Notas iniciais
Olá a todos! Cá estou eu com mais um capítulo, este se tratando do ponto de vista de Eddard Stark. É mais um capítulo ponte, eu sinto que preciso compartilhar com vocês algumas particularidades dos personagens, mas no próximo capítulo as coisas começarão a esquentar porque teremos Jaime Fucking Lannister.

Alguns anos depois...

Ele percebeu que ela estava diferente. Ela estava tentando mais... ela estava se entregando mais, ela estava tornando o casamento deles menos como um dever e mais como um benefício. Ela o procurava mais, ela o beijava mais e ele até arriscaria dizer que Cersei parecia mais doce.

Ela massageava seus ombros tensos, ela levava lanches em seu gabinete e ela até havia parado de incomoda-lo para cortar o cabelo. Ao contrário, ela estava o ensinando a cuidar devidamente de seu cabelo. E ela também não implicava mais com os pelos no peito ou a barba grande. Ela estava aprendendo a apreciar e parar de reclamar.

No dia de seu nome, Cersei até mesmo havia organizado um piquenique para os dois. Eles foram ao Bosque Sagrado e passaram boa parte do tempo juntos, eles conversavam, eles riam... Deuses, eles riam o tempo todo. Ela era a mulher mais engraçada que Eddard conhecia. O humor dela era um pouco ácido e até maldoso, mas ele não conseguia evitar gargalhar.

E quando ela começou a desfazer seu vestido e o pediu para toma-la em cima daquele cobertores, bem no Bosque Sagrado, diante dos Deuses, ele percebeu o quanto Cersei o tinha na palma da mão.

O objetivo ao se casar com Cersei no lugar de Robert era evitar que ela fizesse o que bem quisesse de seu bom amigo, mas lá estava Eddard, praticamente de quatro por aquela linda mulher.

— Você me parece pensativo.

Foi o comentário que ela fez. Eles estavam na banheira de frente para o outro. Havia sido um hábito entre eles criado desde o início do casamento, tudo havia começado com as cólicas de Jon e até hoje, dez anos depois, eles ainda o mantinham.

Em sua linda esposa já começava a aparecer as marcas do tempo. A evidência de que a idade chegava para todos, mesmo para a mulher mais bonita de Westeros.

Havia agora uma ruga de preocupação em sua testa, ela havia ganhado um pouco de peso e também as linhas que evidenciavam a gravidez. Um pouco de flacidez no abdome por causa da pele esticada para carregar os bebês dele.

Não havia nada mais bonito e sagrado que uma mulher, Eddard percebeu. Como elas podiam ser tantas coisas ao mesmo tempo?

— Estou me perguntando quando foi que o tempo passou tão rápido. Tem dez anos que estou casado com você...

— Eu também me pergunto isso frequentemente quando estou arrancando meus fios de cabelo branco. Eu tenho certeza que é cortesia dos seus filhos. – ela se afundou mais na banheira.

— Quando eles são mal criados eles são meus filhos não é? – ele riu e beijou o pé dela.

— Mas é claro, só pode ser de você que Arya puxou esse temperamento terrível.

Gargalhou gostosamente. É claro que Arya era parecida com ele fisicamente, isso era inegável. Ela tinha aquele tipo de beleza selvagem que Eddard viu em sua irmã caçula, Lyanna, mas dizer que ela havia puxado seu temperamento?! Desde quando ele sequer era temperamental?!

— Meu amor, perdoe-me, mas Arya puxou o temperamento de você. Se me lembro bem você sempre foi uma dor de cabeça para seu pai, constantemente se metendo em problemas e lamentando ter nascido garota.

— Certamente a única coisa que me falta para ser um homem é um pau entre as pernas. – ela deu uma conferida nas unhas.

— Nós podemos resolver isso. – ele disse já sentindo seu membro ficar duro.

— Você é insaciável, meu Rei. – ela disse enquanto se movia na direção dele e se sentava em seu colo. – Às vezes sinto que estamos ainda em nossa semana de núpcias e você está descobrindo meu corpo. Será que você não percebe que não tem muita novidade?

Ele beijou o seio dela, passando a língua pela auréola cor de rosa e a vendo morder o lábio inferior. Seu membro cutucou a abertura entre as pernas de sua esposa.

— Eu não posso evitar, minha Rainha. Surpreende-me o quanto sua buceta continua apertada mesmo após quatro partos intensos.

Ela riu e tomou seus lábios e ele a penetrou, começando a ajuda-la com os movimentos dos quadris e mantendo suas mãos tão firmes, apertando tanto sua pele, que ele estava certo que deixaria marcas arroxeadas.

Eles decidiram terminar na cama, onde tinham muito mais espaço e ele poderia beijar toda a extensão de seu corpo, inclusive aquele lugar sagrado. Ele adorava chupa-la, penetra-la com os dedos e senti-la gozar em sua boca e molhar sua barba.

E ela também o chupava. Ela beijava todo seu membro, engolia-o e não tinha problemas com ele chegando ao ápice na boca dela. Às vezes Eddard ficava violento na cama quando pensava em Cersei fazendo aquelas coisas com seu irmão gêmeo, Jaime Lannister. E ele então tinha que se concentrar em dar a ela tantos picos de excitação que ela iria berrar e chorar ao seu toque.

Ele adorava quando ela implorava para ele parar, e ele não parava. Ele queria vê-la se contorcer de tanto prazer que poderia proporciona-la. E depois ela ficaria lá em seus braços, mole e completamente extasiada.

— Eddard, toda mulher devia ser fodida por você. – ela comentou brincando com os pelos de seu peito.

— Bem, eu receio não ter interesse em foder outras mulheres minha Rainha... Somente você.

— Ah, vamos lá, certamente você encontrará uma buceta mais apertada e mais doce que a minha. Alguma virgem. – ela provocou.

— Você diz isso por que sente vontade de foder com outros homens? – perguntou incomodado.

— Não, marido. Depois de dez anos trepando com você todas as noites, foder com outros homens é certamente perda de tempo. Eu ficaria frustrada.

Ele se jogou em cima dela. Observando aqueles olhos verdes, aquele rosto de porcelana e tentando encontrar as evidências de mentira. Ele não sabia se estava cego demais por ela, mas naquele momento sentiu que ela o amava tanto quanto ele o fazia.

Por que os Deuses haviam feito ele amar aquela mulher? Por que não o fizeram amar alguém que pudesse retribuir seu sentimento? Será que Catelyn Tully o amaria?

“Possivelmente. Mas você acha que amaria Catelyn Tully da forma que ama Cersei Lannister?” a voz da consciência parecia-se muito com a de seu irmão Benjen.

Ele enluvou seu rosto e a beijou. Geralmente ele não sentia calor, porque mesmo os ventos frios de inverno podiam ser mais calorosos que sua senhora esposa, mas pela primeira vez em dez anos ele sentiu o verdadeiro ardor da paixão emanar de Cersei. E ele estava inclinado a acreditar que o desejo mais profundo de seu coração havia se realizado.

A batida na porta fez com que eles se separassem imediatamente. Quando Eddard perguntou quem era, ele escutou a voz infantil de suas crianças.

Eles tiveram que se vestir às pressas para abrir a porta e encontrarem os três. Jon estava segurando a mão de Myrcella que chorava e coçava o olho, enquanto Arya parecia muito incomodada com a irmã.

— Ah minha doce menina... – Eddard a pegou no colo, sentindo as perninhas dela passarem ao redor dele. – O que houve? Por que está chorando?

Antes que ela pudesse responder, Arya o fez.

— Essa bobona estava escutando as histórias de terror que a Velha Ama estava nos contando sobre os Outros, e agora ela está com medo de dormir sozinha e queria ficar comigo e com Jon na cabana.

— E por que ela não pode ficar na cabana com vocês dois? – perguntou enquanto ia até a cama e entregava Myrcella para a mãe que rapidamente a acolheu embaixo das peles.

Ela vai estragar tudo! Ela sempre acaba por chorar no meio da noite e nós temos que leva-la para a Velha Ama ou para vocês. – Arya disse asperamente, cruzando os braços sobre o peito e fazendo uma carranca.

Jon estava coçando a nuca.

— Arya, não tem nada de mais Myrcella ficar conosco. – Jon tentava amaciar a irmã. – Eu posso leva-la para os aposentos da Velha Ama se ela começar a chorar.

Não! Isso era sobre nós, nós estávamos planejando acampar na Torre há muito mais tempo. Ela é criança, ela não pode ficar conosco!

Eddard rolou os olhos e encarou Cersei com as sobrancelhas arqueadas, como se dissesse “você tem certeza que esse temperamento é meu?”. A mulher entendendo o que ele queria dizer esticou o braço chamando Arya.

— Venha aqui, você...

A menina de cabelos negros deixou os ombros caírem desanimadamente. Eddard sabia que muitas vezes Arya se sentia impotente sendo a filha do meio. Ela tinha que ceder muito... ela tinha que ceder para Jon, porque ele era o mais velho e portanto o com mais “autoridade” e tinha que ceder para Myrcella, porque ela era a mais nova e simplesmente não entendia as vezes.

Dando uma olhada na menina que era a cópia de sua esposa, Eddard viu que ela havia adormecido em seu travesseiro com o rostinho ainda manchado em lágrimas. Sorriu e fez um afago em sua cabecinha loira. Ela era adorável demais...

— Eu imagino que deve ser difícil para você ser a do meio... você tem todas as responsabilidades da filha mais velha e nenhum dos benefícios. – Cersei a puxou para perto. – Mas veja só... sua irmã ainda é muito pequena e diferente de você, ela não tem muita companhia por aqui. Jon e você tem um ao outro, mas Myrcella não sabe bater espadas e as outras crianças são velhas demais para brincar com ela. Você é a única que ela tem e se você também a renega, Arya, como você espera que ela se sinta?

Arya não parecia ainda muito convencida. Ela era difícil e um pouco ciumenta. Eddard sempre havia achado que Jon é quem daria a eles mais trabalho, porque Cersei o mimava terrivelmente, mas ele havia crescido e se tornado um rapazinho tranquilo, bondoso e bastante humilde.

Ele brincava com os filhos dos camponeses de igual para igual. Ele gostava de ajudar nos estábulos, gostava de ajudar na colheita e estava sempre perseguindo Eddard em busca de algo que pudesse fazer para ajudar. Ele estava se tornando um ótimo espadachim e dizia sempre que era para proteger sua mãe e suas irmãs, ele era muito paciente tanto com Arya quanto com Myrcella.

As duas o amavam. Arya e ele eram melhores amigos, ele era tudo aquilo que Arya queria ser. E ele era como o príncipe encantado de Myrcella, ele sempre permitia que ela montasse em suas costas quando Eddard estava ocupado demais para fazê-lo.

— Eu não a renego, é só que- ugh! Ela sempre estraga as brincadeiras! – Arya começou a ficar vermelha, com os olhinhos castanhos enchendo de lágrimas. – Por que ela tem que ter tudo? Por que temos que fazer tudo do jeito dela? Não é justo! Eu nunca tenho as coisas do meu jeito!

Eddard suspirou e viu que Cersei não parecia comovida com as lágrimas. Ele gostaria de ser tão firme quanto ela era quando se tratava das meninas... ele tinha que admitir que as vezes acabava tirando a autoridade de sua esposa, mas é que ele não conseguia ver nada de mais em permitir que Myrcella e Arya tivessem o tanto de pão de mel que quisessem.

— Eu odeio brincar de bonecas com ela. E eu odeio ter que ser a princesa em perigo para Jon resgatar. – ela chorava, com os ombros frágeis tremendo. Ele viu Cersei massagear a coluna da filha que começou a se encolher em seu colo. – Eu odeio ter que ficar fazendo essas estúpidas brincadeiras só porque sou menina! Estávamos bem na cabaninha, brincando de exploradores e a Velha Ama nos contaria histórias de terror, até que Myrcella chegou com suas estúpidas bonecas e chorou por causa dos contos dos Outros.

Franziu o cenho. Ele sabia que não devia achar graça do desespero da filha, mas é que era tão óbvio que ela era filha de Cersei naquele momento.

Olhou para Jon e viu que seu filho parecia tão confuso quanto o próprio Eddard se sentia ao ver sua irmã Lyanna, chorar aos prantos, dizendo que não queria que seus seios crescessem e que não queria se casar com um Lorde.

— Eu não sabia que você não gostava de brincar de princesa e cavaleiro. – Jon tentava confortá-la. – Nós podemos fazer outras coisas!

— Eu gosto de brincar de princesa e cavaleiro, eu só não quero ter que ser a princesa! – ela chorava aos prantos.

— Mas você é menina... você é a princesa...

Eddard massageou suas têmporas enquanto Arya chorava ainda mais pelo comentário de seu irmão. Jon parecia cada vez mais horrorizado. Ele sentiu pena de seu pobre menino quando tivesse as duas irmãs e a mãe perto de seu sangue lunar. As mulheres tendiam a ficar muito mal humoradas.

— Tudo, a mamãe acabou de ter uma excelente ideia. – Cersei disse enquanto deitava Arya que ainda chorava e começava a massagear seus pezinhos. Era a técnica dela para acalmar seus filhos, ela sempre os massageava.

Ele se lembrou da vez que Jon havia caído do cavalo e chorava aos prantos pelo susto. Cersei o sentou em seu colo e massageou-o até que ele dormisse.

— Que tal se vocês brincassem de Princesa e Cavaleiro com Myrcella? Ela poderia ser a princesa a ser resgatada, e vocês dois vão se revezar entre o dragão e o cavaleiro. O que acham? – ela esticou o braço para Jon e piscando para ele. – Você não ficaria feliz Jon? Em revezar com Arya o papel de cavaleiro e dragão?

Seu filho acenou com a cabeça avidamente enquanto se aproximava da cama, mas Eddard desconfiava que ele só queria que Arya parasse de chorar logo. Ela chorava muito alto.

Ele queria rir. Quando afinal seus maiores problemas haviam se tornado as crises existenciais de Arya, os mimos de Jon e as pirraças de Myrcella?

Percebeu então que era melhor assim. Ele gostava das três encrencas... ele gostava de lidar com aqueles dramas ao invés de ir para a guerra.

Naquela noite ele dormiu mais afastado de Cersei que o habitual. Isso porque seus filhos haviam adormecido na cama junto com eles. Estava muito frio para eles voltarem para a torre onde estava a Cabana feita de cobertores, cadeiras e um cabo de vassoura.

Havia sido a noite mais desconfortável de sua vida, mas quando amanheceu e ele viu Myrcella dormindo em seu peito ainda, Arya com a cabeça em seu braço e Cersei e Jon abraçados e encolhidos contra o outro, percebeu que uma dor na coluna não era nada comparada aquela visão.

Notas finais
Espero que tenham gostado e se gostou não esqueça de deixar seu comentário. Se não gostou deixa também! Beijos e obrigada a todos!