Notas iniciais
Olá! Cá estou com mais um capítulo e eu gostaria de agradecer as leitoras que comentaram, favoritaram e etc. Deixe as opiniões de vcs nos comentários, fico ansiosa para saber o que têm a dizer. Beijos.

Aparentemente ela estava fértil durante a semana de núpcias com seu esposo, porque na lua seguinte Cersei percebeu a ausência de seu sangue, mas como aquilo já havia acontecido, decidiu que era cedo demais para criar esperanças. Na segunda lua, nada de seu sangue e ela sentiu que estava começando a se irritar com qualquer tipo de cheiro, além de ter ficado levemente temperamental. Na terceira lua ela percebeu o inchaço em seus seios e foi aí que teve certeza. Ela foi até o Meistre Luwin apenas para confirmar, porque no fundo ela sempre soube.

Ela ficou mais radiante que imaginou. Cersei sempre gostou de bebês, ela sempre foi muito feliz em cuidar de seus primos menores. O único bebê que Cersei odiou era o monstrinho que ficaria com ela até o retorno de seu senhor marido, mas isso porque ele havia lhe tirado sua mãe.

Cersei percebeu com alegria que ela estava ansiosa para ser mãe. Que a cada dia ela observava mais apaixonadamente seu corpo mudar. Ela escreveu a seu pai, cheia de orgulho e disse a ele que ela estava com uma criança no vente e que segundo a septa pela forma como a gravidez transcorria, tudo indicava que era um menino.

A resposta não era mais que Cersei já esperava.

Você não fez mais que sua obrigação.

Certifique-se de cria-lo como um leão!

Afetuosamente,

Tywin Lannister.

Ela não se importou. Em uma outra época ela teria se contorcido de ódio e ciúmes, esfregado a carta na cara de Jaime e Tyrion, e dito a eles que eram os responsáveis por todo o desgosto que vivia em seu pai. Mas depois de um tempo, Cersei se conformou que seu pai era um homem velho e amargurado.

Seu senhor marido também ficou sabendo que ela estava com a criança no ventre. Ela não podia imaginar como, por que ele havia sido muito firme ao dizer que ela não deveria escrevê-lo em hipótese alguma, mas certo dia um corvo chegou e com ele vinha uma nota de Eddard.

Chegaram aos meus ouvidos que você está grávida.

Disseram que a gravidez lhe fez bem.

Minhas mais sinceras congratulações.

Estarei em casa antes do parte.

Sinceramente,

Eddard.

Mas seu senhor esposo não chegou a tempo para o nascimento. Numa madrugada ela acordou com pontadas, esfregando sua barriga muito grande e pedindo encarecidamente a Joffrey que se contivesse, que aquela não era a hora de nadar dentro dela.

Quando se levantou para atiçar mais fogo na lareira água escorreu pelas pernas de Cersei e ela percebeu que a bolsa havia rompido. Uma dor terrível se apoderou de seu corpo, ela gritou tão alto que acordou o castelo inteiro. Foi questão de minutos até que já estivesse em sua cama, com a Septa e as serventes auxiliando-a, fazendo força para que seu bebê saísse.

Ela fez força e empurrou até o amanhecer e quando ela pensou que não aguentaria mais, que ela já não conseguia mais suportar tanta dor, escutou o choro dele.

— Você tem um filho, Sua Graça. Um lindo e saudável menino!

Estendeu os braços imediatamente, não contendo as lágrimas de emoção. Seu Joffrey estava ali, seu lindo menino. Ela sabia que estava carregando um herdeiro para Eddard.

— Ei Joffrey... – ela sorriu e o ofereceu o peito. – Você está com fome?

— Joffrey? – a Septa franziu o cenho. – Minha Rainha, a senhora não acha que seria mais sábio dar ao herdeiro do trono um nome nortenho?

Cersei normalmente teria dado uma resposta dura e cortante, mas ela não podia acreditar que havia feito algo tão lindo quanto Joffrey com um homem que ela mal conhecia.

— Ele não precisa de um nome nortenho para reafirmar o Norte que corre em suas veias. – murmurou. – Ele é a cópia de Eddard.

Mas a verdade era que Joffrey jamais chegaria a reafirmar o Norte, porque numa bela manhã, quando Cersei foi até seu berço para alimentá-lo, ela percebeu que seu filho não respirava. Ela gritou aos prantos, ela sacudiu seu corpinho frágil, ela implorou para que ele voltasse pra ela, ela chorou e chorou.

Foi necessário que homens a segurassem enquanto Meistre Luwin chegava aos aposentos do Pequeno Príncipe e tentava todas as formas para reanimar o bebê, mas os esforços foram em vão.

Joffrey estava morto. Seu pequeno príncipe estava morto. Seu coração estava em pedaços e ela só conseguia desejar o mesmo destino dele, o mesmo destino de Joffrey e sua mãe.

Foi exatamente na lua seguinte que o Rei atravessou os portões de Winterfell. Eddard Stark não pôde conter a decepção ao perceber que Cersei não estava ali com o pacotinho para recebe-lo. Ele havia trazido presentes para ambos. Joias para sua senhora esposa, porque ele sabia que ela era mulher cara e um móbile com dragões, lobos e leões para colocar sobre o berço de seu menino.

— Sua Graça, não sabe como fico satisfeito por tê-lo de volta. – Meistre Luwin disse fazendo uma reverência.

— Onde está Cersei? – perguntou curto e direto.

— Sua Graça, a Rainha... A Rainha não está em um bom dia.

— O que o senhor quer dizer com isso, Meistre Luwin?

— Meu Senhor, há um mês o pequeno príncipe faleceu. A Rainha o encontrou em seu berço sem respirar e desde então ela não foi mais a mesma.

— O quê? – gritou e marchou na direção do castelo. – E como eu não fiquei sabendo disso?

— Ninguém ficou sabendo disso, meu senhor. A Rainha se recusou a enterrar o menino nas criptas, ele está sendo mantido no gelo e ela não permitiu que escrevêssemos ao senhor. Ela não permitiu que isso saísse das paredes de Winterfell.

— Infernos... – amaldiçoou o Rei.

Ela estava em seus aposentos novamente, quebrando todos os móveis, os frascos de perfume, perfurando seu colchão de penas, almofadas e rasgando cortinas. Cersei era uma mulher colérica, ela era uma mulher que precisava quebrar coisas, destruir, perfurar. Ela era uma mulher cheia de raiva que havia tido seu bebê arrancado de seus braços.

— Cersei...

Virou-se e o viu ali. Parecia um pouco diferente desde a última vez que o via, que havia sido há quase um ano. Estava mais forte, mais barbudo e mais cabeludo. Não acreditou quando o viu, ela não estava o esperando.

— Eu pensei que... – fungou e começou a enxugar suas lágrimas. – Eu estava te esperando apenas na lua seguinte.

— Eu me adiantei. Marchei dia e noite para voltar para você e nosso... Ah Cersei, eu sinto muitíssimo.

Ele sabia. Ela sentiu seu rosto se avermelhar de vergonha por Eddard tê-la visto em tamanho desequilíbrio. Seu pai ficaria horrorizado se soubesse que o Rei a viu tão catastrófica, tão desleixada e magra, mas ela não conseguia. Ela não conseguia comer, não conseguia se importar com seu guarda roupa ou com sua aparência. Não desde que havia perdido Joffrey.

Quando ele morreu ela destruiu seu quartinho. Ela quebrou o berço, rasgou até mesmo o primeiro e único sapatinho que ela havia tricotado com tanto custo. Os Deuses sabiam que ela era péssima em qualquer coisa que fosse esperado que uma dama fosse boa.

Ela só não esperava aquilo... ela não esperava um abraço, sussurros compreensivos e beijos no topo de sua cabeça.

— Vai ficar tudo bem, você vai ver.

— Foi minha culpa. – chorou escandalosamente. – Eu sou uma péssima mãe, eu não fui capaz de mantê-lo a salvo. Eu fui uma péssima e negligente mãe.

— Não, Cersei, por favor, não repita isso nunca mais.

As coisas na vida de Cersei voltaram a tomar foco com a chegada de Eddard. A primeira coisa que seu senhor marido providenciou foi que Joffrey fosse velado no septo construído para sua mãe, mas que fosse enterrado nas criptas como mandava a tradição Stark.

Tudo teve que ser providenciado muito rápido porque o corpo de Joffrey já estava no gelo há um mês e certamente por mais que o gelo o preservasse, era uma questão de tempo para que ele começasse a se decompor. Mas Cersei exigiu completo sigilo. Ela ainda não estava pronta para lidar com a decepção de seu senhor pai, não estava pronta pra lidar com a decepção de todo um povo que clamava e deixava todos os dias presentes para o pequeno príncipe.

— Ele seria parecido com você. – sussurrou passando a mão na cabecinha escura de seu filho que agora descansava no septo. – A Septan disse que eu devia dar a ele um nome nortenho porque ele seria seu herdeiro. Eu disse a ela que com a aparência que tinha, Joffrey não precisava de um nome tradicional da região para reafirmar suas terras. Você teria o amado, Eddard... ele era tão amável, dificilmente chorava. Minha gravidez não foi dramática. O parto talvez, mas a gestação foi perfeita depois do terceiro mês. Ele era o bebê mais tranquilo que Meistre Luwin disse ter conhecido.

Ela podia ver a dor nele. Aquilo de alguma forma a confortou, ver que seu marido estava com dor pela perda do filho. Fazia-a se sentir melhor.

— Talvez tenha sido esse o problema de tudo... talvez ele fosse quieto demais.

— Não diga isso. Não havia nada de errado com ele. – Eddard disse com um pouco de rispidez. – Você tem que entender que algumas coisas fogem do nosso controle. Você o amava, eu entendo, eu também o amo...

— Você nem sequer o carregou!

— É meu filho! Se você espera que o fato de que ele está morto muda qualquer coisa sobre sua paternidade, você está mais louca que parece minha senhora. – Eddard ergueu o tom. Ele nunca havia falado daquele jeito com ela antes.

Uma semana de casamento, pensou com deboche.

— Coisas ruins acontecem, Cersei. Pessoas boas morrem, pessoas inocentes que mal viveram morrem. Está longe do nosso controle. Você não pode se martirizar para sempre!

Cerrou os punhos e encarou seu marido furiosa.

— Mas eu posso tentar...

X

Era noite e eles estavam prontos para dormir. Cersei e ele dividiram a câmara do Lorde já que os aposentos dela estavam destruídos e levaria um tempo para reforma-los.

Ela estava penteando seu cabelo e observava Eddard através do reflexo do espelho. Ele parecia nervoso, muito preocupado. A princípio ela achou que era apenas aquele sentimento estranho de estar de volta, de descobrir que seu bebê estava morto e sendo mantido no gelo, e a clara percepção que estava casado e atrelado a uma louca pelo resto de sua vida. No entanto conforme o dia prosseguia, ela começou a perceber que não podia ser apenas aquilo.

— Você está preocupado com alguma coisa. – apontou astutamente quando foi para a cama. – Você gostaria de conversar sobre isso agora ou depois de me tomar, esposo?

— Cersei, eu não acho que seria viável que nós... – ele pigarreou. – Não agora, tudo bem? Você não está nas melhores condições e eu jamais me perdoaria se a machucasse.

Franziu o cenho. Ele estava longe por quase um ano e quando ela lhe oferecia seu corpo, o corpo que ele parecia tão sedento antes de deixar para a guerra, Eddard simplesmente o recusava.

— Cersei, eu lhe desonrei.

Ela ficou surpresa. Eddard tendia a surpreendê-la... ele era o homem mais honrado que ela conhecia, ele chegava a ser um constrangimento para ela que havia sido criada como um leão calculista e aproveitador.

Parte dela estava surpresa. Mas a outra parte conformada. Homens não prestavam...

— Foi quase um ano, meu senhor, nós mal nos conhecíamos e-

— Ainda assim. – ele a cortou. – Eu não consigo imaginar numa justificativa razoável para meu comportamento. Foi infantil, foi impróprio e não é o esperado de um monarca. Eu vou ter que me redimir com você pelo resto de sua vida.

— Acredite, o colar que me trouxe comprou sua redenção.

Ela achou que ele fosse rir. Ele sempre ria de seus comentários espertinhos, as retrucadas na ponta da língua.

— Cersei, a mulher com quem eu me deitei teve um filho. – ele umedeceu os lábios. – Um filho meu.

Ela empalideceu. Um bastardo. Tudo bem, ele não era o primeiro lorde a ter um bastardo.

— Bem, eu imagino que-

— Eu o trouxe comigo, Cersei. Ele será criado em casa, como meu filho e eu irei legitimá-lo. Não haverá mais Snows no Norte. Cada pai deverá legitimar seu filho, ainda que eles não entrem na linha de sucessão.

Antes que percebesse, ela acertou o rosto de seu marido. Ele a olhou em perplexidade, mas ela não se intimidou e acertou o outro lado. Até que então ela estava socando seu peito, arranhado seu rosto e puxando seu cabelo, gritando ofensas, maldições a Eddard e a seu bastardo.

— PARE COM ISSO! – ele berrou segurando seus braços.

— EU TE ODEIO! EU TE ODEIO! – ela gritou. – COMO VOCÊ PÔDE?! DESONRAR MEU NOME, MINHA FAMÍLIA! VOCÊ ESTÁ ME SENTENCIANDO A UMA VIDA ETERNA SENDO FEITA DE CHACOTA, EDDARD! COMO VOCÊ ESPERA QUE SEU POVO ME LEVE A SÉRIO?! EU AGORA TEREI QUE ACEITAR O FILHO DE OUTRA MULHER EMBAIXO DO MEU TETO?!

Ela deixou os aposentos do Rei. Ela se recusou a olhar para ele, a conversar com ele, a dividir a cama com ele. Ela se recusou a ter qualquer tipo de contato com ele.

Ela não podia acreditar naquilo que estava acontecendo. Um bastardo sendo criado como um herdeiro legítimo, o filho de outra mulher! Ela sentiu vontade de cortar o pinto de Eddard Stark com um facão de açougueiro. Certamente Illyn Payne ficaria feliz em emprestar-lhe seu próprio.

Todos os dias eram dolorosos para Cersei. Ela ainda não havia se livrado de tudo que pertencia a Joffrey. Ela ainda não havia sequer autorizado que o povo soubesse a verdade. Felizmente aquele desejo Eddard ainda estava respeitando.

Ela se recusou a ver a criança e certo dia quando escutou o Monstro dizer em alto bom som que o bastardo de Eddard Stark era a criança mais adorável de Westeros, ela o colocou amordaçado em uma carroça com rumo ao Rochedo. Ela não precisava de outra dor de cabeça.

Nos últimos dias ela vinha pensando cada vez no Rochedo. Ela começava a pensar que o melhor era ter ficado lá, que ela nunca devia ter ido ao Norte. Era mais uma daquelas noites terríveis que ela não conseguia dormir, que ela tinha pesados revivendo o fatídico dia que encontrou Joffrey morto em seu berço.

Ela estava enrolada em seu roupão e andando pelos corredores de Winterfell como um fantasma. Carregando uma vela e passando por cada um dos corredores até que o sono chegasse. E foi quando ela ouviu... um choro de bebê. O choro mais desesperado e intenso que já havia escutado.

Futuramente quando alguém a questionasse, Cersei não saberia explicar o motivo, mas algo dentro dela se acendeu. Um instinto materno, um senso de dever, de proteção. Ela apressadamente seguiu o choro desesperado da criança. Parte de seu coração dizia “É Joffrey! Ele está vivo! Isso tudo não passou de um pesadelo”, mas quando ela chegou lá, encontrou aposentos diferentes e um bebê diferente.

Olhou-o berrar aos prantos, completamente descoberto em tempo de pegar uma pneumonia. O instinto nela fez com que o pegasse em seus braços e o enrolasse bem nas mantas. Ele estava praticamente gelado e a janela estava aberta.

— Deuses... pobrezinho. – ela agarrou contra seu peito, ouvindo ainda o bebê chorar. – Vamos lá, vamos lá, eu estou aqui. Está tudo bem agora. Você está bem, docinho, você está bem.

Enquanto o embalava se deu conta que aos poucos a criança parava de berrar e quando finalmente pôde olhá-lo de verdade, ainda que somente com a iluminação da lua e de uma vela, Cersei viu o quanto aquele bebê lembrava seu Joffrey. Era o bebê de Eddard.

— Você não é uma gracinha? – disse baixinho tocando seu rosto e quando deu por si o bebê começou a sugar seu dedo. – Você está com fome?

Desde a morte de Joffrey ela vinha tomando a mistura que Meistre Luwin preparava para secar o leite de seu seio, mas assim como todas as Lannister, Cersei tinha muito, muito leite. Todos os dias ela tinha que tentar se esvaziar no balde ou então acabaria molhada.

— Deuses, você está faminto! – comentou rindo quando percebeu a intensidade com que ele sugava seu peito. – Tudo bem, aí está. Nada mais de choro, você está bem, você está quentinho e agora está se alimentando. E amanhã nós vamos encontrar um novo quarto pra você ou para mim, porque certamente teremos que ficar perto um do outro.

Ela sorriu enquanto via os olhinhos cansados se fecharem, mas antes que o bebê dormisse ela precisava que ele arrotasse. Deu palmadinhas suaves em suas costas e então o embalou em seus braços mais uma vez, cantando uma canção de ninar.

— Bons sonhos, docinho. – beijou a testinha do bebê que agora ressonava tranquilo em seu berço.

Cersei nunca sentiu tanta paz em seu coração. Não nos últimos dois meses...

Estava pronta para deixar os aposentos quando viu Eddard escorado no batente da porta. Ela se retraiu e adquiriu a costumeira postura defensiva.

— O quanto disso você viu? – perguntou.

— O suficiente.

— Você deve dispensar essa ama de leite. Ela é claramente uma idiota por deixar a janela aberta, o pobrezinho descoberto e ainda por cima com fome.

— Eu me entenderei com ela amanhã. Vou até a cidade e vou procurar outra ama.

— Isso é ridículo. Há leite escorrendo de minhas tetas. Por mais que eu me esvazie nos baldes, parece que há cada vez mais. – murmurou Cersei. – Eu acho que é porque... acho que é porque eu ainda não aceitei que não sou mais mãe.

Ele foi até ela e segurou seu rosto, obrigando-a a olha-lo nos olhos.

— Você é mãe, Cersei. Você é a mãe de Joffrey. Ele é nosso filho independente de tudo e nós teremos muito mais.

Seus olhos se encheram de lágrimas e ela agarrou a túnica de Eddard.

— Eu o amava. Eu teria cuidado dele. Eu teria beijado seus machucados, eu teria o ensinado a falar e a cortejar as moças apropriadamente. Eu teria feito sopa em seus resfriados. – ela nunca pensou que fosse doer tanto.

Ela nunca pensou que seria capaz de amar alguém mais que... mais que amava Jaime.

— Eu sei, eu sei.

Ele esfregou suas costas até que ela se acalmasse e então sugeriu que fossem para a cama. Ele a puxou para seus braços e Cersei sequer teve forças para empurra-lo para longe.

— Qual é o nome dele?

— Como você sabe que é ele? – Eddard sorriu e brincou com seu cacho loiro.

— Eu apenas sei, Eddard. Responda.

O Rei do Norte respirou profundamente antes de beija-la no rosto e dizer.

— Jon. O nome dele é Jon.

Notas finais
Gostaram? Let me know!!