Outra História: e se... vol.2

1 Anos passam e a vida segue


Notas iniciais
Faaaaala Negada!!! Retornei como a fênix que ressurge das cinzas e comigo eu trouxe a continuação alucinante de "Outra história: e se..."!!! Se existe aqui algum mortal que por curiosidade resolveu ler essa fic, eu lhe viso mais uma vez: VÁ LER A PORRA DO VOLUME UM, SENÃO NÃO VAI ENTENDER CARALHAS NENHUMA!!! Estresses a parte, apois negada, Nonna-sama - que sou eu - prometeu, Nonna-sama cumpriu! Dali segunda temporada na cara de vocês, porque eu amo vocês e eu não poderia deixar vocês viverem na dúvida e na curiosidade - apesar de que eu fui ameaçada de morte umas três vezes, mas whatever. o/ o/ o/ o/ -Naruto! - chama Sasuke, ao meu lado. -Que foi? - ele chega bebendo água no copo. -Saiu a segunda temporada! - o moreno fala com brilho nos olhos - Vai rolar mais briga, mais sangue, mais morte, mais putaria, mais - a fala é interrompida por um Naruto alvoroçado que o empurra da cadeira para ficar ao meu lado. -MENTIRA!!! E só me avisam agora?! Nonna-sama, é nessa temporada que vai... -É sim. - a la Doquinha. -Ei - Sasuke surge do meu outro lado, com o nariz em pleno nosebleed - Eu vou comer o Naruto mais vezes? Eu faço aquela carinha. -Pois comece logo! - ele fala babando. -Como é história de me comer aí?! Tem medo de morrer não, cara pálida? - Naruto inicia um rasengan. -Eu vou ter esse teu rabo custe o que custar! - Sasuke faz um Chidori. Olho para os lados e me ergo de supetão. -Se rolar briga eu deleto essa porra toda! - grito furiosa lançando cada um em paredes opostas - Quietos, eu vou começar! Apois... Sasuke, pegue o microfone, Naruto pra guitarra, Kakashi bateria, Sakura os teclados, Shino veja a mixagem, Hinata luz, Choji câmera, e eu, a incrível e poderosa Nonna-sama: AÇÃO!!!

Sasuke Kimimonogatari

–Sasuke-sama! – um ninja ANBU entrou na sala rapidamente.

O moreno mal levantou o olhar, parecia concentrado nos papeis de pedido de soltura que recebera. Fazia cinco anos que assumira o posto do pai, como capitão da policia de Konoha. Odiava aquele posto, pois lhe prendia muito em uma sala, no entanto conformava-se: sentia velho e sem razões para grandes aventuras, diferente de quando era jovem, aliás, diferente de quando tinha a companhia de certo dobe. Esfregou os cabelos e no ato percebeu algo brilhar no dedo anelar. Era sua aliança.

Suspirou e sorriu: acabou cumprindo o que o dobe lhe sugerira.

Casou-se, é verdade. Foi amor? Não, não foi. Por convenção. Aquele nome não podia ser mencionado, aquela pessoa não podia se quer ser lembrada. Mas o que fariam aqueles que tiveram os corações fisgados pelo estranho amor? Silenciar e esconder. Aquela altura dos anos, Sasuke já tinha dois filhos com Hinata Hyuuga, uma linda garota de cabelos negros e pele branca, rosto suave com olhos perolados por causa do Byakugan, personalidade gentil e adorável. Uma esposa perfeita, ele sabia disso.

Na mesa, uma foto de família. Ele, Hinata e seus dois filhos num dia de sol. Pareciam tão felizes juntos que ninguém duvidava que houvesse um segredo escondido por aquele casal.

Ambas as crianças eram pálidas de cabelos negros, porém lisos, sem nenhum vestígio da irreparável rebeldia que os cabelos de Sasuke tinham. Eram gentis, porém vigorosos com seus objetivos. Por ajuda do destino, quase nada da personalidade do pai fora repassada para os seus filhos, o que deixava muito aliviado.

Hiroki, seu filho mais velho nascera com os olhos do clã Uchiha, enquanto o mais novo, Hiroshi, nascera com os olhos do clã Hyuuga.

Apesar da clara discrepância, de estilo de luta e de clã, Sasuke os criou juntos, sem diferenças, apenas afirmando que por serem humanos diferentes, nasceram com olhos diferentes, mas eram irmãos acima e antes de tudo. Os anciões Hyuugas não queriam aceitar Hiroshi como um deles, mas não negavam as habilidades únicas que o garoto tinha ao lutar no estilo do clã. Bem como Fugaku, pai de Sasuke, sentia dificuldade de aceitar que Hiroki despertaria um perfeito Sharingan.

Sasuke sorriu ao se lembrar disso.

Ambos os meninos despertaram os seus dojutsus sem grandes problemas e viviam bem com isso, amando-se como irmãos. Ninguém conseguia entender por que os dois não competiam por causa de seus olhos, mas Sasuke sentia que de alguma forma isso se devia as energias pertencentes à Naruto que ele ainda carregava consigo em seu medalhão. A bondade que permeava aquele chakra, que ele fazia questão de preservar, envolvia quem se aproximava.

Devia ser por isso que muito dos subordinados de Sasuke o viam como mais bondoso do que quando era jovem. Mais bondoso, mas não menos sádico em seus métodos. Todos os criminosos que ficavam na Prisão Uchiha sempre cooperavam, com medo do que poderia acontecer se não obedecessem ao capitão.

Ah, o medalhão. Fazia tempo que não sentia o próprio poder. Fazia tempo que sentira a chama que nunca se apaga arder em seu peito. Ele esfriara. Sobrando apenas a luz de uma vela. Seu amado dobe estaria vivo? E se estivesse, por onde andava?

Suspirou lentamente e deixou os papeis na mesa.

–Hm? – murmurou organizando seu longo casaco negro com emblema do clã.

–O Hokage deseja sua presença.

Sasuke desejou profundamente negar, mas era o “Hokage”.

–Certo... – antes que o ANBU pudesse levantar o olhar e perceber o breve sorriso deixado, uma nuvem de poeira se instalara, evidenciando que o capitão provavelmente já estaria na sala do Hokage.

o/ o/ o/ o/

–Faz algum tempo que eu lhe vi, Sasuke-kun... Se não me falha a memória, foi na última reunião do clã, dois anos atrás, certo? – a cadeira do Hokage se virou lentamente, mostrando quem ocupava o lugar – Nem parece que vivemos na mesma vila, de tão pouco que lhe vejo. Só espero que ainda não esteja irritado com o pai, tolo irmão menor...

Sasuke sorriu em deboche.

–Sabe que só está vivo porque Hinata me pede todos os dias isso, Itachi... – os dois Uchihas se encararam com frieza. – O que você quer?

–Informações.

–Está pedindo a pessoa errada.

O mais velho negou lentamente.

–Você é o cara certo. É o único que pode explicar algo que está acontecendo em outras terras nesse momento. – Sasuke suspirou e sentou-se numa cadeira diante do Hokage e esperou – Você conhece a organização Akatsuki, certo? – o moreno assentiu – Ao que parece... Os membros dessa organização estão sendo mortos um a um... Ninguém sabe como, ninguém sabe quem, ninguém sabe por que.

Sasuke levantou o olhar. Parece que alguém estava fazendo o trabalho dos shinobis das vilas, matando os nukenins de primeira ordem. Aquele trabalho sorrateiro, silencioso e sem respostas lhe era bastante familiar.

–E você acha que eu sei quem está fazendo isso?

Itachi sorriu de leve. É claro que seu irmão sabia, só não iria contar tão facilmente. Talvez a pior de todas as missões fosse conseguir informações daquele homem. Nem mesmo os mais poderosos genjutsus conseguiam coisa alguma dele, ou as piores torturas. Sasuke treinara habilidosamente sua mente para ser “imune” a maioria das formas de obtenção de informações. Nem mesmo o conhecido jutsu dos Yamanakas conseguia qualquer coisa.

Sasuke parecia ter literalmente a cabeça vazia. E depois que se envolvera com Hinata, desaprendera a falar. Sempre quieto, com as mãos nos bolsos.

–Não sei se sabe, mas talvez alguns de seus criminosos saibam. Então me diga o que eles sabem e poderá voltar a sua vida atrás da mesa.

–Que é incrivelmente diferente da sua, certo? – rebateu com sarcasmo – Como você é idiota... Meus criminosos não sabem de nada, porque estão com medo demais do tal assassino.

–Como é? – Itachi apertou o olhar.

–Ninguém quer saber de nada sobre o tal porque eles acreditam que pode atraí-lo e com ele vir à morte. A única informação em que são unânimes é o quanto é um inimigo poderoso e sem piedade. Seja lá o que você esteja planejando em acordo com as outras vilas, é melhor voltar atrás... Desde que esse cara, essa coisa, enfim... Desde que essas mortes começaram a acontecer, as pessoas aprenderam finalmente a calar a boca! – Sasuke sorriu.

–Acredita que é um nukenin?

Sasuke negou.

–Quem faz isso está nos fazendo um favor, apesar de está seguindo seu próprio objetivo, o que não nos garante absolutamente nada. Pode ser um inimigo ou não...

–Entendo. – Itachi investigou mais alguns de seus papeis e encontrou um específico – O que sabemos é que apenas três membros ainda estão vivos. – ele mostrou o documento ao irmão, que o tomou e observou – Desconhecemos a identidade dos três, porém acredito que o mascarado esteja entre eles. – o hokage esperou.

O desejo por vingança poderia falar mais alto agora e Sasuke poderia revelar tudo o que sabia, no entanto não surtiu efeito algum no rosto inexpressivo do irmão.

–Se eu descobrir alguma coisa, eu lhe avisarei, Hokage. – Sasuke se levantou e colocou o papel sobre a mesa. Não gostava de estar perto de seu irmão, sentia-se absurdamente incomodado. Foi até a porta e ao tocar a maçaneta sentiu um arrepio percorrer seu corpo. Por um segundo sentira dois chakras estranhos entrarem nas terras de Konoha.

Deu de ombros.

Pessoas iam e vinham constantemente por Konoha, comerciantes, caixeiros e toda classe de pessoa. Não era nada, tinha certeza disso, ou quase certeza. Foi para casa tão logo, pois a tarde levaria seus filhos para brincar no parque. Precisaria estar com sua melhor cara de pai para poder relaxar um pouco das irritações do dia-a-dia.

Notas finais
Quem gostou dá um gritinhooooo!!!! Esclarecimentos: Muita gente reclamou porque eu casei o Sasuke com a Hinata - mas cá entre nós, e aqui é minha opinião, eu acho bem melhor do que a Sakura - eu explico a razão de minha escolha, caso o Epílogo não tenha sido suficiente. Talvez vocês não tenham notado, mas ambos amavam Naruto, tanto Sasuke como Hinata, no entanto por Naruto ser quem é, por aquelas razões que vocês já sabem, não podiam trazer isso a público. Além de que é importante vocês lembrarem do bilhete que Naruto - deem uma relida nele - lá tem uma referência importante ao clã Hyuuga.Talvez esse cap tenha esclarecido mais isso, mas não se preocupem: Hinata não está roubando nada de ninguém... Talvez... Eu acho... Quem sabe... Veremos no futuro. PS. - Vocês ouviram cada vez mais os shinobis cantando por aqui!