Os senhores de Zaron
2 Reaprendendo o nome
Narração de Karen
Não foi difícil de encontrar os dois elfos guardiões do “Mago Vermelho”. Um está usando uma roupa azul e tem cabelos marrons escuros e outro parece que nem é elfo já que é careca, tirando alguns fios longos espertados que não são suficientes para cobrir todo coro cabeludo (acho que a única característica que faz ele ser elfo são as orelhas pontudas). Esse ser está usando uma roupa roxa. Olhando para os dois fica claro que eles não são guerreiros, mas sim jardineiros.
— Já deixou alguma comida para o cativo, Bill? – pergunta o elfo de roxo para o outro.
— Sim. Faz uma hora isso, Fosse – responde ‘Bill’.
Os dois elfos continuam caminhando. Fica nítido que eles não estão fazendo guarda, mas sim inspecionando a floresta.
Para garantir, preparo uma zarabatana com dardos tranquilizantes para neutralizar os dois elfos. Aproveitei quando um não estava olhando no outro e acertei os dois (primeiro Bill e depois Fosse) rapidamente.
Alvos neutralizados, agora só falta libertar o famoso mago. Vendo a suposta prisão do lendário mago. Tive sorte de escutar as palavras do rei élfico, porque eu não nunca iria desconfiar que uma árvore pode ser uma prisão. Saco uma faca, respiro fundo e encravo no tronco.
Narração de Cartman
Quanto tempo que estou aqui preso? É uma pergunta que faço na minha mente. Só escuto o silencio absoluto. Pelo menos não fui privado dos meus cinco sentidos, porém não tem nenhuma coisa nova pra ver e nenhum barulho. Agradeço que sei magia de ilusão para me distrair.
Sei que estou dentro de uma árvore, mas magicamente seu interior assemelha em um quarto de tamanho médio. Tem uma cama. As paredes são brancas, assim como a cama e travesseiro. São impossível de destruir, já tentei até minhas poderosas magias. Nem mesmo consigo marcar as paredes, o que fez minha noção de tempo ir para o caralho a bastante tempo.
Maldita Sheila Broflovski, a rainha de todas elfas vadias. Eu te odeio. Ela me prendeu aqui para morrer de fome e perder a sanidade. Só existo agora, por causa da minha teimosia. Conseguir extrair nutrientes quando seguro a parede.
Mais irônico disso tudo que minha maior façanha como mago foi conseguir a imortalidade. Estando preso aqui conseguir que a solução para juventude eterna é muito simples: faça que todas minhas funções corporais dependam da minha mana. Muito útil, mas posso morrer facilmente se esgotar toda minha mana.
Acho um preço pequeno, afinal estava estudando formas de bular a mortalidade no passado. Tinha a teoria se transformar em um morto vivo poderia funcionar, mas parece para se manter consciente precisa se alimentar de almas.
Preciso ser paciente.
Como já refletir essa frase.
Preciso ver alguma forma de sair ou esperar um acaso que cause minha liberdade. Eu vou sair daqui.
Fico imaginando o que posso fazer quando finalmente conseguir sair dessa prisão. Se vigar com os elfos seria o mais racional, mas sinto falta de coisas mais básicas. Comer alguma coisa gostosa. Como sinto falta de um porco recheado, um frango frito e entre outros alimentos. Como sinto falta de ver a noite, sentir novamente o vento entre minha pele.
Não tem muito que fazer quando se é preso. Conseguir praticar minha magia e treinar meu corpo. Descobrir uma terrível verdade: que não tinha ossos largos era gordo mesmo. Praticando exercícios físicos conseguir ter um físico de um guerreiro. Até conseguir aumentar minha altura. O ruim que agora minhas antigas roupas não servem para mim, exceto meu chapéu.
Sinto falta da liberdade. Sinto falta de minha rainha (minha tristeza é saber que ela já está morta de tanto tempo que estou aqui). Qual era meu nome mesmo? Faz tanto tempo que não sou chamado.
Minha mãe, Liane.
Minha rainha...
Qual era o nome dela mesmo? Me lembro de Etta...
É impressão minha, mas o quarto está ficando escuro? Estou escutando som? Por que agora o espaço ficou mais apertado.
— Você está bem, meu lord? – escuto a voz.
Espera aí é uma... pessoa. Eu não estou mais naquele quarto? Estou vendo a luz do sol? Eu... estou... l-livre.
— Eu sou Karen. Sou da família McCormick, vim te resgatar meu lord.
— Sabe quem sou eu? – digo de forma mais fraca que imaginei.
— Sim senhor. Você é o lendário Mago Vermelho, antigo rei do reino de Kupa Keep, Eric Theodore Cartman.
— Eric... então esse é meu nome.
— Meu lord. Se me permite perguntar: por que o senhor está sem roupas?
— Elas não servem mais em mim.
— O senhor consegue se levantar?
— Sim – pouco a pouco saio saindo dentro do tronco.
Parece que a forma para destruir o tronco de fora para sair da prisão. Simples, mas não tinha recursos para fazer essa tal tarefa. Pego meu antigo manto e uso como toalha. Pego também meu cajado e penduro meu chapéu.
Dou uma olhada para Karen, ela está usando uma roupa típica dos ladinos. Só tem uma máscara de frente a boca. Espero que não tenha nenhuma pandemia nos tempos atuais.
— Precisamos ser furtivos para passar despercebidos pelos elfos – disse Karen.
— Ou usamos magia para ficar invisível – faço uma magia na Karen e em mim – agora os elfos não vão nos ver. Me guie para a saída, por favor.
— Sim, meu lorde – ela faz uma curvatura de referência.
— Karen. Eu não sou mais o rei dos humanos. Imagino que você tenha pacto de vassalagem com atual rei.
— É uma honra está com a lenda viva em pessoa. Se soubéssemos que o senhor estava vivo com certeza teríamos te resgatado antes.
— Então fui considerado morto – digo pensativo – faz sentido.
Com cuidado Karen me guiou para fora da fortaleza élfica. Quando vi que estávamos longe de qualquer elfo, desfiz a invisibilidade. Karen me disse que tinha alguém nos esperando. Durante o caminho ela me contou que sua família assumiu o poder logo depois da minha derrota (eu pensava que seria a família Stotch já que eles que criaram o Gigante do Chaos). Não me lembro muito da família de Karen no passado, mas não tiro o mérito deles estarem no poder. Antes do meu reinado quem era a família real era os Donovan. Cheguei até orientar o príncipe Donovan para ser meu sucessor, mas parece que minha ‘morte’ ele não conseguiu articular politicamente para se manter no poder.
Chegamos perto de uma carroça bem trabalhada aonde tinha um deficiente físico loiro, com o crânio um pouco deformado e uma idade aparente de 22 anos. Está usando uma roupa verde de agricultor e um chapéu marrom com uma pena vermelha. Reconheço o brasão da carroça: brasão da família Burch, a família criadora dos melhores cavalos do reino de Kupa Keep. Mesmo na minha época os cavalos eram animais fantásticos criado dessa família. Posso ver da forma dos dois cavalos puxando a carroça que ainda essa família sabe como criar um cavalo.
— Timmy – diz o carroceiro.
— Vamos. Está na hora, antes que os elfos vençam? – disse Karen.
— Vençam? A guerra tá tão apertada para nós? – eu digo
— É uma longa história.
Nos dois subimos na carroça.
— Vamos Timmy – disse Karen.
— Timmy – respondeu o mesmo.
Como era de se esperar, os cavalos são bem rápidos. Durante o caminho Karen me contou toda a situação entre os humanos e os elfos. Só espero que passem para um lugar para conseguir roupas de magos novas, porque essa roupa de Mysterion não é muito apropriado.
Narração de Kyle
Meu exército está pronto para a batalha. Mesmo que só role apenas competição estamos prontos para a guerra se os humanos se voltar contra a gente. A princesa Kenny já está posta e de frente está seus melhores guerreiros. Butters, o paladino; Jerry, a feiticeira; Tweek, o bárbaro; Token, o clérigo.
No meu lado eu tenho Stan, o guerreiro; Jimmy, o bardo; Jason, o druida; Brandey, o ranger.
— Saudações princesa Kenny. Está um ótimo dia para perder. Por que não considera logo a vitória para o meu reino. Assim pouparemos tempo – eu digo.
— Nunca – diz em uma forma abafada, por causa da máscara, quase eu não entendo.
A regra da disputa é o seguinte: é uma luta em equipe que é proibido a morte do oponente. Cada reino pode invocar 10 melhores guerreiros, podem ser dois ou mais de uma vez. Aquele que ficar sem guerreiros perde. Pode invocar um animal para o combate se quiser.
A princesa invoca Butters e Jenny. Eu já dou espaço para Stan e Jinny.
O paladino tem uma resistência muito grande, é melhor atacar meu melhor guerreiro logo de cara para criar uma vantagem logo de cara. Jenny é uma maga que pode dá trabalho. Para nós, elfos não temos magos já que eles usam magia forçando as forças do universos em proveito próprio. No lugar de um mago temos os druidas e bardos que consegue harmonizar com o universo.
Jimmy já pega seu Alaúde e começa a tocar:
— Era uma vez, uma donzela do Buraco do M-Morango. Ela não era de falar, mas engolia tudo s-sem pranto. Em minha bela lança, ela pulou feito um macaco, A donzela do Morango, a tua mãe do belo Buraco – logo Stan começou a brilhar. O encantamento dá o beneficiário o dobro da força e uma resistência sobrenatural.
Stan já empulha sua espada e parte para direção dos seus adversários.
— Sinta meu martelo da justiça – disse Butters erguendo o martelo.
Pequenas nuvens negras se formam em perto aonde cai um raio no martelo que se acumula no metal da arma e atira os trovões no cajado da maga que concentra o raio e solta uma esfera branca grande. Stan em vez de esquivar ele destrói a magia com sua espada, mas parece que o brilho que estava em Stan (revelando que estava sobre o efeito do encantamento) foi neutralizado.
Mas mesmo assim Stan continua na ofensiva. Butters vai para frente para atacar com seu martelo. Os dois se chocam com suas respectivas armas. É interessante como o paladino consegue suportar a força do golpe do Stan, mas precisa usar as duas mãos para isso, enquanto meu guerreiro só usa uma mão.
A maga concentra uma bola de fogo e joga em direção do Jimmy. Parece que desta vez estão concentrando as forças atacar tanto Stan como Jimmy. Algo inteligente, mas inútil. Stan pega o Butters com a mão livre e arremessa para direção da magia, fazendo que o próprio aliado receba dano. Ninguém bate de frente com a força do Stan.
Olho para a princesa com olhar de desafio. O que ela vai fazer agora? Ao reparar isso vejo um humano que está aproximando por trás. É alguém mais alto que Stan, um humano de cabelos castanhos e um bom porte físico parecendo que é um guerreiro habilidoso. Porem está usando roupas de mago.
Que estranho. Está usando uma calça e blusa preta, um manto vermelho, botas e está carregando um cajado de madeira. Ao lado dele está à princesa Karen.
Narração Kenny
Droga! Isso não é bom.
— Posso lutar princesa?
Uma voz atrás de mim me faz arrepiar. Eu esperava todo ataques dos elfos, mas não esperava aquela voz suave e firme. Não sou alguém que se impressiona fácil, mas seja lá quem for conseguiu o momento certo.
— Que classe você é? – olhei para o homem que é maior do que eu.
— Mago.
— Mago? – estranhei, porque pelo porte físico estava mais com cara de guerreiro do que para mago, mas reparando suas roupas é um verdadeiro – pode ir – eu digo sem pensar, afinal se alguém do meu exército quer lutar espontaneamente, quem sou eu para impedir isso?
Ele caminha tranquilamente para o campo de batalha e vendo o rei elfo parece que está confuso em deixar outro mago. Vejo que Jimmy começa a tocar novamente.
— Durma agora, os cu-cu-riangos estão d-dançando. Relaxe agora, descanse a cabeça. Feche os olhos, nada de pensar em pensar em problem... – de repente o mago grita e um tipo de onda sai da sua boca e acerta rapidamente o Jimmy levando para o chão. Isso me espanta muito.
— Irmã – escuto uma voz conhecida.
— Karen? – ela corre e me abraça – o que está fazendo aqui. É perigoso.
— Vim trazer o Mago Vermelho para o combate.
— Ah bom – logo a ficha caiu – Mago Vermelho está falando do lendário mago? – eu praticamente grito.
— Sim.
De repente todo mundo se paralisa para olhar o misterioso mago. Já murmuro para ambos os lados estão acontecendo.
— Mas isso é um absurdo. O Mago Sangrento está morto – disse o rei dos elfos.
— Não está – disse Karen – estava te espionando justamente na hora que você falou que ele estava vivo e preso.
O rei elfo fica parido. Nunca vi aquele elfo tão com medo.
— Mago Sangrento? – disse o elfo Stan – não parece tão intimidador.
— Mago Vermelho, Mago Sangrento. Não são nomes muito criativos na minha opinião, só porque eu usava vermelho não significa que precisava ser chamado algo escarlate.
— Imagino que depois de 1000 anos preso você esteja enferrujado.
— Por que não tenta provar que to enferrujado?
O elfo sorri e parte para cima do mago. Normalmente um guerreiro tem cautela em avança em um mago já que magia da uma vantagem de atacar longe, mas aquele elfo tem diversos acessórios que minimizam os danos de magias. Tudo que precisa é se aproximar para aproveitar a desvantagem de um mago: ataques físicos.
O Mago Vermelho apenas bate seu cajado de leve no chão que cria a sua frente um chão de gelo e dentro dele sai um golem de gelo. Stan desferiu seu golpe no golem que usa seu próprio corpo para contra atacar. O resultado disso é que os dois se empatam em um golpe físico.
Nunca vi um mago invocar um golem (ser vivo criado por magia). Só os magos mais poderosos que tem essa capacidade. Infelizmente nos dias atuais nunca vi um mago fazendo tal façanha. O lendário mago já provou que sua lenda é real. Até vejo a cara de espanto e admiração ver um mago invocando um golem.
Narração Jenny
Em toda minha vida nunca vi um mago invocar um golem tão rápido. Para falar a verdade nunca vi ninguém invocando um. Desde criança escutava a lenda do Mago Vermelho e do seu poder. Foi através dessas histórias que me interessou a aprender magia. Sempre era empolgada em aprender mais por causa mesmo que poderia ser tão imponente como o lendário mago. Nenhuma outra classe fez isso como guerreiro, paladino, ladrão, assassino, judeu, druida, nórdico ou qualquer outra classe. Apenas os magos.
Se ele foi preso por 1000 anos significa que ele já elevou a magia ao máximo tanto que atingiu a imortalidade.
Como eu gostaria de ser sua discípula particular! Obedeceria de corpo e alma.
O mago estala três vezes seus dedos para criar uma pequena chamas na mão. Aponta para o elfo e golem, assim dispara uma rajada de fogo. Ele consegue soltar magia de fogo com tanta facilidade? Meu deus, ele é realmente o mago lendário.
O fogo destrói o golem e ataca o elfo fazendo assim afastar uns cinco metros. Mesmo com o ataque mostra que sofreu pouco dano.
Uma colisão de armas acontece perto do mago lendário que assusta um pouco. O elfo bando usou uma besta para atirar uma flecha ele, mas Butters arremessou o martelo direto na flecha assim impedindo do mago ser acertado. Se não fosse pelos pensamentos rápidos do paladino talvez os elfos teriam tido vantagem.
— Stan. Pare – diz o rei elfo – deixa que eu cuido dele.
— Sim meu lord.
Pelas regras do combate o rei pode participar, mas isso implica se o mesmo perder a vitória já é automática para o grupo rival. Nunca vi o rei elfo lutando, mas ele é considerado a “Estrela de Davi” que é o judeu mais forte do grupo.
A companhia de judeu ou os judeus é uma classe exclusivamente élfica que domina diversas lutas corporais e mágicas, sendo a única classe que é forte tanto no físico como em magia.
Assim um dos elfos passa uma clava de metal e o rei elfo se aproxima para o campo de batalha.
— Vou acabar com você como a minha mãe fez contigo – disse o rei elfo. Isso me espanta. Eu não sabia que o rei elfo era descendente direto do ‘elfo demônio’.
— Só faltava essa um judeu para me enfrentar – disse o mago com nojo.
Ele levanta a clava e concentra uma magia. Eu como maga sei muito bem que o rei elfo está fazendo: está invocando a magia mais forte dos judeus, a ‘Praga do Egito’. Uma magia aterrorizante que até nós os magos tememos. Enquanto isso o Mago Vermelho se senta no chão em uma posição de meditação. Com seu poder consegue levitar. O rei elfo invoca um tipo de caveira gigante de fumaça, enquanto o mago invoca atrás dele um tipo de dragão energético. A caveira vai em direção do mago ao mesmo tempo o dragão de fogo cospe uma poderosa chama. Os poderes se chocam e parecem de iguais esplendor, mas logo as chamas do mago sobressai destruindo a caveira e derrubando o rei elfo. Quando se dá em conta uma espada de energia está no pescoço do elfo.
— Parece que hoje o reino Kupa Keep venceu hoje – disse o mago se levantando – para sua sorte as regras do combate não permite matar – a espada de energia se desfaz.
Todos os humanos comemoram a vitória. Finalmente nosso salvador está de volta.
Narração de Cartman
Acho que perdi o jeito de matar um elfo, mas meu objetivo é vencer o combate apenas. Já saquei dês quando pisei nesse campo de batalha que o rei elfo era filho daquela elfa gorda puta que me prendeu, afinal o infeliz tem o mesmo nariz torto, o cabelo de menstruação e a voz irritante.
Nunca que minha magia seria inferior à dos judeus. Eu sou um mago, o Grande Mago. E finalmente estou livre.
CONTINUA
Fale com o autor