Os Últimos Feiticeiros
9 Capítulo 8: A Busca por Sigvard
Notas iniciais
171 do quinto milênio, dois dias antes de Erik partir para Creigiog Mountains. O exército de Baldor e Tyorgrim havia começado a marchar em direção de Creigiog Mountains, a batalha está mais próxima do que Erik imaginou. Depois da conquista de Isete Fjell, a família primordial Sirène foi derrubada. Os rumores mecionam o assassinato de Asbjorn Sirène o Rei de Isete, pelas mãos de Tyorgrim. Rei Eileif Sfinks confia muito na defesa de Creigiog Mountains, mas o futuro do reino montanhoso é incerto.
— Garoto, eu tenho uma dívida eterna com sua mãe, Lise Monókeros, ela ajudou meu querido filho, Einar. Ele nasceu com uma doença rara, ninguém, nenhum médico ou feiticeiros curadores sabiam do que se tratava essa doença. Foi então que Lise por meio de suas pesquisas descobriu de qual doença Einar sofria, "Pele Podre" essa doença fazia sua pele ficar com várias feridas, ele não conseguia nem dormir com a terrível dor, Lise ajudou a curá-lo e fez um tratamento. Einar cresceu saudável, apenas com pequenas cicatrizes, eu agradeço todos os dias por ele está bem. Meu reino estará sempre aberto para os filhos de Lise — disse Eileif recordando o passado.
— Minha mãe, era incrível, ela me contou sobre Einar o filho do grande Rei Eileif, eu sabia que poderia nos acolher por isso mandei Sigvard com um grupo de viajantes para Creigiog Mountains... — disse Erik, existe uma preocupação e tristeza em suas palavras.
— Encontraremos seu irmão. Tenha esperança Erik, os deuses ancestrais irão guiá-lo — disse Eileif, apoiando Erik — Guardas! Quero que vasculhe a cidade com cuidado e busque informações, Drifa minha querida filha, você vai com Erik pela cidade em busca de pistas.
— Sim, Majestade, vou formar um grupo de busca imediatamente — disse um dos guardas do Rei.
— Garoto, descreva-nos como é o seu irmão e quando você o mandou para Creigiog, por favor — disse Eileif, naquele momento Drifa ficou ao lado de Eileif.
— Minha irmã e eu, enviamos Sigvard para Creigiog com um grupo de viajantes, no ano de 165, ele tinha 10 anos, seu cabelo é preto e curto, olhos azuis, ele estava vestindo uma camisa branca e calça preta e sapatos. Um dos viajantes se chamava, Olor, é só isso que tenho informações... Espero que seja o suficiente — disse Erik, fazendo uma pequena discrição.
— Isso deve ser o suficiente, eu acho. Você pode começar a procurar informações pela cidade ou descansar, você escolhe — disse Eileif, ele está preocupado com Erik.
— Prefiro começar agora. Rei Eileif, o Semhor não está preocupado com a possível invasão em Creigiog Mountains? Desculpe a pergunta — perguntou Erik, ele percebeu que o reino de Eileif está despreocupado com as notícias recentes da queda de Isete Fjell.
— Preocupado? Grýtt foi construída pela magnífica Larielle, esta cidade não é nada fácil de invadir — disse Eileif com grande orgulho.
— Mesmo assim, acho melhor se precaver de qualquer possibilidade de ataque, Sunrise Lands e Isete já formaram uma aliança — disse Erik tentando alertar o Rei Eileif.
— Olha garoto. Você tem um reino para recuperar e um irmão para procurar, concentre-se nisso, ok? — disse Eileif levantando-se — Drifa ajude ele, Erik não se preocupe se precisar falar comigo diga a Drifa. Agora saia.
— Obrigado, Vossa Majestade — disse Erik se curvando.
Então ele saiu com Drifa. Erik pediu a Drifa para levá-lo à cidade, ele quer começar a buscar informações o mais rápido possível. Grýtt Land é enorme, Sigvard viajou para Creigiog Mountains, seis anos atrás, as chances de encontrar pistas são mínimas, mas Erik espera encontrar algo.
— Meu pai é muito orgulhoso, mas não se preocupe, estamos seguros aqui. Então, por qual parte da cidade você quer começar, talvez na área de comércio? — perguntou Drifa, os dois estão no portão do castelo.
— Tudo bem, mas não deveria ficar tão calma... Queria encontrar alguém em um lugar da cidade — disse Erik, em tom sério.
— Relaxe Erik, as cidades de Creigiog sabem se defender melhor do que Isete Fjell. Para onde você precisa ir? — perguntou Drifa, um pouco curiosa.
— Tudo bem, vou tentar não me preocupar com isso por enquanto, mas sobre o lugar... O nome dele é Dama Rosa, conhece? — perguntou Erik muito tímido.
— Um bordel? Calma — Drifa começou a rir muito — ok, você provavelmente quer se aliviar com alguma mulher que conheceu naquela área.
— Não! Não é isso — exclamou Erik, ele ficou constrangido — contratei um mercenário para me guiar pela cidade, ele disse que eu poderia encontrá-lo nesse bordel... De qualquer forma, você sabe onde é, peço desculpas por ter que me levar até estes lugares.
— Eu sei, ok, vou te levar — Drifa olhou para Erik com um sorriso — tem certeza que não precisa se aliviar? Eu entendo tudo bem.
— Não... Quando você chegar lá verá que estou falando sério — disse Erik olhando sério para Drifa.
— Ok, acredito em você, então vamos pegar os cavalos e ir imediatamente — disse Drifa, indo em direção aos estábulos.
Erik pegou seu cavalo e desceu para a cidade com Drifa, ela ficou olhando para Erik, parece que ela queria rir, Erik ficou sem graça, ele não disse nada, então Drifa falou, quebrando o silêncio.
— Erik, o que você achou das mulheres de Creigiog? Ouvi dizer que as mulheres em Sunrise Lands são lindas — disse Drifa, olhando nos olhos de Erik. Seu olhar é de quem está interessado.
— Bem, elas são lindas como as mulheres de Sunrise Lands — Erik respondeu timidamente.
— Sim, são lindas, e o que você acha de mim? Você já viu uma Sfinks antes? — perguntou Drifa, sendo muito direta.
— Você também é linda, esse tipo de pergunta me deixa meio sem graça — disse Erik, quase gaguejando.
— Estou brincando, não se preocupe com isso — disse Drifa, com um lindo sorriso.
— Tudo bem, não vou me preocupar... — disse Erik, permanecendo em silêncio depois.
Pela cidade, todos cumprimentaram Drifa, chamando-a de Lady Sfinks. Mesmo seguindo Drifa, o povo de Grýtt Land continua a olhar para Erik com hostilidade. Algumas pessoas olham para ele com medo, Erik não tira o capuz que esconde seu rosto, ele parece mais um mercenário ou guerreiro do que um nobre. Erik olhou para Drifa, percebeu que ela é uma pessoa gentil pelo jeito que ela fala com as pessoas, elas a tratam com respeito, Erik também percebeu que ela é muito direta e fala o que pensa, ele ficou intrigado. Os dois avistaram um enorme edifício, com uma grande fachada, escrito: Dama Rosa.
— Chegamos, esse é o bordel mais famoso da cidade, espero que você encontre seu mercenário entre tantas mulheres... — disse Drifa um pouco tímida.
— Você não vai vir comigo? — disse Erik embaraçado.
— Não é comum alguém da nobreza andar em lugares como este, mas irei com você, estou curiosa — disse Drifa, sorrindo.
— Perdão pela grosseria, uma dama como você em um lugar tão vulgar. Você pode esperar por mim aqui — disse Erik, olhando sério para Drifa.
— Vamos, quero ver como é esse lugar — disse Drifa, rindo.
Os dois entraram no bordel, no interior do edifício existem duas escadas que conduzem aos quartos no piso superior, na parte inferior existe uma adega com várias bebidas e cervejas. O bordel é luxuoso, com várias pinturas e esculturas e várias poltronas. As prostitutas estão bebendo com alguns clientes, algumas das prostitutas estão quase nuas, os músicos animam o ambiente com canções típicas. Assim que Erik e Drifa entraram, todos reconheceram Drifa e pararam tudo que estavam fazendo, pararam de tocar, todos começaram a se curvar.
— Não! Não se preocupe comigo, por favor, continue! — disse Drifa, envergonhada.
— Lady Sfinks! Desculpe, nunca imaginei alguém como você entrando no meu bordel. Meu nome é Kayla Eu sou a Madame do bordel, no que posso te ajudar? — disse Kayla apresentando-se com muito respeito, as prostitutas começaram a se vestir.
— Madame Kayla, pode continuar, pois estou aqui para encontrar um mercenário, que foi contratado pelo nosso nobre amigo, Erik — disse Drifa, percebendo que todos estavam pasmos ao vê-la ali.
— Um mercenário cujo nome é Sol... Juksemaker, ele está em seu bordel, Madame? — perguntou Erik, ele olhou em volta
— O Senhor Juksemaker está em um dos quartos, Senhor Erik. Posso mandar chamá-lo, se preferir — disse Mademe Kayla, com respeito.
— Se você puder chamá-lo, diga que Erik Das Rote está procurando por ele, por favor — disse Erik, mas naquele momento Drifa tocou no seu ombro.
— Não precisa, podemos esperar, vamos sentar na adega. Se você puder servir duas cervejas — disse Drifa, então ela puxou Erik pelo braço — Erik, deixe-o em paz, você não vai querer atrapalhar em um momento como este, vai?
— Você está falando sério Drifa? Ok, vamos esperar, espero que não demore muito... — disse Erik olhando os quartos do segundo andar.
Erik e Drifa se sentaram na adega, então o taberneiro do bordel trouxe duas canecas de cerveja. Ela começou a beber, mas Erik ficou inquieto, Drifa apoiou a cabeça na mão e olhou para Erik, ele está muito nervoso, com a demora de Solveig e também com o olhar de Drifa, que não tirava os olhos dele.
— Então, como você conhece o maldito Juksemaker? — perguntou Drifa, ela parece um pouco entediada.
— Eu o conheci no caminho para cá, ele me seguiu, afinal, todo mundo o conhece em Creigiog? — respondeu Erik.
— Ele é muito perigoso, não só é conhecido aqui em Creigiog, mas praticamente em todo o continente, só passa despercebido quando não quer ser incomodado. Ele é um homem misterioso — disse Drifa, ela sabe muito sobre Solveig.
— Não acho que seja muito difícil encontrá-lo — disse Erik, lembrando-se da maneira como conheceu Solveig.
— Você só o conheceu, porque ele queria te conhecer, agora porque, não sei, nem mesmo as famílias nobres e primordiais se opõem ao mundo do crime organizado — disse Drifa, virando a caneca de cerveja.
— Então você acha que é melhor eu não me envolver com ele? — perguntou Erik preocupado.
— Pelo contrário, se tem alguém que vai conseguir informações, é ele, não se preocupe mesmo sendo um mercenário, basta fazer um bom pagamento e ele vai manter qualquer coisa em segredo — disse Drifa, a família Sfinks já contratou serviços de Solveig também, como as outras famílias primordiais.
— Posso confiar? Sinto que ele não é uma pessoa má... — disse Erik, sente que pode confiar, mas já sentiu um pouco de como é a traição em seu passado.
— Como eu disse, homens como ele mantêm a boca fechada por uma boa quantidade de moedas de ouro — respondeu Drifa, jogando um grande saco de moedas sobre a mesa.
Alguns minutos depois. Solveig desceu as escadas, abraçando a prostituta, ele está com uma das mãos nos seios da garota e na outra mão segura uma caneca grande de cerveja. Erik olhou para a escada e ficou sem graça com a cena que está vendo, Drifa estava olhando para Erik, ela já havia bebido duas canecas de cerveja. Mademe Kayla, foi até Solveig e sussurrou em seu ouvido e apontou para a mesa que Erik e Drifa estão, ele olhou para a mesa, entregou a caneca de cerveja para Mademe Kayla e beijou a prostituta que o acompanhava e foi até Erik.
— Senhor Erik, Lady Drifa Sfinks, é um prazer vê-la novamente! Erik, nos encontramos mais rápido do que eu imaginei — disse Solveig, fazendo uma reverência.
— Juksemaker! Você não tem um escritório melhor? — disse Drifa, parecendo séria.
— Eu preciso falar com você, em particular de preferência — disse Erik, todos no bordel estavam olhando para os três.
— Não gostou das acomodações Lady Drifa? Grande Erik vamos lá, só preciso acertar minha conta — disse Solveig, colocando as mãos no bolso e procurando suas moedas. Drifa então jogou o grande saco de moedas.
— Pegue, considere um pagamento adiantado, vamos! — disse Drifa, levantando-se da mesa.
— Por isso prefiro trabalhar com nobres — disse Solveig, rindo. Erik e Drifa saíram do bordel e começaram a desamarrar os cavalos.
Solveig entregou a Madame Kayla três moedas de ouro, o dinheiro do continente são moedas de prata, uma moeda de ouro vale mais que cinquenta moedas de prata, Solveig deixou o bordel e começou a desamarrar seu cavalo e colocar seu equipamento, colocou uma espada nas costas, uma na cintura e uma pequena adaga no cinto. Ele colocou o capuz e montou em seu cavalo, Erik e Drifa estão esperando por ele.
— Senhor Erik, podemos ir para algum lugar mais longe ou para a estalagem, onde estou hospedado — disse Solveig, vendo que Erik está falando sério.
— Pode me chamar apenas de, Erik certo? Vamos para um lugar calmo — disse Erik, olhando para o céu, o tempo está bonito e fresco.
— Eu conheço um lugar bom, fica a poucos minutos daqui — disse Drifa sorrindo.
— Vamos! Aliás, sinto muito que vocês tenha vindo me procurar aqui — disse Solveig, rindo.
— Não esperava nada diferente quando se trata de você... — disse Drifa, sabendo que Solveig é vulgar.
Eles cavalgaram atrás de Drifa, as pessoas cumprimentaram Drifa e olharam para Erik e Solveig estranhamente, ele apenas sorriu. Minutos depois eles estão um pouco longe da cidade, em uma estrada de terra, com muitas árvores no caminho, então Drifa entra em uma pequena trilha, no final da trilha, Erik se impressiona com a enorme cachoeira. A cachoeira vem da montanha Kolosalny. Os três amarraram os cavalos às árvores, Erik admirou a beleza do lugar, a água é cristalina.
— Solveig! Estou procurando informações sobre meu irmão, Sigvard Von Ddraig. Eu sou o herdeiro do trono usurpado por Baldor, há seis anos mandei meu irmão para Creigiog Mountains, com um grupo de viajantes, o nome de um deles é Olor, você recebeu uma boa quantia em moedas de ouro, se você conseguir alguma informação vai receber muito mais garanto — disse Erik, indo direto ao ponto.
— Erik Von Ddraig, então os Von Ddraig sobreviveu, eu sabia que você é importante, irei ativar meus contatos, eles vão vasculhar essa cidade de ponta a ponta — disse Solveig estendendo a mão para cumprimentar Erik.
— Um acordo então! — disse Erik, cumprimentando Solveig.
— Encontre-me hoje à noite, perto do castelo, olhe os telhados — disse Solveig, desamarrando o cavalo.
— É seu nome? Solveig? — perguntou Drifa surpresa.
— Você achou que meu nome é Juksemaker? Meu nome é Solveig, sem sobrenome, sou apenas um plebeu. Revelo meu nome a quem confio... — disse Solveig olhando para Drifa.
— Não! Mas eu pensei que era outro apelido, então você confia em nós? Nobres — disse Drifa desconfiada.
— Mesmo nesta vida, a confiança é tudo... Acredite em mim — disse Solveig, montando seu cavalo.
Os dois ficaram em silêncio observando-o sair. Solveig então partiu para o centro da cidade. Drifa e Erik ficaram na cachoeira, então ela começou a se despir na frente de Erik.
— O que você está fazendo??? — perguntou Erik, ficando envergonhado.
— Eu vou mergulhar, você não vem? — respondeu Drifa, terminando de tirar todas as suas roupas.
— Acho que não... De qualquer forma, vou esperar por você — disse Erik, virando-se.
— Ok — Drifa mergulhou na cachoeira — a água é muito gostosa.
— Eu imagino que sim! — Erik olhou para trás e viu Drifa saindo da água, seu corpo é lindo, ela é branca e seu corpo brilha ao sol. Ele ficou admirando aquela beleza.
— Espero que tenha gostado do que viu! — disse Drifa, percebendo que Erik a espionava.
— Desculpe... Não foi minha intenção, mas admito que gostei... — disse Erik constrangido.
— Bom saber, pensei que você não iria olhar para mim depois que eu me despisse na sua frente. Vamos então, vou colocar minha roupa — Drifa começou a se vestir e Erik cuidou do cavalo enquanto ele esperava.
Drifa terminou de se vestir e olhou para Erik com um sorriso, ele ficou sem graça depois de vê-la nua. Mas ele a respeita, embora duvide de suas intenções. Eles acabaram de se conhecer, Drifa Sfinks é uma mulher atraente, Erik tentou não pensar nisso e focar apenas em sua busca por informações. Eles voltaram para o castelo, Drifa mostrou a Erik o quarto em que ele vai ficar e Erik se preparou para encontrar Solveig à noite. Descendo para a cidade olhou para os telhados das casas e edifícios, até que avistou Solveig no topo de um edifício, então começou a subir as escadas e subiu um pouco até chegar ao telhado.
— Então. Você conseguiu alguma coisa? — perguntou Erik, sem fôlego por causa da escalada.
— Segundo minhas informações, o homem chamado Olor chegou a Grýtt com o grupo de viajantes há seis anos, assim como você disse, mas foi para outra cidade um ano depois e o menino, que provavelmente é seu irmão, foi com ele, a cidade é bastante distante. Isso é tudo que os informantes conseguiram, vai demorar algumas semanas para entrarmos em contato com este Olor — Solveig respondeu olhando para a grande Grýtt.
— Tudo isso? Mas está tudo bem, se pudermos começar a procurar por essa cidade — disse Erik, um pouco triste, queria mais informações.
— Em relação à busca, não se preocupe, já mandei meus informantes a essa cidade agora só temos que esperar — disse Solveig colocando a mão no ombro de Erik.
— Você será muito bem pago por isso — disse Erik olhando para Solveig, percebeu que ele estava falando muito sério.
— Diga-me Erik, quando você encontrar seu irmão, o que pretende fazer? — perguntou Solveig, curioso.
— Vou encontrar minhas irmãs, juntos vamos recuperar nosso reino... — disse Erik fechando o punho.
— Vocês nobres são complicados, eu só sobrevivo neste mundo, não tenho para onde ir, pessoas para proteger ou um nome para zelar, só procuro ganhar dinheiro e fazer sexo com alguma prostituta... — disse Solveig descrevendo seu jeito de vida.
— Pode me ajudar. Poderia ganhar um título de nobreza, você poderia chamar Sunrise Lands de sua casa, sinto que você não quer ser apenas um mercenário... — disse Erik, ele viu um brilho em Solveig.
— Eu nobre? — Solveig começou a rir — ser mercenário é o suficiente para mim, mas olha, você é um bom homem Erik, posso servi-lo se desejar.
— Você não tem que me servir, preciso de pessoas determinadas e leais — disse Erik olhando para Solveig.
— Para uma pessoa como você que viu toda a família ser massacrada, a lealdade é mais importante do que qualquer dinheiro, para nós do crime organizado, entregar um parceiro é pior que a morte — disse Solveig com convicção.
Erik percebeu que Solveig é um homem de princípios, embora fosse um mercenário. Ele não o julgou depois que os nobres de Sunrise Lands traíram sua família, ele aprendeu que independente de ser nobre, plebeu ou mercenario, quando se trata de traição ou lealdade, os princípios de um homem é que realmente importam.
Os dois ficaram um tempo olhando a cidade de Grýtt Land, e Solveig explicou para Erik como encontrá-lo na estalagem onde está hospedado. Na manhã seguinte, ele foi chamado para tomar café da manhã com o Rei Eileif e seus filhos. Chegando à mesa seus filhos se apresentaram.
— É um grande prazer conhecê-lo Erik Von Ddraig — disse Christer em saudação.
— O prazer é todo meu Christer Sfinks — disse Erik, cumprimentando-o de volta. Christer tinha 21 anos na época, seu cabelo é castanho claro, curto e raspado nas laterais, seus olhos são escuros. Ele veste uma roupa de couro marrom e luvas vermelho-escuras, calças marrons e botas escuras, carrega uma espada no cinto e usa uma grande capa vermelha. No pescoço, ele usa um amuleto com o símbolo de uma esfinge.
— É um prazer Senhor Erik Von Ddraig, sua mãe me ajudou quando eu era criança — disse Einar com respeito.
— Fico feliz em te ver bem, minha mãe me disse que você é uma criança muito forte e especial — disse Erik colocando a mão na cabeça de Einar. O pequeno Einar tem 12 anos, seu cabelo é curto e castanho claro, seus olhos são escuros, ele usa uma faixa cobrindo a testa, veste uma roupa luxuosa, branca e vermelha. Drifa e Christer nasceram com uma magia poderosa, mas Einar nasceu como um ser humano comum.
— Ok, vamos comer! Por favor, sente-se — disse Eileif para Erik.
Durante a refeição, Erik contou tudo o que descobriu sobre Sigvard. Será que Solveig conseguirá encontrar Olor.
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