Agora que sentia minhas pernas, queria poder move-las e correr de la, agora que podia ver, queria descobrir onde minhas irmãs estavam e sair daquele logal, aquela senhora se dirigindo a mim me assustava a cada passo que dava, a aparência de uma bruxa, o sorriso medonho, eu chegava a compara-la com a morte em pessoa, pensava se era uma senhora qualquer ou o ser com o qual me acostumei durante todos esses anos. Ela me pega no colo e retira do teto os fios que me suspendiam, ainda sim mesmo sem poder falar, sentia uma vontade tremenda de manda-la pros quintos dos infernos.Como se segurasse um bebê, ela vai até a outra extremidade do quarto sub-iluminado, e parece pegar outra boneca,congelei ao ver o rosto dela.Minha irmã Symphonia havia sofrido o mesmo que eu, virou uma marionete arqueira, com vestes branca e azul que iam até o que parecia, a extremidade de suas pernas, uma cinta na cor preta escura e o arco preso atras onde se guardava as flechas, parecia feliz e ao contrario de mim, não havia aberto os olhos para enxergar o que aconteceu, sorte dela, ou então teriamos um berreiro ensurdecedor. Fomos em direção a porta iluminada e visualizei um corredor bonito, todo enfeitado, pareciamos estar dentro de uma mansão, essa parte morria em dois outros corredores, um para a esquerda e outro para a escadaria, eu ficava abobado com tamanho charme, até passarmos por um espelho, e nele pude ver no que me transformei, os olhos que eram cor de castanho agora eram azul-claro marcados por uma imensa cicatriz no olho esquerdo, eu estava com uma roupa preta coberta por uma espécie de armadura, e no meu cinturão uma espada.Que porra era aquela? Foi quando chegamos ao fim do corredor e descemos o jogo de escadas, da onde estava visualizei uma mulher, rindo, o sorriso era me familiar, identico a voz que ria quando eu tentava pronunciar uma palavra, sem duvidas era ela mesma a dona. Uma mulher de cabelos azul celeste igual aos olhos da mamãe, um olhar calmo e que as vezes mudava com o decorrer da conversa, suas vestes eram elegantes, coisa que nunca havia visto e conversava com outra mulher ao lado no mesmo estilo, só que de cabelos negros como o céu da onde morava. Eu não fazia idéia do que achavam tanta graça, só fiquei um pouco assustado quando dirigiram o olhar para nós ao terminar a descida da escadaria, uma delas até sorriu, olhando para mim, a outra no instante ja pegou Symphonia e a pôs em seu colo, fazendo carinho nela."Essa esta viva como o outro?"; dizia,"Sim, todos que encontrei ontem a noite estão vivos" disse a dona da voz que ouvi antes, tentava organizar os pensamentos e lembrei que ela disse se chamar Opera. Ainda no colo da bruxa vendo a outra mulher tratando minha irmã como um gatinho rescem-nascido, tentava ainda entender o que se passou, foi quando a amiga de Opera perguntou,"Mas não encontrou três naquela noite?";"Ah sim, a outra é muito feinha, servirá de jantar enquanto assistimos a peça" disse Opera. Por mais que soubesse que a morte levaria Mellody, aquela não era a hora certa, não podia permitir que isso acontecesse, mas não dava, não conseguia me mexer nem que tentasse. "Marrie, pode começar a apresentação" disse a amiga de Opera se dirigindo a bruxa,"Claro Madame" respondeu ela, pega Symphonia com todo cuidado e voltamos a escadaria, só que paramos na metade do caminho, eu só via cada passo dela até parar na metade da trajetória, onde numa espécie de palco descia a gente até a plataforma pelas cordas, aquilo doia muito, mas tinha que aguentar.Foi na hora que a amiga de Opera toca num instrumento estranho, que começava a sair musica de um tubo que lembrava uma tulipa, nisso elas batem palma quando as cortinas do palco se abrem e depois param. La de dentro, os comandos das cordas nos posicionam de pé, os olhos de Symphonia finalmente se abriam, estavam verdes-escuro diferente do tom avermelhado que eram seus antigos. Outro comando ela pega uma flecha e a prepara no arco, apontando-o para mim, do mesmo jeito eu botava a mão na minha espada sem empunha-la, apenas fixa-va os olhos na flecha e no olhar de minha irmã, quanto mais profundo olhava, mais o arco se esticava, os meus pensamentos ecoavam na minha cabeça:"Symphonia,não.."
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