Narração da Jenny Simons

Não acredito que nós, humanos, vencemos a disputa contra os elfos desta vez Mais surpreso que o lendário Mago Vermelho está vivo e no nosso lado. Para o retorno do castelo o mago preferiu vim com a gente (eu e Butters) do que ir a carruagem luxuosa da “princesa tarada”.

Chamo a princesa assim porque ela já deu praticamente em cima de todos os homens que ela viu. Para o azar dela o rei é ciumento com suas irmãs, assim nenhum homem cai em tentação com medo do rei.

Agora vejo o herói dos humanos sentado no canto olhando a paisagem. Parece que entendo do porquê escolher não ir com a família real. Queria aproveitar ter a melhor visão possível. Eu esperava alguém orgulhoso e prepotente, mas vejo nele alguém reservado, discreto e até relaxado. Nem parecendo que um dia ele já foi o rei. Fico na dúvida se é a verdadeira personalidade dele ou é consequência de milênios de solidão.

— A paisagem mudou muito – comenta o mago.

— Sim, meu lord. Tentamos deixar em ordem o reino de Kupa Keep – disse Butters.

— Compreendo. Não precisa me chamar de lorde. Pode me chamar de Eric Cartman. A propósito, obrigado por ter evitado ser acertado aquela flecha – olha para o paladino.

— Sim, Eric.

— Alias estou vendo o brasão que é da família Stotch.

— Sim. Eu me chamo Leopold Stotch, mas todos me chamam de Butters por causa da cor do meu cabelo.

— Pelo que me lembro os paladinos eram guerreiros que abriam mão de conforto e luxo para servir o reino. Os paladinos mudaram sua filosofia?

— Não Eric. Os paladinos continuam com a mesma filosofia é que fui deserdado pela minha família – sei que o Butters está falando. Vindo de uma família tradicional eles guardavam a essência do gigante do Chaos. Quando era criança o Butters quebrou o objeto que lacrava o gigante por acidente, mas por causa disso os pais o detestam.

— Compreendo. Eu também não era tão ligado na minha família no passado, exceto pela minha mãe – ele diz com uma expressão um pouco cansada.

Ele está superando todas as minhas expectativas. Sempre imaginei o mago vermelho como o mago mais poderoso que já existiu e de fato ele é. O que está mais me surpreendendo é sua personalidade. Já esperava que 1000 anos presos afetasse essa característica, mas ele está sua sanidade inalterada e ainda apresenta a postura segura de um mago experiente. Também me comove que também transparece seu sofrimento com expressões cansadas.

— Você domina qual tipo de magia? – o mago Eric olha para mim.

— Eu – gaguejo e ainda fico vermelha. O que está acontecendo comigo? – eu sou da escola da evocação.

— Escola? – ele fica pensativo – finalmente a escola de magos tiveram o bom senso de separar os tipos de magia em escola. Antes para ser um mago tinha que dominar todos os níveis de magia para se formar.

— O senhor sabe todas as linhas?

— Eu tenho que dizer que eu não sou muito habilidoso em necromancia, mas conseguir ser grão mestre nos outros tipos de magia.

— Como amazona sinto orgulho imenso que as mulheres humanas conseguiram espaço em Zaron.

— Amazonas? – ele olha sem entender.

— Ah sim. Desculpe. Eu nasci na província das amazonas aonde as mulheres tem mais espaço para subir a sociedade assumindo até cargos políticos.

— Realmente mudou muita coisa. Como antigo rei eu era a favor das mulheres estarem no exército.

— Você era? – digo bastante surpresa. Afinal se homens atuais ainda são muito machistas, imagine de 1000 anos atrás.

— Sim, mas tinha muita resistência dos meus generais e líderes – suspira – o que muitos esquecem que as mulheres podem ser bem perigosas – disse de uma maneira como se falasse para si mesmo do que para mim – aliás, se você é uma amazona por que está longe de sua província e está na província mais tradicional?

Não esperava que ele percebesse isso.

— É que não existe magas amazonas, então vim para a capital para aprender magia. Mesmo assim foi difícil de conseguir um bom mestre, já que as magas são treinadas para serem mais para suporte.

— Podemos trocar conhecimentos quando tiver uma oportunidade.

— Verdade? – falo quase gritando.

— Sim – ele sorri para mim que me faz corar.

Aí meu Deus! Será que a deusa Liane está influenciando nas minhas ações?

Narração de Kevin

Eu não esperava que meu reino ganhasse a disputa hoje. Eu deixei que Karen viajasse para férias e não para se infiltrar entre os elfos, mas sua molecagem trouxe muito lucro: resgatar o lendário Mago Vermelho. Desta vez eu perdôo minha irmã caçula.

Vejo ele chegando com a comitiva da minha irmã. Para minha surpresa vejo ele se ajoelhar em sinal de submissão. Que estranho, pensava que ele reivindicaria o trono.

— Saudações mago lendário – eu digo – pode se levantar.

— Sim, meu rei – ele se levanta – é uma honra conhecer o primogênito dos McCormick.

— Meus antepassados assumiram o trono, após a sua ausência. Meus pêsames por demoramos tanto tempo para resgatá-lo. Pensávamos que estava morto.

— Era natural pensar assim e mesmo assim era arriscado um confronto direto com os elfos apenas para o meu resgate.

— Mas o importante que está de volta para o nosso reino. Sinta a vontade se quiser retornar ao trono – vejo que minha irmã leva um susto por causa disso. Eu nunca gostei de ser e até queria que minha irmã assumisse, mas imagino que o reino pode prosperar mais com o antigo rei.

— Agradeço a oferta, mas tenho que recusar – essa é uma resposta que me pegou de surpresa – estive muito tempo preso e não sei como o mundo está agora. Sem contar que quero aproveitar a liberdade e conhecer outras províncias. Porem estou serviço ao rei e pode contar com meu cajado para lutar contra os elfos.

— Compreendo – tenho que dizer que estou meio decepcionado – quero que aprecie o banquete.

— Eu ficarei – o mago sorri.

— Ótimo. Eu e minha irmã temos que conversar sobre o assunto do reino.

Ela me olha com olhar como vai me matar. Nem ligo.

Meus planos de não ser mais rei foi para água a baixo, mas tenho um plano B.

Narração da Kenny

Não acredito que o filho da puta do meu irmão queria dar o reino de mão beijada para o mago Cartman. Está certo que o reino é dele por direito, mas não precisa ceder assim. Afinal minha família já ta a muitas gerações no poder e abrir mão disso é loucura. Por sorte o mago lendário não aceitou. O que será que meu irmão quer falar comigo?

— Pode tirar a máscara. Quero ouvir sua voz com clareza – disse o rei.

Eu tiro.

— Pode me dizer que porra foi aquela de entregar o reino para aquele mago?

— Sabe que esse reino é dele por direito.

— Sei muito bem disso, mas isso não significa que ele pode ter a posse dele sem nenhuma burocracia. Já pensou se a gente não fosse nem nobres?

— Eu não tinha pensado nisso.

— Por isso que tenho que fazer as coisas por aqui, enquanto você só fica pegando as concubinas.

— Sabe que não é assim.

— Não? Se não fosse por mim esse reino já teria nas mãos dos elfos.

— Que seja. Não te chamei para discutir sobre meu reinado, mas discutir como você vai ter seu reinado.

— Sabe as tradições não permitem que eu não assuma o trono sem me casar.

— É por isso que estamos conversando agora.

— Pera aí! Ta me dizendo que arrumou um casamento arranjado – digo com raiva.

— Não. Ta louca porra, mas tenho uma idéia melhor.

— Então diga.

Meu irmão fica em silencio. Parece que está apreensivo. Como se lutasse contra ele mesmo.

— Eu quero que você seduza o mago lendário – ele diz na lata.

Demorou alguns segundos para a ficha cair.

— Como é que é?

— Imagine. Seu reino tendo ao lado uma pessoa lendária ao seu lado eternamente. Vai ser um paraíso para os humanos – sei que meu irmão falou eternamente, eu sou imortal, graças ao pacto que meus pais fizeram o deus dos mares Cthulhu para salvar a minha vida (na época estava morrendo por uma doença e eles recorreram a esse deus que me concedeu o dom). Estava querendo me casar, mas não estava querendo casar com alguém imortal, afinal quero experimentar muitas... carnes.

— Sabe Kevin, essa é a idéia mais burra que você já teve.

— Eu sei, mas é preciso. Não me agrada ver minha irmãzinha se entregando a um homem, mas imagino que o mago deva ser um homem digno para você. Portanto quero que você faça o possível e o impossível para seduzi-lo, nem pra isso que tenha que ir para cama com ele.

— Eu quero que... – iria xingar feio, mas aí caiu novamente a ficha: “...ir para cama com ele.”. Será que está liberado tudo e finalmente meu irmão não vai espantar ninguém. Lógico que ainda estou limitada a seduzir um homem, só espero que o mago ‘seja bom de cama’ — ... ver se o mago Cartman vai resistir aos meus encantos se não me chamo Kenny.

— Falando assim parece um gay determinado para conquistar um cara – o rei ri.

— Vai se fuder. Eu não tenho culpa que nosso pai me deu um nome de homem para mim.

— Então está combinado. Faça o possível para seduzi-lo.

— Pode deixar.

Narração Tammy

Então a princesa já tem carta branca para dar? Interessante. Engraçado que o alvo tem que ser o Mago Vermelho, ou melhor, Eric Cartman. Se o objetivo é casamento nada impede do mago antes conhecer algumas carnes extras. Afinal como antigo rei deve ter tido diversas concubinas. Aposto que ele é bom de cama. Sem contar que ele está com um ótimo físico.

Tomei a liberdade de pesquisar sobre Eric Cartman descobrir que ele era bem diferente do que muitos imaginam, tendo muito traço humano. Ele era gordo, parecia uma baleia. Passou mais de 1000 anos se alimentando com magia. Pelo porte do físico imagino que ele malhou (deve ter o corpo totalmente travado).

Como sei disso? Simples, porque guardo um grande segredo do meu sangue. Eu sou uma meia-elfa (puxando para mais para o lado do humano). Minha única característica élfica é a juventude eterna e imortalidade. Se bem que é até quando me matarem ou se morrer por acidente. Não existe pessoas que escapam da morte, exceto a princesa Kenny que já morreu diversas vezes.

Todos estamos no banquete. Percebo que Cartman a primeira gafada fechou os olhos e mastigou lentamente para aproveitar todo o sabor da comida humana.

— Finalmente uma comida – disse o mago.

— Quanto tempo você ficou preso? – pergunta o rei.

— Segundo os elfos naquela arena fiquei 1000 anos preso – responde.

— E como conseguiu sobreviver todo esse tempo?

— A prisão era um tipo de árvore mágica. Então eu aprendi a tirar mama nos elementos mágicos para me alimentar.

— E como conseguiu a imortalidade? Nem os nossos melhores magos conseguiram essa façanha até hoje.

— Vamos dizer que me fundi com a magia.

— Os guerreiros são classe muito valorizadas, mas ninguém consegue bater de frente daquele meio elfo – responde Butters.

— Você estava até muito bem enfrentando ele – diz o mago.

— Eu poderia enfrentar de igual para igual, mas a combinação daquele guerreiro com o bardo é complicado de vencer.

— Compreendo.

— Alias, alguém sabe me dizer sobre a família Cartman?

— Cartman? – o irmão da Kenny fica pensativo – sei que eles tem bastante influência das guildas do comercio.

— A família Biggle?

— Biggle? Esse nome nunca vi entre os nobres e famílias de influência.

— Entendo – o mago fica com um olhar melancólico. Biggle é um sobrenome bem interessante para fazer uma investigação mais tarde.

Todos retornam comer até que Kenny deixa um garfo cair debaixo da mesa por ‘acidente’. Eu que estou no lado dela, sorrio discretamente. Sei o que ela pretende.

— Senhor Cartman. Meu garfo caiu na sua direção será que pode pegar para mim? – posso ver que a princesa está levemente com as bochechas coradas.

— Sim – limpa a boca e agacha debaixo para mesa para pegar o gafo.

Quando retorna parece que o plano da princesa deu certo. O mago está envergonhado. O motivo disso é simples: Kenny jogou o gafo de propósito perto do mago. O que ninguém sabe, exceto eu que a princesa levantou o vestido de forma que deixasse como minissaia e abriu as pernas. Assim quando Cartman se abaixou para pegar o garfo deu de cara com a visão da calcinha da princesa. E vendo que o rosto dele está vermelho parece que deu certo.

Fico orgulhosa de minha garota aprendeu meus ensinamentos. Parece que está já seduzindo o mago dando despertando um pequeno desejo de luxuria. Mas ainda ele é muito inexperiente nesse assunto. Quero ver como o mago vai se comportar quando eu mesma tentar seduzi-lo.

CONTINUA

Notas finais
Mas um capitulo terminado. Curiosamente essa atualização foi escrita ao mesmo tempo com “Dark Lady” já quando empacava em uma parte da atualização me focava na outra fic. Assim essa fic saiu primeiro (na verdade os dois saíram ao mesmo tempo, mas queria me dedicar mais na outra fic para caprichar mais na atualização). Pelo numero de palavras vi que a fic estava ficando grande. Tive de ter a cena dos elfos também aonde apresentaria Rebecca. Wendy, Bebe, Henrietta e Shelly vão demorar um pouco mais para aparecer. Enfim esse foi a primeira tentativa de escrever um haren, dando cada motivo para as garotas se aproximarem no alvo. Tive o trabalho de pensar como fazer Tammy imortal, então pensei fazer ela ser meia elfa, puxando mais para os humanos. Sobre a princesa Kenny resolvi deixar a explicação da própria série de sua imortalidade: que foi por causa do deus Cthulhu. Se questionar que Kenny não é mais imortal sem a presença da mãe, pense direito: em diversos episódios Kenny já ressuscitou sem a presença da mãe, uma quando ele se materializou do nada e outra quando caiu de um prédio e levantou como se não tivesse nada acontecido (dando uma de Deadpool). O motivo de está fazendo isso que a imortalidade não seja um fator decisivo para o final do haren (“ah eu escolho ela porque ela é imortal também” esse tipo de argumento que quero evitar. Essa fic é que vai ter mais cenas enchi em relação as outras que já escrevi. Então até a próxima.