Notas iniciais
Oi! Então, esses da foto são o E e a M!Desculpe qualquer erro de português! E ficou meio pequeno, mas como é uma shortfic, não vi problemas.

Na madrugada, enquanto todos dormiam, M no silêncio de seu quarto escuro. Chorava de arrependimento, desespero e raiva de si mesma. "Como pude ser tão estúpida?", ela pensava. E chorava cada vez mais, ao lembrar daquelas palavras.

M: Desculpa!

E: E pedir desculpas adianta?

M: ... eu vou dormir

E: É claro que vc vai

M: Me desculpa, mesmo que não adiante... te amo ta? Não esquece disso, por favor!

E: Olha M , por favor, me deixa em paz por um tempo? Talvez seja melhor assim!

Sua mãe ameaçara tirar-lhe o celular, caso não fosse dormir, ela se deitou, mas não conseguiria dormir daquele jeito, então ela chorou. Provavelmente, S escutaria a choradeira, mas ela já não ligava.

De repente, ela recordou-se de uma pessoa que poderia ajudá-la. Quem melhor para dar conselhos a ela do que o Sr. H? Ela sabia que ele era mal visto pela sociedade e era bem incomum que uma pessoa se apegasse tanto a um ser daqueles como ela se apegara, ainda que todos se encontrassem com ele no fim da vida, mas ela não se importava. Correu para a "casa" dele.

Sr. H? Está aí? — ela adentrou por um enorme salão vermelho com imponentes colunas de mármore e um longo tapete negro. Mais ao centro, no fundo do salão, uma pequena e larga escada de mármore branco, dava a volta em uma mesa, onde repousavam um notebook, uma reluzente bola de cristal e o próprio Sr. H, inspecionando as prateleiras de ingredientes e poções.

— Pequena M ? — Sr. H, um homem atraente de longos cabelos negros e um belo par de chifres na cabeça, mirou-a por cima dos óculos de leitura.- O que fazes aqui?

M sentou-se em um degrau da escada, de modo que conseguia visualizar Sr. H e o que ele fazia.

— Bem eu... — algumas lágrimas rolaram pelas bochechas pálidas da garota.

— Hey, não chore! O que houve? — ele ofereceu uma caixa de lenços, mas ela recusou e contou-lhe o ocorrido.

— Bom, eu entendo o seu sofrimento, mas infelizmente, nada posso fazer.

— Tudo bem! — ela fungou e levantou-se. — Só precisava de um ouvinte.

— E sente-se melhor?

— Sim obrigada!

— Volte para casa e tente dormir um pouco. Quero ver um belo sorriso nesse rosto lindo. — ela sorriu. -Queria muito poder te ajudar, mas não há nada que eu possa fazer mesmo!

Ela foi pra casa, faltando apenas cinco horas para o amanhecer e tentou dormir. Muitos minutos se passaram e ela não conseguia pegar no sono. Ela se lembrou das longas conversas com E. Eles eram tão próximos, ficavam até altas horas da madrugada conversando. Ela lembrou-se de um tópico que estava presente na maioria das conversas e teve uma ideia.

M sentou-se na cama, atônita. Não podia acreditar no que estava pensando. Era loucura e provavelmente, ela não estava com todos os parafusos no lugar, mas poderia dar certo. E correu até a única pessoa que poderia ajudá-la.