Os senhores de Zaron
9 O tapa
Narração desconhecida do passado
Ranges, uma das classes mais versáteis que tem. A força de um guerreiro e a furtividade de um ladino. Que pena que muitos não vêem o potencial dessa classe. Se o rei Donovan incentivasse o povo para ver a importância dos ranges, talvez o reino dos humanos seria mais prospero. Como professor preciso me concentrar em treinar os novatos. Um em especial está me chamando atenção, não por ser acima da média, mas por ser peculiar.
É um menino gordinho que se está um ano aprendendo ser ranger. Tenho que admitir que está sendo um desastre total. Não por deve condicionamento físico, afinal o garoto da muito no coro, como também não é fraco nas lutas (ele se especializou muito em luta com garra), mas o problema é ser furtivo.
Apesar de ter os passos mais silenciosos que já vi, seu físico meio que dificulta muito ele se esconder no ambiente, algo muito importante para um ranger. Sem contar que a presença dele desperta contenda e brigas. Por mais de 30 anos como professor nunca vi tantas brigas entre os novatos como esse garoto trouxe. Incrível como ele é bastante vingativo. Estou perdendo muitos candidatos excepcionais.
Não me resta escolha há não ser expulsa-lo. Eu não queria excluir esse peculiar garoto, afinal sua mãe, Liane Theodore Cartman, que a melhor taberna das redondezas. Infelizmente não me resta opções, mas recomendarei para a escola de magos, a escola mais desprezado de todo reino, afinal só tem intelectual que vive nas custas do reino. Reconheço que um mago pode se tornar poderoso, afinal já vi alguns no campo de batalha.
Só espero que esse garoto seja tão empenhado ao caminho da magia como está sendo no caminho de um range. Espero que o conhecimento que aprendeu aqui possa ajudá-lo em sua jornada.
Pobre garoto, foi rejeitado pelos guerreiros, ladinos, bardos, druidas e até os paladinos. Eu mesmo só aceitei que sua mãe me pediu de jeito (me oferecendo uma ótima noite de sexo). Minha recomendação vai ser útil para ele estudar na escola de magos.
Narração de Butters
Estou no estábulo guardando a carruagem real. Token e Tweek estão nos comércios para comprar mantimentos. Já providenciei reservas para hotéis caso nossa missão estenda por mais alguns dias. A sorte dessa carruagem tem um espaço para vinte pessoas e é puxado por quatro cavalos. Incrível como a princesa teve a idéia pacifista de não trazer os soldados para escoltar o veiculo, um sinal simbólico de que a princesa está abrindo mão de parte dos seus privilégios para negociar com as outras províncias. Espero que nossos inimigos não sabiam disso. Como paladino preciso está pronto para defender a princesa acima de tudo.
– Oi – disse uma voz feminina que chama minha atenção.
É uma mulher loira de cabelos loiros ondulados, olhos azuis, pele branca, parece que é da minha idade e minha altura e grande seios (rivalizando com a princesa Kenny e sua guardiã). Está usando uma bota branca de cano longo pouco gasta, calça folgada rosa clara, justa verde mostra um generoso decote, um manto verde com alguns detalhes branco na cintura presa em um pano vermelho posto mais para o lado e cinto colo marrom. Fora os protetores no ombro, protetores do antebraço e uma espada e um grande punhal que tem uma impressão de uma pequena espada colocada nas bainhas localizadas nas costas.
O que me mais surpreende foi não senti sua presença se aproximando. Ela deve ser uma ranger muito bem treinada (a classe tão furtiva como as ladinas).
– Você é da comitiva da princesa Kenny, correto?
– Sim, eu sou. Sou o paladino Leopold Stotch.
– Eu sou Bebe Stevens, vice líder do conselho feminino, ranger e agora atual companheira de sua comitiva.
– Então resolveram nos ajudar?
– Sim. Espero que sejamos amigo – ela me da um beijo na bochecha que me deixa vermelho. Oh hambúrguer.
Narração de Bebe
Como esse paladino é bonitinho. Tem um ar de inocente muito raro achar em um homem. Da vontade de levar para casa e criá-lo. Ou fazê-lo ser meu neko. Eu não vou me arrepender sair algum tempo na província. Jenny (que foi para biblioteca estudar sobre o cinto de castidade élfico) conseguiu posição importante na capital, está se formando como maga (tendo o Mago Lendário como mestre) e ainda conseguiu uma incrível façanha de fazer seu mestre ser seu neko. Que maguinha foda.
De repente vejo Leo (acho mais fácil chamar o paladino assim) ficar sério e olhando para uma direção.
– O que foi? – pergunto.
– Minha comitiva está sendo atacado.
– Sério? Precisamos ajudá-los.
– Sim.
Nós saímos corremos para direção da casa da Shelly. Algumas guardas foram junto com a gente. Eu fico pensando quem é louco suficiente para atacar uma província das amazonas. Será que são os elfos?
Quando chegamos à casa da Shelly descobrimos que foi um ataque de um meio-elfo que foi detido por Wendy e a princesa. Incrível aquele meio elfo tem um cachorro gigante (nunca tinha visto um na vida). Parece que a princesa conseguiu domar a fera através do canto. Já ouvi lendas de pessoas que tem uma voz tão apurada que é rapaz de controlar a natureza. Ela conseguiu domar o cão através de uma canção. Só que o mago levou um ataque e ficou inconsciente. Pelo menos a Shelly agora tem uma vagina.
O que fazer agora? Chamamos a nossa maga para decidir o destino do meio-elfo. Shelly pediu para não o matasse já que ele é seu irmão caçula (isso explica muito já que ‘estranhos’ estava na casa da sua irmã). E também ‘Stan’ (é o nome dele) é o braço direito do rei elfo, aprisioná-lo pode causar uma guerra entre os elfos e humanos.
– O que a gente vai fazer com o meio-elfo? – pergunto assim quando estou sozinha com Wendy e Jenny.
– A atitude correta seria prender na cadeia, mas isso pode colocar em risco a trégua entre os elfos e humanos – responde Wendy.
– De qualquer jeito deixar ele sem punição pode tirar a moral das amazonas – eu digo.
– Acho que tenho uma idéia – falou a maga – andei pesquisando sobre algumas coisas e isso pode ser uma punição bem interessante.
Jenny contou todos os detalhes do plano. Tenho que admitir que é uma punição pesada e até perversa.
Eu adorei o plano.
Narração de Stan
Como foi ser acertado? Só me lembro da humana mostrando seios. Que seios. Eu não sou tanto fã de seios grandes, mas tenho que admitir os seios daquela loira é... bastante interessante. Pior que nem conseguir salvar a minha irmã do que tenha acontecido com ela. Pior que estou sentindo um frio na cintura para baixo.
– Finalmente acordou – disse uma voz feminina.
Eu me levanto rápido (parece que não estou preso), mas não estou com minha espada. Fico em posição de luta. Quando me deu por mim estou sem calça, logo tampo meu pênis. Quando eu coloquei a mão na região percebi alguma coisa faltando. Olhei para baixo e não estava com meu pênis. Elas me castraram? Parece que não, eu não estou vendo nenhum ponto de cicatrização. Olho para a fonte da voz feminina vejo uma guerreira de boina liras humana e uma maga no lado.
– Qual é a sensação de ter um cinto de castidade élfico em um homem? – diz a morena
– Por que vocês fizeram isso? – eu pergunto pegando a minha calça que estava ao meu lado e me visto.
– Você atacou a nossa cidade.
– Apenas estava defendendo a minha irmã.
– Sua irmã não estava sendo atacada. Só estava tendo o cinto de castidade retirado.
– Isso é impossível. Só meus pais que sabe o encantamento para tirar isso.
– O que você não contava que o mago lendário consegue tirar qualquer lacre – responde a maga.
– Isso é impossível.
– Não é. Se estudar um pouco de historia pode ver que meu mestre capturava as elfas para tirar seus cintos de castidade.
Eu nunca ouvir essa historia. Para mim, acho um absurdo que uma elfa não tenha um cinto e agora elas colocaram em mim quase me fazendo uma newhalf se tivesse castrado.
– E como faço para tirar isso de mim? – eu pergunto.
– Você prestará serviços a nossa comunidade em forma de retribuição – diz a maga – só a nossa líder que sabe o encantamento certo para tirar. Ela que vai decidir o fim do seu castigo.
– Ou seja, você vai comer na minha mão – disse a morena.
Newhalf que pariu. Como vou explicar essa história para meu rei e para meus pais?
Narração de Shelly
Faz dois dias que o mago está inconsciente. Foi usado muito magia de cura para tentar trazer de volta, mas parece que não teve efeito. Verificando os batimentos as funções vitais ainda está vivo. Maldito irmão, por que foi logo se intrometer aonde não é chamado. Ele entra na minha casa e sem pensar duas vezes ataca que nem um louco.
Eu tive uma discussão com ele depois que de terminou de conversar com Jenny e Wendy. O puto já ficou nervoso que eu tinha me livrado do cinto de castidade. Eu não estou nem aí e agradeço pelo mago por me livrar disso. As elfas podem suportar isso, mas eu tenho um sangue mais de orc e nunca aceitei o fato de não ter o direito de me entregar sem precisar da permissão dos meus pais.
Influencia sobre a filosofia das amazonas? Sangue orc das minhas vezes? Eu não sei porque tenho esse pensamento, afinal existem orcs criados na sociedade dos elfos que nunca reclamaram do cinto de castidade. E também orc e elfo já foram uma só raça nos tempos remotos. Segundo as lendas existia um grupo de elfos que comiam carne. Fëanor amaldiçoou esses elfos que tiveram suas aparências mais selvagem e mais perigosa, nascendo os orcs.
Agora sem o cinto de castidade dos elfos finalmente conheci minha vagina. Com dois dias conheci experiências que nem fazia idéia que existia como uma estranha sensação prazerosa ao estimular meu clitóris. Bebe me explicou que esse ato se chama masturbação. Interessante o ato que leva a sensações novas para mim, principalmente para o orgasmo que é o ápice do prazer.
Entro no quarto aonde o mago está deitado já vejo a princesa ao seu lado. Incrível que ela e sua guardiã foram às pessoas que ficaram mais no lado do mago. A própria Jenny sempre passava para saber como está seu neko. Parece que esse mago tem a capacidade de atrair as pessoas. Eu mesmo me peguei vindo algumas vezes. Vendo a princesa, sua guardiã e a Jenny estão caidinhas por ele.
A guardiã convenceu a princesa se retirar para comer um pouco e descansar. Ela relutou um pouco, mas cedeu. Assim fico sozinho com o mago. Tenho que admitir que ele é bastante bonito posso entender porque três mulheres estão interessada nele. Sem contar que a personalidade é um recheio a parte. Eu ainda não tive contato direito com ele, mas da para ver que ele é bastante seguro de si. Bebe me contou que teve a capacidade de irritar Wendy, algo bastante difícil. Ele possui um ar real como se fosse rei. Se bem que ele já foi rei segundo as lendas. O anjo entre os homens e demônio entre os elfos. E agora ele está aqui deitado na minha frente.
Eu não vim contemplar o mago, mas ajudá-lo. Eu tive um seguinte pensamento: e se em vez de curar o HP dele não curasse o MP? Afinal os magos são a classe que mais depende de MP seguido pelos clérigos, bardos e druidas. Então comprei uma porção de mama que restaura o MP, algo que não é difícil de encontrar já que essa porção tem um ótimo gosto (muitas vezes vendidas como bebida), diferente da porção de HP que não tem gosto.
Então dei alguns goles da porção para o mago. Não demora nem um minuto que o mago acorda.
– O que aconteceu? – pergunta desorientado. Como suspeitei o disco do meu irmão causou danos mágicos e não físico.
– Você perdeu consciência e ficou desacordado por dois dias.
– Dois dias. Isso foi muito tempo – disse colocando a mão na cabeça.
– Pensávamos que tinha sofrido um ataque físico, mas no final descobri que sofreu um ataque mágico de um objeto mágico.
– Que merda. Como eu fui atacado?
– Prefiro não contar detalhes – eu fico vermelha. Nunca vou contar que ele recebeu um ataque do meu irmão e caiu de cara na minha vagina.
O mago começa se levantar.
– Que ajuda?
– Sim.
Ajudo se levantar.
– Aonde está minhas roupas? – pergunta o mago assim quando repara que está só de cueca.
– Está no canto. Alias o que é isso? – eu aponto aonde está a virilha do capaz.
Ele olha para baixo e percebe que seu pau está duro. Eu sei muito bem o que é, mas estou com um pouco de espírito de troll hoje. Ele logo vira para trás se encolhendo. Joga uma magia nas suas roupas que desaparece e reaparece no seu corpo.
– Magia útil – eu digo.
– É um quebra galho.
– Obrigada por ter tirado o cinto de castidade élfico de mim.
– Não tem de quer.
– Parece que ganhou uma companheira de viagem.
– Parece que sim – ele sorri.
Do nada eu avanço para um ataque. Ele logo da um pulo para trás, estende a mão para invocar seu cajado. Surpreendo com um soco, mas ele aproveita para criar um escudo de energia azulada para defender. Com impacto consigo o força para trás. Vejo que está estalando os dedos em uma mão livre, eu forço mais um pouco empurrando para trás para o mesmo colida com a parede. Logo desfaz o escudo e solta uma pequena rajada de fogo.
Se fosse uma covarde eu recuaria para trás, mas eu avanço a minha mão e seguro a mão dele que está soltando a magia. Consigo anular a magia segurando a fonte. Como sou mais alta e mais forte ergo pela mão acima do chão para logo segurar no seu pescoço com as duas mãos. Ele solta o cajado no chão e segura meus braços com finalidade de fugir.
Parece que o mago não é tão durão assim. Eu não percebi quando o cajado de transforma em uma serpente e rapidamente sobe no meu corpo ficando perto do meu pescoço. Interessante, o mago tem seus truques.
– Até que você é durão – eu solto ele – você passou do meu teste – sorrio.
– Tenho que admitir que fazia tempo que não passava por esse aperto – a serpente vai para a mão dele e retorna a forma original – seria bom se tivesse avisado que iria atacar.
– Nunca se sabe quando uma batalha pode começar, portanto quis testar se você estava preparado.
– Quando se passou muito tempo em uma guerra precisa está em constante vigília.
– Bom.
Esse mago é bastante interessante.
Narração de Kenny
Eu não sei o que fazer. Achei uma ótima idéia de usar Eric Cartman para convencer as províncias das amazonas e dos góticos. Agora sinto responsável do mago ser atacado pelo meio elfo. Mais de 1000 anos preso e nem teve tempo de liberdade. Por que tive que me desabafa o problema do reino para ele?
Eric foi muito nobre em oferecer sua ajuda. Por que aceitei? Eu não sou diferente dos elfos, sou tão mesquinha como meus inimigos. Eu poderia oferecer um descanso para o Eric com ou sem minha companhia. Sim, me deixei levar pelo seu cavalheirismo, mas teve a parte interessa minha. A parte que quer ser rainha. A parte que ser mulher. A parte que queria usar o mago.
Tammy tentou me consolar desses dois dias, mas nada tira a angustia e a culpa de eu ser responsável por causa do Eric. Eu trago uma jarra de água para banhar ele. Eu não sei o que fazer. Butters e Token usaram todas suas magias de cura. Jenny está pesquisando até agora como trazer Eric de volta. De repente vejo Eric Cartman em pé. Eu não quis nem saber. Larguei a jarra, corri para sua direção e abracei.
– Eric – abraço forte.
– Minha princesa – ele retribui o abraço de forma suave.
– Quando você acordou?
– Acordei alguns minutos atrás. Resolvi andar um pouco para esticar as pernas.
– Desculpe Eric. Por minha culpa, o senhor se machucou – eu não resistir e derramei lagrimas.
Ele se afastou um pouco para colocar suas mãos no meu rosto para limpar minhas lagrimas. Nesse processo até tira um pouco do meu véu.
– Não se preocupe princesa. Não seria uma perda grande se eu chegasse falecer.
Essas palavras me irritou. Eu entendo o seu sofrimento de está preso por mais de 1000 anos, da sua solidão, das dores não cicatrizadas, mas não entendo esse de perda do valor próprio. Eu levanto a minha mão e dou um tapa na cara do mago. O impacto do golpe faz ele virar a face.
– Como você pode falar isso? Você é o antigo rei – eu avanço para da murro no seu peito, mas ele me segura – Eric, sei que mil anos de solidão é uma pena pior do que morte, mas nunca fale que sua morte não seria uma grande perda.
Ele olha para mim, não com raiva e não com pena, mas com carinho. Um sorriso tímido e bonito.
– Eric.
– Kenny.
Uma força desconhecida faz a gente se aproximar mais do que eu imaginava. Quando se dou por mim, nos dois estamos trocando beijos. Meu primeiro beijo. Ainda sinto raiva pela Jenny que roubou meu primeiro beijo, mas pelo menos ele está me beijando. Chuta Jenny. Minhas mãos vão na nuca do Eric, enquanto suas mãos vão para a minha cintura.
Eu gostaria de ter dom de escritora para descrever meu primeiro beijo com mais poesia. O ruim se essa experiência fosse descrito em palavras poderia da impressão de um beijo gay por causa do meu nome.
CONTINUA
Fale com o autor