Os ventos de inverno
1 PARTE I
Notas iniciais
Aproveitem!
Ela chorou e quebrou todos os objetos de seus aposentos. Ela atirou sapatos contra as empregadas, quebrou os fracos de perfume, perfurou seus travesseiros furiosamente ignorando os chamados de Jaime, que insistia para que ela fosse racional.
— Ele quebrou sua promessa, Jaime! Era suposto que eu fosse ser Rainha, eu nasci para ser Rainha, Jaime! Catelyn Tully irá empestear a Fortaleza Vermelha com seu cheiro de salmão.
Cersei rasgou a capa de solteira que suas servas haviam tecido para seu casamento com Robert Baratheon, o novo Rei. Ela não iria precisar daquilo mais, porque se ela não seria Rainha então não havia qualquer motivo para que ela se casasse. Ela só abandonaria o Rochedo se fosse para King’s Landing, ela só abandonaria Jaime se fosse pelo Rei.
Com a faca que havia afanado de seu irmão, Cersei rasgou todo o material que havia sido cuidadosamente tecido para seu matrimônio, a capa, o vestido, o enxoval. Tudo. Ela se livraria de tudo.
— Em nome dos Deuses, Cersei, o que você pensa que está fazendo?
Tywin Lannister adentrou seus aposentos sem se anunciar e com a feição de puro desgosto ao ver os aposentos de sua filha mais velha completamente destruídos.
Ela não o respondeu. Ele não merecia uma resposta. Ele havia quebrado uma promessa feita a ela há muitos anos! Primeiro rejeitada pelo herdeiro Targaryen e agora rejeitada pelo usurpador Baratheon. Ela não toleraria mais nenhuma humilhação quanto ao seu santíssimo nome. Ela não permitiria que a persona de Cersei Lannister fosse motivo de chacota pelos Sete Reinos.
— Tire suas mãos de mim! – ela gritou quando Jaime a agarrou por trás e tentou tirar a faca de sua posse. – TIRE SUAS MÃOS DE MIM, JAIME!
— Você perdeu a cabeça, querida irmã, isso aqui... – ele disse enquanto tomava a faca. – Não pode estar de forma alguma em sua posse. Os Deuses sabem dos estragos que você poderia fazer!
Ela teve que se virar para encarar Tywin Lannister com sua pior expressão, a expressão do desgosto. Geralmente aquela cara era dirigida apenas a Jaime e ao Monstro, mas agora era dirigida a ela. Bem, não importava mais!
— Você me prometeu uma coroa. – ela apontou o dedo trêmulo e seus olhos raivosos perfuraram seu pai. – Você prometeu que eu seria Rainha.
— Eu prometi. – Tywin Lannister disse. – E você vai.
— COMO?! — berrou. – Robert Baratheon vai se casar com a menina Tully quando a guerra terminar! Está praticamente ganho! Catelyn Tully com seu terrível hálito de atum vai ser a Rainha de Robert! Então, diga-me meu caro pai, como eu serei Rainha?!
Seu senhor pai não se intimidou com seus berros, muito diferente de Jaime e do Monstro. Ela costumava gritar com eles até que cedessem as suas vontades, mas não seu senhor pai. Ele a conhecia bem demais e sabia como leva-la.
— Um Lannister sempre paga suas dívidas e eu estou em dívida com você. — seu pai disse lentamente, mas cheio de convicção. – Você vai ser Rainha. Você terá súditos que irão se curvar a você. Você terá uma coroa. E você irá governar um grande Reino, porque nós não somos mais os Sete Reinos.
Franzindo o cenho, ela não compreendia. O que seu pai queria dizer com aquilo? Ela só havia escutado a parte que seria Rainha, mas como ela poderia ser Rainha se a garota Tully já tinha lhe roubado a coroa.
— O Rei Robert concedeu a Eddard Stark, protetor do Norte, a independência de seu país assim como nos tempos antigos. O Norte agora terá seu Rei e ele é Eddard Stark e é com ele que você irá se casar.
Cersei olhou de Jaime para seu pai. Seu irmão parecia tão surpreso quanto ela, claramente nenhum deles estava preparado para uma separação tão brusca. O que mais a tranquilizava a respeito de desposar Baratheon era que Jaime estaria ali ao lado dela, o tempo todo, não importava o que acontecesse.
— Pai, o senhor não pode estar sendo racional. – Cersei disse baixo. – O Norte é muito longe, um povo brutal, sem classe... o senhor não pode mesmo estar considerando conceder minha mão a esse... esse selvagem!
— Não só posso, como já concedi sua mão a Lorde Stark. – Tywin Lannister falou duramente. – Nós marcharemos amanhã em direção ao Norte e seus homens irão nos encontrar no meio do trajeto para escolta-la com segurança até Winterfell, onde será sua nova morada. Um acordo foi feito entre as duas coroas. O Rei concordou em conceder a independência desde que sempre, sempre um Stark e um Baratheon estivessem envolvidos no leito matrimonial.
— O senhor não está sendo razoável. Eu não nasci para ser uma senhora nortenha! Eu não nasci para usar suas tranças e suas rosas de inverno! Eu sou um leão e eu devo informa-lo que leões não apreciam o frio, meu senhor pai! Leões e lobos não podem ser considerados uma boa união. Eu nunca poderia ser feliz vivendo tão longe de casa, eu nunca poderia ser feliz sendo a Rainha dele!
Tywin Lannister estava em seu caminho para fora dos aposentos da filha, mas antes de sair do recinto ele deixou Cersei refletindo sobre uma de suas frases de efeito.
— Eu lhe prometi uma coroa, não uma dessas estúpidas canções, Cersei. Comece a fazer suas malas.
X
Eddard Stark não era nada senão um homem rabugento. Ele não sorria, ele não a olhava nos olhos, ele não era galante e nem um pouco charmoso. Ele era barbudo demais, com o cabelo grande e preso para trás, com braços, peito, costas e pernas peludas por baixo daquelas grossas peles. Ela torceu o nariz, nunca havia gostado de pelos. Jaime não tinha sequer um fiapo a mais que o necessário.
Mas ela tinha que admitir que ele era atraente. Ele tinha um tipo diferente de beleza, não era comum no Sul, mas ela gostava de sua aparência e seus olhos cinza. Ele tinha feições másculas, falava grosso e baixo, o olhar era sempre severo.
Pelo menos era a impressão que havia tido em seus três dias de estadia. Ela iria se casar com Eddard em algumas horas e ela tinha uma das serventes fazendo um terrível penteado nortenho em sua cabeça, até que por fim colocaram uma tiara. A tiara da Rainha do Norte.
No fundo ela sabia por que estava ali. Ela seria uma refém... obviamente os Stark não confiavam em sua família, especialmente quando seu senhor pai costumava ser a Mão do Rei Louco. Ela imaginava que Eddard Stark considerava seu senhor melhor amigo, o Rei do Sul, um tanto tolo para manter os olhos sobre ela.
E ele provavelmente sabia sobre Jaime... Westeros inteira sabia sobre ela e Jaime. Seu pai era o único que era tolo o suficiente que insistia em negar.
Bastou pensar em seu irmão gêmeo e lá estava ele escorado no batente da porta. Ele é quem iria conduzi-la até o Rei do Norte, ele que iria entrega-la a ele. Seu senhor pai recebeu um corvo e teve que partir com emergência para casa, mas não sem antes dá-la um ultimato.
“Você é um leão. Dê ao Rei do Norte um herdeiro, mas não um lobo, um leão. Não me envergonhe, Cersei, os deuses já não foram gentis comigo quando se trata de seus irmãos”.
— Deixe-nos. – ela ordenou secamente a criadagem.
Postou-se de pé porque sabia exatamente o motivo de Jaime estar ali. Ele iria fazer a ela a mesma proposta que havia feito desde que ela o beijara pela primeira vez; a mesma proposta que havia feito durante o trajeto para o Norte.
— Você ainda pode desistir. – ele disse fechando a porta atrás de si. – Você está linda, minha irmã, mas sejamos honestos e reconheçamos que você não foi feita para o Norte, você não foi feita para o frio. – ele tocou em seus lábios rachados. – Eu tenho ouro, eu tenho cavalos e tenho minha espada. Vamos fugir! Você e eu, Cersei, juntos pelo resto de nossas vidas e tendo filhos dourados. Você consegue se ver tendo filhos de cabelo escuro e peludos como o Rei?!
Ela engoliu em seco. Todos seus planos haviam sido arruinados quando seu senhor pai a disse que o Rei iria se casar com a garota Tully. Ela já tinha tudo traçado aos mínimos detalhes. Seu primeiro filho seria do Rei, mas todo o resto seria dela e Jaime. Não interessaria mais, o Rei teria seu herdeiro e ponto. Ele iria colocá-lo embaixo de sua asa e ela poderia colocar os outros bebês dourados embaixo de sua própria.
— Por favor, Cersei. – ele encontrou a testa dos dois. – Por favor, não se case com ele. Não se case com Eddard Stark, por mais nobre que ele seja, por mais tentador que possa parecer essa tiara estúpida na sua cabeça, por favor, perceba que nós é quem somos destinados a ficar juntos.
Seus olhos encheram de lágrimas. Ela se lembrou de tia Genna com saudades. Lembrou da mulher que a embalou nos braços quando a confessou que Jaime era o amor de sua vida. A mulher acariciou seus longos cabelos loiros, ela era o mais próximo de mãe que Cersei havia tido depois da morte de Joanna. Cersei repetiu para Jaime exatamente as mesmas palavras que tia Genna havia lhe dito naquela noite em que lamentava em seu colo.
— Nós nem sempre ficamos com o amor de nossas vidas.
Ela beijou seus lábios suavemente e caminhou na direção da porta. Era a hora, ela precisava ser conduzida até o represeiro no Bosque Sagrado e jurar seus votos diante do Rei do Norte.
— Você não vem? – perguntou.
— Eu não posso. – a voz de Jaime estava embargada e ela podia dizer que ele chorava. – Tyrion poderá conduzi-la até seu senhor marido, minha irmã, mas eu não posso. Não me peça uma coisa dessas Cersei, nem mesmo você seria capaz de tamanha crueldade.
Sorriu tristemente. O pior era que Jaime a tinha em tão grande estima... ele era um coitado.
— Eu te amo, Jaime. É melhor que você parta antes do amanhecer.
Obviamente ela não tinha planos de permitir que o anão a conduzisse pelo caminho até o represeiro. Ela jamais seria tão humilhada, no meio de um monte de lobos e seus adoradores.
Ela fez seu caminho até seu senhor marido sozinha, no meio do silêncio, sentindo o olhar perfurante de cada uma daquelas testemunhas. Todos pareciam muito confusos, porque era de praxe que o pai, irmão, tio, alguma figura masculina, conduzisse a noiva até seu prometido.
Se seu senhor esposo estava confuso com sua atitude ele não deixou transparecer. Tal como ela, Eddard Stark parecia ansioso para que aquele circo terminasse o mais rápido possível.
— Quem dá essa mulher? – perguntou o celebrante.
— Eu, eu mesma. – Cersei respondeu.
X
Foi tudo muito rápido para o deleite de Cersei. Logo ela estava sentada ao lado de seu senhor esposo e Rei, jantando com seus convidados, e aproveitando uma típica festa nortenha.
Os homens bebiam, comiam, dançavam e no geral gritavam. Eles não tinham um pingo de classe, ela podia dizer que seu senhor marido era o mais contido de todos eles, mas isso porque ele era infeliz demais para conhecer qualquer vestígio de diversão.
De longe ela viu Jaime encher a cara. Ele ergueu um cálice em brinde a ela quando percebeu que estava o assistindo. Fechou a cara quando o viu tocar os seios de uma das servas. Ela era loira, mas seu cabelo não tinha o dourado Lannister, era bem mais claro.
Antes que ela pudesse expressar seu desagrado e pedir a um dos homens de seu senhor marido para conduzir seu irmão gêmeo até seus aposentos, anunciou-se a cerimônia de cama.
Ela não entendeu. Arregalou os olhos e quando viu diversos homens estavam vindo em sua direção, todos eles parecendo bastante sedentos. Mas antes que qualquer um deles pudesse colocar as mãos nela, o Rei do Norte se colocou de pé na frente dela.
— Ninguém vai tocar a Rainha do Norte!— Eddard gritou fortemente, fazendo com que todos aqueles homens que o respeitavam.
Ela podia ver aquilo. Aqueles homens solenemente deram um passo para trás e murmuraram perdões a ela. Eles respeitavam Eddard... muito diferente com o que acontecia com seu pai. Os homens de seu pai o temiam.
Ela se perguntou o que o Rei do Norte poderia ter feito para merecer tamanha lealdade. Cersei escutou histórias sobre Eddard Stark e todos eles diziam a mesma coisa. Honrado, destemido e levava seus deveres extremamente a sério.
— Não haverá cerimônia de cama. Nenhum homem deverá tocar a Rainha. Ela será conduzida por suas criadas até seus aposentos.
Ao que tudo indicava, a festa havia acabado para o Rei e a Rainha do Norte. Ela agora era escoltada até seus aposentos particulares, onde as servas a ajudaram a se despir do vestido e a vestiram com uma camisola e um roupão para mantê-la aquecida. Apesar de ser verão, ela não estava acostumada com o frio do Norte. Estremecia só de pensar na possibilidade de passar um inverno naquele lugar. Certamente iria se hospedar no Rochedo antes que os ventos chegassem...
Desfizeram seu penteado, a perfumaram e foi aconselhada a lavar sua intimidade.
— Minha Rainha está em seu período fértil? – perguntou uma das servas.
Cersei franziu o cenho. Aquilo era o tipo de pergunta que uma serva deveria fazer? Será que ela não sabia seu lugar?
— Por que isso seria de sua pertinência?
— O Rei do Norte irá marchar em uma semana ao encontro do Rei do Sul. Eles irão em direção a guerra, o conflito ainda não acabou. A senhora gostaria de assegurar um herdeiro para caso seu senhor esposo não volte.
Cersei riu para si mesma. Seria muita sorte assegurar um herdeiro para o Norte em sua primeira noite ao lado do Rei e no fim das contas se tornar viúva. Os deuses não seriam tão bons para ela... eles nunca foram, por isso eram deuses!
Quando seu marido chegou aos aposentos ela já estava na cama e começava a se perguntar se ele realmente daria as caras. Até mesmo se questionou se era um costume nortenho não consumar o casamento na primeira noite, porque aquela gente era muito estranha, mas antes que ela pudesse ceder ao sono, o Rei bateu em sua porta.
Ela quase rolou os olhos. Ele era o Rei, por que diabos ele se anunciava?
— Entre.
Assim o fez. Eddard Stark adentrou seus aposentos e olhou em sua direção.
— Eu confio que minha Rainha tenha tido uma noite agradável. Ocorreu tudo conforme planejado?
Bem, não... senão ela não seria a Rainha dele, mas imaginou que não fosse aquele tipo de resposta esperado de uma esposa.
— Sim, meu Rei. Aproveito para agradecer o lindo presente de casamento. – referia-se a tiara da Rainha do Norte. – As servas me disseram que o senhor pediu a elas descrição para tomar minhas medidas e tê-la feita especialmente para mim.
Ele acenou com uma curva dos lábios que se assemelhava a um sorriso.
— Foi um prazer minha senhora. Eu fico feliz que tenha gostado. – O Rei disse com solenidade. – Perdoe-me pelo vexame de mais cedo. A cerimônia de cama ou nupcial é um costume nortenho, mas imaginei que minha senhora não estivesse familiarizada. Preferi intervir.
— Oh... – sorriu brilhantemente. Ela sempre soube como sorrir. – O senhor estava correto, Sua Graça, eu não estou familiarizada com seus costumes, mas eu irei aprender rápido.
— Eu imagino que sim, minha senhora, mas eu gostaria que também soubesse que tenho respeito por sua cultura. Mandei construir um pequeno septo para que a senhora possa fazer suas orações. Logicamente nossos filhos serão criados orando aos deuses antigos, a não ser que qualquer um deles queira se converter posteriormente, mas a senhora está livre para continuar adorando aos sete.
— Fico infinitamente grata, Sua Graça. É muito gentil da sua parte.
— É de meu interesse que a senhora esteja em sua melhor forma por aqui.
Eles permaneceram por longos segundos em silêncio. Ele não olhava para ela, mas Cersei não tirou os olhos de sua figura por um momento sequer. Aquele era o homem mais estranho que já conhecera em toda sua vida! Lá estava ela em nada mais que uma camisola e ele queria saber como ela estava.
Quando ele começou a se despir, Cersei rolou os olhos. No fim ele não era assim tão diferente dos homens. Eddard Stark levantou as peles que a cobriam, usando apenas sua túnica e se deitou ao seu lado.
— Boa noite, minha Rainha.
Franziu o cenho. Não, ele não era como a maioria dos homens. Transtornada, Cersei se sentou na cama.
— Meu Rei, o senhor não planeja reivindicar seus direitos como esposo e me tomar?
Houve um pequeno silêncio entre eles. O Rei estava de costas para ela, até que então se virou para olha-la.
— Minha Rainha gostaria que eu reivindicasse meus direitos como esposo e toma-la?
Cersei não tinha uma resposta. Ela ainda estava confusa com o jogo de seu esposo.
— Eu suponho que é o esperado.
— Possivelmente, minha Rainha, mas eu jamais tomaria uma mulher sem seu expresso consentimento. Se a senhora gostaria que eu a tomasse, é melhor que me diga, pois caso contrário eu a desejarei uma boa noite e poderia no máximo oferecer para abraça-la durante seu sono, já que você parece estar estranhando o frio ainda.
Aquele era o homem mais estranho que ela conhecia e ponto final. Cersei não podia acreditar que alguém poderia ser tão pateticamente honrado e nobre como seu senhor esposo e Rei.
— Eu não sou virgem. – disse honestamente.
— Nem eu. – ele deu o que parecia um sorriso.
Mas ela sorriu pra ele, rastejou até seu corpo e o montou. Colocou uma perna de cada lado e espalmou seu peito duro e musculoso. Ele era largo e forte, do tipo guerreiro. Cersei podia apostar que seu senhor esposo poderia torcer um pescoço e afundar os olhos de qualquer um que tentasse incomoda-la se ela o atraísse para sua armadilha do jeito certo.
Desfez o laço de sua túnica. Ela estava feliz por não ter que bancar a virgem e tímida naquela noite.
Escorregou o tecido por seus ombros e afastou seus longos cabelos loiros, permitindo que ele tivesse a visão de seus seios avantajados, sua linda barriga plana e os ralos e dourados pelos pubianos em sua feminilidade.
— Você é uma visão. – ele disse em estupor, as mãos calejadas começando a procurar seu corpo.
Ela sorriu de novo e levou as mãos tímidas de seu marido até seus seios.
— Eu fico feliz que eu o agrade, Sua Graça.
— Ned. – sussurrou.
— Perdão?
— Chame-me de Ned.
— Eu não gosto de apelidos, Sua Graça. Será que eu poderia chama-lo de Eddard, meu senhor?
— Se você prefere, minha senhora Rainha.
— Então acho que é no mínimo justo que você me chame de Cersei. – ela movimentou seu quadril sobre o centro dele, sentindo-o duro. – Você não acha?
— Chega de conversa.
Ele a beijou fervorosamente. Ela nunca pensou que seria beijada com tamanha intensidade, havia tanto naquele beijo. Tanto desejo, tanta necessidade e até um pouco de possessivo. Ele era muito mais bruto que Jaime, muito mais arrebatador, mas não de um modo ruim... nunca de um modo ruim.
Naquela semana antes de sua deixa, ele a tomou todas as noites sem exceção. Durante o dia ele tinha muito trabalho a fazer como Rei, Senhor de Winterfell e também precisava se preparar para o combate.
Quando ele partiu, Cersei assistiu sua deixa da torre mais alta do castelo. Ela estaria sozinha ali por um longo tempo.
— Tenho certeza que poderemos passar um tempo de qualidade juntos, minha querida irmã.
Ela torceu o nariz para Tyrion e sua impertinência juvenil.
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