Our, more precisely, its past
2 Capítulo 2 - Final
Notas iniciais
Antes de sair, M vestiu seu vestido preto de mangas compridas e o seu All Star...
— Pequena M! Você está de volta! Por qual motivo?
— Sr. H, o senhor se lembra da D ?
— A D? Lembro sim! Foi um dia muito triste, mas ela estava tão linda!
— O senhor também se lembra de dizer que queria me ajudar, mas não tinha como?
— Aonde está querendo chegar?
— O senhor... Bem...
— Vamos, não tenha medo de pedir!
— O senhor pode trazer a D de volta? — ela disse sem parar.
— O QUÊ? Por que quer que eu traga-a de volta?
— É que eu tava pensando... Parte da tristeza do E é por causa dela. Eu gostaria de trazê-la de volta, para fazê-lo feliz e também... Pra me redimir!
— Mas M, eu não posso fazer isso! É um processo muito difícil e doloroso! Para trazer alguém de volta à vida, eu preciso levar alguém no lugar dela! São as regras!
— Eu sei! Eu vim me oferecer pra ir no lugar dela!
— Eu não vou permitir que faça isso M!
— Por favor Sr. H! Quero fazer algo de útil com a minha vida! — ela recomeçou a chorar.
— Mas... M-Mas... — ele fitou a garota. Podia ver o sofrimento dela. — Ta! Eu faço! — ele respondeu relutante.
— Obrigada! Sabia que o senhor me ajudaria!
— Tem certeza do que quer? — ele começou a remexer as prateleiras. Por fim, pegou um frasco com uma substância fosforescente.
— Tenho sim! — ela observava o homem, trazendo o corpo adormecido, levemente transparente, de D . — Ela era realmente bonita!
— Você está tão bonita quanto ela! — a garota sorriu.
— Queria ir ao meu funeral com esse vestido!
Sr. H derramou o líquido fluorescente na boca de D. O líquido percorreu um curto caminho até o estômago fantasmagórico dela e a envolveu em uma névoa misteriosa.
— Tome isso! — ele entregou uma pílula luminosa para M. — Você vai tomar essa pílula e quando sentir seu estômago arder... — ele entregou uma faca. — ... finque esta faca nele, ou o experimento não dará certo e você sentirá mais dor! Boa sorte, pequena M!
— Obrigada Sr. H! Nunca me esquecerei do senhor! — ela engoliu a pílula. Seu coração doía por ter que deixar E, mas se sentia em paz porque sabia que D o faria feliz, tanto o quanto ela gostaria de fazer.
Subitamente, foi envolta por uma névoa fluorescente, semelhante a que envolveu D, acompanhada de um formigamento nos ossos, seguidos de um ardor na barriga. A dor era tão insuportável, que M caiu no chã e começou a se contorcer. Juntou os restos de sua força e apunhalou-se na barriga.
— Fique calma M, a dor já vai passar! — Sr. H acariciou a cabeça dela.
Ela sentia que seu corpo se rasgaria em dois. De repente, sentiu-se tão leve que poderia flutuar. Então apagou.
*** (Ponto de vista Sr. H)
H sentia-se mal por fazer aquilo à uma menina tão doce e inocente, mas não pôde negar nada para a pequena M, que sempre lhe fizera companhia. Ele depositou delicadamente o corpo de D no chão. A garota abriu os olhos e se levantou, assustada.
— Mas eu...
— Seja bem vinda de volta D! Sente-se aqui comigo que eu vou explicar tudo. — ele então contou à garota toda a ideia de M.
— Ela deu a vida dela pra me trazer de volta? Por Deus, e ela nem me conhecia! Gostaria de agradecê-la.
— Talvez em outra vida! — ele apagou parcialmente a memória de D (todas as memórias do submundo e da época em que gostava de E) e depois teleportou-a até a rua de E, e ficou observando a reação do garoto pela bola de cristal.
Flasback On
Estava amanhecendo. E levantou, vestiu-se e foi tomar café e ouviu alguém tocar a campainha. O garoto perdeu a fala e começou a chorar quando viu a garota à sua frente.
— Meu Deus D! Você está viva! — eles se embalaram em um abraço apertado que durou longos minutos. — Como você...
De repente, ouviram novamente, a campainha soando.
— Olá! Por acaso M está por aqui? — era S, a irmã de M.
— A M? Não, por quê?
— Isso não é bom! Não mesmo! — a garota saiu correndo.
— Espera S, o que houve com a M?
— Ela desapareceu! Não estava em casa pela manhã, não estava na escola, muito menos no parque, não estava em nenhum lugar que ela estaria. Mamãe me pediu pra tentar aqui enquanto ela ligava pra polícia!
— Ei, ela deve estar em algum lugar! Vamos procurar!
O trio saiu à procura da pequena M. Procuraram em todos os esconderijos e lugares onde era possível encontrá-la, mas nada dela.
— Meu Deus! Onde ela pode estar? — eles sentaram-se na grama.
— Eu me lembro de uma garota como essa.
— E onde você a viu? — S perguntou, afobada.
— Hum... Venham comigo! — ela levou-os até a única pessoa que poderia ajudá-los.
Flashback Off
— Ela passou aqui sim! — Sr. H fazia uma xícara de café.
— E o que ela...
— Espera! — S colocou-se à frente. — Sr. H, há alguma forma de a M estar envolvida com a repentina aparição da D?
— Menina, você é inteligente como a sua irmã! Estou espantado! Sim, ela tem tudo a ver com a aparição da D!
— E o que aconteceu com ela?
Sr. H contou a eles que M havia pedido pra ir no lugar de D.
— Mas por que ela faria isso? — E sentou na escada, acompanhado de D e S.
— Ela queria se redimir com você, E. Ela achou, que D o faria feliz.
— Mas o quê...
— Ela me disse que vocês brigaram. Chegou aqui se acabando de chorar e eu mandei-a voltar pra casa. Ela voltou algumas horas depois, decidida e não arredou pé até que eu concordasse em trazer D de volta.
— Eu não posso acreditar que ela fez isso por causa... De mim! — E começou a chorar desesperadamente. — Ela não... Ela... Por favor, traga-a de volta!
— Eu não posso fazer isso! Como eu disse pra ela, alguém tem que ir no lugar de quem volta! São as regras!
— Então eu vou no lugar dela!
— Mas você é burro ou o que? — S chacoalhou a cabeça dele. — M se sacrificou para te fazer feliz. De maneira nenhuma ela deixaria você ir no lugar dela, muito menos D!
— A garota tem razão! Eu escutaria ela se fosse você! — Sr. H tomou um gole do café.
— Mas... M-Mas... Não posso viver sem ela! O que eu vou fazer? — ele escondeu o rosto nas mãos e chorou.
Sr. H observava tudo. Ele não queria que o garoto chorasse. Isso significaria que o sacrifício de M seria em vão. Mas ele não podia fazer aquilo. Ou podia? Afinal, ele controlava tudo por ali. Virou-se para a prateleira, pegou a poção que usara em D e invocou o corpo adormecido de M. Entornou o líquido na boca dela, e depois uma nova pílula. Ela foi envolta por uma luz amarelada e começou a levitar, chamando a atenção dos garotos.
— Afastem-se! — Sr. H correu e tomou a garota nos braços, antes que caísse no chão. Ela abriu os olhos, perplexa.
— Sr. H? Eu não... A D?
— Você está de volta pequena M! D também está aqui!
— Mas o senhor disse que...
— Eu sei o que eu disse, mas eu que mando aqui! Não podia deixar a minha única amiga partiu desse jeito!
Ela deu um abraço forte nele, que sorriu. S correu para abraçá-la, pulando de alegria.
— Como você pôde fazer isso comigo, sua sem coração! Não me abandone mais! — ela disse, vertendo lágrimas. D também se aproximou.
— Eu gostaria de agradecer muito pelo que você fez por mim! Me fez perceber que eu tenho pessoas que se importam comigo! Obrigada mesmo! — elas se abraçaram. Por fim, E se aproximou dela, e a abraçou, levantando-a no ar.
— Nunca mais faça uma loucura dessas! — ele disse e depois a beijou. Um beijo calmo e necessitado. — Esperei um ano pra fazer isso! Eu te amo tanto M!
— Me desculpa pelo que eu fiz! — ela escondeu o rosto e chorou. — Só queria te ver feliz!
— Mas eu sou a pessoa mais feliz do mundo por ter você! — e abraçou-a novamente.
— Bem, vocês tem sua amiga/irmã/sei lá o que de volta, eu tenho minha companheira de conversa, mas vocês precisam ir, pois a mãe de vocês deve estar louca. Vocês são adolescentes já, não deveriam dar todo esse trabalho a ela! Vão logo.
Eles se despediram e foram embora, todos para a cafeteria, tomar um café, finalmente.
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