Os Últimos Feiticeiros

8 Capítulo 7: A Magnífica Grýtt Land de Larielle Sfinks


Notas iniciais
Olá pessoal. Um pequeno lembrete, esse capítulo é no passado, Erik ainda está contando os acontecimentos de dois anos atrás, antes dos eventos no presente da história. Caso fique alguma dúvida. Boa leitura.

Grýtt Land foi fundada no ano 689 do segundo milênio, após a unificação das tribos locais. Formando o reino de Creigiog Mountains, Grýtt Land foi a primeira e a maior cidade de Creigiog. A cidade fica no topo da montanha Krigsfjell, o rio Kaiserfloden que atravessa a cidade vem de uma segunda montanha maior que Krigsfjell, a montanha Kolosalny, é cheia de cachoeiras e rios. Nos outros reinos, algumas casas são feitas de madeira ou tijolos, mas em Grýtt Land quase todas as casas são feitas de pedra, apenas grandes edifícios que são feitos de outros materiais. A cidade é linda e bastante movimentada devido ao comércio, o maior comércio em Grýtt Land são esculturas. Alguns dos escultores mais famosos trabalham com encomendas para outros reinos.

Erik e Solveig, estão a poucos minutos de Grýtt Land, a viagem está sendo tranquila. Quando Erik olhou para a frente, viu o caminho até a cidade, Solveig ficou animado e começou a cantar canções típicas das tabernas de Grýtt.

As montanhas Creigiog são dureza
Mas a cerveja é uma beleza
À noite, todos na taberna festejam
No bordel de Katarina
As donzelas nos cortejam
Nós bebemos e afogamos nossas tristezas

Se você procura um lugar
Aconchegante e vulgar
O bordel de Katarina é seu lar

O lar de belas donzelas
Creigiog é meu lugar!
Creigiog é meu lugar!
Creigiog é meu lugar!

— Que porra de canção é essa? — perguntou Erik, achando a letra um pouco vulgar.
— As montanhas Creigiog! Essa música é um hino de bordéis e tabernas, as canções de Sunrise Lands não são como as nossas — disse Solveig rindo.
— Embora seja um mercenário... Você é um pouco idiota — disse Erik olhando sério para Solveig.
— Você quer que eu pareça sério o tempo todo? Pelos deuses Erik, sou um plebeu, então pelo menos tenho que ser feliz, certo. Vocês, nobres, não estão acostumados com esta vida. Eu deveria levá-lo ao bordel — disse Solveig, sorrindo.
— Não vim aqui para me divertir... — disse Erik com um tom triste.
— Você já esteve com uma mulher de Creigiog? Aposto que você vai se divertir — disse Solveig com um sorriso.
— Não... De novo, eu não vim para me divertir — disse Erik um pouco sem graça.
— Você já esteve pelo menos com uma mulher? Desculpe, mas quem você está procurando? — perguntou Solveig, parecendo sério.
— Sobre a primeira pergunta, não preciso responder esse tipo de coisa, já a segunda pergunta. Estou procurando meu irmão mais novo há alguns anos, ele veio para Creigiog para se refugiar — explica Erik, ele já confia um pouco em Solveig.
— Entendo, boa sorte em sua busca. Bom, chegamos, bem-vindo à grande cidade de Grýtt Land — disse Solveig descendo do cavalo.
— Eu preciso ir para a residência do Rei Eileif. Vou te pagar cinco moedas de ouro por tudo — disse Erik, a cidade é enorme, ele não conhece nada. Definitivamente se perderá se for sozinho.
— Claro, eu levo você, vamos indo. Vai demorar alguns minutos para chegar lá — disse Solveig, que conhece a cidade na palma da mão.

Na entrada da cidade existe um enorme Arco com duas esfinges. Erik olhou para cima e viu os escritos. "A cidade unificada de Larielle Sfinks, a Grande". Erik ficou encantado com a cidade, ele nunca visitou Creigiog. A população da cidade é muito agitada, nas ruas há barracas de frutas, joias, roupas, peixes e carnes. As mulheres de Creigiog usam vestidos longos e ornamentados, também véus por causa do calor. Os homens usam camisas longas, calças e muitas vezes botas ou sapatos. Somente nobres usam joias e outras coisas luxuosas. A cidade tem várias esculturas, o povo de Creigiog pode ser hostil com estrangeiros, mas o gosto pela arte é extraordinário.

No caminho para a residência do Rei, quase todos olharam para Erik. Ele evitou olhar para as pessoas no caminho. O povo de Creigiog não é apenas muito hospitaleiro com os estrangeiros, eles também são esnobes. A residência do Rei fica na parte mais alta da cidade, um enorme castelo com grandes muralhas. Os Sfinks têm orgulho da defesa de Creigiog, já que as localizações das cidades são extremamente difíceis. Os caminhos da cidade são estreitos. Grýtt Land é protegida por enormes paredes e rochas da montanha, o que dá uma grande vantagem.

— Solveig! Pelo que estudei quando criança a Rainha Larielle foi responsável pela unificação de Creigiog, Grýtt Land foi fundada depois disso em sua homenagem, mas como foi essa unificação? — perguntou Erik curiosamente. Creigiog é um reino isolado, muitas coisas que aconteceram e acontecem no reino são desconhecidas para o resto do continente.
— A grande Larielle Sfinks. De fato, unificou o que agora conhecemos como o reino de Creigiog Mountains, mas essa história é muito antiga. Pelo que eu sei, o reino naquela época estava uma bagunça, desde a fundação da família Sfinks que tentava de todas as formas unir as tribos que estavam em guerra o tempo todo, mas era perda de tempo. Então, Larielle Sfinks fez o que vários Reis antes dela falharam, unificou o reino dividido. Mas gostaria de pedir a alguns Sfinks mais detalhes — respondeu Solveig, ele tem um grande respeito por Larielle, não só ele, mas todos em Creigiog.
— Então ela é ainda mais incrível. Vou mencionar isso aos Sfinks quando tiver oportunidade — disse Erik, ele respeita os ancestrais das famílias primordiais pelos grandes feitos.
— Ela é conhecida como "Larielle Sfinks, a Grande". Foi a maior Rainha que governou esse reino, acredite — disse Solveig. Seu tom é de admiração — chegamos, aqui é a entrada do castelo dos Sfinks.
— Incrível, o castelo é enorme. Eu o tinha visto de longe, mas não sabia que esta é a residência do Rei — disse Erik olhando para o enorme portão. Para chegar à residência ele ainda precisa subir uma enorme escadaria.
— Os Sfinks são mais poderosos do que você pensa, Erik aqui é onde nos separamos. Você é um cara chato, mas é uma boa companhia — disse Solveig, sendo sacástico.
— Desculpe, mas nunca pisei em Creigiog antes, você está sendo pago, pare de reclamar. Bom, mas seu serviço foi bem feito aqui — disse Erik, descendo do cavalo e jogando um saco de moedas.
— Esse elogio até me emociona. Bem, até mais, meu Senhor Erik — disse Solveig, rindo.
— Vai se foder. Solveig... Onde posso te encontrar, provavelmente irei precisar de seus serviços — disse Erik, ele passou a ter um pouco de confiança em Solveig de alguma forma.
— Vou está no bordel "Dana Rosa". Erik, não me procure pelo nome Solveig. Até mais — disse Solveig, descendo para a cidade.
— Num bordel, claro. Ok, até mais — disse Erik, ele viu que o Solveig é diferente dos outros bandidos e vagabundos.

Erik ficou no portão tentando encontrar um guarda, ele até empurrou o portão e nada. Olhou para as torres da muralha, mas são muito altas. Então ele amarrou o cavalo, sentou-se e esperou. Ele ficou nervoso por ter que esperar. Poucos minutos depois, ele ouviu o som de cascos de cavalo. Um grupo de cinco guardas chegou ao grande portão. Erik se levantou para falar com os guardas.

— Você está perdido forasteiro? — perguntou um dos guardas ao se aproximar de Erik.
— Não, meu nome é Erik. Estou aqui para falar com o Rei Eileif Sfinks. Percorri um longo caminho, sou de Sunrise Lands — disse Erik, respondendo ao guarda.
— E eu quero casar com uma Sfinks e ser nobre, não me faça perder tempo seu vagabundo estrangeiro — disse um dos guardas rindo.
— Se eu fosse você, teria cuidado com as palavras... Eu sou Erik Von Ddraig, vim de muito longe e não estou aqui para ouvir insultos — disse Erik, olhando seriamente para o guarda.
— Von Ddraig? Todos morreram. Agora saia do caminho antes que algo aconteça com você forasteiro — disse o guarda segurando a espada.

Naquele momento, Erik começou a liberar seu poder mágico. Ele rapidamente desembainhou sua espada e a colocou em chamas e cortou a espada do guarda. Em seguida, colocou a espada no pescoço do guarda, ainda está quente fazendo uma pequena queimadura.

— Perdão! Amigo, mas agora acho que você acredita em mim, não é? — disse Erik, embainhou sua espada.
— Perdão! Meu Senhor Erik — disse o guarda ajoelhado. Os outros guardas nem desceram do cavalo, estão suando frio.
— Está tudo bem, leve-me ao Rei Eileif Sfinks. Por favor! — disse Erik, colocando as mãos no ombro do guarda.
— Claro! Meu Senhor, por favor, siga-me — disse o guarda com um tom respeitoso.

Ao chegar ao fim da escadaria, os guardas abriram os portões, então uma mulher começou a caminhar em direção a Erik, os guardas se curvaram diante dela. Erik reconheceu que ela faz parte da nobreza. Provavelmente uma Sfinks.

— Lady Drifa, esse homem se chama Erik Von Ddraig! Ele está aqui para falar com Vossa Majestade o Rei Eileif — disse o guarda com a cabeça baixa.
— Drifa Sfinks. Senhor Erik, é um prazer conhecê-lo. Eu sou filha do Rei Eileif. Estou surpresa, pensamos que todos os Von Ddraig haviam morrido — disse Drifa, olhando Erik nos olhos. Drifa é a filha mais velha do Rei Eileif. Seu cabelo é curto de cor castanho claro, seus olhos são escuros. Sua pele é muito branca, ela parece ter mais de 25 anos. Ela está vestindo uma armadura de couro branco no peito, ela usa luvas e um manto de pele de urso, suas calças e camisa são cinza escuro e suas botas são de couro.
— O prazer é todo meu, Lady Drifa. Eu sobrevivi ao massacre, meus irmãos também sobreviveram. Preciso informar o Rei Eileif e os outros Reis — disse Erik, mostrando respeito a Drifa. Ele está preocupado com o futuro de Creigiog.
— Siga-me por favor. Vou levá-lo ao meu pai, Senhor Erik. Fico feliz em vê-lo vivo e mais feliz ainda em saber que seus irmãos também — disse Drifa, ela está calma. Mesmo com a guerra se aproximando de Creigiog.

Erik entrou com Drifa. Eles cruzaram um enorme corredor, no final do corredor está um enorme portão que leva ao pátio do castelo. Foi então que Erik ficou surpreso, com a enorme estátua de mais de vinte metros no pátio. Uma mulher apontando a espada para o céu. Erik percebeu que a estátua é antiga, mas muito bem conservada. Drifa olhou para Erik, que parou por alguns segundos para olhar para a estátua.

— Esta é a grande Rainha Larielle Sfinks, você a conhece, não é? — disse Drifa, ela sabe que todo mundo no continente de norte a sul conhece Larielle Sfinks, a Rainha responsável pela união de Creigiog.
— Eu li sobre sua façanha de unir as tribos e formar o reino de Creigiog Mountains. Mas não sei como foi essa união, gostaria de conhecer melhor essa história, mas acho que não é o momento certo para isso — disse Erik, que está muito curioso.
— Vou te contar até chegarmos ao jardim dos fundos do castelo, não te culpo por não saber tanto afinal, os reinos sempre ficam isolados — disse Drifa. Creigiog Mountains foi o segundo reino mais isolado, depois dos eventos em Sunrise Lands. As famílias mantêm contato constante.
— Os reinos ficam isolados para manter o equilíbrio do continente, mas isso também foi a ruína... Isete Fjell foi derrubada e agora está nas mãos de Tyorgrim. Ele e Baldor estão se preparando para a invasão Creigiog. Conte-me sobre Larielle Sfinks — disse Erik. Ele percebeu que o orgulho das famílias primordiais foi um dos maiores erros.
— As cidades de Creigiog são basicamente impenetráveis. A notícia da queda de Isete Fjell está em todo o continente, mas vamos discutir isso com meu pai. Sobre Larielle Sfinks, sua vida foi conturbada, quando ela se casou aos 20 anos, seu marido era o líder da família Sfinks, mas morreu um ano depois. Os membros da família Sfinks não queriam que Larielle liderasse a família, então eles votaram para que a liderança fosse para outro membro. Larielle ficou furiosa, renunciou o título de líder e foi para o exílio. As batalhas das tribos locais se tornaram mais intensas. Quando a família Sfinks foi fundada, eles tentaram de várias maneiras unir as tribos em uma liderança. As batalhas por território foram sangrentas, embora os Sfinks com alguns membros capazes de usar magia, as perdas de guerreiros e membros da família foram grandes demais. Cinco anos depois de ir para o exílio, Larielle voltou ao território que hoje conhecemos como Creigiog Mountains. Ela voltou para provar que merece o título de líder da família, em 680 do segundo milênio, Larielle tinha 25 anos. A batalha da "Pedra da Conquista", foi a última batalha das tribos locais, as cinco grandes tribos e a família Sfinks lutaram durante horas, o campo de batalha ficou vermelho com o sangue dos que caíram. Larielle apareceu no meio da batalha com um cavalo branco, ela sacou sua espada, uma espada com várias runas antigas, ela nasceu com um incrível poder mágico... Mas sua espada foi seu grande triunfo. Ela lançou um ataque com sua espada, disparando uma explosão que dizimou boa parte do exército das tribos, Larielle desceu do cavalo e lançou outro ataque, desta vez ela liberou um extraordinário poder mágico que os exércitos começaram a recuar. Ela destruiu o campo de batalha com seu segundo ataque, matando vários que tentaram escapar, os membros da família Sfinks estremeceram com seu poder. Larielle mergulhou a espada no chão e começou a falar "Todas essas mortes, estamos há anos nos matando por pedaços de terra, olhe para Ancestral Islands ou Fjern Dal, enquanto nossos amigos e familiares morrem para ter mais territórios, os reinos vizinhos se tornam ricos e poderosos. O sonho do fundador da minha família era criar um reino unido e próspero sob a liderança de um Rei justo, eu sei que algo como ser justo é difícil de acreditar, tive meu título de líder tirado de mim. Algo que não foi justo, mas aqui hoje eu declaro que essa guerra por terras acabou, quem ainda quiser lutar vai sentir a fúria da minha espada, mas acredito que não será necessário, podemos chegar a um acordo como pessoas civilizadas". Todos jogaram suas armas no chão, as tribos viram tantos mortos, amigos, familiares e pessoas que nem queriam estar nessa guerra. Os membros da família Sfinks pediram desculpas a Larielle por ter retirado seu título, ela era mais uma vez a líder da família. Semanas depois, uma reunião foi realizada, as tribos e os Sfinks finalmente se encontraram, um acordo de paz foi assinado. Cada tribo pode construir sua própria cidade e ser o governador local, mas todas as cidades devem estar sob a liderança de um Rei. Todo mundo decidiu que Larielle Sfinks era digna de ser a primeira Rainha do reino nomeado "Creigiog Mountains". Depois que uma pequena cidade foi escolhida para ser a capital do reino, teve início a construção de Grýtt Land, nove anos de muito trabalho. O reinado de Larielle foi pacífico e próspero, ela abriu o comércio com os outros reinos, então a riqueza de Creigiog cresceu muito se tornando o reino que conhecemos hoje. Ela ficou conhecida como "Larielle, a Grande". Tenho orgulho de ter nascido Sfinks — terminou Drifa, seus olhos brilharam quando ela contou toda a história de Larielle.
— Não é surpresa que ela tenha ficado conhecida assim, ela era incrível. Larielle se casou novamente? O que aconteceu com sua espada? — perguntou Erik, curioso.
— Não, ela não se casou novamente. Ela dedicou sua vida ao crescimento do reino, Larielle não tinha herdeiros. Ela morreu com 42 anos, sua espada foi enterrada em algum lugar em Creigiog, ela fez isso depois da batalha. Eu gostaria de ter visto aquela espada em ação — disse Drifa. A espada de Larielle é uma arma especial.
— Com certeza seria uma visão fascinante. Pena que ela morreu cedo e escondeu a espada — disse Erik. Ele passou a admirar ainda mais as realizações de Larielle.
— É uma pena, você é uma pessoa interessante, Senhor Erik. Chegamos! Meu pai está no jardim — disse Drifa, ela ficou olhando para Erik.

Erik entrou no enorme jardim. O Rei Eileif está sentado, lendo um livro muito antigo e bebendo vodka. A vodka é uma das bebidas mais consumidas em Creigiog, quatro guardas protegem o Rei. A Rainha de Creigiog morreu após o nascimento do último filho do Rei, desde então ele governou Creigiog sozinho, com seus filhos cuidando de alguns assuntos nas cidades. Eileif tem 53 anos. Ele nasceu com grande poder mágico, seu cabelo é curto e grisalho penteado para trás. Seu olho é escuro, sua barba é curta, ele usa uma armadura prateada com detalhes em azul, uma capa branca com o brasão da família Sfinks. Uma esfinge com uma coroa. A coroa de Eileif é pequena com vários rubis e uma pedra com uma runa esculpida no meio de uma cor vermelha. Ele é um Rei orgulhoso e conservador de costumes antigos, ele ama seu reino e seus filhos acima de tudo. Eileif tem uma enorme confiança nas defesas das cidades construídas por seus ancestrais Sfinks.

— Pai, sinto muito perturbar seu momento de paz. Uma pessoa muito importante precisa falar com o Senhor. Erik Von Ddraig Apresento-lhe o Rei de Creigiog Mountains, Vossa Majestade Eileif Sfinks — disse Drifa com enorme respeito por seu pai.
— É um grande prazer conhecê-lo, Rei Eileif. Tenho assuntos importantes em seu reino e com Vossa Majestade — disse Erik, curvando-se com grande respeito.
— Todos vocês, saiam! — disse Eileif, fechando o livro antigo. Todos deixaram o jardim — levante-se, garoto Von Ddraig. Sente-se ao meu lado.

Erik se sentou na cadeira e colocou as mãos sobre a mesa. Nela está uma garrafa de vodka, três copos e o livro de Eileif, a mesa fica na sombra de uma árvore. Eileif pegou a garrafa e serviu a Erik uma dose de vodka.

— Você se parece com sua mãe, garoto. Não sabíamos se algum Von Ddraig havia sobrevivido ao massacre. Fico feliz em saber que um dos filhos de Lise está vivo. Alguém mais sobreviveu? Outro Rei sabe que você está vivo? — disse Eileif, aparentemente ele tem alguma admiração por Lise.
— Enviei a você meu irmão mais novo, Sigvard Von Ddraig. Ele não chegou? — perguntou Erik, naquele momento ele começou a suar e virou a dose de vodka.
— Como eu disse a você, após o massacre de sua família, pensamos que todos os Von Ddraig morreram. Achei que sim, mas você apareceu... Não apareceu nenhum outro Von Ddraig — disse Eileif, ele ficou olhando sério para Erik.
— Algo aconteceu com Sigvard... Tenho que procurar informações. Estou deixando o reino, Rei Eileif, sinto muito — disse Erik, levantando-se.
— Calma garoto, não seja precipitado. Há quanto tempo você o mandou? Posso te ajudar, não quero que nada aconteça com você, preciso informar os outros Reis. Você também pode ficar aqui no meu reino mesmo com a guerra se aproximando, você estará seguro — disse Eileif tentando acalmar Erik.
— Rei Eileif... Isso foi há anos, enviei meu irmão para se refugiar em seu reino. Eu nem tenho certeza se ele chegou a Creigiog — disse Erik, ele se sentou e colocou a mão no rosto.
— Darei ordens aos soldados para procurarem informações. Minha filha Drifa pode ajudá-lo na busca. Fique calmo, não adianta se desesperar e andar por aí sem pistas — disse Eileif colocando a mão no ombro de Erik — agora descanse da longa jornada.
— Perdão Vossa Majestade. Eu estava nervoso... Meus três irmãos e eu conseguimos sobreviver, mas achamos melhor nos separar. Quanto mais cedo começarmos a procurar informações, melhor. A guerra está chegando a Creigiog, os malditos Baldor e Tyorgrim conquistaram recentemente Isete Fjell... Enviamos Siv para se refugiar em Isete anos atrás — disse Erik temendo pela vida de seus irmãos.
— Tyorgrim? Aquele bastardo era o conselheiro de Asbjorn, então ele usurpou a coroa de Asbjorn Sirène... Por essas razões, não confio meu reino a ninguém além de Sfinks. Espero que nada tenha acontecido com sua irmã, mas vamos dar um passo de cada vez — disse Eileif, ele não confia em nenhum nobre de Creigiog Mountains, seus filhos ajudam na administração do reino.
— Não deveríamos ter confiado tanto nos nobres, eles não são de famílias primordiais como nós. Rei Eileif obrigado por tudo, se eu puder começar a procurar informações hoje, seria ótimo, sem querer abusar da sua hospitalidade — disse Erik respeitando a hospitalidade de Eileif.

Erik ficou calmo, mas ele sente que seus irmãos estão em perigo. Sigvard não apareceu em Creigiog, o que teria acontecido com ele... Uma grande batalha está se aproximando do reino montanhoso.