konoha com menos importância do que tinha antes, nada disso importava para Sasuke: ele estava vivo e bem ali, lhe amando. – Eu te amo, Naruto. – sussurrou, como se dissesse a si mesmo. Naruto fitou e começou a rir folgadamente – Do que está rindo?

–Você fica tão idiota quando se declara! – Sasuke iria contestar, mas Naruto o silenciou com um rápido beijo – Não fale mais isso. Eu não tenho mais poderes para defender esses sentimentos, então não fale mais isso... Do contrário, eu... Eu... – ele começara a chorar copiosamente, segurando com força as vestes de Sasuke.

Quem diria que no fim ele choraria, desesperado pela perda de Sasuke? O inferno era passar a eternidade sem seu amor. Naruto, nos últimos instantes no vazio de sua vida, perdido no tempo e no espaço, encontrara aquilo que sua mãe tivera para continuar viva e convivendo com a kyuubi em seu corpo. Sabia pelo que viver, mesmo que os sentimentos malignos ainda corrompessem a sua alma.

Sasuke apertou-lhe num carinhoso abraço e começou a beijar o rosto choroso do menor. Invocou um clone para levar a cadeira de Naruto, pois o dobe voltaria para casa em seus braços. Chegando a casa, ele daria um jeito na tristeza de Naruto.

Itachi dissera a Sasuke que o pai estava viajando por alguns dias, então eles poderiam aproveitar o momento a sós com o dobe. Naruto sabia o que aquilo queria dizer: Sasuke faria o que faria, independente de seu estado físico, fazendo-o esquecer da condição deplorável em que estava e lhe dando um pouco de alegria. O menor odiava seu estado preso de vida, mas era melhor do que ficar sem a única pessoa que realmente lhe amava.

E fora assim naquela noite. Naruto acordara bem, disposto a dar um jeito em sua condição. O rangido de suas rodas era ouvido de longe e sempre lhe denunciava a todo instante, Naruto queria pelo menos se livrar da cadeira.

–Vou descobrir um jeito de recuperar o que eu perdi... – sussurrava para si enquanto relia todos os pergaminhos de seu clã que conseguira salvar e guardar em seu quarto na mansão Uchiha – Pelo menos um jeito de andar.

Naruto estava deitado no chão de seu quarto, com um pirulito na boca e de pernas cruzadas. Apesar de não conseguir caminhar, aos poucos estava recuperando o movimento das pernas: mexer os dedos, cruzar as pernas, até mesmo dobrá-las até certo ponto. Conseguira recuperar a sensibilidade dos membros e levava uma vinda tranquila, de certa forma.

–“A técnica do voo não necessariamente depende do impulso aplicado com as pernas. Basicamente gira em torno da utilização do vento ao seu redor.” Isso eu já sabia. – falou Naruto tirando o pirulito da boca – “Muitas vezes, dependendo do grau de controle que o indivíduo tem sobre o elemento, ele pode reproduzir determinados movimentos ou determinadas ações, antes perdidas. O vento é o ar em movimento, o ar está em toda parte, portanto, levando em consideração essas informações, o ninja do chakra do ar pode usar jutsus de manipulação”... Olha, isso muito me interessa... Vamos ver os selos... – depois de uma breve olhada nos papeis, ele sorriu – Parece simples.

–Naruto? – Sasuke entrou, interrompendo a leitura do menor. Naruto suspirou e deitou o pergaminho de lado. Com o Uchiha ali, ele não podia fazer mais nada. E pela sua visão, apesar de estar de deitado de barriga para cima, Sasuke queria muita atenção. – Eu estava procurando por você. – ele fechou a porta atrás de si e se colocou sobre Naruto.

–Quando é que você não está me procurando? – Naruto zombou. Sasuke riu, retirou de vez sua camisa e depois a bermuda preta que o loiro usava – Mas o que... – Não pode completar o pensamento, pois Sasuke lhe chupava com tanto desejo que Naruto embargava a voz.

A língua de Sasuke fazia movimentos circulares, enquanto seus lábios faziam pressão por onde passavam. Droga, Sasuke, por que você sempre me faz isso? Pensava enquanto se contorcia no chão de madeira de seu quarto. Quando deu por si, seus quadris se moviam sozinhos para dentro da boca molhada de Sasuke, que não deixava de sorrir ainda que estivesse de boca escancarada. Sasuke segurou os quadris de Naruto quando percebeu que o menor iria gozar e tentaria tirá-lo de sua boca. Engoliu tudo com avidez.

Fitou Naruto respirando pesadamente, com a pele vermelha e olhos cerrados. Sasuke lambeu os lábios, adorando o que iria fazer. Ter seu pai longe por alguns dias lhe permitia transar como desejasse com seu dobe, já que o Uchiha carrancudo desaprovava a relação dos dois.

Naruto sentiu seu corpo ser virado bruscamente para baixo e sentiu sua bunda ser empinada, depois a língua de Sasuke vasculhar nervosamente o seu interior. Naruto arfou. Se ele não fizesse isso tão bem eu reclamaria, mas nem posso reclamar, afinal eu que sou o indefeso aqui, que coisa... Depois de alguns segundos, o loiro sentiu um dedo de Sasuke entrar lentamente dentro de seu corpo. Naruto transfigurou seu rosto numa face mesclada de prazer com dor, até que parou. Sasuke puxou a camisa do menor para cima e começou a beijar a tez exposta.

–Bom... – realmente Naruto se sentia ótimo com a língua de Sasuke passeando demoradamente por sua pele sensível – Não vai se mover?

Ouviu um riso abafado por um beijo em suas costas.

Um dedo, depois dois dedos e um pouco de remelexo em seu interior. Naruto fechou os olhos e apertou os lábios, esperando o movimento que viria a seguir. Sasuke beijava a coluna do menor com carinho, enquanto o preparava pacientemente e quando achou que já era em tempo, meteu lentamente. Naruto arfou e sorriu.

–Você pode até ficar achando ruim, mas seu corpo discorda completamente! – o Uchiha deu um breve rebolar e sorriu, segurando firmemente a cintura de seu dobe. Já que o jovem perdera os movimentos das pernas, tudo ficara por sua conta o que tornara a relação um pouco mais complicada.

Sasuke demorou-se um pouco observando aquele corpo que se estremecia a cada movimento de seus quadris. Suspirou longamente e virou cuidadosamente o menor no chão, envolveu a própria cintura com as pernas dele e abraçou carinhosamente Naruto. Penetrou-o lentamente, causando suspiros satisfeitos no loiro. Sentiu um arrepio percorrer-lhe o corpo, como se tivesse acabado de levar um choque suave. Sorriu.

–Como é bom estar dentro de você... – sussurrou com o rosto deitado sobre a curva do pescoço do dobe.

Naruto fitou longamente aquelas pérolas negras que Sasuke tinha como olhos, beijaram-se com furor e com desejo. Aquela invasão intensa, aqueles movimentos repetitivos dentro de si lhe fazia enlouquecer. O maior sabia como fazer Naruto se sentir vivo, como ser intenso, ele arfou a cada vez estocada em seu ponto sensível e fitou o alto.

A vida não podia ser a mesma, mas os dois eram os mesmos naquele momento.

–Eu... Arh... – os dois recostaram as testas e se encararam longamente – Naruto... Eu... Eu te amo... Te amo tanto que enlouqueceria num mundo em que você não existe... Eu morreria, eu me mataria... Eu não posso existir num mundo sem você!!!

Naruto sorriu deixando suas lágrimas escorrerem.

–Sasuke, eu... eu sou... Eu não...

–Quieto! – ordenou sussurrante – Só sente!

Sasuke colocou-se em posição de lótus e ajeitou carinhosamente o dobe em seu colo, movimentando-o com firmeza e força, fazendo-o gritar, gemer e se contorcer como podia. Os dois se beijaram longamente e algumas estocadas depois, com o gozo, se melecaram completamente. O Uchiha arfou e tomou o loiro nos braços, guiando-o para o banheiro e lá tomaram um banho frio na banheira.

Conversavam e riam sobre amenidades. Naruto constantemente se perguntava se algum dia poderia viver por si, mas gostava de ter Sasuke por perto. Vou encontrar um meio de retribuir todos esses carinhos por mim, pensou aconchegando o maior em seu colo.

Notas finais
Espero não terem me abandonado, pois eu não abandonarei vocês.