Os senhores de Zaron
10 Projeção Astral
Narração da Tammy
Parece uma piada pensar que em uma província humana a gente foi atacado pelo um elfo. Que confusão. Eu não sei se fico preocupada com Eric ou rio com a situação. Preocupada porque foi atacado e ficou bom tempo inconsciente, mas ri muito de como aconteceu: estava tirando o lacre da orc. Deu impressão que foi a ejaculação dela que fez Cartman desmaia. Muito engraçado.
É a primeira vez que vi alguém gozar com magia. Será que o mago sabe algumas magias que só tem esse efeito? Se tiver vai ser o primeiro homem que tem uma pegada a distância. Droga, quanto mais tento evitá-lo mais descubro que aquele homem é interessante. Contudo preciso priorizar a felicidade de Kenny acima de tudo. E por falar nela, vejo chegando toda sorridente, mesmo usando o véu que tampa sua boca consigo ver o brilho dos olhos.
– Então, minha princesa, aonde você estava?
–Estava fazendo companhia para o nosso mago que passa fora de perigo agora.
– Que bom. Espero que o encontro tenha sido bem agradável.
– E como. A gente nos... beijamos – disse corando.
– O que? – eu mesmo fico surpresa de acontecer tão cedo. A princesa está crescendo – quando foi isso?
– Foi quando ele acordou. Eu queria saber se ele estava bem, a gente discutiu e de repente rolou o clima.
– E o que estavam discutindo?
– Ele falou que “não seria uma grande perda se chegasse a falecer”. Eu fiquei puta de raiva e dei um tapa nele.
– Oh, isso é interessante. Meus parabéns princesa, acabou de ter seu primeiro beijo.
– Fico tão feliz. A experiência foi melhor do que imaginava.
– Cuidado princesa, ainda não conseguiu o coração do mago, a concorrência não vai desistir.
– Eu também não.
Incrível que Kenny está indo bem em seduzir Eric. Vamos ver se ela vai ter sorte em perder o cabaço com ele. E por falar do mago, nós duas vimos o mesmo carregando a Jenny no colo. O que é isso? Ele já perdeu a virgindade?
Narração do Cartman
– Mestre. O que aconteceu com seu rosto? – Jenny pergunta vendo as marcas da mão da princesa.
– Não é nada. Vamos não concentrar no treinamento – nem fudendo vou contar para minha discípula que beijei a princesa. Pelo menos não quando ela ainda tiver essa idéia de ser o neko dela na cabeça – anda praticando as magias que ando ensinando.
– Sim mestre. Minhas magias de fogo já estão bem aguçadas. Sem contar que estou pegando o jeito para solidificar energia para usar como arma.
– Ótimo. O que vou te ensinar vai ser projeção astral.
– Projeção astral? Nunca ouviu falar.
– É a maneira que nossa mente saíra do nosso corpo da forma de reflexo para poder viajar no espaço sem ser detectado.
– Nossa. Isso é ótimo, mas por que não me ensina em sonhos?
– Porque essa arte é fácil de fazer, porem é muito perigosa, afinal está no território próximo ao dividindo e os deuses não ficam satisfeitos disso. Por sorte eu fiz pactos com dois deuses do passado que me da permissão para viajar nesse espaço.
– Compreendo. Quando a gente começa?
– Agora se quiser.
– Vamos começar. O que tenho que fazer?
– Fique em posição de meditação.
Jenny logo se senta no chão da casa de Shelly. Eu também me sento.
– E agora?
– Apenas diga com imposição a palavra “astral”. Só. A gente vai falar juntos para não ocorrer problemas.
– Sim.
– No três. Um. Dois. Três.
– Astral – a gente disse ao mesmo tempo.
Logo a magia mostra seu efeito. Parece que nossos espíritos desprende dos nossos corpos e gente se encontra em cima da cidade como fantasmas.
– Nossa. Que vista – disse Jenny espantada com a vista da província das amazonas.
– Isso é projeção astral. Nosso corpo fica em transe. Para voltar é só falar “astral” da mesma forma que falou para ativar a magia e volta para o corpo de forma instantânea.
– Entendi mestre. Essa magia é muito útil para espionagem, aposto que o senhor usou muito para espionar os elfos.
– Até que queria, mas existia uma elfa que fez pacto com outros dois deuses. Para zelar o pacto que fiz, eu não podia usar a magia para essa finalidade.
– Poxa. Isso foi uma pena.
– Mas não se preocupe, graças a isso os elfos não podem fazer o mesmo. Eles até faziam isso antes de eu fazer o pacto.
– Fizeram? Então como não ganharam a guerra?
– Os elfos são imortais, então eles não sou apressados para fazer as coisas. Eu não sei se teve a oportunidade, mas o exercito dos elfos não são bons em estratégias por causa de ter um tempo infinito para resolver as coisas.
– Pelo menos isso da uma grande vantagem para nós.
– É verdade.
– Humanos em projeção astral. Há quanto tempo que não presencio isso – disse uma misteriosa voz. Eu nunca escutei a tonalidade, que mais parece uma voz grave e imponente, da voz. Por um momento penso que é um deus, mas estranho não sentir a presença da mesma, afinal cada uma divindade emite uma emoção predominante, até mesmo se for uma divindade maligna chamada de demônio – quem são vocês?
– Somos magos e você – disse Jenny.
– Seria uma grande explicação se eu falasse quem sou eu, o que posso dizer que sou uma projetista.
– Projetista?
– Sim, sou uma das responsáveis em moldar sua realidade.
– Mestre – percebo que Jenny está ofegante.
– O que você está fazendo?
– Eu? Nada. Ela que não está suportando a minha presença diferente de você.
De repente duas luzez amarelas aparecem. Demoro um pouco para entender que aquilo são olhos cuja pupila é um azul escuro com tonalidade liras. O mais estranho é o olho direto que em vez de ter uma pupila normal tem sete mini-pupila que estão organizados com um central e os outros circulando o mesmo.
– Recomendo que sua discípula retorne para o corpo de origem a menos que queria ter uma morte astral.
– Jenny retorne.
– Astral – disse rapidamente com medo. Logo retorna para o próprio corpo. Espero que o medo não cause efeitos colaterais.
– Você é um elfo, humano, anão ou que? Eu não estou conseguindo identificar sua presença – falo bem calmo. A misteriosa entidade não está me assustando. Se for um ser mortal é capaz que tenha domínio de magia psíquicas surpreendente.
– Como disse eu sou uma projetista. Eu me pergunto se você é humano.
– Claro que sou.
– Sua aparência é, mas seu espírito tem um ar de familiaridade peculiar, algo semelhante a mim.
Eu não estou entendendo nada. Pouco a pouco os olhos estranhos vão sumindo. Parece que a misteriosa entidade não se dá o trabalho de se despedir. Eu me pergunto qual é o verdadeiro significado das suas palavras.
– Astral – logo retorno no meu corpo. Quando dou por mim, percebo que Jenny está inconsciente. Parece que a presença da misteriosa entidade foi demais para ela. Ainda bem que só está dormindo. Vai acordar daqui quatro horas. Pior que não tenho tempo já que a comitiva vai sair logo. O jeito é pegar ela no colo e ir logo.
Narração da Tammy
– O que aconteceu? – Kenny pergunta nervosa. Faço um esforço grande para não rir.
– Jenny e eu estávamos treinando uma magia chamada projeção astral – responde o mago. Pela segurança que ele falou, eu acredito
– E a magia é tão perigosa assim? – parece que Kenny se acalma um pouco.
– Tem seus riscos, o problema que aconteceu algo improvável. Mais nada sério, Jenny vai acordar daqui algumas horas. A carruagem está pronta?
– Sim, está – eu digo – alias – olho de forma maliciosa– você acabou com ela – é uma gracinha ver o mago corar.
– Vamos logo para carruagem – disse Kenny ainda com raiva. Eu nunca pensei que a loira fosse tão ciumenta. É engraçado ver Eric, um mago que tem mais de 1000 anos de existência, não saber como lidar com isso.
Kenny e eu conduzimos o mago para o caminho certo. Não demora muito para encontrar a carruagem já pronta com Token e Tweek em cima dela. Butters e aquela loira amazona peituda que ainda não demorei o nome (percebo Kenny olhando para os peitos da loira, ela é tarada por peitos) e Shelly ao lado de um lobo gigante (uma montaria comum entre os orcs).
– Não me levem a mal, mas eu vou preferir usar minha própria montaria – falou a orc – ainda mais não existe nada mais rápido que Larry – acaricia o lobo. Estranho a reparar que esse animal parece que está um pouco acima do peso e tem um colete salva vidas no pescoço.
– Ah é? – disse Kenny – aguarde e confira – ela começa a cantar. Tenho que admitir que ela tem uma excelente voz, digna a uma cantora de opera.
Escuto casco de cavalo se aproximando. Eu localizo o cavalo com meus olhos ou que pensava que era já que é um unicórnio. O animal é todo azul com uma crista e calda que lembra muito um arco-íris, asas e um chifre de unicórnio. Lembro-me que li que tinha uma discussão classificar um hibrido de unicórnio e pegasus, afinal tem chifre de um e asas de outro. Então o conselho de magia entrou em consenso de chamar um hibrido de unicórnio mesmo já que o comportamento dessa espécie puxa mais para um do que para outro (os pegasus têm um comportamento semelhante a pássaros).
– Ninguém é mais rápida do que Rainbow Dash – disse a princesa.
– Ah é? Aposto que Larry é mais rápido.
– Eu duvido.
As duas subiram nos seus respectivos animais. Kenny sempre foi tão competidora.
– Então uma corrida até uma estalagem? – propôs a orc.
– Fechado.
As duas partiram para uma corrida. Eu acho que é imprudência, mas ninguém segura a princesa quando ela quer competir.
– Então vamos – perguntou o mago.
– Sim – respondi.
Narração de Kyle
Eu tento entender o que aconteceu com Stan. Através do corvo mensageiro (que muita gente chama de Twitter) meu melhor guerreiro contou que está a mexer dos humanos, porque o mago sangrento colocou o cinto de castidade nele. Que audácia. Como ele pode fazer isso em um homem? Agora entendo do porque de minha mãe ter prendido aquele filho da puta.
Ai minha cabeça. Preciso me acalmar. Pior que Stan falou que ele conseguiu mais aliados. Por sorte já negociei com os gnomos. Tenho receio que os humanos fazem aliança com os anões. Depois dos humanos, não tem nada tão desprezível do que os anões. Uma raça gananciosa que vive nas montanhas sempre em busca de metais preciosos como gafanhotos em busca de plantações. Tenho que admitir que eles sabem como forjar algo, mas os anões são muito estoquistas em seus preços.
Mesmo assim prefiro eles do que os humanos. Uma raça que possui mães que matam seus filhos ainda no ventre. Uma raça que encara uma relação sexual de forma depravada. Uma raça que não tem nenhum respeito a natureza. Uma raça que sempre quer as coisas na hora.
Narração de Bebe
– Acho que chegou o momento certo de fazer essa pergunta: o que é um gótico? – pergunta o mago.
Estamos na carruagem nos dirigindo para uma estalagem para passar a noite. Saímos da cidade para a gente chegar mais rápido da província dos góticos.
– Os góticos são complicados de descrever – eu respondo – porque eles são bem isolados, são formados por humanos e anões e são excelentes navegadores. Ouvir dizer que eles adoram uma divindade chamada Edgar Allan Poe, um raro humano que conseguiu a graça de ser um deus.
– Edgar Allan Poe? – pergunta o mago.
– Sim, já ouviu falar?
– Para falar a verdade eu o conheci. Ele foi um dos meus generais da marinha do passado.
– Serio? – perguntaram Butters, Tammy e eu de uma vez. Aposto de a Jenny tivesse acordada perguntaria também.
– Sim. Aquele viado fresco. Ele sempre via com aquele papo de chamar os outros de conformistas, fica fumando ervas, escutando melodias com refrões depressivos e o estranho gosto de falar sobre dor.
– Parece que está descrevendo os góticos – a guardiã da princesa ri. Eu tenho que admitir que foi engraçado.
– Se é assim ta no papo a negociação. Basta saber quem é o líder para entrar em negociação – comenta o mago.
– Parece que está acostumado com política. Dizem que seu reinado foi lendário.
– Não tinha muito memorável, afinal na minha época a guerra contra os elfos eram muito mais sangrentas. E também poucos esquecem que meio que surrupiei o reinado de Donovan, a primeira família real.
– Minha família falava disso, mas nunca ninguém explicou como isso aconteceu – disse Butters curioso. É incrível que esse homem é bastante fofo, parece uma criancinha.
– Eu comecei politicamente quando conseguir o titulo de duque, após de te chegado no limite máximo da magia. Eu que vi de uma família de taberneiro dei muito bem, porque sabia lidar com todo tipo de pessoa. Pouco a pouco fui crescendo politicamente até quando cheguei ao nível de conselheiro do rei. Eu tentei mudar algumas leis, de negociar com os elfos...
– Espera um pouco. Negociar com os elfos?
– Antes de ser rei, tínhamos um nível diplomático frágil. Eu tentei negociar com os elfos justamente para ter acessos algumas posses de territórios, mas eles são muito fechados a isso. Os elfos têm são muito frescos a proteger o meio ambiente. Sei que é importante não desmatar tudo, mas os elfos são radicais demais – Eric suspira – mas voltando para o meu passado: tinha um monte de projetos, mas o rei não queria arriscar. A família real tinha uma economia forte na pecuária e confecção de roupas e sapatos, portanto não queriam arriscar com economias novas. Então para estimular outras economias montei um grupo de lenhadores e mineiros ilegais que se aventura nos territórios dos elfos para conseguir os elementos naturais. Por três anos meu grupo atuou e a economia humana começou a desenvolver com caças de madeiras, moveis, jóias forjadas por humanos, remédios e entre outros produtos, até quando um dia fui descoberto pelos nossos inimigos, mas por sorte a gente sobreviveu. O que eu não contava, depois que os nobres e os duques quando descobriram que meu grupo sobreviveu ao ataques dos elfos, fizeram um golpe de estado e me colocaram no poder.
– O que aconteceu com a família Donovan? – eu pergunto.
– Eu não sei. Diziam que a família saiu de Zaron e foi para uma terra misteriosa e selvagem chamado México.
– O que... aconteceu? – Jenny acabou de acordar.
– Encontramos uma entidade misteriosa que causou desgaste em você, enquanto a gente estava me projeção astral. Você ficou inconsciente por causa disso.
– Compreendo. Desculpe mestre, eu não fui forte suficiente.
– Eu que tenho que pedir desculpa, porque foi por minha causa que você perdeu a consciência.
– Mestre, mas o que foi aquilo?
– Eu queria saber, mas investigarei depois que convencer os góticos de serem nossos aliados.
– Chegamos na estalagem – o clérigo para o veiculo e nos avisa.
Na frente da estalagem estava a princesa Kenny e a Shelly. Parece que aqui vamos passar a noite.
Narração de Cartman
Quando saio da carroça não deixo de reparar aquela estalagem na encruzilhada justamente para viajantes por acaso. Eu não esqueço aquelas madeiras antiga feita de madeira, aquela tinta desbotado, aquele cheiro de comida caseira no ar, o ar quente saindo da lareira, o leve cheio de vinho. Não me esqueço da janela feito de vidro, algo muito raro na minha época. Não me esqueço das melodias dos bardos.
Eu estou em casa.
CONTINUA
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