Notas iniciais
Bom gente como é minha primeira fic, peguem leve nas críticas ok?? haha espero que gostem dela! especialmente os potterheads!!

Parecia tão certo.

Tirando o fato de que estava errado.

Rose nunca fora assim, de perder seus pensamentos por um alguém, nunca deixara seus sentimentos falarem mais alto do que a razão, afinal ela era filha de Hermione Granger. Granger não, Weasley. Sempre se esquecia de que sua mãe já não atendia mais à esse nome, ainda que todos seus prêmios e conquistas em Hogwarts fizessem menção ao mesmo.

Não queria esse fardo. Há muito cansara de ser perfeita, de ter de zelar por seu nome já que o irmão Hugo não o fazia.

Tudo o que ela queria era mais um momento sozinha com ele, antes das férias de natal, onde teria de fingir que ele não existia, pois a simples menção de seu sobrenome fazia toda a família se remexer de raiva e desconforto.

Ela já sabia das regras tanto — se não menos — quanto ele, mas os dois se recusavam a aceitá-las em Hogwarts, principalmente quando estavam sozinhos.

É claro que esse alguém é Malfoy. Scorpius Malfoy.

É isso mesmo, filho da grande inimizade de seus pais, Draco. Neto do grande ódio de sés avós (que ela tinha de admitir, era insuportável) Lucius.

Ela mesma se pergunta o porquê até hoje, depois de três anos que os dois já conhecem esse sentimento. Por que ele? Qualquer outro serviria, mas por que ele?

Tantas vezes se perguntara, e em todas elas já sabia a resposta.

Porque ele era diferente.

Não só diferente de seus familiares, o que já era uma conquista enorme, ele a entendia, como ninguém antes. Sabia o que ela estava pensando apenas com um olhar rápido direcionado a seu semblante. Não a desprezava por ela ser uma Weasley, pelo contrário, isso a fazia ainda mais irresistível a seu ver. Não gostava dela apenas para contradizer a vontade de sua família – o que fora sua principal intenção no início, mas não se aplicava de jeito algum no novo contexto de sua relação com Rose – Gostava dela de verdade.

Ela sabia que não eram mais do que amigos, mas se recusava a acreditar que isso fora o máximo que eles conseguiram atingir depois de todos esses anos.

Um vulto que se aproximava a tirou de seus devaneios.

Sim, era ele.

Scorpius Malfoy estava particularmente atraente hoje. Seus olhos, cinzentos como uma noite de neblina, olhavam despreocupados para Rose. Seus cabelos louros estavam desalinhados e caíam sobre sua testa em perfeitas camadas. Exibia um sorriso bobo no rosto, que combinava ridiculamente com suas vestes desarrumadas, típicas de um garoto-problema.

Suas atitudes rebeldes – como sentar-se à mesa da Grifinória mesmo sendo da Sonserina, o que ele fazia com freqüência para ficar perto de Rose – não a incomodavam mais, ela passou a ansear por esses momentos de rebeldia.

Parecia tê-lo observado por horas — prestando atenção nos mínimos detalhes de sua aparência, pois seria a última vez que o viria em duas longas semanas – mas na verdade só haviam se passado dez segundos, o tempo que ele levara para sentar-se.

–Oi.

Essa simples palavra monossilábica provocou um conflito de emoções na garota, a que há meros dez segundos estampava um sorriso radiante, foi atingida por um vazio em seu ser, porque ela sabia que não agüentaria passar duas semanas inteiras sem Scorpius.

É claro que o mais novo Malfoy notou a preocupação no rosto da amiga – Essa palavra ainda era demasiado inapropriada para descrevê-la – O que a afligia passou a ser a maior de suas preocupações no momento.

– Rosie? – Malfoy adorava chamá-la assim, pois sempre iluminava seu rosto. – O que houve?

Logicamente ele sabia – pensou Rose – nunca consigo esconder nada dele mesmo.

–Eu... não estou com vontade de voltar para casa. – Mentiu Rose, com a voz trêmula

–Sério? – Scorpius já havia percebido que a amiga estava mentindo – Você sempre ficava ansiosa para rever sua família.

– Ta, ok. Você sabe que eu estou mentindo e já sabe a verdade. – Declarou, porque não queria mentir para seu melhor amigo.

– Você não vai poder falar sobre mim para seus pais. – É claro que ele estava certo.

– Não só para meus pais como também para minha família toda. – Rose alterou um pouco seu tom de voz, estava mais alto — Minhas tias me perguntam o que eu faço no meu tempo livre em Hogwarts e eu tenho que mentir, porque na maioria das vezes estou com você.

– Tenho certeza de que eles não iriam achar que sou tão ruim assim se você...

– Você não entende Scorpius! – Interrompeu-o descaradamente – Meus pais odeiam o seu pai!

– Se quer saber Weasley – Só a chamava pelo sobrenome quando ela estava realmente alterada – Meu pai não acha que os seus são grandes coisas. Mas isso não tem nada a ver conosco!

–Nada a ver?! – ela já estava praticamente gritando no meio do salão principal — Tem TUDO a ver conosco Malfoy! Não é só o fato de eles não se gostarem, eu não quero ficar longe de você!

Assim que disse essas palavras se arrependeu, não queria que ele descobrisse dessa maneira. Pôde notar que Scorpius estava boquiaberto. Ele já suspeitava desses sentimentos da parte dela, mas nunca tivera certeza

– Você é meu melhor amigo. – Disse ela tentando concertar sua “declaração” – Com quem mais vou poder conversar?

–Eu vou ficar em Hogwarts no natal. – Ele estava com a confiança meio abalada, pois os sentimentos da Weasley poderiam apenas ser amizade – Meus pais estão viajando.

– Mesmo que eu queira ficar, quero ver meus pais também, sinto saudades deles. – Rose já estava com um tom de voz normal.

– Acho que você deveria ir para casa. – Ele sabia que era a coisa sensata a se dizer, mas mesmo assim, a queria só para ele – Afinal são só duas semanas, depois poderemos voltar a sermos normais.

Os dois riram, talvez porque estivessem nervosos com o fato de estarem tão longe, já que não havia nada engraçado nesta sentença. Os dois se recusavam a discutir os seus sentimentos, não achavam necessário, apesar de que era.

“Os alunos que não iram passar o natal em Hogwarts deverão se dirigir imediatamente ao portão de entrada do castelo. O trem sai em exatos 30 minutos”

A voz da diretora McGonagall os retirou de seu momento de felicidade, um dos poucos naquele dia frio de inverno.

Os amigos foram surpreendidos por um desesperado Hugo.

–Rose! Rose! – O garoto de cabelos ruivos entrou arfando no salão principal, ele olhou desconfiado para a cadeira em que segundos atrás sua irmã estava sentada, ao lado de Scorpius Malfoy – O trem já vai sair, precisamos ir logo senão vamos perdê-lo! – Não ignorou o fato de Malfoy estar presente, mas também não o relevou.

–Calma Hugo! – Disse a garota Weasley em meio à uma crise de riso – O trem só sai daqui a meia hora!

Scorpius soltou um riso abafado, o que fez os olhares dos Weasleys se virarem para ele. Nenhum dos três disse nada, afinal nem Scorpius e muito menos Rose queriam levantar suspeitas para o pequeno Hugo.

Houve trocas de olhares entre Malfoy e a garota Weasley, que por fim decidiu não falar com Scorpius para que Hugo não prestasse atenção neles. Pegou a mão de seu irmão e os dois rumaram em direção à porta do salão principal arrastando seus pesados malões pelo corredor entre o vão das mesas. Antes que saísse do salão Rose se virou para Malfoy e acenou-lhe com a cabeça, murmurando um silencioso ‘até logo’, pois achou que um ‘adeus’ seria dramático demais.

Quando Scorpius se viu sozinho no salão – bom, sozinho não, já que uns três ou quatro garotos da Lufa-Lufa tomavam café-da-manhã – se sentiu vazio, mas não se preocupou muito com isso, pois veria Rose em duas semanas.

Ou será que não?

Notas finais
Reviws? Críticas? Elogios? se vcs gostarem me avisem!!! estou amando escrevê-la espero que vcs gostem tanto quanto eu! ;)