Amanhece novamente a neve está pouca. As notícias na televisão estão boas. O inverno se aproxima do fim e já começa a passar na tv propagandas com as tendências de looks de primavera. Sendo assim, daqui a pouco as aulas estão chegando. Para Lavínia isso não é tão bom assim, já que ela está amando passar uma temporada de dias na sofisticada cidade de Atelis.


Jennifer não apareceu mais desde aquele espetáculo que ela deu em sua residência naquela manhã até que foi expulsa pelo seu pai. A limonada mentolada, aquela receita deliciosa de Meghan acabou sendo oferecida com mais frequência nos últimos dias, mas pelo menos a fixação que tinha pelos trilhos de trem em Atelis praticamente sumiram.


Não mais apareceram notícias a respeito do acidente no táxi voador na virada do ano. Parece que Joseph e toda sua equipe por trás realmente está conseguindo abafar tudo pra que não fique sendo um escândalo perpétuo e afetar mais o dia em que os táxis voadores serão disponibilizados para as vendas comerciais em julho.


Isso é bom. Excelente para os negócios. A mídia não deixa passar quando uma coisa dessas acontece. Nem quando um fato novo começa a ser falado pelas cidades.



— Ai, eu não sei se fico feliz ou fico triste em saber que as férias estão acabando e vamos ter que voltar à nossa rotina normal e chata em Nevinny — comenta Lavínia bocejando sentando-se à mesa para o café — Triste porque vou ter largar essa vida de rica daqui e feliz porque vou poder ver meus amigos de novo. Não pelos professores e todo o povo chato. Se pudesse pular essa parte de estudos e matérias eu ia sem reclamar.


— Mas você não pode reclamar. Ou por acaso quer ficar reprovada? Quase que isso aconteceu. Só não aconteceu porque eu, Allison e Rebekah ficamos no seu pé pra isso não acontecer — você fala — Já pensou a gente avançar de série e você ficar pra trás? Como que a gente ia se encontrar? Porque com certeza você ia largar a gente e apenas cuidar das suas novas amizades.


— Nunca que eu faria isso. Meu coração é de vocês. Mas nisso você tem razão, eu não ia suportar. Com certeza esse ano no segundo ano do ensino médio tudo vai ser mais complicado. Matérias novas, professores novos, talvez. Vai começar tudo de novo. Ai, não gosto nem de pensar.


— Não esquenta com isso. Você tá mais preparada e em boas mãos. Tenho certeza que o grupo de S/N deve ser o melhor da escola — Nat fala, sorrindo.


— Pra voltar pra escola pra vocês vai ser moleza. Agora, sem querer me achar o centro das atenções, pra mim vai ser bem pior. O jeito que eu saí de Nevinny sendo alvo de olhares que me viam como suspeitx de quase ter assassinado a Suzanne, só de lembrar isso já me pega de um jeito que não dá nem mais vontade de estudar nunca mais — você declara.


— Nem ouse pensar dessa forma. Você vai voltar pra escola, sim, e seguir em frente — Meghan apoia.


— Vai ser difícil, mas eu vou tentar — você fala desligando a tv que está passando no noticiário uma reportagem sobre assassinato envolvendo um aplicativo pra celular. Você passa seus olhos rapidamente para o que está escrito, porém não dá muita atenção — Por falar nisso, Lavínia, você tem alguma notícia da Suzanne? Ela melhorou mais do trauma daquela noite? E nada do assassino que tentou contra a vida dela?


— Por enquanto nada. Mas é basicamente o que eu já tinha falado antes. Ela teve que fazer um tratamento psicológico depois do que aconteceu. Provavelmente ainda deve estar fazendo — ela responde.


— Isso é muito bizarro o que vocês passaram. Até hoje eu não acredito que isso aconteceu na escola de vocês logo no dia da formatura da escola. Eu digo bizarro e muito estranho. Tem coisas que não fazem sentido e não se conectam. Por que uma pessoa iria querer tirar a vida da outra? — Nat questiona, intrigadx.


— Eu não faço ideia — você diz.


— Mas eu, sim — dispara Meghan — É claro que isso partiu de uma das meninas que estava concorrendo pela coroa de rainha do baile. Não é óbvio? Eu sei que é meio exagerado. Pra umas pessoas isso pode ser pura besteira de coisas do ensino médio, Lavínia está aqui para provar, mas pra outras isso é o sonho da vida. Não lembra da Regina George em Meninas Malvadas?


— O que tem a Regina George? Ela não quis matar ninguém no filme. Já a outra, a Lindsay Lohan empurrou ela na frente do ônibus — Nat diz.


— Essa é a Cady. Linday Lohan é a atriz. E ela não empurrou a Regina na frente do ônibus. Isso foi o que inventaram dela — Lavínia corrige com convicção.


— Vocês acham realmente que uma garota poderia fazer isso por causa de uma festinha de ensino médio? Eu acho muito difícil — você diz.


— Seria melhor essa hipótese do que ser você, né, já que foi a única pessoa vista perto dela enquanto a menina agonizava no chão. Mas felizmente essa hipótese foi descartada graças às investigações e à própria Suzanne que confirmou que não foi S/N quem fez aquilo com ela.


— Ainda bem. Mas isso foi bem arriscado. Vocês, como amigos de S/N de uma certa forma deixaram algo a desejar nessa história toda — Nat declara.


— Nós? Como assim? — Lavínia pergunta.


— Se não fosse principalmente pela confirmação dessa moça que disse que S/N não teve nada a ver com o ataque, como que a polícia poderia saber que S/N poderia ser culpadx?


— Porque S/N era a única pessoa que estava com a Suzanne na hora. Foi S/N quem encontrou ela deitada na neve no jardim da escola.


— É, mas a polícia não sabia disso. Alguém teve que contar, não foi? Mas vocês disseram que foram vocês do grupo que encontraram S/N no jardim — Meghan diz.


— Isso.


— E aí vocês falaram que S/N estava só com a moça em vez de dizer que vocês também estavam? Porque foi só depois disso que vocês chamaram a polícia, já que ninguém sabia dela porque todo mundo estava na festa. Não teria sido melhor vocês estarem com S/N nesse momento em vez de deixarem elx levar a culpa sozinhx? — Nat questiona.


— A gente não podia mentir pra polícia. Já tínhamos passado por coisas antes e… na hora S/N era a única pessoa ali, tanto que a gente suspeitou na hora porque era tudo muito “lógico”. A gente ficou com medo e só seguimos com o que a gente tinha combinado de dizer que era…


— Que eu encontrei a Suzanne no chão e que o grupo tinha apenas me encontrado — você fala — É claro que eu tentei me defender, mas não seria justo eu deixar que todos do grupo fossem vistos como suspeitos também.


— E aí você deixou que a culpa respingasse só em você? — Nat pergunta.


— Até parece que você não me conhece, Nat. Não seria justo. Eu estava confiante de mim e os outros não tinham nada a ver. Nós apenas falamos a verdade e eu arcaria com as consequências caso fosse preciso. Tanto que eu encarei, fiquei sendo vistx como a principal suspeita. Já ‘tava tudo girando à minha volta mesmo. Mas meu pai e a Suzanne fizeram o trabalho deles, não é isso que importa? — você fala já um pouco irritadx.


— Claro que importa. A fala de Suzanne em ter confirmado que S/N e o grupo não teve nada a ver com a história foi fundamental pro foco de suspeita sair da gente, mas a pergunta principal que tem que ser respondida é… quem foi o real responsável por isso? — Lavínia questiona.


— Eu continuo achando que possa ter sido alguma candidata ao baile ou… alguma menina que queria estar no lugar dela — Meghan comenta.


— Sobre as candidatas, pode esquecer. Foram uma das primeiras junto à gente a serem interrogadas. Não foi nenhuma delas. Suzanne poderia ter falado alguma coisa.


— E como ela sabe quem possa ter sido? Ela mesmo não falou que não viu o rosto da pessoa? Que só viu alguém com um casaco preto, capuz e capa?


— Sendo assim pode ser qualquer um. Com capuz e capa todos podem ser suspeitos — Nat avisa.


— Essa história parece que ainda vai demorar pra acabar. Professores, alunos, funcionários vão ser interrogados. Todos vão continuar sendo suspeitos até que o verdadeiro criminoso ou criminosa seja descoberto. Fico feliz que nós do grupo de S/N saímos do foco, já que nós fomos quem vimos a menina estatelada lá no chão. Graças ao seu Joseph, escapamos dessa porque já nos metemos em tantas confusões naquela cidade. Ser apontada como assassina seria o fim da vida pra mim — Lavínia diz.


— Calma, Lavínia, não precisa de tanto drama. Não é pra tanto. Meu pai ajudou a aliviar o nosso lado pra tirar a acusação da gente, principalmente de mim da reta, mas eu tenho certeza que quando voltarmos pra aquela escola todo o burburinho pode voltar — você diz.


— São tantas coisas pendentes. Foi um ano bem desafiador. O que será que vem pela frente?


— O que vem não sabemos, mas por falar em pendências, até hoje estamos esperando uma resposta do que eu já havia te cobrado antes, Lavínia, e até agora você não me falou mais nada sobre — Meghan inicia.


— Mas do que é que você tá falando?


— E quanto ao Vladimir Svidetel, seu crush turrão? Por que você não falou mais nada dele? Já passou um tempo desde o acontecido do réveillon e você ficou de perguntar o que ele e o irmão tinham discutido no navio. Eu ainda fiquei doida pra saber. Você não?


— Nem adianta eu falar nada. Eu já disse que Vladimir não me respondeu mais desde alguns dias. Tentei falar com ele, mas ele nem responde. Só visualizou e não disse nada. Tanto que aqueles dois tracinhos ficaram azuis — Lavínia fala — Eu ainda tenho esperança que ele me responda. Eu tô tendo toda a paciência do mundo e tô sendo compreensiva pelos fatos que aconteceram.


— Bonito da sua parte. Mas tenha calma, ele ainda vai responder. Ainda deve tá processando as coisas assim como nós. Continue sendo compreensiva — Nat elogia.


— É, mas eu tô quase mandando ele se fu…


— Ei, não! Nem termine isso! Que boca mais suja a sua, menina! — Meghan se espanta pondo a mão sobre os ouvidos.


— Ué, mas é claro. Eu não tenho a obrigação de ficar esperando resposta de alguém que visualiza as minhas mensagens e não responde. Eu não tenho mais paciência pra isso.


— Até porque você não tem dedo bom pra escolher garotos, não é, Lavínia? Então se você mandar o Vladimir pra aquele lugar vai ser um serviço bem feito que você vai fazer pra você incluindo pra nós também. Já aproveita e pega todo o nosso ranço juntos daquele soberba e manda tudo de uma vez — você sugere arrancando de Nat uma boa gargalhada.


— Vocês não existem. Que ar de vilania — Nat comenta.


— Vai me dizer que você também não pensa assim? Não acha aquele ser fútil um grande soberba? É claro que acha, Nat. Não venha querer dar de um ser angelical — Meghan repreende.


— Mas não é querer ser angelical, mas acontece que eu só tive a oportunidade de estar no mesmo ambiente que o Vladimir apenas uma vez na vida. Não tive tanto contato assim. Na verdade, nosso encontro foi bem rápido e passageiro.


— Então não perdeu nada — você diz.


— Com certeza foi uma das piores noites da minha vida. Nunca escutei tanta baboseira na minha vida como naquela noite. Me dava até nojo. O rapaz era uma torneira de escrotice — Meghan fala.


— Eu não achei. Vladinho é super simpático. É meu número.


— Lavínia, você é a única aqui que não pode dar qualquer tipo de opinião sobre esse assunto. Agora, Vladinho? Você chama ele assim? — você diz com uma expressão enojada.


Nat ri sem dizer nada.


— Do que você tá rindo? — Lavínia dispara.


— Bem, é uma pena ele não ter falado mais nada. Confesso que fiquei bem curiosa em saber o que os irmãos falaram naquela discussão — Meghan diz.


— Pois é, não sei por quanto tempo mais eu posso aguentar sem ele dar uma notícia. Será que eu ligo pra ele ou não?


— Não, não precisa ligar. Nem pense nisso — você ordena.


— Acontece que é fácil falar. Mas dá vontade de fazer isso nesse exato momento — Lavínia fala olhando brava para a tela do celular.


— Vamos voltar para o tema de antes. Sobre esse atentado à essa Suzanne da escola de vocês — Nat sugere.


— O que ainda tem mais pra falar, Nat? Eu não vejo a hora desse assunto ser resolvido — você diz.


— É uma pergunta. Na verdade, a mesma que já tinham te feito antes. S/N, você não lembra de mais nenhum detalhe extra naquela noite? Qualquer coisa pode ajudar nesse caso dessa garota da sua escola. Inclusive pra tirar o foco de você caso você voltar a estudar lá.


— Não, eu não lembro de nada. Só o que eu disse antes. As únicas imagens que me vêm sobre aquela noite que são bem presentes é de eu ver aquela menina que eu nem conhecia no chão deitada na neve, ensanguentada sem forças pra falar e depois o grupo surgindo por trás me vendo naquela situação. Tudo ainda tá bem vivo aqui na minha mente.


— Até onde eu sei essa menina não tinha haters. Mas também não sei se era santa. Não conhecia ela até o baile, quem conhecia mais era a Cynthia, que era uma das melhores amigas, mas sendo unha e carne de alguém como a Cynthia fica meio difícil não duvidar que ela poderia ser uma megera — Lavínia declara.


— Na verdade, nem precisa falar nada. Ela sendo amiga dessa Cynthia não significa que elas têm a mesma personalidade. Mas… ela podia ser uma tremenda de uma escrotinha e ninguém saber. Ou… como você acabou de dizer, se ela não tinha nenhum hater, pode ser mais um motivo pra que alguém ficasse incomodado com essa qualidade da garota — Nat assegura.


— Mas a ponto de querer tirar a vida dela? Isso seria muito doentio.


— Existe gente de todo tipo nesse mundo, Lavínia. Agora se essa pessoa criminosa estava entre a gente na escola, eu e você estávamos correndo um risco enorme — você afirma — Quem entre nós poderia odiar ela o suficiente pra querer que aquele baile fosse o primeiro e último da vida dela?


— Essa Cynthia, que vocês tanto falam e temem… — inicia Meghan.


— Quem que teme Cynthia aqui? Da onde você tirou essa ideia, garota? — Lavínia questiona, já irritada.


— Calma, amiga. Ok, me expressei errado. Só queria dar uma alfinetadinha. Mas é porque vocês já me falaram tanto dela que sei lá, né?


— Não sabe nada. Já disse que detesto a Cynthia. E se você falar besteira eu dou uma surra nela e em você também.


— Opaa, não quero agressividade aqui — Nat repreende.


— É sério, eu quero que vocês sigam meu raciocínio. Vocês me falaram que essa Cynthia era uma forte candidata ao baile, não é?


— Sim — você responde.


— Mas que devido à algumas coisas o favoritismo dela caiu e ficou concentrado nessa Suzanne e em mais em uma outra garota.


— Mais especificamente por minha causa. Minha pequena rebelião resultou em uma pequena confusão e a Cynthia foi destituída. Então o favoritismo passou todo pra Suzanne e pra Vera Carolina, a outra candidata mais favorita. Mais pra Suzanne. Mas as duas eram muito amigas, então foi bem justo.


— Será que devido ao favoritismo dela ter caído será que…


— Esquece, Meghan. Nem precisa terminar a frase. Já sei o que você vai dizer e nós já repetimos isso antes. Cynthia não tem nada a ver com isso, se é o que tá querendo falar. E nem a Vera também. Elas estavam na festa na hora do ocorrido — você afirma.


— Durante todo o tempo? Tem certeza disso? Vocês por acaso ficaram ao lado delas durante toda a festa? — Meghan questiona.


— A gente não tem certeza, mas eu tenho certeza que a Cynthia não seria louca nem idiota a esse ponto. Matar uma pessoa é muito cruel de se fazer. Até pra ela — Lavínia diz meio incrédula, porém pensativa — E a Vera era amiga de Suzanne. Só não era amiga de Cynthia, então não tem nada a ver. Por favor, não confunda a minha cabeça.


— Mas não é questão de ser demais ou inacreditável pra alguém fazer. E nem é preciso ela ter feito, mas ter mandado alguém fazer. Seria uma ótima pra tirar as suspeitas dela da reta, pois ela estaria na festa, então quem poderia desconfiar da garota que perdeu o favoritismo se ela estava aos olhos de todos no baile?


— Caramba, agora a Meghan tem um ponto forte. Lavínia, qual sua defesa agora? — Nat pergunta com um sorriso de canto de boca.


— Tá — ela inicia — E, e, e… se não for um aluno? Vamos mudar o ponto de vista e olhar pra outras pessoas em volta? E se não for um aluno? — Lavínia sugere, a voz agora um sussurro. — Aquela capa... e se for alguém da equipe de limpeza ou um ex-aluno que conhece os pontos cegos das câmeras? Se essa pessoa ainda está perambulando pela escola também? Será que são um ou dois? Como a gente vai saber?


— Suzanne foi a primeira, mas e se o assassino estava lá entre as mesas com vocês, talvez dançando do seu lado? Se ela era o alvo principal também quem garante que não exista uma lista?


— Uma lista?! — você exclama, assustadx.


— É, S/N. Vai saber — Nat fala.


— Olha, eu não queria estar na pele de vocês. Isso me dá calafrios toda vez que temos essa conversa — Meghan reclama esfregando rapidamente os braços.


— A teoria de ter uma outra candidata ao baile ou qualquer menina ou até mesmo qualquer outro estudante ter feito isso com a Suzanne poderia ter sido considerada, na verdade faz mais sentido. Agora um funcionário da escola? Acho que já é invenção demais — você comenta — Não teria uma explicação pra isso. Seria demais. O único motivo que levasse um funcionário a fazer isso seria o quê? O faxineiro ou um professor apaixonado pela garota? Ou a professora que queria estar no lugar dela por causa de um sonho não vivido no passado?


— Como foi dito antes, vocês não conheciam direito essa moça, não é? Casos de alunos que humilham professores e funcionários têm sido bastante frequentes na nossa sociedade atual. Nunca se sabe. Qualquer motivo já é um grande motivo — Nat comenta — Talvez a pessoa que cometeu o crime pode ter cometido um equívoco. Mas pode ser que ela possa estar guardando aquela capa debaixo da cama, esperando o momento de terminar aquilo que começou.


— Credo, que horror! Que conversa mais estranha — Meghan reclama novamente esfregando as mãos nos braços.


Você fecha os olhos por um segundo, sentindo o arrepio subir pela espinha. A imagem de Suzanne caída no chão de neve no jardim da escola vem em sua mente com toda a intensidade. Se existe uma chance do assassino ser alguém da escola, que probabilidade tem dele terminar o serviço após a volta às aulas, ou pior, traçar um novo alvo para dar continuidade a essa história?